Primeira Guerra do Congo

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Primeira Guerra do Congo
Rwandan refugee camp in east Zaire.jpg
Campo de refugiados no Zaire em 1994.
Data Novembro de 1996 - Maio de 1997
Local República Democrática do Congo
Desfecho Aumento dos rebeldes congoleses com apoio estrangeiro contra a ditadura de Mobutu Sese Seko. Queda de Mobutu e ascensão de Laurent-Désiré Kabila. Fim do Zaire e proclamação da República Democrática do Congo.
Combatentes
Bandeira da República do Congo AFDLC (RDC)
Bandeira de Uganda Uganda
Bandeira de Ruanda Ruanda
Burundi Burundi [1]
Zimbabwe Zimbabué
Angola Angola[1]


Chade Chade
Namíbia Namibia

Bandeira do Zaire Zaire
Bandeira de Ruanda ALiR
borde UNITA[2]
Principais líderes
Bandeira da República do Congo Laurent-Désiré Kabila
Bandeira de Ruanda Paul Kagame
Bandeira do Zaire Mobutu Sese Seko
Forças
República Democrática do Congo 20.000[3] [4] -40.000[5]
(10.000 criança-soldados)[6]
Ruanda 20.000[5]
Angola 2.000[5]
Zaire FAZ: 50.000-60.000 no total[7] [8]
28.000 soldados[5]
30.000 gendarmes[8]
25.000 guardas[8]
  • 15.000 civis[8]
  • 10.000 presidenciais[8]

Ruanda 100.000 ex-FAR e Interahamwe[7]
borde 1.000[7]

Vítimas
200.000 mortos[9]

A Primeira Guerra do Congo (1996-1997) foi uma guerra de seis meses desenvolvida no Zaire, que tinha o objetivo de derrubar o ditador nacionalista Mobutu Sese Seko (apoiado pelos EUA). As forças de oposição a Mobutu eram lideradas pelo líder guerrilheiro Laurent-Désiré Kabila, com o apoio dos países vizinhos (especialmente Ruanda e Uganda). Tomando Kinshasa, Kabila declarou-se presidente e alterou o nome do país para República Democrática do Congo.

Entre as causas da guerra estava a administração ditatorial anticomunista de Mobuto, contrária a democracia e aos movimentos sociais que provocou as grandes massas rebeldes, assim como o seu apoio ao genocídio dos tutsis. O genocídio em Ruanda ocorreu em 1994, quando os hutus massacraramm 800 mil tutsis. A desestabilização no Leste do Zaire que resultou do genocídio de Ruanda foi o último fator que levou numerosos atores internos e externos a alinhar contra o governo corrupto e inepto em Kinshasa. Enquanto o ditador congolês Mobutu deu apoio ao hutus, e mais tarde, quando os tutsis chegaram ao poder em Ruanda, Mobutu acolheu os perpetradores do genocídio que fugiram; um total de cerca de dois milhões de tutsis estavam planejando vingança. Em seguida, as tropas do presidente de Ruanda, Paul Kagame, entraram no Congo, derrubaram Mobutu e colocaram no poder Laurent Kabila e se dedicaram à aniquilação de seus assassinos.[10]

Depois da guerra, a intenção de Kabila era a de expulsar as tropas ruandesas e ugandesas, a revolta dos reacionários anti-Kabila com as promessas não cumpridas de democratização iriam explodir com a Segunda Guerra do Congo, que iniciou em 2 de Agosto de 1998 e que foi a origem do genocídio congolês. Kabila alienou seus aliados e não conseguiu resolver os problemas que levaram à guerra, em última análise, permitindo a Segunda Guerra do Congo a partir de 1998, poucos meses depois de chegar ao poder. Na verdade, alguns especialistas preferem ver os dois conflitos como uma guerra .[11]

