Karel Čapek

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Karel Čapek
Nascimento 9 de janeiro de 1890
Malé Svatoňovice
Morte 25 de dezembro de 1938 (48 anos)
Vinohrady
Sepultamento Cemitério Vyšehrad
Cidadania Áustria-Hungria, Checoslováquia
Progenitores
  • Antonín Čapek
Cônjuge Olga Scheinpflugová
Irmão(s) Helena Čapková, Josef Čapek
Alma mater
Ocupação tradutor, romancista, realizador(a), fotógrafo, dramaturgo, jornalista, escritor de ficção científica, escritor de literatura infantil, escritor, filósofo, pintor
Prêmios
  • Ordem de Tomáš Garrigue Masaryk, 1.ª classe
  • honorary citizen of Hradec Králové (2019)
  • honorary citizen of Prague 10 (2021)
Obras destacadas Krakatit
Religião Católico não praticante
Causa da morte pneumonia
Assinatura
Karel Capek signature.svg

Karel Čapek ([ˈkarɛl ˈtʃapɛk] ouvir ? · ficheiro, Malé Svatoňovice, 9 de Janeiro de 1890Praga, 25 de Dezembro de 1938) foi um escritor tcheco. Foi o divulgador da palavra robot criada, segundo ele próprio, por seu irmão Josef Čapek.[1]

Em 22 de agosto de 1969, o astrônomo tcheco Luboš Kohoutek descobriu um asteroide e, em homenagem ao escritor, batizou-o 1931 Capek.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Infância e educação[editar | editar código-fonte]

Karel Čapek nasceu em 1890 na aldeia de Malé Svatoňovice nas montanhas da Boêmia. Seis meses após seu nascimento, a família Čapek mudou-se para sua própria casa em Úpice.[3] Seu pai, Antonín Čapek, trabalhava como médico na fábrica têxtil local.[4] Antonín era uma pessoa muito ativa; além de seu trabalho como médico, também co-financiou o museu local e foi membro do conselho municipal.[5] Apesar de se opor às visões materialistas e positivistas de seu pai, Karel Čapek amava e admirava seu pai, mais tarde chamando-o de "um bom exemplo... da geração de despertadores nacionais".[6] A mãe de Karel, Božena Čapková, era dona de casa.[4] Ao contrário de seu marido, ela não gostava da vida no campo e sofria de uma longa depressão.[5] Apesar disso, ela colecionava e registrava assiduamente o folclore local, como lendas, canções e histórias.[7] Karel era o caçula de três irmãos. Manteria uma relação especialmente próxima com seu irmão Josef, um pintor de grande sucesso, vivendo e trabalhando com ele durante toda a sua vida adulta.[8] Sua irmã, Helena Čapková (1868-1961), era uma pianista talentosa que mais tarde se tornou escritora e publicou várias memórias sobre Karel e Josef.[9]

Depois de concluir o ensino fundamental em Úpice, Karel mudou-se com sua avó para Hradec Králové, onde começou a frequentar o ensino médio. Dois anos depois, a escola o expulsou por participar de um clube ilegal de estudantes.[4] Čapek mais tarde descreveu o clube como uma "sociedade anarquista não assassina".[10] Após este incidente, ele se mudou para Brno com sua irmã e tentou terminar o ensino médio lá, mas dois anos depois mudou-se novamente, para Praga, onde terminou o ensino médio na Escola de Gramática Acadêmica em 1909.[4] [11] Durante sua adolescência Čapek se apaixonou pelas artes visuais, especialmente o cubismo, que influenciou sua escrita posterior.[12] Depois de terminar o colegial, ele estudou filosofia e estética em Praga na Universidade Carolina, mas também passou algum tempo na Universidade Humboldt de Berlim e na Universidade Sorbonne em Paris.[4] [13] Ainda estudante universitário, escreveu algumas obras sobre arte e literatura contemporâneas.[14] Graduou-se com doutorado em filosofia em 1915.[15]

