Quitim

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
O mundo como conhecido pelos Hebreus

Quitim, (Kittim) é um personagem do Antigo Testamento, o terceiro filho de Javã.[1] Javã foi o quarto filho de Jafé,[2] filho de Noé.[3]

Seu pai, Javã, foi identificado como o ancestral dos gregos, [4] [5] ou dos jônios,[6] enquanto que Quitim e seus descendentes são identificados como os predecessores do povo cipriota. [7]

A cidade de Larnaca, (em grego: Λάρνακα, em turco: Larnaka) na costa oeste do Chipre, foi conhecida em tempos antigos como Kition, ou (em latim) Citium. Nestas bases, a ilha inteira tornou-se conhecida como "Kittim" em hebraico. Contudo, o nome parece ter sido emprestado com alguma flexibilidade na literatura hebraica. Ele foi frequentemente aplicado para todas as Ilhas Egeias e então para "o Ocidente em geral, mas especialmente navegando ao Ocidente".[8] Flavio Josefo (aproximadamente 100 d.C.) relembra em seu livro Antiguidades dos Judeus que

Cethimus possuiu a ilha de Cethima: ela é agora chamada de Chipre; e desta que todas as ilhas, e a maior parte da costa marítima, são nomeadas de Cethim pelos hebreus: e há uma cidade no Chipre que tem sido ábil de preservar sua denominação; ela foi chamada de Citius por estes que usam a língua dos gregos, e não tem, pelo uso deste dialeto, escapado o nome de Cethim.[9]

A expressão "ilhas de Quitim", encontrada no Livro de Jeremias 2:10 e Ezequiel 27:6, indica que, alguns séculos anteriores a Josefo, esta designação já tinha tornado uma descrição geral para as ilhas do Mediterrâneo.[10] Algumas vezes esta designação foi estendida para aplicar aos romanos, macedônios ou aos gregos selêucidas. A Septuaginta traduz a ocorrência de "Quitim" no Livro de Daniel 11:30 como ῥωμαῖοι ("Romanos"). I Macabeus 1:1 estabelece que "Alexandre, o Grande, o macedônio" tinha vindo da "terra de Quitim"[11] . Na Guerra dos Filhos da Luz Contra os Filhos da Escuridão, dos pergaminhos do Mar Morto, Quitim é referido como sendo "de Assur"[12] . Eleazar Sukenik argumentou que esta referência para Assur deve ser entendida para se referir ao Império Selêucida que controlou o território que formaria o império assírio na época, mas seu filho Yigael Yadin interpretou esta frase como uma referência disfarçada aos romanos.[13]

A compilação medieval rabínica Yosippon contém um conto detalhado de Quitim. Como as pessoas divulgaram, ela diz que, Quitim acampou na Campania e construiu uma cidade chamada de "Posomanga", enquanto que os descendentes de Tubal acamparam nas proximidades da Toscana e construiram "Sabino", tendo o rio Tibre como sua fronteira. Contudo, eles soon foram para a guerra seguindo o estupro dos Sabinos de Quitim. Esta guerra terminou quando Quitim mostrou aos descendentes de Tubal sua progenitura mútua. Eles então construiram cidades chamadas Porto, Albano, e Aresah. Mais tarde, seu território é ocupado por Agnias, rei de Cartago, mas Quitim termina apontando a Zepho, filho de Elifaz e neto de Esaú, como seu rei, com o título de Janus Saturnus. O primeiro rei de Roma, Rômulo, é feito neste conto para ser um successor distante desta linha. Uma versão mais curta, e mais corrompida deste conto é também encontrada mais tarde no Sefer haYashar

Teorias sobre o povoamento da China[editar | editar código-fonte]

Do Chipre à Cathay[editar | editar código-fonte]

Acredita-se que os descendentes de Quitim foram os primeiros que colonizaram a ilha de Chipre no leste do mar Mediterrâneo depois do incidente da Torre de Babel. Do Chipre, eles partiram para o oeste e fizeram habitações na Itália.

