Pinky (filme)

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Pinky
O que a carne herda (BR)
 Estados Unidos
1949 • p&b • 102 min 
Direção Elia Kazan / John Ford
Roteiro Philip Dunne / Dudley Nichols
Elenco Jeanne Crain
Ethel Barrymore
Ethel Waters
Género drama
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

Pinky (br: O que a carne herda) é um controverso filme estadunidense de 1949 que aborda questões raciais. Foi lançado pela Twentieth Century Fox e dirigido por Elia Kazan e John Ford (o último não aparece nos créditos).

O roteiro de Philip Dunne e Dudley Nichols é uma adaptação do livro homônimo de Cid Ricketts Sumner.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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O filme narra a história de uma jovem afro-americana chamada Pinky (Jeanne Crain). Apesar de ser negra, Pinky possui a pele clara e finge ser branca para poder cursar enfermagem em uma faculdade do norte do país. Lá, Pinky se apaixona por um médico, o Dr. Thomas Adams (William Lundigan), que não tem a mínima idéia da família negra de Pinky.

Pinky retorna ao sul do país para visitar sua avó (Ethel Waters), no entanto, afirma que tem planos para voltar para o norte. Sua avó acaba convençendo-a a ficar e cuidar da Sra. Emm, uma mulher branca que está muito doente. Enquanto isso, o Dr. Canady, um negro de outra parte do estado, visita Pinky e pergunta a ela se gostaria de treinar alguns estudantes negros, mas ela recusa a oferta.

Pinky e a Sra. Emm logo começam a construir uma relação de respeito mútuo. Ao morrer, a Sra. Em deixa toda sua herança para Pinky, mas seus parentes decidem travar uma batalha judiciária contra ela. O tribunal acaba por decidir a favor de Pinky, e ela fica com as terras da amiga falecida. O Dr. Thomas acaba descobrindo a verdade sobre Pinky. Ele propõe o casamento a Pinky, contanto que ela continue a viver como uma mulher branca, mas ela se recusa. Pinky decide usar as terras da Sra. Emm para criar uma clínica e um berçário.

Escolha do elenco[editar | editar código-fonte]

Apesar do fato de que Lena Horne e outras atrizes negras de pele relativamente clara foram consideradas para o papel de Pinky, o produtor Darryl F. Zanuck decidiu escolher uma atriz branca por razões financeiras. Ele achou que uma atriz branca no papel principal traria mais bilheteria ao filme.

Controvérsia e mudança na lei[editar | editar código-fonte]

Por causa do assunto que tratava, Pinky se tornou um filme muito controverso na época de seu lançamento. Foi banido da cidade de Marshall, Texas por mostrar um casal interracial, uma violação do código de censura da cidade. A cidade chegou a processar os produtores do filme, e o caso chegou até à Suprema Corte estadunidense, que decidiu acabar com a lei da cidade.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Pinky foi indicado para três prêmios Oscar nas categorias de melhor atriz principal (Jeanne Crain) e melhor atriz coadjuvante (Ethel Barrymore e Ethel Waters). Waters se tornou a segunda pessoa negra a ser indicada para algum prêmio Oscar, a primeira sendo a vencedora Hattie McDaniel.

Além dos prêmios Oscar, Pinky também foi indicado para o prêmio do Writes Guild of America (Sindicato dos Escritores dos EUA) na categoria de roteiro que melhor retrata os problemas da sociedade estadunidense.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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