I Guerra Mundial e período entre guerras[editar | editar código-fonte]

Dispensado do serviço militar devido aos problemas de coluna que o perseguiriam por toda a vida, Čapek observou a Primeira Guerra Mundial de Praga. Suas opiniões políticas foram fortemente afetadas pela guerra e, como jornalista iniciante, começou a escrever sobre temas como nacionalismo, totalitarismo e consumismo.[16] Através dos círculos sociais, o jovem autor desenvolveu relações estreitas com muitos dos líderes políticos do nascente estado da Tchecoslováquia, incluindo Tomáš Masaryk, patriota tcheco e o primeiro presidente do país, e o seu filho Jan Masaryk,[17] [18] que mais tarde se tornaria ministro das Relações Exteriores. Tomáš Masaryk era um convidado regular nos encontros dos "Homens da sexta-feira" (Pátečníci, círculo de políticos e intelectuais) que runiam-se no jardim de Čapek nas sextas-feiras.[19] Čapek também era membro da rede política Hrad de Masaryk.[20] Suas conversas frequentes sobre vários tópicos mais tarde serviram de base para o livro de Čapek, Talks with TG Masaryk.[21]

Čapek começou sua carreira de escritor como jornalista. Com seu irmão Josef, trabalhou como editor do jornal tcheco Národní listy (O Jornal Nacional) de outubro de 1917 a abril de 1921.[22] Ao sair, ele e Josef se juntaram à equipe do Lidové noviny (O Jornal do Povo) em abril 1921.[23]

As primeiras tentativas de Čapek na ficção foram contos e peças em sua maior parte escritas com seu irmão Josef.[24] [25] O primeiro sucesso internacional de Čapek foi R.U.R., um trabalho distópico sobre um dia trágico numa fábrica tomada por androides sencientes. A peça foi traduzida para o inglês em 1922 e estava sendo apresentada no Reino Unido e nos Estados Unidos em 1923. Ao longo da década de 1920, Čapek trabalhou em muitos gêneros de escrita, produzindo ficção e não ficção, mas trabalhou principalmente como jornalista.[16] Na década de 1930, o trabalho de Čapek concentrou-se na ameaça de ditaduras nacional-socialistas e fascistas brutais; em meados da década de 1930, Čapek tornou-se "um antifascista declarado".[16] Ele também se tornou um membro do clube internacional PEN. Estabelecido, foi o primeiro presidente do PEN da Tchecoslováquia.[26]

Karel a Josef Čapkové 1927.jpg Helena Čapková (1886-1961).jpg Olga Scheinpflugová 1919 1 (cropped).jpg
Irmãos Čapek em 1927:
Karel e Josef
(de pé, atrás).
Helena Čapková Olga Scheinpflugová

Vida tardia e morte[editar | editar código-fonte]

Em 1935, Karel Čapek casou-se com a atriz Olga Scheinpflugová (1902-1968), depois de um longo relacionamento.[4] [27] Em 1938 ficou claro que os aliados ocidentais, nomeadamente a França e o Reino Unido, não cumpririam o acordo de Munique e recusaram-se a defender a Tchecoslováquia contra a Alemanha Nazista. Embora tenha sido oferecida a chance de ir para o exílio na Inglaterra, Čapek recusou-se a deixar seu país - mesmo que a Gestapo o tenha nomeado "inimigo público número dois".[28] Enquanto reparava os danos causados ​​pelas inundações na casa de verão da sua família em Stará Huť, contraiu um resfriado comum.[22] Como ele havia sofrido toda a sua vida de espondiloartropatia e também era um fumante inveterado, Karel Čapek morreu de pneumonia, em 25 de Dezembro de 1938.[25]

