Públio Quintílio Varo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde Setembro de 2011).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.


Públio Quintílio Varo
Der gescheiterte Varus Haltern.jpg
Estátua de Públio Quintílio Varo em Haltern am See, Alemanha
Nascimento ca. 46 a.C.
Morte 9 (54 anos)
País Império Romano
Batalhas/Guerras Batalha da Floresta de Teutoburgo

Públio Quintílio Varo, em latim Publius Quinctilius Varus, (ca. 46 a.C.9 d.C.) foi um militar romano.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Varo foi cônsul em 13 a.C., junto com o futuro imperador romano Tibério,[1] e procônsul de África, de 7 a.C. a 6 a.C.. Foi governador da província da província Síria, entre 5 a.C. [2] até c. 1 a.C.,[carece de fontes?] sucedendo a Caio Sentio Saturnino.[2] Contava-se uma piada sobre sua extrema corrupção:

...ele foi pobre para a rica Síria e retornou rico da pobre Síria...[3]

Em 3 a.C., o ano seguinte à morte do rei Herodes, Quintílio Varo com as legiões de Antioquia da Síria, sufocou uma rebelião na Galileia e executou dois mil rebeldes por crucificação.[2]

Em 7 d.C., foi destacado por Augusto para a Germânia, mas a sua política excessivamente ávida de conquistas e persecutória provocou uma revolta liderada por Armínio, ex-oficial germânico do exército romano. Usando de sagacidade, este atraiu-o para a floresta de Teuteburgo, com suas 3 legiões (XVII, XVIII e XIX), e o atacou de surpresa (Batalha da Floresta de Teutoburgo, 11 de Setembro de 9 d.C.).

Após várias tentativas de evasão, Varo compreendeu que estava encurralado e, em desespero, suicidou-se com sua própria espada. Vendo sua atitude, outros oficiais fizeram o mesmo. A maior parte do exército foi massacrada e os sobreviventes escravizados.

A derrota de Varo foi um grande desastre: três legiões foram massacradas, junto com o general, seus tenentes e seus auxiliares; Augusto, para evitar revoltas na cidade, pôs vigias à noite, e prolongou os termos dos governadores nas províncias, para que os aliados se mantivessem fiéis a homens experientes com quem eles estavam acostumados.[4] Augusto também celebrou jogos em honra de Jupiter Optimus Maximus, o que havia sido feito durante as guerras Címbria e Mársica.[5]

A notícia desse desastre militar abalou profundamente Augusto que, em sinal de luto, deixou crescer a barba e, durante muitas noites foi visto batendo a cabeça contra a porta e murmurando:

Varo, dá-me minhas legiões de volta!.[5]

Durante anos, Augusto observou o dia da derrota como um dia de tristeza e luto.[5]

Essa vitória decisiva dos germanos pôs fim à expansão romana para além do rio Reno (em latim Rhenus).

Referências

  1. Dião Cássio, História Romana, Livro LIV, 25.1 [em linha]
  2. a b c James Ussher, The Annals of the World [em linha]
  3. Série da TV Escola Os Bárbaros (portal.mec) apresentada por Terry Jones em Novembro de 2008.
  4. Suetônio, Vidas dos Doze Césares, Vida de Augusto 23.1 [em linha]
  5. a b c Suetônio, Vidas dos Doze Césares, Vida de Augusto 23.2

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • TOLEDO, J. Dicionário de Suicidas Ilustres. Rio de Janeiro: Record, 1999. ISBN 85-01-05335-X


Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
Ícone de esboço Este artigo sobre Roma Antiga e o Império Romano é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.