King Diamond
King Diamond durante show em Moscou/Moscovo (2006) |
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| Informação geral | |
| Nome completo | Kim Bendix Petersen |
| Origem | Copenhaga |
| País | |
| Gêneros | Heavy metal, progressive metal, black metal, thrash metal, speed metal |
| Instrumentos | Vocal e Teclado |
| Período em atividade | 1979 - hoje |
| Gravadora(s) | Metal Blade Records |
| Afiliações | Mercyful Fate, Black Rose, Brats |
| Página oficial | Site oficial |
King Diamond, cujo nome verdadeiro é Kim Bendix Petersen (Copenhaga, 14 de junho de 1956) é um cantor dinamarquês de heavy metal, conhecido por sua extensão vocal, maquiagem pesada e apresentações que são bastante teatrais. Sua primeira banda foi Black Rose e em 1980 ele formou o grupo Mercyful Fate. Seus álbuns musicais sempre contam histórias de horror, algumas baseadas em factos reais como é o caso do álbum "The Eye".[1]
A história de todas as suas vozes é um pouco dramatizada. A estrutura de seu microfone é feita com ossos humanos.
Recentemente, foi anunciado no site oficial do lendário vocalista, por sua mulher Livia, que ele sofreu um infarte do coração e fez uma cirurgia colocando 3 pontes de safena, por suas veias estarem obstruídas. Sendo assim, King ficará alguns meses fora das atividades.[2]
Índice |
[editar] Carreira solo
[editar] Início, anos 80
King Diamond começou sua carreira como o notório homem de frente de uma banda de culto, Mercyful Fate. A banda realizou um punhado de álbuns clássicos no início dos anos 80 antes da separação por diferenças musicais.
King Diamond lançou a carreira solo em 1985 com o auxílio do guitarrista do Michael Denner, do baixista Timi Hansen, e dos seus novos recrutas, o guitarrista Andy LaRocque e o baterista Mikkey Dee. Realizando o apetitoso single "No Presents For Christmas" nesta temporada de férias, a banda chamou atenção para o seu primeiro esforço de corpo inteiro: "Fatal Portrait", realizado na primavera seguinte. O álbum se tornou um hit entre a legião de fanáticos dos Mercyful Fate que percebeu que o legado vivia na mente obscura e aterradora de King.
No ano seguinte a banda fez um álbum ainda melhor, "Abigail", que tocava sobre muito mais do que os temas de horror concebidos por King e sugeridos em seu debut. O álbum se tornou um sucesso expandindo King muito além do que o Mercyful Fate havia atingido, alcançando inclusive mais vendagem e exposição do que sua antiga banda. O contratempo foi a saída do guitarrista Michael Denner, amizade de longa data, que deixou a banda por alguns compromissos de turnê e foi substituído por um curto período pelo ex-guitarrista do Madison, Michael Moon.
A banda foi altamente aclamada por sua imaginação lírica, que foi melhor desenvolvida na sua próxima e melhor excursão, "Them". O álbum era inteiramente conceitual, e alguns achavam que poderia ser translado para uma grande novela ou ainda melhor um filme. A ingenuidade do projeto tão bem consumado renderam a King Diamond seu primeiro álbum a entrar na parada musical Top 100 da Billboard. O grupo, agora incluindo novos membros como o guitarrista Pete Blakk e o baixista Hal Patino, embarcou na sua turnê de maior sucesso até então, partilhando o palco com atores que faziam diferentes papéis do citado disco.
Rapidamente seguindo o sucesso e continuando a linha de história de "Them", King Diamond gravou "Conspiracy", álbum de 1989. O disco foi a última performance do baterista Mikkey Dee (que mais tarde iria se juntar ao Motörhead) e dava inicio do envolvimento de Snowy Shaw com King Diamond. Outra turnê bem sucedida foi completada antes do grupo começar a trabalhar na sua próxima composição musical, "The Eye".
O álbum era outro trabalho conceitual revolvendo o tema da perseguição do cristianismo durante os anos. O álbum fez um explosivo debut e foi saudado com um clima de críticas e controvérsias a favor e contra o tema. A banda começou a ter alguns problemas com a sua gravadora (Roadrunner) enquanto a formação via King Diamond, a banda, se dissolver, com apenas King e o guitarrista Andy LaRocque restando, e posteriormente gravando para um novo selo.
