Paulo Skaf

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Paulo Skaf
Paulo Skaf
Presidente das Indústrias do Estado de São Paulo - FIESP
Período Candidato ao Governo do Estado de São Paulo em 2014 (não foi eleito).
Mandato FIESP/SEBRAE
Período (2004-2018)
Vida
Nascimento 7 de agosto de 1955 (60 anos)
São Paulo, SP
Nacionalidade  brasileiro
Dados pessoais
Cônjuge Luzia Helena Pamplona de Menezes
Partido PSB (2009 - 2011)
PMDB (2011 - atualidade)
Profissão Empresário, Político

Paulo Antônio Skaf (São Paulo, 7 de agosto de 1955) é um empresário e político brasileiro filiado ao PMDB de São Paulo.[1]

Skaf é presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) , do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), do Serviço Social da Indústria (Sesi-SP), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) e do Instituto Roberto Simonsen (IRS), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). É também 1º. vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).[1]

Sempre foi atuante em entidades empresariais da indústria, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo (Sinditêxtil) e a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT). Foi membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da presidência da República.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Paulo Skaf nasceu no bairro da Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo (SP), filho de Antoine Skaf, imigrante libanês e proeminente empresário do ramo têxtil, e de Clotilde Habeyche Skaf. Iniciou seus estudos no Colégio Elvira Brandão, concluiu o segundo grau no Colégio Santo Américo e cursou Administração de Empresas na Universidade Presbiteriana Mackenzie.[3]

Em 1978 conheceu Luzia Helena Pamplona de Menezes, com quem se casou no mesmo ano. Tem cinco filhos, Paulo, André, Raphael, Gabriel e Antoine, e três netos.[4] ,

Ainda adolescente começou a trabalhar com o pai, mas logo seu espírito empreendedor fez com que trilhasse seu próprio caminho. Dedicado ao ramo têxtil, suas fábricas de médio porte tinham sede na Zona Leste de São Paulo. Anos depois, centralizou as fábricas em sede única na cidade de Pindamonhangaba, no Vale do Ribeira.[5]

Durante 22 anos se dedicou ao setor têxtil. No início, junto com o pai, mas depois trilhou seus próprios caminhos. Suas fábricas, de médio porte, eram descentralizadas -- uma no Ipiranga, outra na Mooca e mais uma no Belenzinho. Como pensava em unificar a sede das empresas, e houve uma oportunidade de compra de um terreno na entrada de Pindamonhangaba, ele se transferiu para lá. Negócios e família.[6]

Com a entrada dos produtos coreanos no Brasil e a queda de competitividade de seus produtos, Skaf sentiu que era necessário tomar uma medida drástica e redirecionar seus negócios para outro ramo. Voltou-se para o setor industrial de construção para investimento.

Ter atividades na área imobiliária disponibilizou tempo para que ele se dedicasse a algo que também gostava muito: a questão política[7]

Carreira empresarial[editar | editar código-fonte]

Skaf, além dos negócios, se destacou por sua liderança e inovação como dirigente de entidades do setor, como o Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo (Sinditêxtil) e da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), por dois mandatos, onde desenvolveu importante trabalho na indústria de moda..[3]

Em 27 de setembro de 2004, foi eleito, em primeiro mandato, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, do Ciesp, do Sesi-SP, do Senai-SP e do Instituto Roberto Simonsen (IRS). Em 2011, por ampla maioria, foi eleito para um segundo mandato de mais quatro anos.[8]

Na FIESP, sua gestão foi marcada por conquistas que buscam o crescimento sustentado do Brasil. O foco sempre foi lutar e obter as reformas estruturais capazes de oferecer à sociedade serviços públicos com qualidade, em especial nas áreas da educação, saúde e segurança. Assim, à frente da instituição, Skaf inovou com medidas como a implantação da educação em tempo integral e a articulação do ensino médio com o técnico. Atualmente, o Sesi-SP é a maior rede de ensino privado do país. Em 2013, foi contabilizado 1,2 milhão de matrículas no Senai-SP e 150 mil no ensino regular do Sesi-SP.[9]

Paulo Skaf também atuou no sentido de desonerar impostos, desburocratizar processos, aumentar investimentos na infraestrutura e ampliar mercados externos. Criou a política da “diplomacia empresarial”, ajudando a formação de recursos humanos qualificados para operar no setor privado em temas internacionais e micro e pequenas empresas a atuar no comércio exterior, contribuindo de forma decisiva para o fortalecimento da inserção internacional do Brasil.[10]

Outro ponto marcante da trajetória de Paulo Skaf foi o combate à CPMF. Instituída como taxação provisória a partir de 1997, o imposto foi abolido somente em 2007, depois de acirrada disputa no Senado. 

