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Margarida da Dinamarca (1895–1992)

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Margarida
Princesa da Dinamarca
Princesa de Parma
Margarida em 1921
Dados pessoais
Nascimento17 de setembro de 1895
Palácio de Bernstorff, Gentofte, Dinamarca
Morte18 de setembro de 1992 (97 anos)
Copenhague, Dinamarca
Sepultado emCatedral de Roskilde,
Roskilde, Dinamarca
Nome completo
dinamarquês: Margrethe Françoise Louise Marie Helene
português: Margarida Francisca Luísa Maria Helena
MaridoRenato de Parma
Descendência
Jaime de Parma
Ana de Parma
Miguel de Parma
André de Parma
CasaGlücksburgo (por nascimento)
Bourbon-Parma (por casamento)
PaiValdemar da Dinamarca
MãeMaria de Orleães
ReligiãoCatolicismo

Margarida da Dinamarca (nome pessoal em dinamarquês: Margrethe Françoise Louise Marie Helene; Gentofte, 17 de setembro de 1895Copenhague, 18 de setembro de 1992) foi uma princesa dinamarquesa pelo nascimento e princesa de Parma como esposa do príncipe Renato de Parma. Ela era a neta mais nova do rei Cristiano IX da Dinamarca.

Biografia

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Nascimento e família

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A rainha Luísa da Dinamarca com suas bisnetas, a princesa Margarida da Dinamarca e a grã-duquesa Olga da Rússia, em 1896.

Nascida em 17 de setembro de 1895 no Palácio de Bernstorff,[1] residência de verão da família real dinamarquesa, Margarida era uma das muitas princesas da Dinamarca nascidas durante o reinado de seu avô, o Rei Cristiano IX, conhecido como o "sogro da Europa" em razão dos laços dinásticos mantidos entre as casas reais europeias. Margarida era a quinta filha, a única menina, do príncipe Valdemar da Dinamarca e da princesa francesa Maria de Orleães.[2] Ela foi nomeada em homenagem à sua tia, Margarida de Orleães, Duquesa de Magenta.[3]

Por decisão de sua mãe, que permaneceu fiel à fé católica, a princesa Margarida foi educada nessa religião. Em acordo com o marido luterano e com a Santa Sé, ficou determinado que os filhos teriam religiões diferentes conforme o sexo, sendo os filhos criados na fé do pai e as filhas batizadas segundo o rito católico. Assim, Margarida foi a única entre os irmãos a ser criada na fé católica.[4]

Casamento e filhos

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Margarida no dia do seu casamento.

Margarida era considerada a candidata ideal pelo imperador Francisco José I da Áustria para se casar com o arquiduque Carlos, o futuro imperador Carlos I da Áustria. Entretanto, Carlos preferiu casar-se com a princesa Zita de Parma. Ao ser informado da escolha, Francisco José I ficou profundamente surpreso, pois acreditava firmemente que Carlos se casaria com a princesa da Dinamarca e desconhecia a existência de uma relação séria entre ele e Zita.[5]

Coincidentemente, Margarida acabou se casando com o irmão da esposa de seu antigo pretendente, o príncipe Renato de Parma, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus,[4] em Copenhague. Renato era o décimo-nono dos vinte e quatro filhos de Roberto I, último soberano do extinto Ducado de Parma e Placência. Sua mãe, Maria Antônia de Bragança, era filha do exilado rei Miguel I de Portugal.[6] O casal teve quatro filhos:

  1. Jaime (9 de junho de 1922 – 5 de novembro de 1964), casou-se com a condessa Brigite Alexandra Maria de Holsácia-Ledreborg em 1947, com descendência;[7]
  2. Ana (18 de setembro de 1923 – 1 de agosto de 2016), casou-se com o rei Miguel I da Romênia em 1948, com descendência;[7]
  3. Miguel (4 de março de 1926 – 7 de julho de 2018), casou-se, pela primeira vez, com a princesa Iolanda de Broglie-Revel em 1951, com descendência;[7] casou-se, pela segunda vez, com a princesa Maria Pia de Saboia em 2003, sem descendência;
  4. André (6 de março de 1928 – 1 de outubro de 2011), casou-se com Marina Gacry em 1960, com descendência.[7]

Vida posterior

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A família Bourbon-Parma levava uma vida modesta em comparação com outros membros da realeza, residindo principalmente na França, onde todos os filhos nasceram.[8] Em 1939, fugiram dos nazistas, primeiro para a Espanha, depois para Portugal e, finalmente, para os Estados Unidos. Em Nova Iorque, Margarida sustentava-se fazendo chapéus, enquanto seu marido trabalhava em uma companhia de gás e sua filha como vendedora, e os filhos estudavam em Montreal.[9] Após a guerra, todos retornaram a Paris.[8]

Margarida faleceu em 18 de setembro de 1992, um dia após seu 97º aniversário. O funeral ocorreu no Castelo de Brodrehoj, na Dinamarca, e, no dia 23, realizou-se uma cerimônia católica na capela do Castelo de Ledreborg. A princesa foi posteriormente sepultada na necrópole real da Catedral de Roskilde.[4] Ela era a última filha sobrevivente do príncipe Valdemar e a última neta viva de Cristiano IX.

Ancestrais

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Referências

  1. McNaughton, C. Arnold (1973). The Book of Kings: A Royal Genealogy. 1. Londres: Garnstone Press. p. 451 
  2. Montgomery-Massingberd, Hugh (1977). Burke's Royal Families of the World. 1. Londres: Burke's Peerage Ltd. p. 70 
  3. Beéche; Miller, Ilana D. (2015). Royal Gatherings, Volume II: 1914–1939. California: Eurohistory. p. 98. ISBN 9780985460389 
  4. a b c «René de Bourbon-Parme, prince de Bourbon-Parme». Dynastie capétienne. Consultado em 1 de março de 2013 
  5. Griesser Pečar, Tamara (1995). Zita: A Última Imperatriz dos Habsburgos. Shinshokan, pp. 60-62. ISBN 4-403-24038-0.
  6. «Mariées du Gotha : Marguerite de Danemark, princesse de Bourbon-Parme». Noblesse et royautés. 5 de dezembro de 2012. Consultado em 1 de março de 2013 
  7. a b c d e Bence-Jones, Mark; Vickers, Hugo; Williamson, David (1977). Burke's Royal Families of the World Volume I. [S.l.]: Burke's Peerage Limited. ISBN 0-85011-023-8. Consultado em 13 de maio de 2024 
  8. a b Beéche, p. 93
  9. Bernier Arcand, Philippe (2022). «Les Bourbon-Parme dans les institutions d'enseignement du Québec». Histoire Québec (em francês). 28 (1). p. 24–28. ISSN 1201-4710. Consultado em 5 de outubro de 2024