[editar] Anos 90
Nesse meio tempo, King ouviu algumas canções em que o guitarrista original do Mercyful Fate, Hank Shermann, estava trabalhando, e que soavam como as verdadeiras raízes da banda. Estas faixas inspiraram tanto King que o Mercyful Fate foi reformado em 1992 com a formação original com King nos vocais, Shermann e Michael Denner na guitarra (que estava trabalhando junto com uma banda chamada Zoser Mez), Timi Hansen no baixo e um novo baterista, Snowy Shaw. Entretanto, uma menção deve ser feita: King nunca esqueceu seu projeto pessoal e sempre tencionou manter ambas as bandas funcionando ainda que o guitarrista Andy LaRocque tocasse no álbum do Death, "Individual Thought Patterns". Cada banda foi rapidamente contratada pela gravadora Metal Blade e o Mercyful Fate gravou o fenomenal disco de volta, "In The Shadows". A reformada banda e seu álbum foram recebidos com entusiástica resposta no prestigiado Dynamo Festival na Holanda, um show com o Metallica na Dinamarca e uma farta vendagem de discos nos Estados Unidos. Um compacto ao vivo, "The Bell Witch", era uma lembrança das excursões. O Mercyful Fate rapidamente aproveitou o barulho acerca de sua reformulação e gravou o álbum "Time".
Nunca perdendo de vista sua própria banda, o duo de King e LaRocque continuou formulando idéias para a sua volta e recrutando novos membros. Literalmente, assim que as gravações de "Time" terminaram, King reentrou no Dallas Sound Lab (onde o os outros dois discos do Mercyful Fate foram gravados). "The Spider's Lullaby" estabeleceu o recomeço, com o guitarrista Herb Simonsem, o baixista Chris Estes, o baterista Darrin Anthony e o guitarrista de longa data Andy LaRocque. O novo álbum era de longe o melhor trabalho em anos. O Rei havia voltado.
Após isto, foi lançado "The Graveyard", com excelentes arranjos e músicas, contando a história de um prefeito que abusava de sua filha de 7 anos e, ao ser flagrado por um sujeito com problemas mentais, o incrimina.
Em 1998 saiu "Voodoo", uma incrível história sobre uma família que se muda para uma casa onde há um cemitério voodoo.
[editar] Anos 2000
Em 2000 King Diamond trás no "House of God" toda energia de seus primeiros discos. Com uma melhor produção e mais peso. O que se vê no CD são riffs pesadíssimos, muito heavy metal e os sempre clássicos e característicos vocais do próprio King, além da eterna ajuda do mestre Andy LaRocque - que mais uma vez da uma aula de guitarra, outro ponto positivo é o novo guitarrista: Glen Drover, que já entra totalmente entrosado na banda.
As composições estão divididas entre Andy e Mr. Diamond, e seguem o estilo que a banda definiu desde os seus primeiros CDs, mas o que impressiona, ainda mais na primeira ouvida, é que as músicas estão mais trabalhadas que o habitual, com diversas mudanças de tempo e muitos solos. Isso fica evidente logo na segunda faixa (já que a primeira é uma introdução ) , The Trees Have Eyes, com riffs maravilhosos e vocais poderosíssimos, seguida de Follow the Wolf, com o mesmo pique... passando por porradas como Help!!! Além de heavys clássicos como Catacomb e This Place is Terrible, finalizando na instrumental Peace of Mind em um total de 13 faixas.
Falando de letras (como de costume), uma estória de assombrar se encontra no livreto: Jesus Cristo não morreu na cruz, e está escondido em algum lugar secreto... alguém o descobre, mas isso é só o começo. Tudo regado pela interpretação magistral de King Diamond e pelos climas passados em todas as músicas que dão o toque especial para a estória fazendo com que o ouvinte sinta realmente todo o desespero de entrar na "House of God".
Novo disco em 2002. A capa é muito bonita e o encarte é todo muito bem feito, com uma produção excelente.
