Almino Afonso (Rio Grande do Norte)

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o município brasileiro. Para outros usos, veja Almino Afonso .
Município de Almino Afonso
"Caieira"
Bandeira de Almino Afonso
Brasão de Almino Afonso
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 24 novembro
Fundação 1953
Gentílico afonsense[1]
Prefeito(a) Lawrence Carlos de Amorim Araújo (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Almino Afonso
Localização de Almino Afonso no Rio Grande do Norte
Almino Afonso está localizado em: Brasil
Almino Afonso
Localização de Almino Afonso no Brasil
06° 09' 07" S 37° 45' 57" O06° 09' 07" S 37° 45' 57" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Oeste Potiguar IBGE/2008[2]
Microrregião Umarizal IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Patu, Rafael Godeiro, Lucrécia, Frutuoso Gomes, Antônio Martins, João Dias, Umarizal e Catolé do Rocha
Distância até a capital 339 km[3]
Características geográficas
Área 128,029 km² [4]
População 4 880 hab. IBGE/2010[5]
Densidade 38,12 hab./km²
Altitude 236 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,624 médio PNUD/2010[6]
PIB R$ 20 620,730 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 4 053,61 IBGE/2008[7]
Página oficial

Almino Afonso é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte, localizado na microrregião de Umarizal. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2005 sua população era estimada em 4.880 habitantes. Área territorial de 128 km².

Limita-se com os municípios de Rafael Godeiro e Umarizal (norte), Patu (leste), Lucrécia, Frutuoso Gomes e Antônio Martins (oeste) e com o estado da Paraíba (sul).

A sede do município está a 6° 09’ 08” de latitude sul e 37° 45’ 58” de longitude oeste. A altitude é de 236 m acima do nível do mar e a distância rodoviária até a capital é de 339 km. A pluviosidade normal do município é de 912,7 mm/ano.

De acordo com o IDEMA, o solo da região é do tipo podzólico vermelho amarelo equivalente eutrófico. Sua aptidão para a atividade agrícola é restrita para lavouras, sendo apta para culturas de ciclo longo, como algodão arbóreo, sisal, caju e coco. Uma pequena área é indicada para preservação da flora e da fauna ou para recreação.

História[editar | editar código-fonte]

Inicialmente conhecido como Caieira, em função dos depósitos calcários existentes na região, o povoado se desenvolve a partir da feira livre (a Feira da Caieira), frequentada por moradores das localidades vizinhas.

O atual núcleo habitacional se forma em torno de uma capela, construída por Francisco Nunes Amorim, suas esposa Florentina Nunes de Amorim, e o fazendeiro Local Agostinho Fonseca,o casal Francisco e Florentina eram naturais da Serra de Martins e netos do sesmeiro Clemente Nunes dos Reis, juntamente com moradores ajudados por escravos libertos, que trabalharam voluntariamente, começaram em 1902 a construção da capela do Sagrado Coração de Jesus, e o povoado passou para a condição de Vila, no término da construção da capela em 1912.( informações dos pesquisadores e historiadores locais Misherlany Gouthier e Luciana Carlos).

Em 1918, em homenagem ao abolicionista e político potiguar nascido no local, Almino Afonso, o povoado muda de nome. Em 31 de dezembro de 1938, torna-se distrito em função do Decreto Estadual nº 603. É elevado à condição de município com a edição da Lei Estadual nº 912, de 24 de novembro de 1953, tendo sido desmembrado de Patu.

Economia[editar | editar código-fonte]

De acordo com dados do IPEA do ano de 1996, o PIB era estimado em R$ 2,39 milhões, sendo que 59,6% correspondia às atividades baseadas na agricultura e na pecuária, 2,7% à indústria e 37,7% ao setor de serviços. O PIB per capita era de R$ 447,04.

Em 2002, conforme estimativas do IBGE, o PIB havia evoluído para R$ 10,935 milhões e o PIB per capita para R$ 2.165,00.

Produção agrícola[editar | editar código-fonte]

IBGE (2002)
Lavoura Quantidade produzida (ton.) Valor da produção (R$ mil) Área plantada (ha.) Área colhida (ha.) Rendimento médio (kg/ha.)
Algodão herbáceo 18 12 25 25 720
Arroz (em casca) 27 12 18 18 1.500
Banana 30 72 4 4 7.500
Cana-de-açúcar 315 9 12 12 26.250
Castanha de caju 6 5 15 15 400
Coco-da-baía 1 (mil frutos) 0 1 1 1.000 (frutos/ha.)
Feijão (em grão) 140 119 350 350 400
Goiaba 25 2 1 1 25.000
Manga 240 17 8 8 30.000
Milho (em grão) 520 208 650 650 800
Tomate 320 202 12 12 26.666

Pecuária[editar | editar código-fonte]

IBGE (2002)
Rebanho Efetivo (cabeças)
Bovino 3.123
Suíno 684
Eqüinos 78
Asininos (jumentos) 246
Muares (mulas) 56
Ovinos 1.018
Galinhas 2.327
Galos, frangas, frangos e pintos 5.013
Caprinos 316
Vacas ordenhadas 887
IBGE (2002)
Gênero Produção
Leite de vaca 559 (mil litros)
Ovos de galinha 14 (mil dúzias)
Mel de abelha 1.777 kg

Dados estatísticos[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

ESCOLA ESTADUAL CLODOMIR CHAVES

INAUGURADA NO DIA 23 DE JANEIRO DE 1936.

ESCOLA ESTADUAL “PROFESSOR PEDRO GURGEL

Criada em 1988, teve como primeira diretora Anita Carlos da Silva.

ESCALA ESTADUAL RONALD PINHEIRO NÉO JÚNIOR

Criada em 19 de setembro de 1984, como anexo do Colégio Pedro Gurgel.

ESCOLAS MUNICIPAIS

1 – ANTONIO FERREIRA DE LIMA

2 –ERNESTO FERREIRA

3 – FRANCISCO BELARMINO

4 – FRANCISCO DOMINGOS DE OLIVEIRA

5 – JOÃO TEODÓSIO

6 – JOSÉ VICENTE DE SOUZA

7 – LUÍS CIRINO DE MOURA

8 – SEBASTIÃO ALVES DA SILVA

9 – SEBASTIÃO REGALADO

10 – SEVERINA CARLOS DE ANDRADE

11 – SEBASTIANA LEITE DE MENEZES

FONTE: Livro “ALMINO AFONSO – NAS TRILHAS DE UMA CIDADE de MISHERLANY GOUTHIER

IBGE (2003)
Ensino Alunos matriculados Professores
Fundamental 1.313 69
Médio 252 10
  • Analfabetos com mais de quinze anos: 32,89% (IBGE, Censo 2000).

IDH[editar | editar código-fonte]

PNUD (2000)
IDH 1991 2000
Renda 0,469 0,513
Longevidade 0,575 0,687
Educação 0,615 0,721
Total 0,553 0,640

Saneamento urbano[editar | editar código-fonte]

IBGE (2000)
Serviço Domicílios (%)
Água 79,3%
Esgoto sanitário 47,5%
Coleta de lixo 74,2%

Saúde[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Histórico de Almino Afonso no site do IBGE
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  3. FEMURN. «Distâncias dos Municípios do Rio Grande do Norte a Natal-RN». Consultado em 13 de agosto de 2011. 
  4. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  5. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  6. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 04 de setembro de 2013. 
  7. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

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