Em São Paulo, Skaf trabalhou arduamente para que o tema fosse debatido nos órgãos especializados dos setores empresariais e nos meios de comunicação. Na madrugada do dia 13 de dezembro de 2007, Skaf pôde comemorar o fim da CPMF, decisão do Senado para que a lei que determinava o fim do imposto em 31 de dezembro de 2007 e que impedia sua recriação em 2008 fosse cumprida. Em nota oficial da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Skaf disse que, com a derrota do governo, "quem venceu foi o Brasil". 

Foi também durante sua gestão que a FIESP liderou a campanha para aprovação de duas conquistas de peso: a criação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e a desoneração de impostos sobre produtos derivados da farinha de trigo, o que acarretou a diminuição do preço de itens como pão e macarrão.

A desoneração de impostos sobre a cesta básica foi uma reivindicação feita pela Fiesp em 2008. Depois de quatro anos de luta, o governo Federal aprovou a MP que reduz o Pis e o Cofins e elimina o IPI, tornando os alimentos mais baratos.

Em 2009, uma das ações mais bem-sucedidas foi ter pressionado os bancos públicos a reduzirem, em até 30%, os spreads, facilitando o crédito e, assim, gerando emprego e produção. Outro destaque foi a liderança da FIESP na defesa do recebimento, pelos exportadores, dos créditos referentes ao ressarcimento legal do IPI previsto nas vendas ao Exterior.

Em 2011 foi lançada a campanha Energia a Preço Justo, com o objetivo de mobilizar a população na luta contra a renovação sem licitação das concessões das empresas de energia elétrica que já estavam vencidas. O resultado foi o desconto médio de 20% nas contas de todos os brasileiros, anunciado pelo governo federal em 2013. Essa conquista gerou economia de cerca de R$ 30 bilhões por ano.

No período de junho de 2011 a abril de 2012, a FIESP promoveu forte mobilização junto ao governo para que a MP pelo fim da Guerra dos Portos, Resolução 72, fosse aprovada pelo Senado Federal. Essa MP propunha o cancelamento de incentivos fiscais a produtos importados por meio de descontos do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS), pondo fim à chamada Guerra dos Portos. A mobilização teve pleno êxito com a aprovação da Resolução 72, no mês de abril de 2012.

Outra conquista importante para a indústria foi a desoneração da folha de pagamento. Depois de dois anos de luta foi sancionada, em 2013, a lei que desonera a tributação de contribuição previdenciária patronal de determinados setores, calculada sobre a folha de salários, o que gera menos pressão nos custos de quem produz e mais emprego para quem trabalha.

Em 2013 a FIESP fez campanha pela aprovação da MP dos Portos, que prevê a modernização das instalações portuárias, estimulando a concorrência e movimentando cargas com menor preço.[11]

Também em 2013, a FIESP e o CIESP conseguiram barrar o aumento abusivo do IPTU, de em média 55% nas residências e 88% no comércio, na cidade de São Paulo, muito acima do reajuste dos trabalhadores no período, com uma liminar impetrada na justiça.Assim, a prefeitura de São Paulo só pôde corrigir o IPTU pela inflação do ano. [12]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

A carreira política de Paulo Skaf remonta à década de 1970, quando, ainda jovem, decidiu ingressar no Centro Preparatório de Oficiais de Reserva de São Paulo (CPOR/SP)[13] . “Minha vocação sempre foi a de servir o Brasil”[14] , disse, certa vez, em entrevista. Assim, além dos negócios, Paulo Skaf se destacou pela sua liderança como dirigente de entidades do setor, como o Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo (Sinditêxtil) e a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT).

Em 27 de setembro de 2004, assumiu a Presidência da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Também assumiu o Ciesp, o Sesi-SP, o Senai-SP e o Instituto Roberto Simonsen (IRS), além de ser o primeiro vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Também foi membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República[15] .

