Jean Baptiste Gay, Visconde de Martignac

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Visconde de Martignac
Primeiro-Ministro da França França
Período 4 de janeiro de 1828
a 8 de agosto de 1829
Monarca Carlos X
Antecessor(a) O Conde de Villèle
Sucessor(a) O Príncipe de Polignac
Dados pessoais
Nome completo Jean Baptiste Sylvere Gay
Nascimento 20 de junho de 1778
Bordeaux, Reino da França França
Morte 3 de abril de 1832 (53 anos)
Monarquia de Julho França
Partido Ultra-realistas
Legitimista

Jean Baptiste Sylvere Gay, Visconde de Martignac (20 de junho de 17783 de abril de 1832) foi um político francês que serviu como Primeiro-Ministro da França entre 1828 e 1829 durante o reinado de Carlos X.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Martignac nasceu em Bordeaux, França. Em 1798 ele se tornou secretário de Emmanuel Joseph Sieyès; depois de servir por um tempo no exército, ele se voltou para a literatura, produzindo várias peças leves. Sob o Império, exerceu com sucesso como advogado em Bordéus, onde em 1818 se tornou advogado-geral do cour royale. Em 1819 foi nomeado procurador-geral em Limoges, e em 1821 foi devolvido por Marmande à Câmara dos Deputados, onde apoiou as políticas ultrarealistas de Villèle. Em 1822 foi nomeado conselheiro de estado, em 1823 acompanhou o duque d'Angouléme à Espanha como comissário civil; em 1824 foi criado visconde e nomeado diretor-geral de registro.[1]

Em contato com a política prática, suas visões ultra-monarquistas foram gradualmente modificadas na direção dos doutrinários e, com a queda de Villèle, ele foi escolhido por Carlos X para levar a cabo a nova política de compromisso. Em 4 de janeiro de 1828, foi nomeado ministro do Interior e, embora não tivesse o título de presidente, tornou-se o chefe virtual do gabinete. Conseguiu aprovar o ato de abolir a censura da imprensa e persuadir o rei a assinar os decretos de 16 de junho de 1828 sobre os jesuítas e os pequenos seminários.[1]

Ele foi exposto a ataques tanto da extrema esquerda quanto da extrema direita, e quando em abril de 1829 uma coalizão desses grupos o derrotou na Câmara, Carlos X, que nunca havia acreditado na política que representava, substituiu-o pelo príncipe de Polignac. Em março de 1830, Martignac votou com a maioria no discurso de protesto contra os famosos decretos; mas durante a revolução que se seguiu ele permaneceu fiel aos seus princípios legitimistas. Sua última aparição pública foi em defesa de Polignac na Câmara dos Pares em dezembro de 1830.[1]

Trabalhos[editar | editar código-fonte]

  • Bordéus au mois de Mars, 1815 (1830)
  • Essai historique sur les révolutions d'Espagne et l'intervention française de 1823 (1832).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c Chisholm, Hugh, ed. (1911). "Martignac, Jean Baptiste Sylvere Gay". Encyclopædia Britannica. 17(11ª ed.). Cambridge University Press. p. 792. Este cita E. Daudet, Le Ministère de M. de Martignac (Paris, 1875).
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.

Precedido por
Conde de Villèle
Primeiro-ministro da França
1828 - 1829
Sucedido por
Príncipe de Polignac