Surpreendentemente, a Gestapo não estava ciente de sua morte. Vários meses depois, logo após a ocupação da Tchecoslováquia, agentes nazistas foram à casa da família Čapek em Praga para prendê-lo.[29] Ao descobrir que ele já estava morto há algum tempo, eles prenderam e interrogaram sua esposa Olga.[11] Seu irmão Josef foi preso em Setembro e acabou morrendo no campo de concentração de Bergen-Belsen em Abril de 1945.[30] Karel e Olga estão sepultados no cemitério Vyšehrad, em Praga. A lápide traz a seguinte inscrição:

«Aqui teria sido sepultado Josef Čapek, pintor e poeta. Túmulo distante.» [28]
Vysehrad Nahrobek Karla Capka a Olgy Scheinpflugove.jpg Prago, Čapek-monumento, Karel, 3.jpeg Capkuv dum.jpg
Túmulo de Karel Čapek e
Olga Scheinpflugová no
Cemitério Vyšehrad
em Praga.
Monumento do escultor
Pavel Opočenský, na
Praça da Paz (Praga).
Dvojdům bratří Čapků: casa preservada
dos Irmãos Čapek em Praga.[31]

Obra[editar | editar código-fonte]

Origem da palavra "Robô"[editar | editar código-fonte]

Em 1920, Capek escreveu a peça de teatro R.U.R. iniciais de Rosumovi Univerzální Roboti ("Robôs Universais Rossum"). A peça conta a história de um cientista brilhante, chamado Rossum, que desenvolve uma substância química similar ao protoplasma. Ele utiliza essa substância para a construção de humanoides (robôs), com o intuito de que estes sejam obedientes e realizem todo o trabalho físico. Anos após sua criação, os robôs revoltam-se contra os humanos.[32]

R.U.R. trouxe para a ficção científica a palavra "robô", a partir de robota, que, em tcheco e outras línguas eslavas, pode significar trabalho forçado, exercido de forma compulsória ou trabalho escravo.[33] Em dúvida sobre como nomear os "trabalhadores artificiais" de sua peça, Karel Čapek imaginou denominá-los labori (do latim, labor = "trabalho") mas, decidiu chamá-los de "Robôs", nome sugerido por seu irmão, Josef Čapek (1887-1945) [34] (ver: Irmãos Čapek).

O escritor e divulgador científico Isaac Asimov criticou negativamente a peça, embora reconhecesse seu mérito pela criação da palavra robô.[35] Asimov criou as Três Leis da Robótica [36] para evitar revoltas das máquinas, como a mostrada em R.U.R. (ver: Rebelião das máquinas). No Brasil a peça foi lançada pela editora Hedra com o título A Fábrica de Robôs.[37]

Rosumovi Univerzální Roboti 1920.jpg R.U.R. by Karel Čapek 1939.jpg Theatre Guild, R U R, Act 3.jpg
Capa da primeira edição
de R.U.R. (1920).
Poster da peça R.U.R. Cena do 3º Ato de R.u.R.,
encenado pelo
Theatre Guild de
Nova Iorque, em 1922.[38]

Outras obras[editar | editar código-fonte]

Outras de obras suas são A Guerra das Salamandras, espécie de fábula acerca da descoberta de uma espécie de salamandras dotadas de elevada inteligência e que são escravizadas pelos humanos, numa visão extremamente crítica do capitalismo, da ciência e de diversos aspectos do mundo contemporâneo. Suas Histórias Apócrifas são uma série de contos baseados em fatos reais ou pretensamente reais, mas nos quais o autor inventa e insere "variantes" bastante irônicas, tal como ocorre num dos contos, no qual um padeiro de Jerusalém conversava com um amigo, dizendo que estava atraído pelos ensinamentos do rabi Jesus, mas que tinha desistido de tal atitude, após descobrir que o rabi teria algo contra os padeiros, uma vez que teria promovido o milagre da multiplicação dos pães e peixes e criado grande prejuízo para todos os padeiros.

