Thiago de Mello

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Thiago de Mello
Amadeu Thiago de Mello
Thiago de Mello na pré-convenção do PV que homologou a candidatura de Marina Silva à Presidência da República do Brasil em 2010.
Nacionalidade  brasileiro
Data de nascimento 30 de março de 1926 (88 anos)
Local de nascimento Barreirinha,
 Amazonas
Ocupação Poeta, tradutor
Magnum opus Faz Escuro, Mas Eu Canto (1966)

Amadeu Thiago de Mello (Barreirinha, 30 de março de 1926) é um poeta e tradutor brasileiro.

Natural do Estado do Amazonas, é um dos poetas mais influentes e respeitados no país, reconhecido como um ícone da literatura regional.

Tem obras traduzidas para mais de trinta idiomas. Preso durante a ditadura (1964-1985), exilou-se no Chile, encontrando em Pablo Neruda um amigo e colaborador. Um traduziu a obra do outro e Neruda escreveu ensaios sobre o amigo.

No exílio, morou na Argentina, Chile, Portugal, França, Alemanha. Com o fim do regime militar, voltou à sua cidade natal, Barreirinha, onde vive até hoje.

Seu poema mais conhecido é Os Estatutos do Homem, onde o poeta chama a atenção do leitor para os valores simples da natureza humana. Seu livro Poesia Comprometida com a Minha e a Tua Vida rendeu-lhe, em 1975, ainda durante o regime militar, prêmio concedido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte e tornou-o conhecido internacionalmente como um intelectual engajado na luta pelos Direitos Humanos.

Generoso, sendo essa, segundo amigos, uma das suas principais característica, sempre atribuiu a outros poetas uma poesia maior que a sua, enaltecendo e declamando em diversas ocasiões textos de Ferreira Gullar, Souzalopes, Marcelo Adifa (quando este sequer havia sido publicado), Jáder de Carvalho e Iacyr Anderson.

Em homenagem aos seus 80 anos, completados em 2006, foi lançado, pela Karmim, o CD comemorativo A Criação do Mundo, contendo poemas que o autor produziu nos últimos 55 anos, declamados por ele próprio e musicados por seu irmão, Gaudêncio. Thiago de Mello, rei dos poetas

Suas obras[editar | editar código-fonte]

Poesia[editar | editar código-fonte]

  • Silêncio e Palavra, 1951
  • Narciso Cego, 1985
  • A Lenda da Rosa, 1956
  • Faz Escuro, mas eu Canto, 1966
  • Poesia comprometida com a minha e a tua vida, 1975
  • Os Estatutos do Homem, 1977
  • Horóscopo para os que estão Vivos, 1984
  • Mormaço na Floresta, 1984
  • Vento Geral – Poesia, 1981
  • Num Campo de Margaridas, 1986
  • De uma Vez por Todas, 1996

2 dedo de prosa enfiado[editar | editar código-fonte]

  • A Estrela da Manhã, 1968
  • Arte e Ciência de Empinar Papagaio, 1983
  • Manaus, Amor e Memória, 1984
  • Amazonas, Pátria da Água, 1991
  • Amazônia — A Menina dos Olhos do Mundo, 1992
  • O Povo sabe o que Diz, 1993
  • Borges na Luz de Borges, 1993
  • Vamos Festejar de Novo, 2000

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