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Almino Afonso (Rio Grande do Norte)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Almino Afonso
A cidade vista parcialmente do Mirante e Santuário São José
A cidade vista parcialmente do Mirante e Santuário São José
A cidade vista parcialmente do Mirante e Santuário São José
Gentílicoalmino-afonsense[1]
Localização de Almino Afonso no Rio Grande do Norte
Localização de Almino Afonso no Rio Grande do Norte
Localização de Almino Afonso no Rio Grande do Norte
Almino Afonso está localizado em: Brasil
Almino Afonso
Localização de Almino Afonso no Brasil
Mapa
Mapa de Almino Afonso
Coordenadas6° 09′ 07″ S, 37° 45′ 57″ O
PaísBrasil
Unidade federativaRio Grande do Norte
Municípios limítrofesPatu, Rafael Godeiro, Lucrécia, Frutuoso Gomes, Antônio Martins, João Dias, Umarizal e Catolé do Rocha
Distância até a capital335 km
Fundação1902 (124 anos)
Emancipação24 de novembro de 1953 (72 anos)
Governo
 • Prefeito(a)Jéssica Lourine de Assis Amorim (MDB, 2021–2028)
 • Vereadores9
Área
 • Total [2]128,029 km²
Altitude276 m
População
 • Total (IBGE/2024[2])4 806 hab.
Densidade37,5 hab./km²
ClimaSemiárido (Bsh)
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
CEP59760-000
IDH (PNUD/2010[3])0,624 médio
Gini (2020)0,49
PIB (IBGE/2021[4])R$ 50 062,16 mil
 • Per capita (IBGE/2021[4])R$ 10 685,63
Sítiowww.alminoafonso.rn.gov.br (Prefeitura)
www.alminoafonso.rn.leg.br (Câmara)

Almino Afonso é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte.

História

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Rua Francisco Nunes de Amorim, nome de um pioneiro da história de Almino Afonso

Inicialmente conhecido como Caieira, em função dos depósitos calcários existentes na região, o povoado se desenvolve a partir da feira livre (a Feira da Caieira), frequentada por moradores das localidades vizinhas.

O atual núcleo habitacional se forma em torno de uma capela, construída por Francisco Nunes Amorim, suas esposa Florentina Nunes de Amorim, e o fazendeiro Local Agostinho Fonseca,o casal Francisco e Florentina eram naturais da Serra de Martins e netos do sesmeiro Clemente Nunes dos Reis, o primeiro habitante do sitio Coroatá, juntamente com moradores ajudados por escravos libertos, que trabalharam voluntariamente, começaram em 1902 a construção da capela do Sagrado Coração de Jesus, e o povoado passou para a condição de Vila, no término da construção da capela em 1912.

Em 1918, em homenagem ao abolicionista e político potiguar nascido no local, Almino Afonso, o povoado muda de nome. Em 31 de dezembro de 1938, torna-se distrito em função do Decreto Estadual nº 603. É elevado à condição de município com a edição da Lei Estadual nº 912, de 24 de novembro de 1953, tendo sido desmembrado de Patu.

Geografia

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De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017,[5] Almino Afonso pertence à região geográfica intermediária de Mossoró e à região imediata de Pau dos Ferros.[6] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Umarizal, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Oeste Potiguar.[7] Almino Afonso dista 335 quilômetros (km) de Natal, capital estadual,[8] e 2 146 km de Brasília, capital federal.[9] Ocupando uma área territorial de 128,038 km²,[2] limita-se a norte com os municípios de Rafael Godeiro, Lucrécia e Umarizal; a sul com Antônio Martins, João Dias e Catolé do Rocha, este último na Paraíba; a leste com Patu e a oeste com Frutuoso Gomes e novamente Lucrécia.[10]

O relevo do município está inserido na Depressão Sertaneja, formada por terrenos de transição entre o Planalto da Borborema e a Chapada do Apodi, com formações rochosas metamórficas do embasamento cristalino, originárias do período Pré-Cambriano superior, com idade entre 570 milhões e 1,1 bilhão de anos. Quanto aos tipos de solo, predomina o podzolítico vermelho amarelo equivalente eutrófico, típico de áreas com relevo de suave a ondulado e textura média, além da drenagem acentuada e do alto nível de fertilidade.[10] Segundo a nova classificação brasileira de solos, este tipo de solo passou a constituir os luvissolos.[11]

Caatinga, vegetação típica do município, durante o período chuvoso

Esses solos são cobertos pela vegetação da caatinga, com espécies de pequeno porte, que perdem suas folhas na estação seca, sendo comum a presença de cactáceas. Também existe a floresta caducifólia, cujas espécies apresentam folhas pequenas, que também perdem suas folhas no período seco. Dentre as espécies encontradas estão: facheiro (Pilosocereus pachycladus), faveleiro (Cnidoscolus quercifolius), jurema-preta (Mimosa hostilis), marmeleiro (Cydonia oblonga), mufumbo (Combretum leprosum) e o xique-xique (Pilosocereus polygonus).[10] Todo o município possui seu território na bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró; o Açude Lauro Maia é o maior reservatório do município, construído nos anos 1970 e com capacidade para represar 3 404 250 metros cúbicos (m³) de água,[12] além do açude Caetano (1 987 500 m³).[13]

