Champignon (músico)

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Champignon
Informação geral
Nome completo Luiz Carlos Leão Duarte Junior
Também conhecido(a) como Champignon, Champs
Nascimento 16 de junho de 1978
Local de nascimento Santos, São Paulo
 Brasil
Data de morte 9 de setembro de 2013 (35 anos)
Local de morte São Paulo, SP
 Brasil
Gênero(s) Rock, skate punk, rock alternativo, rock brasileiro, rap
Ocupação(ões) baixista, beat-box, compositor
Instrumento(s) baixo, Beatbox, vocal, guitarra, teclado, bateria
Período em atividade 1984 - 2013 (29 anos)
Gravadora(s) EMI, Virgin Records, Sony Music, Radar Records, Som Livre
Afiliação(ões) Charlie Brown Jr., Revolucionnarios, Nove Mil Anjos, A Banca, Chorão, Peu Sousa

Champignon, nome artístico de Luiz Carlos Leão Duarte Junior (Santos, 16 de junho de 1978São Paulo, 9 de setembro de 2013), foi um baixista, Beatboxer e vocalista brasileiro, da banda santista Charlie Brown Jr.

Foi eleito por três vezes consecutivas o melhor baixista no VMB da Mtv e venceu por duas vezes o prêmio de melhor instrumentista no Prêmio Multishow.

Para o crítico musical Hagamenon Brito, Champignon foi, ao lado de PJ (do Jota Quest) e Alexandre Dengue (Nação Zumbi), um dos três melhores baixistas do pop rock brazuca dos anos 90.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Começo e What's Up (1978-1992)[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua vida musical aos 12 anos de idade. Foi na banda What's Up que o baixista e Chorão trabalharam juntos pela primeira vez. Na época, Chorão era vocalista da banda. Depois que Chorão saiu da banda, Champignon continuou alguns meses, mas depois saiu. E a convite de Chorão, começou uma nova banda, e assim começava o Charlie Brown Jr.

Charlie Brown Jr (1992-2005)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Charlie Brown Jr.

Tempos depois, Chorão e Champignon decidiram convidar Renato Pelado pra ser o baterista e, mais tarde, Marcão e Thiago nas guitarras completariam a primeira formação da banda. A banda ainda sem nome, continuou a se apresentar em clubes na cidade. Resolveram dar o nome de 'Charlie Brown Jr', por que Chorão atropelou um quiosque de praia cujo nome era 'Charlie Brown'. O 'Jr' é porque eles se consideram 'frutos' de uma nova geração do rock. A banda trabalhou bastante até alcançar o sucesso. Gravaram duas fitas demo, mas somente a terceira chegou até o produtor musical Rick Bonadio (famoso por ter trabalhado com a banda Mamonas Assassinas), que gostou do trabalho do grupo e resolveu investir. A banda foi crescendo até ser contratada pela gravadora Virgin Records.

O primeiro álbum, Transpiração Contínua Prolongada, foi lançado em Junho de 1997, e fez sucesso nas rádios com a música O Coro vai Comê!. Com o sucesso cada vez mais numeroso, Charlie Brown recebeu o prêmio de Banda Revelação no VMB (Video Music Awards) dado pela MTV, em 1997. Nessa época Champignon ainda era menor de idade, e consequentemente toda vez que a banda se apresentava em alguma casa noturna, era necessária uma autorização judicial para que ele pudesse acompanhar seus companheiros. Champignon não tinha seu próprio instrumento, ele tocava com um baixo emprestado de amigos. As vezes a banda perdia shows, porque não conseguiam instrumentos.

Em 1999, lançaram o álbum Preço Curto... Prazo Longo, composto por 25 canções inéditas, que ganharam boa recepção da banda e garantiram sua presença nas rádios. Pouco antes de entrar no estúdio para gravar o terceiro álbum, o grupo passou por uma forte crise interna, causada pelas brigas entre Chorão e Champignon, que quase encerrou a carreira na época.

Apesar das dificuldades a banda continuou e lançou Nadando com os Tubarões, lançado em 2000. O disco apresentou uma sonoridade mais produzida se comparado aos dois primeiros álbums, e também com algumas letras mais maduras. No fim do ano, o Charlie Brown Jr. decidiu, junto com outras bandas, não participar do Rock in Rio - Por um Mundo Melhor por discordar do tratamento dispensado às bandas nacionais.

