Petrobras Distribuidora

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BR Distribuidora
Razão social Petrobras Distribuidora S.A.
Empresa de capital aberto
Slogan Pro seu caminho ser assim
Cotação
Indústria Petróleo
Fundação 12 de maio de 1972 (46 anos)
Sede Rua Correia Vasques, 250 - Cidade Nova - Rio de Janeiro, RJ
Área(s) servida(s) todo o território nacional
Proprietário(s) Petrobras
Presidente Ivan de Sá Pereira Júnior
Produtos
  • Conveniência
  • Distribuição de combustíveis
  • Franqueamento
Serviços
Subsidiárias Stratura Asfaltos, Liquigás
Lucro Aumento R$ 1,15 bilhão (2017)[1]
Website oficial br.com.br

A Petrobras Distribuidora ou simplesmente BR Distribuidora, é uma sociedade anônima de capital aberto, com sede na cidade do Rio de Janeiro, RJ. É uma subsidiária da Petrobras. Fundada no dia 12 de novembro de 1971, atua principalmente no segmento de distribuição e comercialização de combustíveis derivados de petróleo, como óleo diesel, gasolina, QAV (querosene de aviação); biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel; além de lubrificantes, emulsões asfálticas e produtos químicos.

Está presente nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, com mais de 7.000 postos de serviços atualmente.[2] Segundo a Exame, é a segunda maior empresa brasileira em faturamento.[3] Atualmente, a BR Distribuidora é a maior empresa do setor de distribuição de combustíveis no Brasil, tendo como suas principais concorrentes a Ipiranga e a Raízen (joint venture formada entre a Shell e a Cosan).[4]

História[editar | editar código-fonte]

No início dos anos 70, mais precisamente em 12 de novembro de 1971, em pleno milagre econômico brasileiro no Governo Médici, com o PIB do país crescendo a taxas superiores a 10% ao ano, o consumo interno de derivados de petróleo estava impulsionado. Nesse contexto, e dentro de um cenário de transformações na PETROBRAS (Petróleo Brasileiro S.A.), foi criada a Petrobras Distribuidora S.A., ou, simplesmente BR. Nesta ocasião, recebeu os 840 postos de combustíveis já existentes no Brasil com a bandeira Petrobras e 21% do mercado de distribuição.

Em 1973, a BR lança a linha de lubrificantes automotivos Lubrax, presente no mercado até os tempos atuais.[5]

Em 1974, a BR assume o posto de maior distribuidora de derivados do petróleo do país, atuando em um mercado estritamente competitivo, chegando ao ano de 2015 com 34,9% de market share.[6]

Em 1992, a BR cria, junto com o governo do estado de Pernambuco, por meio de sua subsidiária Gaspetro, a Copergás, passando esta a herdar a rede de gasodutos herdados da Petrobras. Nesta operação, a BR tem 24,5% da empresa, junto com o governo de Pernambuco (51%) e com a multinacional Mitsui Gás e Energia (24,5%). Em 2017, o Governo de Pernambuco anuncia que tem interesse na venda da sua participação na Copergás.[7]

Em 1993, numa manobra para integrar os sistemas, a Petrobras passa a utilizar o logo da BR, sendo este usado pelo Sistema Petrobras até os dias atuais.[5]

Já em 1994, inaugura a "BR Mania", loja de conveniência integrada nos postos da BR. A BR Mania foi a primeira do setor no Brasil, existente até os dias atuais. Nas lojas, destacam-se os produtos de marca própria no chamado food service (cerca de 150 itens), que contemplam uma linha completa, envolvendo burguer, sanduíches naturais, salgados, doces, massas, pizzas e pratos gourmet, inclusive a tradicional feijoada. Além disso, as lojas BR Mania contam com os serviços diferenciados BR Mania Café e BR Mania Padaria, que ofertam produtos especialmente desenvolvidos para a BR Mania.[8]

Posto BR na rodovia AL-487 em Traipu, Alagoas.

Em 2000, anuncia o fechamento do seu capital. Á época, o diretor da Área Financeira da Petrobras, Ronnie Vaz Moreira, disse que a medida tem o objetivo de adequar o perfil da Petrobras ao das suas concorrentes no mercado internacional e também baratear custos, acabando com a obrigatoriedade de a BR apresentar trimestralmente seus números ao mercado.[9]

Em 2004, anuncia a compra da Agip do Brasil, que opera com a marca Liquigás, por US$ 450 milhões. A compra resultou na criação de uma subsidiária da BR Distribuidora, a Liquigás Distribuidora.[10].

