Fimose

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Pênis ereto com fimose.

Fimose (grego φῑμός, "mordaça") é uma condição em que, no pênis humano, o prepúcio não pode ser completamente retraído para expor totalmente a glande[1] A dificuldade em expor a glande ocorre quando o prepúcio possui um anel muito estreito, ou seja, a abertura do prepúcio é muito pequena para que se possa expor a glande. O problema pode ser de origem congênita ou adquirida.[2]

Graus de intensidade, segundo Kikiros et al[3][editar | editar código-fonte]

  • Grau 5: absolutamente nenhuma retração do prepúcio.
  • Grau 4: leve retração, mas orifício urinário continua encoberto.
  • Grau 3: retração parcial, orifício urinário visível, mas o restante da glande continua encoberto.
  • Grau 2: exposição parcial da glande.
  • Grau 1: retração total do prepúcio, mas apertando atrás da glande.

Complicações[editar | editar código-fonte]

A fimose pode se complicar quando ocorre a parafimose, na qual a glande é exposta mas o estreitamento prepucial leva ao estrangulamento de sua base; ou quando impede a higiene adequada, levando a uma propensão a infecções (balanopostites).

Tratamento[editar | editar código-fonte]

A fimose congênita ou fisiológica normalmente pode ser tratada com pomada corticóide.[4][5]

A fimose adquirida ou patológica pode ser retirada por meio de cirurgia (circuncisão ou prepucioplastia), geralmente realizada por um urologista. No caso da circuncisão, aplica-se uma anestesia na região e amputa-se o prepúcio. Após a cirurgia recomenda-se o repouso de um mês sem masturbação e relações sexuais, e normalmente pode haver um discreto sangramento nos primeiros 4 a 6 dias.

A prepucioplastia é uma alternativa mais conservativa do que a circuncisão tradicional, permitindo o tratamento da fimose sem a retirada do prepúcio.

Notas e referências

  1. A vida sexual dos solteiros e casados
  2. Procedimentos Médicos - Técnica e Tática
  3. «The response of phimosis to local steroid application» (PDF). Pediatric Surgery International. doi:10.1007/bf00173357  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  4. Abidari, Jennifer. «Effectiveness of topical steroid treatment for phimosis». Nature Clinical Practice Urology. 4 (5): 246–247. doi:10.1038/ncpuro0758 
  5. Webster, Todd M.; Michael P. (1 de abril de 2002). «Topical steroid therapy for phimosis». The Canadian Journal of Urology. 9 (2): 1492–1495. ISSN 1195-9479. PMID 12010594 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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