Então eles foram pushed northward e então para leste pelos Semitas vindos das áreas ao leste do Mediterrâneo. Os descendentes de Quitim journeyed ainda mais distante ao norte e então para leste nas áreas da Ásia Central, e finalmente terminando na região que nós agora chamamos de China (de fato, o primeiro nome da China foi Cathay que tem origem na palavra Khitai que também responde a Kittim, o “im” é plural).[14]

Contra-teoria de povoamento[editar | editar código-fonte]

O vasto agregado de pessoas que são geralmente classificadas como Mongoloide, que colonizaram o Extremo Oriente, tem sido uma questão como onde eles caíram dentro da Tabela das Nações. A evidência mostra que eles são Camitas, ainda que alguns tem incorretamente justificado que os chineses foram da família jafetita, e os japoneses foram ou Jafetitas ou Semitas. Há dois nomes que provém pistas. Dois filhos de Canaã, Hete (hititas, heteus) e Sin (sinitas, sineus), são presumidos de serem os progenitores da família chinesa e mongolóide. Os hititas foram conhecidos como Hatti ou Chatti. Nos monumentos egípcios, os hititas foram representados com narizes proeminentes, lábios cheios, check-bones altos, faces lisas, variando a cor da pele do marrom para o amerelado e avermelhado, cabelo liso preto e olhos marrom escuro. [15]

O termo Hitita em Cuneiforme (a primeira forma de escrita, inventada pelos sumérios) aparece Khittae representando uma nação poderosa do Extremo Oriente conhecida como Khitai, e tem sido preservada através dos séculos em um termo mais familiar, Cathay. Os Cathay foram mongolóides, considerados uma parte da família chinesa. Há ligações entre os conhecidos Hititas e Cathay, por exemplo, seus modos de vestir-se, seus sapatos com dedos individualizados, a sua maneira fazendo seu cabelo em um rabo de porco, e desse modo adiante. Representações mostram que eles possuiam ossos da face altos, e craniologistas têm observado que eles tinham características comuns dos Mongolóides.[15]

Khittae tem, algumas vezes, sido incorretamente associado com Quitim ou Chittim (Kition grega, Citium romano, Cethimus judaico), filho de Javã, filho de Jafé. Interessante ainda que, Javã, tem sido incorretamente interpretado para significar Japão. A História distintamente mostra Javã sendo o antecessor dos gregos e grupos de pessoas do Mediterrâneo.

Sin (ou Seni), um irmão de Hete, tem muitas ocorrências em formas variantes no Extremo Oriente. Há um destaque significativo sobre o provável modo de origem da civilização chinesa. O lugar muito associado pelos chineses para a origem de sua civilização é a capital de Shensi, conhecida como Siang-fu (Pai Sin). Siang-fu aparece em vestígios assírios como Sianu. Hoje, Siang-fu pode ser vagamente traduzida como, "Paz para a Capital do Leste da China". Os chineses têm uma tradição que seu primeiro rei, Fu-hi ou Fohi (Nóé chinês), fez sua aparição nas montanhas de Chin, foi rodeado por um arco-íris depois que o mundo tinha sido coberto com água, e animais sacrificados a Deus (correspondendo aos relatos do Livro de Gênesis). Sin surgiu da terceira geração de Noé, uma circunstância que poderia prover um intervalo no tempo certo para a formação recente da cultura chinesa.[15]

Árvore genealógica baseada em Gênesis[editar | editar código-fonte]

 
 
 
 
 
 
 
 
Noé
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sem
 
Cam
 
Jafé
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gômer
 
Magogue
 
Madai
 
Javã
 
Tubal
 
Mesech
 
Tiras
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Elisá
 
Társis
 
Quitim
 
Dodanim
 

Ver também[editar | editar código-fonte]


Referências

  1. Gênesis 10:4
  2. Gênesis 10:2
  3. Gênesis 10:1
  4. Salomão, Bispo de Baçorá, Livro da Abelha, Capítulo XXII, Sobre as gerações de Noé [em linha]
  5. Easton's Bible Dictionary, Javan [em linha]
  6. Robert Jamieson, A. R. Fausset e David Brown, A Commentary, Critical, Practical, and Explanatory on the Old and New Testaments (1882) [em linha]
  7. JOSEFO, Flavio. História dos Hebreus, 37-103 d.C., p.30. [1]
  8. The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible, Volume 2, 1975. Entry on 'Kittim'.
  9. Josephus, Flavius. The Antiquities of the Jews 1.6.1. Traduzido por William Whiston.
  10. Jewish Encyclopedia, 1906. Entry on Cyprus.
  11. New Revised Standard Version with Apocrypha, 1989.
  12. Wise, Michael; Martin Abegg Jr.; Edward Cook. A New Translation of the Dead Sea Scrolls. HarperSanFrancisco, 2005, pg. 148.
  13. ESHEL, Hanan. The Kittim in the War Scroll and in the Pesharim Paper presented at the Fourth Orion International Symposium, January 27-31, 1999.
  14. ASK (Associates For Scriptural Knowledge) - China in Prophecy. Página acessada em 8 de abril de 2012.
  15. a b c THE TABLE OF NATIONS [2]. Página acessada em 8 de abril de 2012.