Fernando Andrade

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Fernando Grostein Andrade (São Paulo, 30 de janeiro de 1981) é um cineasta, produtor, roteirista e diretor de fotografia. É conhecido pelos documentários Coração Vagabundo, com Caetano Veloso, e Quebrando o Tabu, com Fernando Henrique Cardoso, Bill Clinton e Jimmy Carter que discutem alternativas para a falha guerra as drogas. Este mesmo documentário foi posteriormente adaptado para audiências da Europa e Estados Unidos pelo produtor Richard Branson, que foi narrado por Morgan Freeman, denominado Breaking the Taboo. Fernando também é conhecido por seu excelente trabalho em publicidade, filmando mais de 100 campanhas para clientes como Coca-Cola, Mitsubishi Motors, Pfizer e Nestlé. Em 2009 fundou a Spray Filmes, localizada no bairro do Jardins, que produz filmes publicitários, documentários e filmes para entretenimento. Além disso, foi incubadora da empresa NWB, que gere grandes canais de internet, incluindo o maior canal de futebol do Facebook no Brasil, Desimpedidos. Atualmente Fernando está em produção de uma série da Globo em co-produção com a produtora Gullane, na qual irá dirigir alguns episódios. Trata-se de Carcereiros, baseada em um livro de Dráuzio Varella. Paralelo a série, o diretor também trabalha no documentário Vida de Carcereiro, que serviu de pesquisa e aprofundamento para o desenvolvimento da série.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Fernando se formou em Administração de Empresas na Fundação Getúlio Vargas em 2003, São Paulo. Posteriormente, estudou cursos de roteirização e direção na CINUSP, USC e UCLA. Começou sua carreira em comunicação na agência DM9DDB, e na rádio Jovem Pan 2 quando tinha apenas 15 anos. Com 16, começou a escrever artigos para a revista Trip e Playboy.

Em 2011 lançou seu documentário de maior expressão, Quebrando o Tabu, que abordava o tema da guerras as drogas. O documentário posteriormente virou uma marca e consequentemente uma página no Facebook e mídia alternativa que defende os direitos das mulheres, homossexuais, luta contra o preconceito e racismo, dentre outros aspectos importantes quanto a Tabus estabelecidos pela sociedade. Esta página conta com cerca de 5,5 milhões de curtidas e seu alcance de posts, em seu pico, chega a 160 milhões.

Devido a seu trabalho renomado com documentários, Andrade dá palestras ao redor do Brasil e do Mundo. Em 2014, por exemplo, foi convidado a falar na Universidade de Harvard, no Igniting Innovation Summit on Social Entrepreneurship, aonde apresentou um curta sobre seu trabalho, que viralizou e atingiu mais de 700,000 visualizações.

Andrade é muito reconhecido por seu notório trabalho social. Ele ajudou a reativar o grupo de teatro Do Lado de Cá, formado por prisioneiros de uma penitenciária de segurança máxima. Os atores depois atuaram em seu longa Na Quebrada, que conta com muitas cenas dentro da prisão. O filme foi feito para celebrar o 10º aniversário da ONG Instituto Criar. Também é um dos co-fundadores do programa educacional Mapa Educação, que foi criado em 2014 com o objetivo de priorizar o assunto na pauta das eleições presidenciais. Desde então, o movimento organizou vários debates com experts, enfrentou políticos em suas visões e promessas de melhorar a educação brasileira e mobilizou a população em todas as regiões do país. Atualmente o movimento conduz um estudo nacional para entender melhor o que os estudantes desejam para a própria educação. Organizou uma campanha chamada Parada Gay no Radio, na qual várias estações de rádio tocaram apenas músicas cantadas por artístas homossexuais, para combater a homofobia no Brasil.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Ganhou 2 Cannes Lions Ouro e 5 Cannes Lions Bronze pela sua campanha Últimos desejos da Kombi, Ouro em FIAP e WAVE Awards pela campanha da EOS Conversível, foi um dos 10 finalistas do yourfilm festival e foi o Homem do Ano pela revista GQ em 2011. Além disso, o filme ''Quebrando o Tabu'' ganhou em 2012 o Grand Prix de Cinema Brasileiro como melhor documentário por voto popular.

Filmes[editar | editar código-fonte]

Em 2001 realizou seu primeiro curta chamado Morangos, o primeiro filmado em 24 FPS no Brazil. Introduziu o ator Guilherme Berenguer, em adição de outros atores conhecidos como Fernanda Rodrigues e Daniel Dantas. O curta abriu o Festival Internacional de Brasília, o Festival Internacional de São Paulo e Palm Springs International Festival of Short Films.