Durante uma das turnês, o guitarrista Thiago Castanho deixou a banda. Segundo Champignon, nem passou pela cabeça deles parar de tocar, mas ninguém mais falou sobre o assunto. No mesmo ano, porém, a banda venceu o Video Music Brasil, levando o prêmio "Escolha da Audiência" pelo clipe de "Rubão". Como um quarteto, o Charlie Brown Jr. assinou com a EMI para lançar 100% Charlie Brown Jr. (Abalando a sua Fábrica) no final do mesmo ano, com canções totalmente inéditas. Nesse álbum o grupo focou-se mais no rock e hardcore. Ao contrário do que fizeram nos 3 primeiros discos, optaram por gravar o novo trabalho ao vivo (método em que todos os músicos tocam ao mesmo tempo no estúdio).

Em abril de 2002, durante uma apresentação da banda no Rio de Janeiro acabou em tumulto generalizado. Devido a uma briga, os integrantes da banda saíram do palco antes do previsto, causando revolta na plateia. Lojas e lanchonetes do parque Terra Encantada foram depredadas. Não houve feridos graves. O título do quinto álbum, Bocas Ordinárias, se apropriou de uma expressão lusitana, devido ao sucesso do grupo em apresentações realizadas em Portugal. Para este disco a banda optou por uma sonoridade mais polida, diferente do disco anterior.

Em 2003, o Charlie Brown Jr. decidiu gravar um Acústico MTV.O disco foi marcado pelo grande sucesso de vendas e mídia. Após mais de dois milhões de álbuns vendidos, o Charlie Brown Jr. lança em 2004 o sétimo disco da carreira, Tâmo Aí Na Atividade, que apresentou algumas inovações na parte sonora, como batidas eletrônicas. Neste álbum, na música "Todos Iguais", Champignon toca bateria.[2]

Saída da Banda e novos projetos (2005-2010)[editar | editar código-fonte]

Em 2005, o Charlie Brown Jr. tira férias sem data prevista de retorno, um dos motivos foi o desgaste dos integrantes com turnês e desentendimentos dos integrantes. Em 2005 nasceu sua primeira filha, Luisa. Quando a banda voltou Champignon, Marcão e Renato Pelado saem da banda, alegando desentendimentos com Chorão e o empresário.

Revolucionnarios (2005-2008)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Revolucionnarios

Depois da saída do Charlie Brown Jr.,Champignon voltou pra Santos e chamou Nando Martins (guitarra), Kvêra (guitarra), Diego Righi (percussão) e Pablo Silva (bateria), e formou o Revolucionnarios. Além de tocar baixo ele também era o vocalista da nova banda.2 Champignon, já tinha esse projeto mesmo antes de deixar o CBJR. “Revolucionnarios era um projeto que eu tinha antes mesmo da sair do CBJr. Vinha fazendo músicas e muitas não foram aceitas no grupo. Fui guardando, escrevendo mais letras e compondo. Com o tempo fui aprimorando. Aprendi abordar os temas de uma forma poética. Coloquei as letras em músicas que já estavam prontas e que eu achei que deveriam está em algum trabalho. Isso representa a metade do disco Retratos da Humanidade” — Champignon

O álbum de estréia da banda, Retratos da Humanidade, traz 14 faixas. O trabalho foi produzido por Tadeu Patolla, a masterização ficou por conta de Rodrigo Castanho. Retratos da Humanidade foi lançado do selo Champirado Records, criado por Champignon com distribuição da gravadora Universal Music.3 A Banda lançou só esse disco e acabou em 2008.

Com esse trabalho, Champignon ganhou o Prêmio Multishow de Música Brasileira 2007 como melhor instrumentista do ano. Ao subir no palco para receber o prêmio, Champignon fez a seguinte declaração:

Nove Mil Anjos (2008-2009)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Nove Mil Anjos

Formada em 2008, a Nove Mil Anjos ganhou logo destaque e interesse no cenário nacional devido à sua formação. Um grupo de Rock, que mistura, rock alternativo, indie rock e ska. É composta por Peu Sousa, guitarrista ex-Pitty; Champignon, baixista ex-Charlie Brown Jr.; Junior Lima, baterista ex-Sandy e Junior; e o Péricles Carpigiani, vocalista ex-Fuga, que foi convocado para a posição após seis meses de procura por um vocalista. O conjunto gravou seu primeiro álbum de estúdio com o argentino Sebastian Krys, em Los Angeles. Lançou em 26 de setembro de 2008 o primeiro single chamado "Chuva Agora", fez sua primeira apresentação para o público no Video Music Brasil, da MTV, em 2 de outubro de 2008. Devido aos constantes desentendimentos entre os integrantes da banda, a Nove Mil Anjos teve seu fim anunciado em setembro de 2009.

