Sexologia
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Sexologia é a ciência encarregada do estudo do comportamento sexual. Trata-se de uma área de atuação inter ou multidisciplinar que abrange a Psicologia, a Medicina, Antropologia, Sociologia com atividades desde o final do século XIX.
A Sexologia é uma ciência relativamente nova, surgida na década de 60, que apresenta uma parte preventiva -Educação Sexual- e outra curativa - a Medicina e/ou Terapia Sexual.
Sem dúvida, pelo caráter histórico, não podemos esquecer os trabalhos pioneiros de Masters e Johnson, porém, no final da década de 70, entramos numa nova fase sexológica, tanto nos seus aspectos psicoterápicos quanto médicos graças aos estudos de Helen Singer Kaplan e colaboradores, da Universidade de Cornell (EUA).
Kaplan nos dá uma visão muito clara e objetiva da nova terapia do sexo, através da leitura de seus livros A Nova Terapia do Sexo e O Desejo Sexual.
Podemos atualmente dar um outro enfoque sobre a pessoa portadora de distúrbio sexual, antes entendida como manifestação de séria psicopatologia e encarada com pessimismo terapêutico. A cientista nos mostra que:
"o uso das experiências sexuais estruturadas sistematicamente, integradas ao conjunto das sessões terapêuticas, é a principal inovação e a característica distinta da terapia do sexo".
O tratamento sexológico é todo o processo médico e/ou psicoterápico, geralmente de curta duração, que tem como objetivo a correção dos distúrbios sexuais para propiciar uma adequação sexual, que no meu entender é o estar bem consigo mesmo e com os outros. A medicina sexual abrange o uso de medicamentos e cirurgias.
A psicoterapia sexual é uma forma de terapia sexual breve, que geralmente tem a duração de dois a oito meses, com freqüência de uma sessão semanal do casal ou do indivíduo, e que trabalha fundamentalmente o comportamento sexual nos seus aspectos psicossociais, uma vez excluída a possibilidade do comprometimento orgânico na queixa sexual.
Para finalizar, podemos dizer que o clínico, em sua prática diária, pode participar de maneira fundamental na prevenção e no tratamento dos transtornos sexuais. Entretanto, alguns requisitos são necessários:
1. Estar bem com sua sexualidade. 2. Conhecer os dados sobre a resposta sexual. 3. Dotar-se de um profundo respeito ético em relação à sexualidade do outro. 4. Conhecer todos os recursos atuais nas áreas da propedêutica e da terapêutica em sexologia (ciência que estuda os distúrbios sexuais).
Empatia, congruência, concreticidade, motivação são também imprescindíveis ao profissional para que este possa transformar uma inadequação em uma adequação sexual.
O dizer de Balint quanto ao "médico como medicamento" nessa situação torna-se transparente. Em uma abordagem em que se pesquisa um transtorno sexual, o médico pode (e deve) atuar como facilitador de ajuda, porém, muitas vezes com preconceitos, desconhecimento e necessidade de impor valores, acaba se comportando como agente destrutivo (iatrogênico).