Em 2003 Fernando embarcou em uma aventura com Caetano Veloso em São Paulo, Nova York e Japão. Por 42 dias, ele documentou o desconforto do artista com o recente sucesso de seu álbum recentemente lançado internacionalmente em inglês, revelando um outro lado do compositor. Com participações de Michelangelo Antonioni, Pedro Almodávar e David Byrne, o documentário Coração Vagabundo foi lançado pela Paramount no Brasil. Dirigido, produzido e editado por Fernando, foi reproduzido no festival It´s All True Festival e no Festival de Roma, ambos em 2008. De acordo com Eric J Lyman, do Hollywood Reporter, foi um dos destaques do fim de semana. Coração Vagabundo foi um dos últimos trabalhos registrados de Michelangelo Antonioni, que faleceu em 2007. O crítico de cinema e fundador do festival Its All True, Amir Labaki, considerou o documentário O mais revelador retrato de Caetano. O crítico do jornal O Globo, Marcelo Janot, considerou O melhor filme da recente leva de documentários de músicos brasileiros.

Em 2010, Fernando dirigiu um curto documentário chamado Jornal do Futuro, que conta sobre as mudanças no jornal Folha de S.Paulo durante a integração de sua própria plataforma online, Folha.com. Também mostrou o novo template de design gráfico e sua apresentação para seus funcionários.

Em 2011, Fernando lançou o documentário Quebrando o Tabu, que posteriormente foi adaptado para os EUA e Europa como Breaking the Taboo. O documentário discute políticas alternativas para a falha guerra as drogas e mostra o ex- Presidente brasileiro, Fernando Henrique Cardoso como âncora. O filme conta com depoimentos de Bill Clinton, Jimmy Carter, Pualo Coelho, Dráuzio Varella, Gael García Bernal e outros chefes de estado da Colômbia, Suíça, Noruega e México. O filme causou amplas repercussões no Brasil, promovendo o debate na mídia, escolas e até no Congresso Nacional, com um discurso memorável de Eduardo Suplicy. A revista Veja publicou um artigo de 9 páginas que o caracteriza como uma reportagem meticulosa feita em 2 anos, com 168 entrevistas com personalidades. O programa de televisão Fantástico da Rede Globo, mostrou uma reportagem de 8 minutos sobre o filme e depois fez uma pesquisa sobre o assunto. 57% dos que votaram foram a favor da legalização das drogas. A revista Trip publicou uma capa sobre o filme.

Filmado em 18 cidades ao redor do mundo com cenários que variam de plantações de papoula das FARCs aos Coffeshops de Amsterdam, Quebrando o Tabu entrevistou vários líderes e pensadores, incluindo primeiros ministros, presidentes, policiais, prisioneiros e viciados em reabilitação. O filme recebeu avaliações muito positivas de jornais nacionais e internacionais, como Folha de S.Paulo e The Guardian.

Em 2012, Fernando participou da iniciativa Colors for Love, um projeto da revista italiana Colors. Dirigiu o curta Cine Rincão. o filme conta a história de Paulo Eduardo que, depois de ter sido vítima de um tiro no peito, foi estudar cinema no Instituto Criar - uma ONG que ensina técnicas de filmagem a adolescentes de baixa renda. No final do filme, Paulo Eduardo construiu o cinema Cine Rincão. O curta conta com a trilha sonora de Caetano Veloso e Lucas Lima.

Em 2014, Fernando lançou seu primeiro longa de ficção, Na Quebrada, em parceria com a Globo Filmes e produzido por Luciano Huck. Baseado em fatos reais, o filme segue a trajetória de um grupo de jovens de classe baixa, como Júnior, talentoso no conserto de televisões, Zeca, que testemunhou uma chacina, Joana, garota que sonha com a mãe desconhecida e Gerson, cujo pai está na prisão desde que nasceu. Entre histórias de perdas e violência, eles descobrem uma nova maneira de expressar as suas ideias e emoções: o cinema.

Atualmente, Fernando está em produção de uma série da Globo chamada Carcereiros, na qual ele irá dirigir alguns episódios. Baseada em uma obra de Dráuzio Varella, em co-produção com a Gullane filmes. Paralelamente também trabalha no documentário Vida de Carcereiro.

Publicidade[editar | editar código-fonte]

Fernando dirigiu mais de 100 campanhas pela sua produtora, Spray Filmes. Recentemente, Fernando foi responsável pela campanha de Coca-Cola de natal de 2015. O curta de 4 minutos foi ao ar em horário nobre da Globo, o primeiro a fazer isso em 10 anos, ainda dando créditos de diretor na tela. Dentre suas campanhas mais icônicas, além da Coca-Cola, Fernando produziu a campanha de Últimos desejos da Kombi para a Volkswagen, a Billboard Radio Pride Campaign, Open the Cage Campaign para Volkswagen (misturou técnicas em 3D com cenas em helicóptero), campanha de 90 anos da Nestlé, Novos Amigos da Mitsubishi, Grafiteiros da Sprite e Love and Color, para Arezzo em parceria com o diretor de arte Giovani Bianco.

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.