O disco segue o estilo dos últimos álbuns, entre eles “The Graveyard” e “House Of God” e não traz muitas novidades no instrumental, mas que em termos de King Diamond não decepciona, sempre com grandes riffs, muitos solos, ótimas melodias e muito peso, como sempre totalmente heavy metal. Andy LaRocque (guitarras) continua um monstro.
Liricamente é uma continuação perfeita para a primeira parte do conto com partes muito interessantes. A banda agora conta também com o famoso Mike Wead (guitarras, também do Mercyful Fate e de outras bandas como o Memento Mori e Hexenhaus), que faz a dupla perfeita com Andy, além da volta do baixista Hal Patino e do novato Matt Thompson (bateria), todos desempenhando bem suas funções.
“Abigail II” não consegue ser melhor do que seu “primeiro capítulo” e nem de outros clássicos como o maravilhoso “Them”, mas mantém o nível alto em todas suas 13 faixas, sendo indispensável para qualquer fã da banda que se preze.
A produção é excelente e os efeitos sonoros (a participação de Alyssa Biesenberger como Little One é de dar medo) dão um clima ainda mais sombrio ao conto.
Outro detalhe importante que deve ser lembrado é a produção gráfica que dá um show a parte neste CD, além da capa que é linda, o encarte ainda traz a árvore da família mostrando os desdobramentos que deram origem a “Abigail”.
Em 2003, é lançado "The Puppet Master". O novo cd é de longe um dos melhores de King nos últimos anos. Músicas como a heavy tradicional The Ritual e a depressiva No More Me (onde nosso herói é transformado numa marionete através do mais sangrento ritual) mantém o mesmo estilo já consagrado por King Diamond, mas com um toque especial: há uma história perfeita e a música se encaixa com uma precisão magnífica. Outros destaques de peso ficam para as excelentes Blood to Walk, a balada depressiva So Sad (aonde King Diamond flerta de leve com o gótico e a climática e assustadora Living Dead que fecha o cd, mas não encerra o drama daquele que era um ser humano e agora está condenado a viver como uma marionete para a eternidade.
Um excelente cd, que supera em muito tudo que Mr. Diamond fez nos anos 90 e que se não é o melhor de todos, mostra que o senhor da escuridão e seus asseclas não estão perdendo o fôlego e continuam a toda na estrada.
2007: "Give Me Your Soul... Please". O conceito do álbum parte da história de dois irmãos, uma menina e um garoto, mortos provavelmente pela mesma pessoa, ainda que exista uma incerteza se o irmão teria cometido suicídio. Todo o andamento da história a partir de então gira em torno da garotinha que busca uma forma de evitar que a alma de seu irmão vá parar no inferno. Quem nos conta essa história é Diamond, muitíssimo bem acessorado pelas guitarras de Andy LaRocque e Mike Wead, o baixo de Hal Patino, a batera de Matt Thompson e a voz de Livia Zita. A capa foi inspirada em uma pintura chamada “My Mother’s Eyes”, com a singela imagem de uma jovem garota usando um vestido todo ensangüentado e segurando dois olhos em suas mãos.
[editar] Integrantes
- King Diamond - Vocal e Teclado
- Andy LaRocque - Guitarra (1985-)
- Mike Wead - Guitarra (1990-1995, 2000-)
- Hasse "Hal" Patino - Baixo (1988-1990, 2000-)
- Matt Thompson - Bateria (2000-)
- Livia Zita - Vocal de apoio (2003-)
[editar] Antigos membros
- Guitarra: Michael Denner, Pete Blakk, Herb Simonsen, Glen Drover
- Baixo: Timi Hansen, Sharlee D'Angelo, Chris Estes
- Bateria: Mikkey Dee, Snowy Shaw, Darrin Anthony, John Luke Hebert
- Teclado: Roberto Falcao
[editar] Discografia
[editar] Álbuns de estúdio
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[editar] EP's
[editar] Ao vivo
[editar] Coletâneas
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[editar] Video-clipes
- "Family Ghost"
- "Welcome Home"
- "Slepless Nights"
- "Give Me Your Soul"
- "A Mansion in Darkness"
[editar] Ligações externas
- (em inglês) Página oficial de King Diamond & Mercyful Fate
- (em português) Fã Clube Oficial Brasileiro - Black Funeral Fan Club