Religião tradicional yorubá

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Religião Tradicional Yorubá (ou Culto a Ifá) é uma religião africana, nascida na Nigéria há aproximadamente 12.000 anos. Essa religião cultua única e exclusivamente os orixás. Seu panteão de orixás é maior do que o panteão do candomblé. Essa religião cultua mais ou menos 4.000 orixás. Os principais orixás são os mesmos do candomblé, mas alguns com nomes diferentes.

Alguns de seus orixás

Exu, Ogum, Oxóssi, Ibeji, Egbé (orixá da sociedade, das comunidades espirituais), Ajagunmale (orixá comunicador, atua junto com Exu), Ossain, Nanã Buruku (também com o nome Omolu, por ser a filha de Deus), Ajê Saluga, Oxalá, Iemanjá, Obaluwaye, Xangô, Oxum, Oyá-Iansã, Orunmilá-Ifá, Logun-Edé, Oxumarê e etc.

Diferenças desse culto para o candomblé
  • Nomes:

Nanã atua com o nome de Omolu. Oxumarê atua com o nome de Exumarê

  • Vestimentas dos orixás

Obaluaê não usa as palhas, Ossain as usa.

  • Saudações aos orixás

A saudação Kábiyesì (no candomblé usa somente para Xangô) pode ser usada para todos os orixás Oyá é saudada como Epa Oya O! e Eparrei! (diferente do candomblé, que usa somente eparrei!)

  • Iniciação

No candomblé, a pessoa inicia somente para seu orixá de cabeça, mas no Culto de Ifá não, a pessoa pode iniciar para qualquer orixá, e faz mais de uma iniciação, mas a primeira é de Orunmilá-Ifá e depois a pessoa inicia para todos os orixás possíveis até seu falecimento.

  • A hierarquia dentro de um terreiro

No candomblé, há uma hierarquia, que vai do babalorixá ou ialorixá até o iaô, que é a pessoa que ainda não iniciou No culto não, todos têm a mesma hierarquia. e todos podem fazer diferentes funções.

Culto de Ifá[editar | editar código-fonte]

O Culto de Ifá é oriundo das Religiões tradicionais africanas, ligado ao Orixá Orunmilá-Ifá da religião yoruba. Com a ida destas culturas para Brasil e Caribe, nos períodos do tráfico negreiro, alguns sacerdotes (chamados babalawo (yoruba) e Bokono (ewe/fon).) foram levados para estes países, estando ligados às religiões Candomblé (Brasil) e Santeria através da Regla de Ocha (Cuba).

O culto de Ifá é um sistema divinatório, empregado na África e nos países para onde foi disseminado para decisões de cunho religioso ou social. Utiliza três técnicas diferentes (Opelê, Ikins e Merindilogun), que têm em comum os Odú-Ifá, os signos.

Esse culto foi trazido ao Brasil há aproximadamente 22 anos pelo babalorixá King (Sikiru Salami), sacerdote do Oduduwa Templo dos Orixás localizado em Mongaguá - SP, que traz anualmente da África o babalaô Awodiran Sowunmi e mais 20 sacerdotes e sacerdotisas de Abeokuta, na Nigéria.[1]


O Culto de Ifá tem um rígido e complexo sistema de conduta moral relativo a seus adeptos, expresso no Odu Ikafun, onde surgem os dezesseis mandamentos de Ifá.

Os primeiros a escreverem sobre Ifá no Brasil[carece de fontes?], obras publicadas em português foram sacerdotes Umbandistas. W. W. da Matta e Silva, conhecido como Mestre Yapacani já descrevia em 1956 um dos inúmeros sistemas de Ifá em suas obras. Seus discípulos, Francisco Rivas Neto (Mestre Arapiaga) e Ivan H. Costa (Mestre Itaoman) escreveram, nos anos 90, obras descritivas sobre o oráculo.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BASCOM, William: Ifa Divination: Communication Between Gods and Men in West Africa
  • William R. Bascom: Ifa Divination: Traduzido
  • ISBN 0253206383]
  • William R. Bascom: Sixteen Cowries: Yoruba Divination from Africa to the New World
  • ISBN 0253208475]
  • William R. Bascom: Ifa Divination - Indiana University Press - Bloomington and Indianapolis
  • ISBN 0-253-32890-X]
  • ISBN 0-253-20638-3 (pbk)]
  • The Sacred Ifa Oracle - Afolabi A. Epega and Philip John Neimark - Harper San Francisco
  • ISBN 0-06-250309-X (pbk)]
  • ISBN 0-06-251230-7 (cloth)]
  • Ifa - African Gods Speak - The Oracle of the Yoruba in Nigeria - Christoph Staewen - LIT Verlag
  • ISBN 3-8258-2813-1]
  • Prandi, Reginaldo - Reedição de Caminhos de Odu, (Org.) os odus do jogo de búzios, com seus caminhos, ebós, mitos e significados, conforme ensinamentos escritos por Agenor Miranda Rocha em 1928 e por ele revistos em 1998. RJ, Pallas, 2001.
  • Ivan H. Costa: Mestre Itaoman "Ifá o orixá do destino"
  • F.Rivas Neto: Mestre Arapuagha "Umbanda a Protosíntese Cósmica"
  • W.W. da Matta e Silva: mestre yapacani "Umbanda de Todos Nós e coleção"

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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