Sexo anal
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O sexo anal (também podendo ser referido como sodomia, embora esta palavra possa ser utilizada para outros actos sexuais não reprodutivos) é uma prática sexual que se caracteriza pela introdução do pênis no interior do ânus do parceiro sexual, seja ele mulher ou homem. Entre humanos, tal prática é tida como uma forma de se obter prazer durante a relação sexual para satisfação de um ou ambos os participantes. Segundo alguns especialistas, tal atividade não causa dano à elasticidade anal[carece de fontes]), tampouco doenças como hemorróidas[1], mas essa opinião não é generalizada.
O sexo anal é uma via de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis sendo a mucosa anal muito mais permeável a agentes externos que a pele comum (ou mesmo a mucosa vaginal)[2][3]).
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Prática
A região anal é uma das zonas erógenas mais sensíveis do corpo humano, por isso o ato pode, por si só, levar a pessoa penetrada ao orgasmo. Ainda que os estímulos que proporcionam o orgasmo não sejam inteiramente da ordem física/tátil, a prática pode ser altamente prazerosa.
Por não haver lubrificação natural na região do esfíncter anal, as primeiras experiências podem gerar dor e sangramentos, fatos que podem ser atenuados e até eliminados com o uso de substâncias lubrificantes próprias, a fim de facilitar a introdução do pênis, ou quaisquer outros objetos semelhantes. Alguns adeptos da prática do sexo anal afirmam que a preliminar anilingus é muito importante na preparação do ânus para receber o pênis, já que a mesma relaxa o esfíncter anal.
Informações
O sexo anal é uma relação que normalmente traz prazer ao praticante ativo, já que a musculatura do ânus é mais apertada do que a da vagina e a pressão sobre o pénis é maior.
No praticante passivo, ou seja aquele cujo ânus está sendo penetrado, quer homem quer mulher, o prazer nem sempre é garantido porque, dada a complexidade da preparação prévia, muitos entusiastas acabam por atropelar o tempo necessário para o devido relaxamento da musculatura em questão, nomeadamente através de anilingus ou de outra qualquer actividade similar. Quando os cuidados adequados são devidamente atendidos, o prazer do praticante passivo pode ser alcançado, especialmente no homem pro-orgástico até, devido à repetida massagem da próstata através da parede do reto.
A prática da penetração anal pode envolver, em simultâneo, a estimulação do clítoris (quando o praticante passivo é uma mulher), ou do pénis (quando o praticante passivo é um homem), o que facilitaria o orgasmo.
Existe, porém, o receio popular de que a prática constante do sexo anal, ao longo de anos, possa afrouxar a musculatura do ânus; Entretanto, alguns estudos científicos de médicos e sexólogos não confirmam este receio a não ser em caso de intercurso com um pénis anormalmente grosso.
Cuidados
Sem as devidas precauções, para o homem que penetra, existe o perigo de entrada de fezes no canal da uretra, causando infecções que se estendem ao testículo, portanto recomenda-se a devida limpeza do cólon (enema) ou a utilização de um preservativo.
A limpeza do cólon através de enema tem, no entanto, os seus problemas: estudos indicam que tal prática danifica a mucosa anal tornando-a (ainda) mais permeável que o normal aumentando assim a possibilidade de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (em ambos os sentidos)[carece de fontes]).
No caso das mulheres podem, caso o sexo vaginal seja feito imediatamente após o anal, ocorrer infecções na vagina semelhantes (senão idênticas) às que podem ocorrer na uretra do homem, devido à incompatibilidade entre a flora bacteriana desta zona com a flora existente no ânus. Neste caso o preservativo utilizado para penetração anal não deve ser utilizado para penetração vaginal.
O preservativo é também recomendado para evitar a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.
Um método de prevenção de DST's é utilizar um preservativo para o sexo anal e em seguida substituí-lo por outro preservativo - também não usado. Desta maneira, a probabilidade da entrada de fezes no canal da uretra é praticamente nulo e a transmissão das fezes para outras partes do corpo, tal como a vagina e/ou boca.
Para evitar ou amenizar eventuais dores, é geralmente recomendada lubrificação feita com produtos adequados e dar o tempo necessário para o relaxamento dos músculos envolvidos.
Ligações externas
Referências
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| Comportamentais: | Evitando relação vaginal: sexo anal • sexo oral • sexo sem penetração • masturbação Com relação vaginal: coito interrompido • monitorização da fertilidade • rítmico (tabelinha) • lactacional (infertilidade pós-parto) |
| De barreira: | Preservativo masculino e feminino (camisinha) • diafragma • escudo • capuz cervical • esponja contraceptiva |
| Espermicida | Esponja contraceptiva |
| Hormonais: | Combinados: pílula anticoncepcional • adesivo • NuvaRing Somente progestágeno: Pílula exclusivamente de progestágeno (minipílula) • Depo Provera • Norplant • Implanon |
| Antiestrógenos: | Ormeloxifeno (Centchroman) |
| Intra-uterinos: | DIU (cobre ou progestágeno) • SIU (progesterona) |
| Após relação sexual: | Contracepção: Contracepção de emergência (pílula do dia seguinte e DIU) Após a concepção (não sendo, ipso facto, um método contraceptivo): aborto cirúrgico • aborto médico (RU-486/pílula abortiva) |
| Esterilizantes: | Homens: vasectomia • Mulheres: laqueadura (ligação de trompas) • Essure |
| Veja também: | Controle de natalidade natural • abstinência |