No ano de 2007, foi parte de um consórcio formado pelo Grupo Ultra, Petrobras e Braskem, adquiriu os ativos do grupo Ipiranga, do Rio Grande do Sul. Na oportunidade, assumiu os postos da Ipiranga nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além da IASA (Ipiranga Asfaltos, posteriormente transformada em Stratura Asfaltos). Já os postos das regiões Sul e Sudeste ficaram nas mãos do Grupo Ultra, que, á época, não tinha participação no mercado de refino de combustíveis. Os ativos petroquímicos ficaram com a Braskem. A Petrobras desembolsou US$ 1,3 bilhão, a Braskem US$ 1,1 bilhão, enquanto o Grupo Ultra se comprometeu a trocar as ações dos minoritários da Ipiranga.[11]

Em dezembro de 2017, reabre seu capital na B3, sendo listada no Novo Mercado, mais alto nível de governança corporativa. Á época, a Petrobras arrecadou R$ 5 bilhões, como parte de uma reestruturação corporativa tendo em vista a redução do endividamento da Petrobras, o maior de uma petroleira no mundo.[12]

Em 2018, anuncia a venda da Liquigás para a Ultragaz, do Grupo Ultra. Porém, em fevereiro, o CADE decidiu vetar a compra da empresa pelo Grupo Ultra.[13] Na ocasião, a Petrobras recebeu R$ 286,2 milhões de multa rescisória pelo barramento da operação pelo CADE do Grupo Ultra.[14] Foi-se falado em abrir o capital da empresa na B3 ou até mesmo a venda da Liquigás para uma outra concorrente, porém até o momento não há uma decisão sobre a empresa.

Eletroposto[editar | editar código-fonte]

Em 10 de junho de 2009 é inaugurado o 1º posto do Brasil voltado para o abastecimento de veículos elétricos, no Rio de Janeiro[15]. Denominada Eletroposto, a unidade é composta por dois pontos de recarga para motos e carros com saídas de 110 ou 220 volts. O projeto, que utiliza energia solar, foi concebido com tecnologia exclusivamente nacional.[16][17]

No mundo existem alguns padrões sendo desenvolvidos para as Estações de Recarga de veículos elétricos.

Imagens[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Petrobras Distribuidora tem lucro de R$1,15 bilhão em 2017». Agência Petrobras. 13 de março de 2018. Consultado em 3 de agosto de 2018. 
  2. [1]
  3. «A escandalosa abertura de capital da BR Distribuidora». www.brasil247.com. Consultado em 4 de agosto de 2018. 
  4. Ipiranga e Raízen disputam segundo lugar.
  5. a b «Nossa História». Petrobras Distribuidora. Consultado em 3 de agosto de 2018. 
  6. «Fatia de mercado da BR Distribuidora cai 1,9 ponto percentual em 2015». Valor Econômico 
  7. «Com lucro de R$ 70 milhões, Copergás pode ser vendida pelo governo de Pernambuco». Rede Brasil Atual 
  8. «BR Mania: Petrobras Distribuidora conquista Selo de Excelência em Franchising 2015». Petrobras 
  9. «Folha de S.Paulo - Petróleo: Petrobras fecha capital da BR Distribuidora - 21/10/2000». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 4 de agosto de 2018. 
  10. «Folha Online - Dinheiro - Petrobras anuncia compra da Agip do Brasil por US$ 450 milhões - 25/06/2004». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 4 de agosto de 2018. 
  11. «Folha Online - Dinheiro - Petrobras, Ultra e Braskem compram Ipiranga por US$ 4 bilhões - 19/03/2007». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 4 de agosto de 2018. 
  12. Rizério, Lara. «BR Distribuidora estreia na bolsa com alta de quase 7% depois do maior IPO desde 2013». www.infomoney.com.br. Consultado em 4 de agosto de 2018. 
  13. http://www.dothnews.com.br. «Sob pressão, Cade decide venda da Liquigás» 
  14. «Petrobras recebe pagamento de multa contratual por reprovação de venda da LIquigás | Agência Petrobras». www.agenciapetrobras.com.br. Consultado em 4 de agosto de 2018. 
  15. http://www.abve.org.br/destaques/2009/destaque09037.asp
  16. Petrobras Distribuidora inaugura primeiro eletroposto do país Press Release da BR Distribuidora
  17. Brasil ganha 1º posto para abastecer veículos elétricos Portal G1

Ligações externas[editar | editar código-fonte]