Almino Afonso (Rio Grande do Norte)
Almino Afonso | |
|---|---|
| Gentílico | almino-afonsense[1] |
| Mapa de Almino Afonso | |
| Coordenadas | 6° 09′ 07″ S, 37° 45′ 57″ O |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Rio Grande do Norte |
| Municípios limítrofes | Patu, Rafael Godeiro, Lucrécia, Frutuoso Gomes, Antônio Martins, João Dias, Umarizal e Catolé do Rocha |
| Distância até a capital | 335 km |
| Fundação | 1902 (124 anos) |
| Emancipação | 24 de novembro de 1953 (72 anos) |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Jéssica Lourine de Assis Amorim (MDB, 2021–2028) |
| • Vereadores | 9 |
| Área | |
| • Total [2] | 128,029 km² |
| Altitude | 276 m |
| População | |
| • Total (IBGE/2024[2]) | 4 806 hab. |
| Densidade | 37,5 hab./km² |
| Clima | Semiárido (Bsh) |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 59760-000 |
| IDH (PNUD/2010[3]) | 0,624 — médio |
| Gini (2020) | 0,49 |
| PIB (IBGE/2021[4]) | R$ 50 062,16 mil |
| • Per capita (IBGE/2021[4]) | R$ 10 685,63 |
| Sítio | www www |
Almino Afonso é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte.
História
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Inicialmente conhecido como Caieira, em função dos depósitos calcários existentes na região, o povoado se desenvolve a partir da feira livre (a Feira da Caieira), frequentada por moradores das localidades vizinhas.
O atual núcleo habitacional se forma em torno de uma capela, construída por Francisco Nunes Amorim, suas esposa Florentina Nunes de Amorim, e o fazendeiro Local Agostinho Fonseca,o casal Francisco e Florentina eram naturais da Serra de Martins e netos do sesmeiro Clemente Nunes dos Reis, o primeiro habitante do sitio Coroatá, juntamente com moradores ajudados por escravos libertos, que trabalharam voluntariamente, começaram em 1902 a construção da capela do Sagrado Coração de Jesus, e o povoado passou para a condição de Vila, no término da construção da capela em 1912.
Em 1918, em homenagem ao abolicionista e político potiguar nascido no local, Almino Afonso, o povoado muda de nome. Em 31 de dezembro de 1938, torna-se distrito em função do Decreto Estadual nº 603. É elevado à condição de município com a edição da Lei Estadual nº 912, de 24 de novembro de 1953, tendo sido desmembrado de Patu.
Geografia
[editar | editar código]De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017,[5] Almino Afonso pertence à região geográfica intermediária de Mossoró e à região imediata de Pau dos Ferros.[6] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Umarizal, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Oeste Potiguar.[7] Almino Afonso dista 335 quilômetros (km) de Natal, capital estadual,[8] e 2 146 km de Brasília, capital federal.[9] Ocupando uma área territorial de 128,038 km²,[2] limita-se a norte com os municípios de Rafael Godeiro, Lucrécia e Umarizal; a sul com Antônio Martins, João Dias e Catolé do Rocha, este último na Paraíba; a leste com Patu e a oeste com Frutuoso Gomes e novamente Lucrécia.[10]
O relevo do município está inserido na Depressão Sertaneja, formada por terrenos de transição entre o Planalto da Borborema e a Chapada do Apodi, com formações rochosas metamórficas do embasamento cristalino, originárias do período Pré-Cambriano superior, com idade entre 570 milhões e 1,1 bilhão de anos. Quanto aos tipos de solo, predomina o podzolítico vermelho amarelo equivalente eutrófico, típico de áreas com relevo de suave a ondulado e textura média, além da drenagem acentuada e do alto nível de fertilidade.[10] Segundo a nova classificação brasileira de solos, este tipo de solo passou a constituir os luvissolos.[11]

Esses solos são cobertos pela vegetação da caatinga, com espécies de pequeno porte, que perdem suas folhas na estação seca, sendo comum a presença de cactáceas. Também existe a floresta caducifólia, cujas espécies apresentam folhas pequenas, que também perdem suas folhas no período seco. Dentre as espécies encontradas estão: facheiro (Pilosocereus pachycladus), faveleiro (Cnidoscolus quercifolius), jurema-preta (Mimosa hostilis), marmeleiro (Cydonia oblonga), mufumbo (Combretum leprosum) e o xique-xique (Pilosocereus polygonus).[10] Todo o município possui seu território na bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró; o Açude Lauro Maia é o maior reservatório do município, construído nos anos 1970 e com capacidade para represar 3 404 250 metros cúbicos (m³) de água,[12] além do açude Caetano (1 987 500 m³).[13]
