Grelina

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Conhecida como o hormônio da fome, a grelina foi descoberta por pesquisadores japoneses em 1999, mas foram os cientistas britânicos que associaram esse hormônio a sensação da fome e por conseqüência um estimulante de apetite.

Ela é produzida principalmente pelo estômago, mas também pelas células epsilon do pâncreas e pelo hipotálamo. Este quando fica vazio intensifica a secreção da grelina, o hormônio atua no cérebro dando a sensação de fome. Quando nos alimentamos a secreção da grelina diminui e a sensação da fome passa.[1]

Ela também tem um papel importante no aprendizado, na memória e na adaptação a novos ambientes. [2]

Ao contrário do que se é de se esperar a quantidade de grelina nos obesos é menor do que nas pessoas com o peso ideal, o que acontece é que os obesos tem uma maior sensibilidade a esse hormônio, e um mecanismo que reduz sua produção quando o obeso ganha peso.[3]

As pessoas magras secretam grandes quantidades de grelina enquanto dormem, já esse fenômeno não é verificado nos obesos.


Referências

  1. Inui A, Asakawa A, Bowers CY, et al. (2004). "Ghrelin, appetite, and gastric motility: the emerging role of the stomach as an endocrine organ". FASEB J. 18 (3): 439–56. doi:10.1096/fj.03-0641rev. PMID 15003990. http://www.fasebj.org/cgi/content/full/18/3/439.
  2. "Hunger hormone tied to learning". http://www.the-scientist.com/news/display/23132/. Retrieved 2007-06-01. at The Scientist
  3. Cummings DE, Weigle DS, Frayo RS, et al. (May 2002). "Plasma ghrelin levels after diet-induced weight loss or gastric bypass surgery". N. Engl. J. Med. 346 (21): 1623–30. doi:10.1056/NEJMoa012908. PMID 12023994. http://content.nejm.org/cgi/content/abstract/346/21/1623.