A volta para o Charlie Brown Jr. (2011-2013)[editar | editar código-fonte]

Champignon decide que quer voltar ao Charlie Brown jr., Champignon procurou Chorão em sua casa em Santos, para conversar e resolver seus problemas:

Com a saída de Heitor Gomes, Champignon volta a ocupar o posto de baixista, depois de 6 anos.[3][4]

Além de Champignon, Marcão retornou para a banda nesse ano. Com a formação antiga quase completa, a banda grava o DVD ao vivo "Música Popular Caiçara" em 2012. No mesmo ano, houve uma nova briga entre o baixista e Chorão, filmada por um fã e que obteve grande repercussão na internet. A banda se desculpou publicamente através de um comunicado oficial. Depois disso, a banda finalizou o que seria a sua última turnê como Charlie Brown Jr., sendo o último show realizado em Balneário Camboriú no dia 26 de Janeiro de 2013.

A Banca (2013)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: A Banca

Depois da morte de Chorão que foi encontrado morto em seu apartamento no dia 6 de março de 2013, Champignon e os integrantes remanescentes do Charlie Brown Jr. criaram uma nova banda, chamada A Banca em homenagem a Chorão. Champignon assume o vocal, deixando o baixo com uma nova integrante, Lena Papini. A banda fez uma turnê em homenagem a Chorão chamada "Chorão Eterno" tocando canções de toda a carreira do Charlie Brown Jr. A banda lançou o primeiro single "O Novo Passo" em agosto.

Apesar de Champignon sempre afirmar que a banda era uma homenagem ao Chorão, levando adiante o legado artístico criado pelo vocalista e pelo Charlie Brown Jr., relatos de amigos e companheiros profissionais confirmam que Champignon vinha sofrendo há alguns meses com uma parcela de fãs de seu ex-grupo, que insistiam em interpretar negativamente a sua decisão.[5]

Morte[editar | editar código-fonte]

Na noite de 8 de setembro de 2013, Champignon foi a um restaurante com sua esposa, grávida de cinco meses. Após retornarem para casa, por volta de 0h30min UTC-3, o músico foi para o quarto onde ficavam guardados seus instrumentos e cometeu suicídio com uma arma de fogo. Sua esposa, após ouvir o estampido, foi ao cômodo e encontrou o corpo do músico caído ao chão, com ferimento do lado direito da cabeça, disparado por uma pistola 380. Segundo depoimentos na delegacia que acompanha o caso, o músico e sua esposa teriam discutido no restaurante.[6]. Ela entrou em estado de choque e os vizinhos, ao ouvirem o barulho e os gritos vindos do 10º andar do prédio em que moravam, acionaram a Polícia. Uma equipe do SAMU ainda chegou a ser chamada ao local. O caso segue sendo investigado pela 89º Delegacia de Polícia local.[7][8]

Champignon tinha 35 anos e tirou a própria vida seis meses após Chorão — seu companheiro na banda Charlie Brown Jr. — ter morrido de overdose, e quatro meses após Peu Sousa — seu companheiro na Nove Mil Anjos — cometer suicídio, aos 35 anos.

Um dia antes de ser encontrado morto, uma imagem colada no mural da sua página no Facebook atordoou Champignon: uma montagem feita em computador aplicava a palavra "Judas" no peito do músico.[5]

Peri Carpigiani, vocalista da extinta banda Nove Mil Anjos, credita o estresse causado pela morte de Chorão (ex-parceiro e amigo de infância), o julgamento do público e o medo de não conseguir dar sequência a um novo trabalho como os fatores que empurraram o baixista ladeira abaixo.[9] A viúva de Champignon vai pelo mesmo caminho. Em entrevista dada a revista Marie Claire, um ano após a morte do músico, ela afirmou que "ele vivia nervoso e sentia vergonha de andar na rua por causa dos maus tratos que sofria em público", e disse acreditar que "se Chorão e Champignon tivessem se perdoado para valer, tudo seria diferente".[10]

Acontecimentos Pós-Morte[editar | editar código-fonte]

No dia 09 de Setembro de 2015, exatos 2 anos após a morte do músico, Claudia Bossle, viúva do Champignon, postou o videoclipe da música "Bright Light", composta pelo músico. No clipe, é possível ver cenas inéditas de Champignon, que toca violão, baixo e faz beatbox na música. A filha do casal, que nasceu meses após a morte de Champignon, também aparece no clipe.[11]

Estilo e Legado[editar | editar código-fonte]

