Henry Avery

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Xilogravura de A General History of the Pyrates (1725).
Nome Henry Avery
Nascimento 23 de Agosto de 1659
Local Newton Ferrers, Devonshire, Inglaterra
Morte 1696 (37 anos)
Local Desconhecido
Defendia a bandeira do(a) Sua tripulação
Atividade 1694-1696 (2 anos)
Conhecido por Ser o pirata mais nobre e mais traiçoeiro de todos os tempos
Áreas de Atuação Oceano Atlântico, Inglaterra, Oceano Índico, Caribe
Navio (s) Fantasia, Ganj-i-Sawai
Bandeira Pirate Flag of Henry Every.svg
Atividade 1694-1696 (2 anos)
Hierarquia á bordo Capitão-Comandante

Henry Avery, Every ou Avary (Newton Ferrers, Devonshire, 23 de agosto de 1659 - ?, 1696) foi um pirata inglês. Ficou conhecido na história como um dos maiores piratas de sempre. Possiu vários pseudónimos, como John Avary, Long Ben e Benjamin Bridgeman. [1] [2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Henry Avery tornou-se marinheiro ainda muito jovem, servindo nos navios da Royal Navy. Alguns documentos afirmam a sua presença a bordo de um navio inglês, em 1671. Por volta de 1690 começou a comprar escravos na costa oeste de África.

Na primavera de 1694, Every servia como primeiro oficial no navio Charles II, sob as ordens do capitão Gibson. Quando o navio se encontrava ancorado na Corunha, em Espanha, ele escolheu os melhores entre a tripulação e se apoderou do navio, despachando o capitão Gibson e e alguns marujos em um bote. Depois mudou o nome do navio para Fancy.

Foi nas ilhas de Cabo Verde que Every "pirateou" pela primeira vez ao roubar três comerciantes ingleses. Nas ilhas Comoro, ele fez algumas transformações no navio, tornando-o num dos mais rápidos a navegar no oceano Índico. Para mostrar esta velocidade capturou um navio pirata francês, tendo a tripulação deste navio se juntado a Every.

Avery assumiu o comando e rumou para Madagascar. Patrulharam as costas da Arábia, e perto do rio Indus, avistaram e se apoderaram de um navio possante de bandeira mongol, que transportava a filha do Grande Mongol em peregrinação a Meca. As riquezas encontradas no navio eram tantas, que não conseguiam sequer calculá-la.

Avery e sua tripulação não esperaram que o Grande Mongol ficasse sabendo do assalto ao navio de sua filha e fugiram para Madagascar. Em outro lance de ousadia, solicitou que grande número de sua própria tripulação desembarcasse em chalupas na costa, para procurar por água e comida. Sem esperar pelo retorno, levantou âncora e rumou para o Caribe, aumentando em muito a sua própria parte (e dos restantes da tripulação) do tesouro Mongol. O destino escolhido foi Providence, pois tal navio chamaria muita atenção na Nova Inglaterra.

Venderam o navio com documentos forjados e com uma nova pequena chalupa, rumaram a Boston para repartir os lucros. Muitos tripulantes ficaram lá, mas Avery preferiu navegar para a Irlanda.

O que ninguém sabia, era que Avery estava de posse de um saco de diamantes, encontrado na cabine do navio da filha do Grande Mongol. Tentou vender os diamantes em Bristol para mercadores, mas foi enganado, recebendo só uma pequena parte do valor acordado. Quando acabou o dinheiro, rumou trabalhando até Plymouth e morreu na miséria em Bideford.

Resta salientar, que Henry Avery se revelou muito mais traiçoeiro com seus próprios companheiros, que a maioria dos piratas. Roubou seus próprios companheiros e sócios, mas acabou enganado e morreu na miséria.

Referências

  1. Burgess, Douglas R.. The Pirates' Pact: The Secret Alliances Between History's Most Notorious Buccaneers and Colonial America (em inglês). [S.l.]: McGraw-Hill. ISBN 978-0-07-147476-4.
  2. Dow, George Francis. The Pirates of the New England Coast 1630–1730 (em inglês). [S.l.]: Dover Publications, 1996. ISBN 978-0-486-29064-5.
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