Levando-se em conta apenas o índice pluviométrico, Almino Afonso apresenta características de clima tropical do tipo Aw, com chuvas concentradas no primeiro semestre do ano, mais especificamente de fevereiro até maio. Incluindo-se outros fatores, como a evapotranspiração, o índice de aridez e o risco de seca, Almino Afonso está incluído na área geográfica de abrangência do clima semiárido delimitada em 2005 e revisada em 2017 pelo antigo Ministério da Integração Nacional (MIN).[14][15] Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), referentes ao período de 1962 a 2011 e a partir de 2020, o maior acumulado de chuva registrado no município em 24 horas atingiu 150,6 mm em 12 de abril de 1966, sendo o recorde mensal de 559 mm em março de 2023, superando os 514,5 mm de abril de 1974. Por sua vez, o recorde anual é de 1 750,7 mm em 1985.[16] Desde novembro de 2019, quando começou a operar uma estação meteorológica automática da EMPARN na cidade, a menor temperatura ocorreu em 22 de julho de 2020, com mínima de 18,4 °C, e a maior em 3 de dezembro de 2019, quando a máxima atingiu 39,8 °C à tarde.[17]

Dados climatológicos para Almino Afonso
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 38,4 38,8 37 36 35,9 35,4 36,8 37,2 38,1 39 38,9 39,8 39,8
Temperatura mínima recorde (°C) 20,8 20,1 20,6 21,2 20,4 19,1 18,4 19,1 20,2 20,1 20,6 21,2 18,4
Precipitação (mm) 96,5 126,3 222 230,3 114,2 54,6 30,8 8,7 3,8 8 8,5 32,9 936,6
Fonte: EMPARN (recordes de temperatura: 13/11/2019-presente;[17] médias de precipitação: 1962-2011)[16]

Política

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Palácio Felinto Gadelha (prefeitura)

De acordo com a lei orgânica de Almino Afonso, promulgada em 3 de abril de 1990, administração municipal se dá através dos poderes executivo e legislativo, sendo o primeiro representado pelo pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários. O legislativo é representado pela câmara municipal, que funciona no Palácio Francisca Cordeiro Chavante, constituída por nove vereadores. Cabe à casa legislativa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias).[18]

Existem também alguns conselhos municipais atualmente em atividade: alimentação escolar, direitos da criança e do adolescente, direitos do idoso, educação, FUNDEB, saúde, transporte escolar e tutelar.[19] Almino Afonso é sede de uma comarca do poder judiciário estadual, cujos termos são os municípios de Frutuoso Gomes, Lucrécia e Rafael Godeiro.[20] De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Almino Afonso pertence à 37ª zona eleitoral do Rio Grande do Norte e possuía, em dezembro de 2018, 4 867 eleitores, o que representa 0,205% do eleitorado potiguar.[21]

Referências

  1. Histórico de Almino Afonso no site do IBGE
  2. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Brasil / Rio Grande do Norte / Almino Afonso». Consultado em 14 de abril de 2019 
  3. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Consultado em 4 de setembro de 2013 
  4. a b IBGE. «Produto Interno Bruto dos Municípios». Consultado em 3 de janeiro de 2025 
  5. IBGE (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 14 de abril de 2019. Cópia arquivada em 25 de setembro de 2017 
  6. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 29 de março de 2019 
  7. IBGE (1990). «Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas» (PDF). Biblioteca IBGE. 1: 44–45. Consultado em 14 de abril de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 25 de setembro de 2017 
  8. «Distância entre Natal e Almino Afonso». Consultado em 14 de abril de 2019 
  9. «Distância entre Brasília e Almino Afonso». Consultado em 14 de abril de 2019 
  10. a b c IDEMA - Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (2008). «Almino Afonso» (PDF). Consultado em 14 de abril de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 19 de fevereiro de 2022 
  11. JACOMINE, Paulo Klinger Tito (2006). «A NOVA CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE SOLOS» (PDF). Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Consultado em 14 de abril de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 1 de julho de 2014 
  12. Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH). «Ficha técnica do Reservatório Lauro Maia». Consultado em 14 de abril de 2019 
  13. SEMARH. «Ficha técnica do Reservatório Caetano». Consultado em 14 de abril de 2019 
  14. Ministério da Integração Nacional (MIN) (2005). «Nova Delimitação do Semi-Árido Brasileiro» (PDF). Consultado em 14 de abril de 2019. Arquivado do original (PDF) em 23 de fevereiro de 2015 
  15. MIN (2017). «Semiárido Brasileiro». IBGE. Consultado em 14 de abril de 2019 
  16. a b Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). «Relatório pluviométrico». Consultado em 8 de janeiro de 2022 
  17. a b EMPARN. «Relatório de variáveis meteorológicas». Consultado em 19 de fevereiro de 2022 
  18. «Lei orgânica municipal». Consultado em 23 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 23 de janeiro de 2026 
  19. «MUNIC - Perfil dos Municípios Brasileiros». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2014. Consultado em 9 de abril de 2019 
  20. Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). «COMARCAS E TERMOS». Consultado em 14 de abril de 2019 
  21. «Estatísticas do eleitorado – Consulta por município/zona». Tribunal Superior Eleitoral. Consultado em 14 de abril de 2019