Solo (ginástica)

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Solo(ginastica)

Solo
A ginasta Jade Barbosa nos
Jogos Pan-americanos de 2007
Olímpico desde 1932 H / 1952 S
Desporto Ginástica artística
Praticado por Ambos os sexos
Campeão olímpico
Homens Zou Kai
 China
Mulheres Alexandra Raisman
 Estados Unidos
Campeão mundial
Homens Kenzo Shirai
 Japão
Mulheres Simone Biles
 Estados Unidos

O Solo possui uma particular peculiaridade no universo gímnico. Ele é um aparelho em quase todas as modalidades - exceto a ginástica de trampolim, além de ser uma prova. Na ginástica artística, é ambos[1] , nas demais modalidades do qual faz parte, é somente o tablado em si.

Ele pertence à quase todas as disciplinas da ginástica enquanto aparelho de competição. Nele, realizam-se movimentos acrobáticos, coreografados, artísticos e ginásticos. Desde 1900, nos Jogos de Paris, está presente em Olimpíadas - como um dos aparelhos pertencentes a disputa de exercícios combinados - e desde 1932, como um exercício individual.

História[editar | editar código-fonte]

O acrobata italiano, Archange Tuccaro (1536 - 1616) escreveu um livro de aproximadamente 400 páginas sobre saltos livres. Tal livro fora publicado no ano de 1599, ilustrando e descrevendo cada uma das rotinas acrobáticas. Desse modo, pode-se dizer que Tuccaro é o pai desta metodologia de exercícios livres, hoje chamada de solo[2] .

Mais recentemente, os exercícios de solo - tido como livres, por aparatos não serem usados - foram preteridos até o ano de 1923, quando um protocolo com sugestões fora enviado à FIG. Neste documento foram sugeridos regulamentos para a prova em campeonatos mundiais para as competições do individual geral e em finais por aparelhos. Em 1930, fora disputada a primeira prova em um Campeonato Mundial e em 1932, a primeira prova realizada em uma competição Olímpica[3] .

A disciplina de exercícios no solo foi introduzida no programa olímpico nos Jogos de 1932. O primeiro campeão olímpico foi o húngaro Istvan Pelle. O atleta mais bem sucedido dos Jogos Olímpicos ainda é Nikolai Andrianov, da antiga União Soviética, com três medalhas consecutivas - duas de ouro e uma de prata. O evento de senhoras estreou em Helsínquia 1952, e foi conquistado por Ágnes Keleti da Hungria. Larissa Latynina, da União Soviética, foi campeã olímpica do solo em três Jogos consecutivos, entre 1956 e 1964.

Aparelho[editar | editar código-fonte]

O solo, enquanto aparelho propriamente dito, é um estrado de dimensão 12m x 12m[4] - medida esta para provas de ginástica artística -, feito de um material elástico que amortece eventuais quedas e ajuda ao impulso dos saltos. Suas dimensões, conforme mudam-se as modalidades, diminuem ou aumentam. Para a ginástica rítmica, são 14 m x 14 m[4] , por exemplo.

Carasterísticas das competições[editar | editar código-fonte]

O solo, nas modalidades rítmica, aeróbica e acrobática, não é uma prova em si, mas o aparelho onde são realizados todos os eventos destas ginásticas anteriormente citadas. O tablado acabou por popularizar-se sob o nome de solo e assim é chamado e reconhecido.

Na ginástica aeróbica, suas dimensões são 10 x 10m e nele realizam-se as performances onde os próprios ginastas são os aparelhos, que demonstram sincronia, flexibilidade e energia. Já na ginástica acrobática, as dimensões do tablado são iguais as da modalidade artística, 12 x 12m, e nele os atletas também são os aparelhos, que executam os movimentos com precisão, sincronia, força e coordenação[5] . Por fim, na rítmica, o solo é onde as ginastas realizam, dentro das dimensões de 13 x 13m ou 14 x 14m[6] , os movimentos com flexibilidade, coordeção, sincronia e leveza. Durante essas competições rítmicas as atletas usam aparelhos que as complementam em suas rotinas.

Ginástica artística[editar | editar código-fonte]

Sua sigla, para provas internacionais regulamentadas pela Federação Internacional de Ginástica, é FX.

