Lotário III
| Lotário III | |
|---|---|
| Imperador do Sacro Império Romano-Germânico | |
![]() Representação póstuma de Lotário III. |
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| Governo | |
| Reinado | 4 de junho de 1133 - 4 de dezembro de 1137 |
| Consorte | Ricarda de Northeim |
| Antecessor | Henrique V |
| Sucessor | Conrado III |
| Casa Real | Süpplingenburg |
| Títulos | Duque da Saxônia, Rei dos Romanos |
| Vida | |
| Nascimento | junho de 1075 |
| Morte | 4 de dezembro de 1137 (62 anos) |
| Breitenwang, Tirol | |
| Filhos | Gertrudes |
| Pai | Gerardo de Süpplingenburg |
| Mãe | Edviges de Formbach |
Lotário III (junho de 1075 – 4 de dezembro de 1137), foi duque da Saxônia (1106), rei da Germânia (1125) e Sacro Imperador Romano de 1133 a 1137.
Índice |
Ascendência[editar]
Era filho de Gerardo, conde de Süpplingenburg, e de Edviges de Formbach. Gerardo pertencia à alta nobreza da Saxônia e à oposição ao imperador Henrique IV. Ele morreu em batalha, combatendo o exército real, na mesma época do nascimento de seu filho. Cinco anos depois, Edviges casou novamente, com Teodorico II, duque da Lorena. Tinha uma irmã mais velha, Ida, que casou com Sieghard X, conde de Tengling, e, pelo segundo casamento de sua mãe, dois meios-irmãos mais novos, Simão I, duque da Lorena, e Gertrudes de Lorena, esposa de Florêncio II, conde da Holanda.
Duque da Saxônia[editar]
Quando o duque Magno da Saxônia morreu sem descendentes varões, em 1106, Henrique V, o último da dinastia sália de imperadores do Sacro Império, elegeu Lotário ao ducado da Saxônia. Sua eleição foi designada para limitar a influênia crescente dos dois candidatos óbvios Henrique, o Negro, da dinastia de Guelfo, e Oto, conde de Ballenstedt, da dinastia ascaniana, ambos genros do duque Magno. Todavia, o tiro saiu pela culatra, pois Lotário criou uma força nova poderosa na política saxã.
Ele expandiu sua autoridade através de herança e de conquista. De sua avó materna, Lotário herdou o importante condado de Haldensleben, nordeste de Harz, e de sua sogra, as terras de Brunswick. Ele estendeu a autoridade ducal à área fronteiriça da Nordalbíngia, com o auxílio em particular de Adolfo de Schaumburgo, a quem ele enfeudou, em 1111, com o Holstein-Stormarn ao norte e ao leste de Hamburgo.
Em poucos anos, Lotário transformara-se efetivamente no líder de uma nação saxônica, infligindo uma derrota severa ao exército imperial, em 1115, em Welfesholz, próximo a Mansfeld. Posteriormente, demonstrou autonomia do controle imperial ao conferir, em 1123, o margraviato da Lusácia a Alberto, o Urso, conde de Ballenstedt, e o margraviato de Meissen a Conrado de Wettin.
Lotário ascendeu a uma proeminência tal que era um candidato suficientemente crível para suceder como rei da Germânia após a morte do imperador Henrique V, em 1125. Após sua eleição como rei, Lotário reteve o ducado da Saxônia, que se tornou o núcleo do reino.
Eleição ao trono da Germânia[editar]
À morte de Henrique V, emergiram quatro candidatos ao trono da Germânia: Frederico II, duque da Suábia; Carlos, o Bom, conde de Flandres (apoiado especialmente por Frederico, arcebispo de Colônia); Leopoldo III, o Santo, margrave da Áustria; e Lotário de Süpplingenburg, duque da Saxônia. Então, em 25 de agosto de 1115, Lotário foi eleito rei, em grande parte, através das manobras de Adalberto, arcebispo de Mainz. A eleição de Lotário como rei refletia o poder crescente da nobreza que demonstrava sua liberdade para escolher um candidato desligado da dinastia anterior. Ele foi coroado, em 13 de setembro daquele ano, em Aquisgrão.