Levando-se em conta apenas o índice pluviométrico, Almino Afonso apresenta características de clima tropical do tipo Aw, com chuvas concentradas no primeiro semestre do ano, mais especificamente de fevereiro até maio. Incluindo-se outros fatores, como a evapotranspiração, o índice de aridez e o risco de seca, Almino Afonso está incluído na área geográfica de abrangência do clima semiárido delimitada em 2005 e revisada em 2017 pelo antigo Ministério da Integração Nacional (MIN).[14][15] Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), referentes ao período de 1962 a 2011 e a partir de 2020, o maior acumulado de chuva registrado no município em 24 horas atingiu 150,6 mm em 12 de abril de 1966, sendo o recorde mensal de 559 mm em março de 2023, superando os 514,5 mm de abril de 1974. Por sua vez, o recorde anual é de 1 750,7 mm em 1985.[16] Desde novembro de 2019, quando começou a operar uma estação meteorológica automática da EMPARN na cidade, a menor temperatura ocorreu em 22 de julho de 2020, com mínima de 18,4 °C, e a maior em 3 de dezembro de 2019, quando a máxima atingiu 39,8 °C à tarde.[17]
| Dados climatológicos para Almino Afonso | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima recorde (°C) | 38,4 | 38,8 | 37 | 36 | 35,9 | 35,4 | 36,8 | 37,2 | 38,1 | 39 | 38,9 | 39,8 | 39,8 |
| Temperatura mínima recorde (°C) | 20,8 | 20,1 | 20,6 | 21,2 | 20,4 | 19,1 | 18,4 | 19,1 | 20,2 | 20,1 | 20,6 | 21,2 | 18,4 |
| Precipitação (mm) | 96,5 | 126,3 | 222 | 230,3 | 114,2 | 54,6 | 30,8 | 8,7 | 3,8 | 8 | 8,5 | 32,9 | 936,6 |
| Fonte: EMPARN (recordes de temperatura: 13/11/2019-presente;[17] médias de precipitação: 1962-2011)[16] | |||||||||||||
Política
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De acordo com a lei orgânica de Almino Afonso, promulgada em 3 de abril de 1990, administração municipal se dá através dos poderes executivo e legislativo, sendo o primeiro representado pelo pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários. O legislativo é representado pela câmara municipal, que funciona no Palácio Francisca Cordeiro Chavante, constituída por nove vereadores. Cabe à casa legislativa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias).[18]
Existem também alguns conselhos municipais atualmente em atividade: alimentação escolar, direitos da criança e do adolescente, direitos do idoso, educação, FUNDEB, saúde, transporte escolar e tutelar.[19] Almino Afonso é sede de uma comarca do poder judiciário estadual, cujos termos são os municípios de Frutuoso Gomes, Lucrécia e Rafael Godeiro.[20] De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Almino Afonso pertence à 37ª zona eleitoral do Rio Grande do Norte e possuía, em dezembro de 2018, 4 867 eleitores, o que representa 0,205% do eleitorado potiguar.[21]
Referências
- ↑ Histórico de Almino Afonso no site do IBGE
- ↑ a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Brasil / Rio Grande do Norte / Almino Afonso». Consultado em 14 de abril de 2019
- ↑ Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Consultado em 4 de setembro de 2013
- ↑ a b IBGE. «Produto Interno Bruto dos Municípios». Consultado em 3 de janeiro de 2025
- ↑ IBGE (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 14 de abril de 2019. Cópia arquivada em 25 de setembro de 2017
- ↑ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 29 de março de 2019
- ↑ IBGE (1990). «Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas» (PDF). Biblioteca IBGE. 1: 44–45. Consultado em 14 de abril de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 25 de setembro de 2017
- ↑ «Distância entre Natal e Almino Afonso». Consultado em 14 de abril de 2019
- ↑ «Distância entre Brasília e Almino Afonso». Consultado em 14 de abril de 2019
- ↑ a b c IDEMA - Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (2008). «Almino Afonso» (PDF). Consultado em 14 de abril de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 19 de fevereiro de 2022
- ↑ JACOMINE, Paulo Klinger Tito (2006). «A NOVA CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE SOLOS» (PDF). Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Consultado em 14 de abril de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 1 de julho de 2014
- ↑ Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH). «Ficha técnica do Reservatório Lauro Maia». Consultado em 14 de abril de 2019
- ↑ SEMARH. «Ficha técnica do Reservatório Caetano». Consultado em 14 de abril de 2019
- ↑ Ministério da Integração Nacional (MIN) (2005). «Nova Delimitação do Semi-Árido Brasileiro» (PDF). Consultado em 14 de abril de 2019. Arquivado do original (PDF) em 23 de fevereiro de 2015
- ↑ MIN (2017). «Semiárido Brasileiro». IBGE. Consultado em 14 de abril de 2019
- ↑ a b Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). «Relatório pluviométrico». Consultado em 8 de janeiro de 2022
- ↑ a b EMPARN. «Relatório de variáveis meteorológicas». Consultado em 19 de fevereiro de 2022
- ↑ «Lei orgânica municipal». Consultado em 23 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 23 de janeiro de 2026
- ↑ «MUNIC - Perfil dos Municípios Brasileiros». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2014. Consultado em 9 de abril de 2019
- ↑ Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). «COMARCAS E TERMOS». Consultado em 14 de abril de 2019
- ↑ «Estatísticas do eleitorado – Consulta por município/zona». Tribunal Superior Eleitoral. Consultado em 14 de abril de 2019