Čapek também dedicou-se à literatura infantil, com Dachenca: a história de uma cachorrinha, que narra carinhosamente a história de uma pequena cadela Fox Terrier, chamada Dachenca. A história é muito bem humorada e inteligente, além de ser enriquecida com desenhos da cachorrinha, feitos pelo próprio autor.

Referências

  1. Hilmar-Jezek, Kytka (22 de junho de 2016). «Josef Čapek – Artist and Inventor of Robot». Tresbohemes.com (em inglês). Consultado em 3 de julho de 2020 
  2. Peebles, Curtis (26 de abril de 2016). «Asteroids: A History». Smithsonian Institution (Google Livros) (em inglês). Consultado em 4 de julho de 2020 
  3. Ort, Thomas (2013). Art and Life in Modernist Prague: Karel Capek and His Generation, 1911–1938. Palgrave Macmillan, pág. 17, (em inglês). ISBN 9781349295326 Consultado em 17 de junho de 2022
  4. a b c d e f «The Life of Karel Capek». Web Archive (Prism: UO Stories, University of Oregon) (em inglês). Consultado em 17 de junho de 2022 
  5. a b Jana Ládyová (23 de junho de 2016). «Božena Čapková, sběratelka, maminka slavných potomků». Žena-in.cz (em tcheco). Consultado em 17 de junho de 2022 
  6. Ort, Thomas (2013) pág. 19.
  7. Ort, Thomas (2013) págs. 17-18.
  8. Klíma, Ivan (2001). Karel Čapek: Life and Work. New Haven, CT: Catbird Press. págs. 191–199. (em inglês) ISBN 9780945774532 Consultado em 17 de junho de 2022
  9. «Helena Čapková». Město Hronov (em tcheco). Consultado em 17 de junho de 2022 
  10. Čapek, Karel; Čapek, Josef (1982). "Předmluva autobiografická". Ze společné tvorby: Krakonošova zahrada, Zářivé hlubiny a jiné prózy, Lásky hra osudná, Ze života hmyzu, Adam stvořitel (in Czech). Československý spisovatel. p. 13.
  11. a b «Karel Čapek». Osobnosti.cz (em tcheco). Consultado em 17 de junho de 2022 
  12. Čapek, Karel (1990). «Three novels -- Hordubal ; Meteor ; An ordinary life». Highland Park, NJ: Catbird Press (Archive.org). Consultado em 17 de junho de 2022  ISBN 9780945774082
  13. Tobranova-Kuhnnova, Sarka (1988). Believe in People: The essential Karel Capek. London: Faber and Faber. pp. xvii–xxxvi. ISBN 9780571231621 Consultado em 17 de junho de 2022
  14. Ort, Thomas (2013) pág. 21.
  15. Tracy A. Burns. «The artistic genius of Karel and Josef Čapek». private-prague-guide.com (em inglês). Consultado em 17 de junho de 2022 
  16. a b c James Sallis, «Review of Karel Capek: Life and Work by Ivan Klima.» (Internet Speculative Fiction Database) The Magazine of Fantasy & Science Fiction, janeiro de 2003, (em inglês), (págs. 37–40). Consultado em 17 de junho de 2022
  17. Liehm, Antonín J. (2016). Closely Watched Films: The Czechoslovak Experience. Routledge. ISBN 9781138658059. pág. 56, (em inglês) Consultado em 17 de junho de 2022
  18. Newsome, Geoffrey (2001). "Introduction". In Čapek, Karel (ed.). Letters from England. Continuum. ISBN 0826484859. pág. 3, (em inglês) Consultado em 17 de junho de 2022
  19. «Pražský hrad - programový čtvrtletník». old.hrad.cz (em tcheco). 2002. Consultado em 17 de junho de 2022 
  20. Ivan Šedivý. «T. G. Masaryk: zrozen k mýtu». dejinyasoucasnost.cz (em tcheco). Consultado em 17 de junho de 2022 
  21. Tomáš Garrigue Masaryk, Karel Čapek (1995). Talks with T.G. Masaryk. [S.l.]: Catbird Press. 254 páginas. ISBN 9780945774266  Consultado em 17 de junho de 2022