A numeração dos governantes germanos segue uma seqüência cujo início está no Império Carolíngio e no Reino dos Francos Orientais. Lotário é assim visto como sucessor do imperador Lotário I (que governou entre 843 e 855) e do rei Lotário II da Lotaríngia (855-869), cuja maior parte do reino foi absorvirda pela Germânia. Entretanto, porque Lotário II não foi imperador e nem governou a Germânia propriamente, alguns historiadores não o contam na seqüência germana e logo consideram Lotário de Süpplingenburg como o segundo de seu nome e não o terceiro.
A questão dos papas rivais e a sagração como imperador[editar]
Em 1130, Lotário se envolveu na disputa entre os papas rivais Anacleto II e Inocêncio II, na esperança de assegurar um retorno ao direito pleno de investidura. Lotário tomou o partido de Inocêncio II enquanto que Anacleto II tinha o apoio de Rogério II, o rei normando da Sicília.
Em agosto de 1132, Lotário se encarregou de uma expedição à Itália pelo propósito duplo de derrubar Anacleto e de ser coroado imperador por Inocêncio. A coroação tomou lugar enfim em Latrão, em 4 de junho de 1133, estando Anacleto e seus partidários no seguro controle da Catedral de São Pedro. Todavia, de outra maneira, a expedição tornou-se abortiva. Ele deu a Inocêncio a posse das terras anteriormente pertecentes a Matilde, condessa da Toscana, em troca de um usufruto sobre elas, e instalou seu genro, Henrique X, duque da Baviera.
Após a expulsão de Inocêncio II de Roma por Rogério II da Sicília, em 1136, Lotário lançou uma nova expedição à Itália, que também não se mostrou muito decisiva. Depois que o exército imperial tomou Benevento e Bari, Rogério ofereceu negociações de paz, mas disputas jurisdicionais entre o papa e o imperador, Lotário e seu exército retornaram para a Germânia. Ele morreu durante a viagem, em Breitenwang, no Tirol, aos 62 anos. Seu corpo foi sepultado em Königslutter, a leste de Brunswick, na Baixa Saxônia.
Casamento e descendência[editar]
Em 1100, Lotário casou com Ricarda de Northeim, a filha mais velha de Henrique, conde de Northeim, e de Gertrudes, herdeira de Brunswick. O casal teve uma única filha, nascida após quinze anos de união, durante as festas da Páscoa:
- Gertrudes (18 de abril de 1115 - 18 de abril de 1143), casada, em 29 de maio de 1127, com Henrique X, duque da Baviera, para quem Lotário deu sua filha como recompensa pelo voto decisivo em sua eleição como rei.
Pouco antes de morrer, Lotário, elegeu seu genro como seu sucessor no ducado da Saxônia, mas ele não pôde prevalescer nisto contra Conrado de Hohenstaufen, irmão de seu concorrente nas eleições, Frederico II da Suábia. Ele fora eleito anti-rei da Germânia por seus partidários na Francônia e na Suábia, em dezembro de 1127, entretanto, foi finalmente derrotado na batalha de Mühlhausen, na Turíngia, em 1135.
Então, na eleição subseqüente à morte de Lotário, Conrado derrotou Henrique e a era Hohenstaufen de reis da Germânia e de imperadores começou.
Henrique morreu dois anos depois, provavelmente envenenado, combatendo Conrado. Seu corpo foi sepultado junto ao de seu sogro. Ele e Gertrudes também tiveram um rebento, mas um menino, nascido em 1129 chamado Henrique como o pai, cognominado o Leão, que viria a recuperar sua herança tomada pelo novo rei.
Gertrudes voltou a casar novamente, em 1 de maio de 1142, com Henrique II, margrave da Áustria, e morreu no parto de sua filha, Ricarda.
Ricarda de Northeim sobreviveu tanto a seu esposo quanto à filha e auxiliou seu neto a recuperar a Saxônia, falecendo em 1141.
Ligações externas[editar]
| Precedido por Magno I |
Duque da Saxônia 1106 - 1137 |
Sucedido por Henrique II |
| Precedido por: Henrique V |
Rei da Germânia {formalmente Rei dos Romanos) 24 de junho de 1125 - 4 de dezembro de 1137 |
Sucedido por: Conrado III |
| Imperador do Sacro Império Romano 4 de junho de 1133 - 4 de dezembro de 1137 |