O solo é um aparelho na ginástica artística, disputado como modalidade olímpica por ambos os sexos. Os exercícios no solo fazem parte do concurso geral, onde se selecionam os oito melhores atletas para a final da especialidade. O tablado amortece eventuais quedas e ajuda ao impulso dos saltos. A prova consiste em executar diversos exercícios acrobáticos, com movimentos de equilíbrio, estáticos e de força. Para as provas femininas existe ainda a elegância, expressão coreográfica e a sincronia com a música como exigências[7] .

A norte-americana Shawn Johnson em Pequim 2008

Os exercícios têm uma duração de 50s a 70s para os homens, e 70s a 90s para as mulheres. Os exercícios femininos têm a particularidade de incluir acompanhamento musical, escolhido pelas atletas e pelos treinadores. A única restrição é que a música seja completamente instrumental. Uma coreografia é frequentemente aproveitada para vários exercícios de solo, em particular os realizados no mesmo evento desportivo. O contrário é menos comum: a atleta Dina Kotchetkova da Rússia, foi notada nos Jogos de Atlanta de 1996, por apresentar duas coreografias completamente diferentes para o concurso geral e para a final de solo, por exemplo.

O exercício tanto no masculino quanto no feminino possui movimentos próprios. A maioria das coreografias inclui de três a cinco séries acrobáticas. Segundo o Código de Pontos, o ginasta precisa demonstrar competência em diversos elementos obrigatórios. Para as senhoras, estas incluem expressão artistica, um giro de pelo menos 540 graus, um duplo salto e séries acrobáticas realizadas para a frente e para trás. No exercício masculino são obrigatórias sequências de piruetas, acrobracias e paradas de mãos na lateral do aparelho (quina do tablado)[8] . Durante as provas femininas, após as acrobacias, as ginastas podem aterrizar com um pé à frente do outro, ao contrário dos homens, que precisam "cravar" todos os movimentos para não serem descontados, pois suas rotinas são avaliadas em força, precisão e equilíbrio, apenas.

A pontuação depende do grau de dificuldade, expressão artística (nas senhoras), demosntração dos elementos obrigatórios e qualidade geral do exercício. São feitas deduções para erros de execução, quedas e faltas, como a saída do perímetro do estrado. Os ginastas podem usar pó de magnésio nas mãos e pés[7] para dar maior aderência.

Algumas das faltas que penalizam os atletas são:

  • no final do movimento (rotativo), na chegada ao solo, o ginasta dá um passo à frente para se equilibrar;
  • sair da área demarcada de 12 x 12m;
  • falta de altura na execução de um elemento;
  • falta de sincronia com a música (terminar sua coreografia antes ou depois do término da mesma);

Tais deduções são feitas de 0,1 à 1,0, em valor, para erros pequenos a erros gravíssimos.

Ginastas de destaque[editar | editar código-fonte]

  • O russo-soviético Nikolai Andrianov
  • A ucraniana-soviética Larissa Latynina
  • As ginastas romenas são as mais bem sucedidas (desconsiderando o conglomerado URSS), tendo obtido dez títulos mundiais e seis títulos olímpicos.

Referências

  1. Admilson. Ginástica artística - Aprenda a praticar (em português) Ginástica 30 anos. Página visitada em 2008-11-11.
  2. Archange Tuccaro (1536 - 1616) (em inglês) About.com. Página visitada em 2008-11-11.
  3. History of FLOOR EXERCISES (I) (em inglês) About.com. Página visitada em 2008-11-11.
  4. a b International sprung floor for Artistic Gymnastics (em inglês). Página visitada em 2008-11-11.
  5. Van Deusen, Amy. The Types of Gymnastics - Acrobatic Gymnastics (em inglês) About.com. Página visitada em 2008-11-11.
  6. Sprung floor for Rhythmic Gymnastics (em inglês). Página visitada em 2008-11-11.
  7. a b Regras da ginástica Artística (em português) Só Ginástica. Página visitada em 2008-11-11.
  8. Rules > Apparatus Norms (em inglês) FIG site. Página visitada em 2008-11-11.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Dicionário Enciclopédico Koogan-Larousse-Seleções, Ed.Seleções do Reader's Digest, 1981.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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