Salgado Maranhão

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Salgado Maranhão
Local de nascimento Caxias, Maranhão, Brasil
Pseudónimo(s) Salgado Maranhão
Ocupação Poeta, letrista
Alma mater Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Período de atividade 1978–atualmente
Prêmios União Brasileira de Escritores (1998)

Prêmio Jabuti de Literatura (1999) Premio ABL POESIA - 2011

Salgado Maranhão (Caxias, 1953) é um poeta e compositor brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

O poeta Salgado Maranhão, personagem fundamental na formação da poesia brasileira contemporânea, nasceu em Caxias do Maranhão, no povoado de Cana Brava das Moças em 1953, no nordeste brasileiro. Sua mãe a camponesa - Raimunda Salgado dos Santos- e seu pai o comerciante, Moacyr dos Santos Costa. Durante quinze anos aprendeu “o milagre das sementes”. Quando a poesia, “foi se alojando aos poucos nos latifúndios do coração” , mudou-se para Teresinha, lugar onde apesar das parcas condições de vida social e intelectual soube com sensibilidade trabalhar questões e conflitos de sua terra, que reclama continuidade, e que, antes de significar simplificações, expressam de forma contundente o drama do homem que vive o impasse ante a dor e o silenciar da própria existência. Em 1973, mudou-se para o Rio de Janeiro, a “Cidade Maravilhosa”, onde concluiu seus estudos e vive até hoje. A vasta produção do poeta Salgado Maranhão é reconhecida por diversos prêmios. Inicia-se com a edição de uma Antologia Ebulição da escrivatura (1978). Já encontraremos o espírito criador do poeta, disposto a reverenciar as ilusões do mundo que é o mistério da sua arte e se lançar por caminhos sinuosos, evidenciando seu engajamento com o cotidiano vivido na dimensão, ao mesmo tempo escura e vibrante do corpo. Pois, o centro de seu interesse é o próprio ser, enquanto pensamento e linguagem. Encontraremos uma vinculação de um sujeito poético alicerçado numa relação de complementaridade entre as imagens coletadas pela memória advinda da experiência muda em tenra idade e as impressões alardeadas do presente. Vertentes que serão amadurecidas no decorrer de sua obra, mas que já se encontravam em seus primeiros versos, ou seja, sua poesia já dava mostra do que ambicionava: essência. Posteriormente publicou os seguintes livros: Punhos da serpente (Achiamé, RJ, 1989); Palávora (7Letras, RJ, 1995 ); Em 1998, ganhou o prêmio "Ribeiro Couto", da União Brasileira dos Escritores (UBE), com o livro O beijo da fera. (1996); sua antologia Mural de Ventos foi o vencedor do Prêmio Jabuti em 1999; em 2002 publicou a antologia Sol sanguineo. Nessa antologia surge o que poderíamos denominar de um ser verbal, puro e simples que tende cada vez mais a encarnar-se. Nesse espaço poético há um pacto com a palavra que vai além da relação individual e de suas alternâncias imaginárias. Percebe-se uma realidade marcada pela experiência, o limiar do raso e do profundo, onde as coisas não somente têm significações, mas também têm existências. Em seguida, publicou as antologias: Solo de gaveta E Amorrágio (2005). Concerto a quatro vozes (2006), A pelagem da tigra(2009), A Cor das Palavras.( 2009). Em sua antologia Sol Salnguíneo foi traduzida para o inglês por Alexis Levitin com o título: Blood of the sun. O conforto dessa versão está garantida aos leitores americanos, pois a fidelidade de interpretação se deve a honestidade intelectual, especialmente os conhecimentos linguísticos e de cultura geral; além do talento poético do professor e tradutor Levitin, que persseguiu o pensamento do poeta não só estrofe por estrofe, mas verso por verso, para elucidar as conexões, determinando com exatidão os elementos sintáticos que permitem a classificação das palavras polivantes. Estilo, naturalidade e despojamento sustentam a qualidade da versão para a língua inglesa. Autor da canção tema da peça Curral das Maravilhas, de Jonas Bloch, encenada no teatro Glauce Rocha, em 1979 e do filme Boi de Prata, de Augusto Ribeiro Junior, produção da Embrafilme, 1980.

A construção da proposta semântica

O universo poético de Salgado Maranhão mostra-se como experimentação de processos estéticos que filtram a realidade sensível para expô-la em cenários re-construídos por imagens. Sua poesia é profundamente densa, porque, instala tensões dissonantes para dizer da grande inquietação provocada e expurga a segurança enganadora de sentidos ilusoriamente instalados. Seus poemas se movem em um âmbito em que as diferenças reais são suprimidas e onde tem lugar um múltiplo transmudar de uma coisa na outra.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Ebulição da Escrivatura (antologia poética, 1978);
  • Encontros com a Civilização Brasileira (poemas e ensaios)
  • Aboio ou a Saga do Nordestino em Busca da Terra Prometida (cordel, 1984);
  • Os Punhos da Serpente (1989)
  • Palávora (1985)
  • O Beijo da Fera (1996)
  • Mural de Ventos (1998, Prêmio Jabuti 1999)
  • Sol sanguineo(2002)
  • Solo de gaveta(2005)
  • A pelagem da tigra (2009)
  • A Cor da Palavra (2010)
  • Blood of the sun (2012) Milkweed editions versão de Alexis Levitin
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Referências

  • [[Categoria:Poetas]