  22. a b «The Life of Karel Čapek». capek-karel-pamatnik.cz (em inglês). Consultado em 17 de junho de 2022 
  23. Sarka Tobrmanova-Kuhnova, "Introduction," to Karel Čapek, "Believe in People: the essential Karel Čapek."London, Faber and Faber 2010, 2010, (em inglês) ISBN 9780571231621 (pp. xxiv–xxv). Consultado em 17 de junho de 2022
  24. «Josef Čapek». aktualne.cz (em tcheco). 9 de junho de 2014. Consultado em 17 de junho de 2022 
  25. a b Nick Carey (12 de janeiro de 2000). «Karel Capek». Radio Prague International (em inglês). Consultado em 17 de junho de 2022 
  26. Derek Sayer, The Coasts of Bohemia: A Czech History. Princeton University Press, 2000. (em inglês) ISBN 9780691050522 (pp. 22–23). Consultado em 17 de junho de 2022
  27. Klíma 2001, pp. 200–206.
  28. a b Pavla Horáková (3 de março de 2012). «Mailbox». Radio Prague International (em inglês). Consultado em 17 de junho de 2022 
  29. «Čapek stihl zemřít dřív, než si pro něj přišlo gestapo». Česká Televize (em tcheco). 25 de dezembro de 2008. Consultado em 17 de junho de 2022 
  30. Adam Roberts, "Introduction", to RUR & War with the Newts." London, Gollancz, 2011, (em inglês) ISBN 0575099453 (p. vi). Consultado em 17 de junho de 2022
  31. Volynsky, Masha (24 de setembro de 2013). «Prague 10 district set to buy Karel Čapek's villa». Radio.cz (em inglês). Consultado em 19 de agosto de 2020 
  32. Alakananda Mookerjee (7 de abril de 2016). «Robots and Revolution». Red Wedge Magazine (em inglês). Consultado em 18 de junho de 2022 
  33. Alan David Kaye, Richard D. Urman (17 de agosto de 2017). «Perioperative Management in Robotic Surgery». Cambridge University Press, (em inglês). Consultado em 3 de julho de 2020 
  34. «Who did invent the word "robot" and what does it mean?». Adelaide Robotics Academy (em inglês). Consultado em 4 de julho de 2020 
  35. Alison "Boom" Baumgartner (8 de dezembro de 2016). «Throwback Thursday: "Rossum's Universal Robots" (1920)». Sciencefiction.com (em inglês). Consultado em 18 de junho de 2022 
  36. Três Leis da Robótica:

    Primeira Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
    Segunda Lei: Um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
    Terceira Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou a Segunda Lei.
    Fonte: Tecmundo, 11 de dezembro de 2017.
    Consultado em 18 de junho de 2022
  37. Bráulio Tavares (30 de dezembro de 2011). «Livro explora novos rumos na ficção científica». Folha de S.Paulo 
  38. Jaroslav Veis (11 de novembro de 2021). «Os cem anos do robô». Quatro Cinco Um. Consultado em 18 de junho de 2022 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • A Guerra das Salamandras. Rio de Janeiro: Editora Record, 2011.
  • Dachenca: a história de uma cachorrinha. Belo Horizonte: Veredas, 2003.
  • Histórias Apócrifas. São Paulo: Ed. 34, 1994.
  • PRECLÍK, Vratislav. Masaryk a legie (Masaryk and legions), váz. kniha, 219 str., vydalo nakladatelství Paris Karviná, Žižkova 2379 (734 01 Karviná, CZ) ve spolupráci s Masarykovým demokratickým hnutím (Masaryk Democratic Movement, Prague), 2019, ISBN 978-80-87173-47-3, pp. 5 - 16, 17 - 25, 33 - 45, 70 – 96, 100- 140, 159 – 184, 187 - 199
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