Referências

  1. a b "Passive Protest Stops Zaire's Capital Cold" by Lynne Duke, Washington Post Foreign Service, Tuesday, April 15, 1997; Page A14 ("Kabila's forces -- which are indeed backed by Rwanda, Angola, Uganda and Burundi, diplomats say -- are slowly advancing toward the capital from the eastern half of the country, where they have captured all the regions that produce Zaire's diamonds, gold, copper and cobalt.")
  2. "Congo Begins Process of Rebuilding Nation" by Lynne Duke, Washington Post Foreign Service, Tuesday, May 20, 1997; Page A10 ("Guerrillas of Angola's former rebel movement UNITA, long supported by Mobutu in an unsuccessful war against Angola's government, also fought for Mobutu against Kabila's forces.")
  3. Guia Del Mundo 2008/ Guide to the World 2008, por el Instituto Del Tercer Mundo (COR), pp. 189, IEPALA Editorial, 2008.
  4. Guia del Mundo 2009, editado por Instituto del Tercer Mundo, pág. 189, IEPALA Editorial, 2008.
  5. a b c d Uppsala conflict data expansion. Non-state actor information. Codebook pp. 132-133.
  6. The Use of Children as Soldiers in Africa report
  7. a b c William G. Thom: 1996-97 Civil War in the Context of Evolving Patterns of Military Conflict in Africa in the Era of Independence, Journal of Conflict Studies, Vol. XIX Nr. 2, Fall 1999
  8. a b c d e Country report and updates: Congo, Democratic Republic of | War Resisters' International. 08 de julio de 1998.
  9. De re Militari: muertos en Guerras, Dictaduras y Genocidios
  10. Imma Vitelli (16 de mayo de 2010). YO, CANÍBAL 'Nos ordenaron comernos a nuestros enemigos y lo hice' (em español) xlsemanal. Visitado em 25 de mayo de 2010.
  11. e.g.: Reyntjens, Filip. The Great African War: Congo and Regional Geopolitics, 1996-2006. Cambridge: Cambridge UP, 2009. p. 194

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Reyntjens, Filip. The Great African War: Congo and Regional Geopolitics, 1996-2006. Cambridge: Cambridge UP, 2009.
  • Gribbin, Robert E. In the Aftermath of Genocide: the U.S. Role in Rwanda. New York: IUniverse, 2005.
  • Clark, John F. (2002) The African Stakes in the Congo War. New York: Palgrave Macmillan. ISBN 1-4039-6723-7.
  • Edgerton, Robert G. (2002) The Troubled Heart of Africa: A History of the Congo St. Martin's Press. ISBN 0-312-30486-2.
  • Gondola, Ch. Didier. (2002) The History of Congo, Greenwood Press, ISBN 0-313-31696-1. Covers events up to January 2002.
  • Kennes, Erik. "The Democratic Republic of the Congo: Structures of Greed, Networks of Need." Rethinking the Economics of War. Ed. Cynthia J. Arnson and I. William Zartman. Washington, D.C.: Woodrow Wilson Center, 2005
  • Michael Nest with François Grignon and Emizet F. Kisangani: The Democratic Republic of Congo: Economic Dimensions of War and Peace, Lynne Rienner, 2006 ISBN 1-588262332
  • Prunier, Gérard. Africa's World War: Congo, the Rwandan Genocide, and the Making of a Continental Catastrophe. Oxford: Oxford UP, 2009.
  • Vlassenroot, Koen. “Citizenship, Identity Formation & Conflict in South Kivu: The Case of the Banyamulenge.” Review of African Political Economy. 2002. 499-515.
  • Vlassenroot, Koen. "Conflict & Malitia Formation in Eastern Congo." Ed. Preben Kaarsholm. Violence, Political Culture & Development in Africa. Athens: Ohio UP, 2006. 49-65.
  • Lemarchand, René. The Dynamics of Violence in Central Africa. Philadelphia: University of Pennsylvania, 2009.
  • Jackson, Stephen. ‘Making a Killing: Criminality & Coping in the Kivu War Economy.’ Review of African Political Economy. 2002.
  • Samset, Ingrid. ‘Conflict of Interests or Interests in Conflict? Diamonds & War in the DRC.’ Review of African Political Economy. 2002. 463-480
  • Auterresse, Séverine. “Hobbes and the Congo: Frames, Local Violence, and International Intervention.” International Organization. 2009. 249-80
  • Reyntjens, Filip. "The Privatisation and Criminalisation of Public Space in the Geopolitics of the Great Lakes Region." Journal of Modern African Studies 43.4 (2005): 587-607.
  • Autesserre, Severine. “The Trouble With Congo: How Local Disputes Fuel Regional Conflict.” Foreign Affairs. 2008. 87(3). 94-110.
  • Thom, William. (1999) Congo-Zaire's 1996-97 Civil War in the Context of Evolving Patterns of Military Conflict in Africa in the Era of Independence, Journal of Conflict Studies, Vol. XIX No. 2, Fall 1999
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