Segunda Guerra Civil Sudanesa

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Segunda Guerra Civil Sudanesa
Data 1983-2005
Local Nilo Azul, Montes Nuba e Sudão do Sul
Desfecho Acordo Geral de Paz (2005).
Referendo de 2011.
Independência do Sudão do Sul.
Combatentes
Flag of Sudan.svg Sudão Flag of South Sudan.svg SPLAM
Frente Orientalnota 1
NDA (1989-2005)nota 2
Principais líderes
Flag of Sudan.svg Yaffar al-Numeiry
Flag of Sudan.svg Suwar al-Dahab
Flag of Sudan.svg Sadiq al-Mahdi
Flag of Sudan.svg Omar al-Bashir
Flag of South Sudan.svg John Garang
Flag of South Sudan.svg Salva Kiir Mayardit
Forças
Sudão Forças Armadas:
57.000 (1988)1
65.000 (1989)1
81.000 (1994)1
100.000 (1996)1
117.000 (2002)2
104.000 (2007)3
109.300 (2009)4
Sudão Policia:
7.000 (2002)2
76.500 (2007)3
Sudão Milicias:
85.000 (2002)2
110.000 (2007)3
102.500 (2009)4
Sudão Aliados:
8.000 (2007)3
Flag of South Sudan.svg SPLAM:
500 (1983)5
12.500 (1986)5
20.000 (1987)1
20.000-30.000 (1989)5
50.000-60.000 (1991)5 1
30.000-40.000 (1994)1
30.000-50.000 (1996)1
25.000 (2002)2
120.800 (2007)3
20.000-30.000 (2009)4
Flag of South Sudan.svg Aliados:
3.000 (2002)2
42.000 (2007)3
  • Frente Oriental:
    2.500 (1996)1
    4.000 (2007)3
1-2.5 milhões de mortos (a maioria civis, devido à fome e seca)

A Segunda Guerra Civil Sudanesa (1983 - 2005) foi um conflito bélico ocorrido entre entre a parte norte do Sudão e a parte sul, que teve início em 1983 quando o governo muçulmano do norte tentou impor a Charia em todo o país, inclusive no sul, onde a maioria da população é cristã e animista. Embora para alguns, seja a continuação da Primeira Guerra Civil Sudanesa de 1955 e 1972. Ocorreu, principalmente no sul do Sudão e foi uma das guerras mais longas e mais mortíferas do final do século XX.

O conflito que durou mais de 21 anos deixou aproximadamente dois milhões de civis mortos no sul, como resultado da guerra, fome e doenças causadas pelo conflito,6 e mais de quatro milhões de refugiados e deslocados internos. O número de mortes de civis é um dos mais altos do que qualquer guerra desde a Segunda Guerra Mundial.7

Em 2004, algumas ONGs estimam que o SPLAM incluiu de 2.500 a 5.000 crianças em suas fileiras, o grupo armado afirma que entre 2001 até este ano, havia desmobilizado e devolvido para suas casas 16.000 crianças, no entanto, nos processos de paz observadores internacionais notaram que muitos tinham vindo a voltar ao grupo rebelde.8

Após quase três anos de negociações o conflito foi encerrado com a assinatura do Tratado de Naivasha em 9 de janeiro de 2005. Os rebeldes do sul na luta contra o governo de Cartum eram liderados por John Garang, que se tornou o primeiro vice-presidente do Sudão após a assinatura do acordo de paz. Da assinatura deste tratado surgiu a região autônoma do Sudão do Sul

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. O Eastern Front é uma coalizão de grupos rebeldes islâmicos armados dirigidos por Musa Mohamed Ahmed, que operam desde os anos 1990, em 2005 pelos acordos de paz o SPLA abandonou esta aliança. Em 2004 a fusión das guerrillas Congresso Beja (formado pela tribo beja, fundado em 1995) e os Leões Livres de Rashaida (da tribo rashaida, ativo desde 1999) originou a aliança. Em 2006, o grupo fez negociações de paz, um conselho regional foi criado para atender suas demandas e garantir a sua desmobilização, porém em janeiro de 2011, um grupo mais radical se separou do governo de coalizão regional e criou a FAES em protesto completo para quaisquer negociações.
  2. Aliança de grupos opositores sudaneses que incluiu entre seus membros o SPLM e a Frente.
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