Fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1

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Fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1

Fonte: Protein Data Bank
Estruturas disponíveis
PDB Busca de ortólogos: PDBe, RCSB
Identificadores
Símbolos IGF1; IGF-I; IGF1A; IGFI
ID externos OMIM: 147440 MGI96432 HomoloGene515 GeneCards: IGF1 Gene
Padrões de expressão do ARN
PBB GE IGF1 209541 at.png
PBB GE IGF1 209540 at.png
PBB GE IGF1 209542 x at.png
Mais dados de expressão
Ortólogos
Espécies Humano Rato
Entrez 3479 16000
Ensembl ENSG00000017427 ENSMUSG00000020053
UniProt P05019 P05017
RefSeq (mRNA) NM_000618 NM_001111274
RefSeq (proteína) NP_000609 NP_001104744
Localização (UCSC) Chr 12:
102.79 – 102.87 Mb
Chr 10:
87.86 – 87.94 Mb
Busca PubMed [1] [2]

Fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1, somatomedina C ou IGF-1 é uma proteína produzida no fígado em resposta ao hormônio de crescimento (GH) com papel importante no crescimento, desenvolvimento da musculatura, reduz os níveis de glicose no sangue, reduz os níveis de gordura corporal altera a oxidação lipídica e aumenta a síntese de proteínas.[1]

Função[editar | editar código-fonte]

Em humanos, o GH e enquanto o IGF-I desencadeia o aumento da oxidação lipídica apenas cronicamente. Enquanto as ações sobre o crescimento são tempo limitado, as ações metabólicas e cardiovasculares do eixo GH/IGF-I perduram durante toda a vida.[1]

Apesar de muito similar à insulina, enquanto o receptor de insulina é altamente comum no fígado e tecido adiposo branco em adultos, o receptor de IGF-I é raro nesses locais, sendo mais comum no músculo esquelético, onde estimula a diferenciação celular. Assim como a insulina, atua na diminuição da gliconeogênese (acumulo de açúcar) e glicogenólise (liberação de açúcar) hepática e aumenta a captação de glicose nos músculos.[1]

Uso terapeutico[editar | editar código-fonte]

Análogos sintéticos da IGF-1, como a mecassermina, podem ser utilizados para o tratamento de atraso no crescimento e podem retardar processos neurodegenerativos como mal de Alzheimer.[2]

Patologias[editar | editar código-fonte]

Um alto nível de IGF-1 aumenta o risco de câncer, diabetes e aceleram o envelhecimento. Uma dieta rica em proteínas vegetais, ricas em fibras e pobre em gordura saturada diminuem os níveis de IGF-1. Assim, vegetarianos e vegans tem menor risco de câncer e maior longevidade.[3] [4]

Incapacidade de produzir IGF-1 causa um menor crescimento e tendência a obesidade em crianças e adolescentes, popularmente conhecido como nanismo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Carla R.P. Oliveira, Rafael A. Meneguz-Moreno, Manuel H. Aguiar-Oliveira, José A. S. Barreto-Filho. Papel Emergente do Eixo GH/IGF-I no Controle Cardiometabólico. Universidade Federal de Sergipe, Aracaju, SE, Brasil. http://www.scielo.br/pdf/abc/v97n5/v97n5a12.pdf
  2. Insulin-like growth factor-I: potential for treatment of motor neuronal disorders. Lewis ME, Neff NT, Contreras PC, Stong DB, Oppenheim RW, Grebow PE, Vaught JL.SourceCephalon, Inc., West Chester, Pennsylvania 19380!
  3. McCarty, M. F. "Vegan proteins may reduce risk of cancer, obesity, and cardiovascular disease by promoting increased glucagon activity." Medical hypotheses 53.6 (1999): 459-485. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10687887
  4. van Heemst D1, Beekman M, Mooijaart SP, Heijmans BT, Brandt BW, Zwaan BJ, Slagboom PE, Westendorp RG. Reduced insulin/IGF-1 signalling and human longevity. Aging Cell. 2005 Apr;4(2):79-85. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15771611/


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