Conhecido por sempre tocar usando um chapéu preto[12], Champignon era considerado um dos melhores baixistas do Brasil. Para Emir Ruivo, colunista musical da revista El hombre, "Champignon foi algo próximo a um Flea brasileiro. Habilidoso, de dedos inquietos, Champignon criou grandes frases de baixo, e por isso foi um instrumentista de primeira linha".[13]

No opinião de Fred Di Giacomo, do site punkbrega, "Champignon não era mais virtuoso que baixistas como Luis Mariutti ou Felipe Andreoli, mas ele conseguiu trazer muitas técnicas elaboradas de contrabaixo para a música popular. Conseguiu trazer um instrumento tido como de “fundo” para a frente do show e para o gosto do grande público. Também criou um estilo próprio (misturando grooves graves de reggae, slaps de funk, linhas melódicas mais trabalhadas com pitadas de “atitude” punk e beat-box) e influenciou muitos moleques a começarem a tocar o instrumento."[14]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Com o Charlie Brown Jr[editar | editar código-fonte]

Com o Revolucionnarios[editar | editar código-fonte]

Com o Nove Mil Anjos[editar | editar código-fonte]

Com A Banca[editar | editar código-fonte]

Outras Participações[editar | editar código-fonte]

  • 2008 - Participação na música "É Tudo TH6", presente no álbum Contra Insetos Parasitas da banda TH6
  • 2015 - "Bright Light" - Música de Claudia Bossle, composta por Champignon, que toca violão, baixo e faz beatbox

Prêmios e Indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Indicação Notas Resultado Ref.
2004 Troféu Rádio Rock de 2003 Melhor Baixista Nacional Na época, como integrante da banda Charlie Brown Jr. Venceu [15]
2004 Prêmio Multishow de Música Brasileira 2004 "Melhor Instrumentista do Ano" Na época, como integrante da banda Charlie Brown Jr. Venceu [16][17]
2007 Prêmio Multishow de Música Brasileira 2007 "Melhor Instrumentista do Ano" Na época, como integrante da banda Revolucionnarios Venceu [18]
2005 Prêmio Banda dos Sonhos Vmb MTV "Melhor Contra-baixista" Após sair da banda Charlie Brown Jr. Venceu [19]
2006 Prêmio Banda dos Sonhos Vmb MTV "Melhor Contra-baixista" Na época, como integrante da banda Revolucionnarios Venceu [20]
2007 Prêmio Banda dos Sonhos Vmb MTV "Melhor Contra-baixista" Na época, como integrante da banda Revolucionnarios Venceu [21]

Referências

  1. a b correio24horas.com.br/ Fundador do Charlie Brown Jr., Champignon era um dos três melhores baixistas do pop rock brasileiro
  2. geocities.ws/ Todos Iguais BR-EMI-04-00975
  3. oglobo.globo.com/ Champignon resolve briga com Chorão e volta ao Charlie Brown Jr.
  4. musica.terra.com.br/ Baixista Champignon volta para o Charlie Brown Jr.
  5. a b oglobo.globo.com/ Champignon foi chamado de Judas na véspera de morrer
  6. diversao.terra.com.br/ Champignon e mulher teriam brigado em restaurante, diz delegada
  7. veja.abril.com.br/ Champignon, do Charlie Brown Jr., morre em São Paulo
  8. folha.uol.com.br/ Champignon, da banda Charlie Brown Jr., é encontrado morto em São Paulo
  9. veja.abril.com.br/ Champignon se precipitou ao criar outra banda, diz amigo
  10. revistamarieclaire.globo.com/ Se Chorão e Champignon tivessem se perdoado para valer, tudo seria diferente, acredita viúva de baixista
  11. osgarotosdeliverpool.com.br/ Claudia Bossle, esposa de Champignon, lança música com ele e clipe em homenagem
  12. ofuxico.com.br/ Esposa de Champignon usa o chapéu do marido durante o enterro
  13. elhombre.com.br/ Os 8 melhores baixos de Champignon
  14. punkbrega.com.br/ Os 10 melhores baixistas de rock do Brasil
  15. Troféu Radio Rock 2003
  16. jovempanfm.virgula.uol.com.br/ Parabéns Champignon
  17. dicionariompb.com.br/
  18. oglobo.globo.com/ Prêmio Multishow 2007 teve mancadas e mal entendidos
  19. http://[Video_Music_Brasil_de_banda_dos_sonhos
  20. omelete.uol.com.br/ Conheça os vencedores do VMB 2006
  21. musica.uol.com.br/ João Gordo chama "Banda dos Sonhos" de "Banda dos Pesadelos"; eleitos são os mesmos de 2006

Ver também[editar | editar código-fonte]