Alô, Alô, Carnaval

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Alô, Alô, Carnaval
 Brasil
1936 •  p&b •  75 min 
Direção Adhemar Gonzaga
Roteiro Ruy Costa / Alberto Ribeiro / João de Barro / Adhemar Gonzaga
Elenco Jaime Costa
Barbosa Júnior
Pinto Filho
Oscarito
Lelita Rosa
Heloísa Helena
Género comédia musical
Idioma português
Página no IMDb (em inglês)

Alô, Alô, Carnaval é uma comédia musical brasileira, dirigida e produzida por Adhemar Gonzaga e Wallace Downey, e lançada pela produtora Cinédia.

Foi o primeiro filme brasileiro a usar playback em números musicais, apesar do recurso ter sido utilizado apenas em algumas cenas, e com o som direto ainda podendo ser ouvido em segundo plano.[1]

Estreou no Cinema Alhambra em 20 de janeiro de 1936 no Rio de Janeiro, e em 3 de fevereiro de 1936 em São Paulo.

Com o título original de "O Grande Cassino", a ideia do filme surgiu da necessidade de se apresentar ao grande público os grandes cantores da fase de ouro do rádio brasileiro, já que não havia televisão e a população de baixa renda praticamente não tinha acesso aos cassinos.

Dentre os filmes brasileiros que a cantora Carmen Miranda participou, este é o único que sobreviveu ao tempo.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Conta a dificuldade de dois autores (Barbosa Junior e Pinto Filho) em conseguir um empresário para sua revista chamada "Banana-da-terra". Indo a um cassino, lembram-se de que ali seria o local ideal e procuram o empresário (Jaime Costa), que recusa a oferta. Mas, como a atração contratada pelo empresário não chegara da França, ele corre em busca dos dois e aceita a revista. E durante o desenrolar do espetáculo, tudo o que existe de mais incrível acontece. A história e as partes do texto, incluindo piadas satirizando figuras e fatos da época, são pretextos para os números musicais, com os maiores nomes do rádio e do teatro.[2]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Último dia de filmagem de Alô, Alô, Carnaval. Ademar Gonzaga (ao centro), Carmen Miranda (à esquerda) e sua irmã, Aurora Miranda (à direita).

Números musicais[editar | editar código-fonte]

Título da música Autor(es) Intérprete
Mimi Ary de Calazães Fragoso Luiz Barbosa
Pierrô Apaixonado Heitor dos Prazeres e Noel Rosa Joel & Gaúcho
Não Beba Tanto Assim Geraldo Decourt Irmãs Pagãs
Seu Libório Alberto Ribeiro e João de Barro Luiz Barbosa
Maria, Acorda Que É Dia Alberto Ribeiro e João de Barro Heriberto Muraro ao piano
Molha o Pano Getúlio Marinho e Cândido Vasconcellos Aurora Miranda e Regional de Benedito Lacerda
Negócios de Família Assis Valente e Hervê Cordovil Bando da Lua
Tempo Bom Heloísa Helena e João de Barro Os Bêbados
Teatro da Vida A. Vítor Mário Reis
Comprei uma Fantasia de Pierrô Alberto Ribeiro e Lamartine Babo Francisco Alves, dançando com Dulce Weytingh
As Armas e os Barões Alberto Ribeiro Almirante e Lamartine Babo
Amei Antônio Nássara e Eratóstenes Frazão Francisco Alves
Muito Riso e Pouco Siso Alberto Ribeiro e João de Barro Dircinha Batista e Os Quatro Diabos
Pirata Alberto Ribeiro e João de Barro Dircinha Batista, Hervê Cordovil e Orquestra
Paródia da Canção do Aventureiro, de O Guarani (Carlos Gomes) Alberto Ribeiro Barbosa Júnior e Muraro ao piano
Cinqüenta Por Cento de Amor Lamartine Babo Alzirinha Camargo
Não Resta a Menor Dúvida Hervê Cordovil e Noel Rosa Bando da Lua
Manhãs de Sol Alberto Ribeiro e João de Barro Francisco Alves, Hervê Cordovil e Orquestra
Sonhos de Amor Franz Liszt Jayme Costa (dublado por Francisco Alves)
Cadê Mimi? Alberto Ribeiro e João de Barro Mário Reis
Querido Adão Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago Carmen Miranda
Cantores de Rádio Alberto Ribeiro, João de Barro e Lamartine Babo Aurora e Carmen Miranda e Orquestra Simon Bountman
Fra Diavolo A. Martinez, Alberto Ribeiro e João de Barro Mário Reis

Restauração[editar | editar código-fonte]

Alô, Alô, Carnaval foi restaurado no inicio dos anos 2000. O projeto foi patrocinado pela Petrobras Distribuidora e orçado em 270 mil reais.[3]

O projeto se fez necessário devido o estado precário em que se encontrava o filme original. Em 1952, a fita foi entregue a Cooperativa Cinematográfica Brasileira, onde foi remontado, com várias cenas retiradas. Só por ocasião da primeira recuperação em 1974, feita por Adhemar Gonzaga, foi que se conseguiu restaurar a ordem perdida. Em 1986, foram encontradas na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, as cenas do comediante Jorge Murad, que eram dadas como perdidas.

No final de 2000, o projeto ganhou o apoio financeiro da Petrobrás, sendo finalizado em março de 2002, uma nova cópia foi feita com novos padrões utilizado atualmente (antes era usada a janela 1.33; hoje o padrão é 1.66), com o som remasterizado, além do emprego de outros processos tecnológicos. Um dos fatores mais complicados durante o processo foi o encolhimento do que foi masterizado em 1974, sendo necessário uma copiagem quadro a quadro na Labocine do Brasil.[4]

O filme foi reexibido no Sesc Ipiranga de São Paulo em junho de 2002.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Castro, Ruy em "Carmen - Uma Biografia" - Companhia das Letras2005
  2. «Cinédia in Cinema Brasileiro.net» 
  3. Alessandro Soares (4 de junho de 2002). «'Alô, Alô, Carnaval' é restaurado». Diário do Grande ABC. Consultado em 29 de outubro de 2015 
  4. «Clássicos do cinema nacional são restaurados». O Estado de S. Paulo. 7 de junho de 2001. Consultado em 29 de outubro de 2015 
  5. «ALÔ, ALÔ, CARNAVAL EM CÓPIA RESTAURADA». cineclick.com/. 5 de junho de 2001. Consultado em 29 de outubro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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