Na Fiesp, sua gestão adotou medidas como a implantação da educação em tempo integral[16] e a articulação do ensino médio com o técnico[12] . Este ano de 2015, o Sesi é a maior rede de ensino privado do País. Em 2009, foi contabilizado 1,2 milhão de matrículas no Senai-SP e 120 mil no ensino regular do Sesi-SP[17] . Afora isso, Skaf também atuou no sentido de desonerar impostos[18] , desburocratizar processos, aumentar investimentos na infraestrutura, ampliar mercados externos (criou a “Diplomacia Empresarial)[19] ”.

Em 30 de setembro de 2009, Skaf filiou-se ao PSB[20] , e nas eleições de 2010, candidatou-se pelo PSB para governador do Estado de São Paulo. Apesar da legenda socialista, Skaf apresentava propostas neoliberais como, por exemplo, cobrança de mensalidades nas universidades públicas[21] . Com 4,56% dos votos, classificou-se em 4º lugar, atrás de Geraldo Alckmin, Aloizio Mercadante e Celso Russomano.

Após convite de Michel Temer, Skaf saiu do PSB no início de 2011 e filiou-se ao PMDB paulista.[22] [23]

Em 2014 foi novamente candidato ao governo do estado de São Paulo, ficando em segundo lugar com 21,53% dos votos, sendo derrotado ainda primeiro turno pelo candidato a reeleição Geraldo Alckmin que obteve 57,31% dos votos

Denúncias Eleitorais em 2014[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2014, Paulo Skaf sofreu acusações de autopromoção, segundo a denúncia.[24]

Skaf estaria cometendo uma ilegalidade ao se dirigir diretamente aos contribuintes, em tom evidente de campanha. Ele não esconde que seria candidato ao governo em outubro e, portanto, ficaria claro o interesse pessoal e de promoção da imagem na tentativa de colher dividendos nas urnas, segundo ainda, a denúncia.[25]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Em Agosto de 2013, Skaf, como presidente da FIESP recebeu o Colar do Mérito Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP).[26]

Em Maio de 2014, Skaf recebeu a medalha 9 de Julho na Câmara de Araçatuba. A honraria foi concedida pelos investimentos da Fiesp em escolas do SESI na cidade.[27]

Skaf já recebeu medalhas, comendas e condecorações, tais como: Ordem do "Rio Branco", Ordem "Nacional ao Mérito", da República da Colômbia; Ordem "Al Mérito por Servicios Distinguidos", da República do Peru, "Ordem do Mérito Militar", do Exército Brasileiro, "Ordem do Mérito Naval", Marinha do Brasil, "Ordem do Mérito Aeronáutico", da Aeronáutica do Brasil, "Ordem do Mérito Anhanguera" do Governo do Estado de Goiás. Skaf também já recebeu mais de 50 títulos de Cidadania concedidos pelas Câmaras de Vereadores de Municípios das diversas regiões do Estado de São Paulo.[28]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b "PMDB oficializa Paulo Skaf como candidato ao governo de São Paulo" Último Segundo. Visitado em 18 de Agosto de 2014.
  2. "Paulo Skaf é elei como presidente do SEBRAE-SP 'SEBRAE-SP. Visitado em 28 de Novembro de 2014.
  3. a b "Os 60 mais poderosos Paulo Skaf" Título não preenchido, favor adicionar Ultimo Segundo IG. Visitado em 21 de março de 2014.
  4. "Estrutura da CNI" CNI. Visitado em 18 de Agosto de 2014.
  5. Justiça Eleitoral (agosto de 2014). informações Paulo Skaf.
  6. terra (outubro 2014). Família Skaf.
  7. http://www.ojornaldoestado.com.br/paulo-skaf-tem-interesse-em-disputar-governo-de-sao-paulo-em-2014/.
  8. Presidência FIESP (setembro 2004).
  9. http://www.tribunadepetropolis.net/Tribuna/index.php/bloco-3-sem-foto/17825-alunos-da-escola-sesi-participam-da-olimpiada-brasileira-de-astronomia.html.
  10. http://www.ojornaldoestado.com.br/paulo-skaf-tem-interesse-em-disputar-governo-de-sao-paulo-em-2014/.
  11. http://www.ojornaldoestado.com.br/paulo-skaf-tem-interesse-em-disputar-governo-de-sao-paulo-em-2014/.
  12. a b http://spnoticias.com.br/?p=10177
  13. http://www.cporsp.ensino.eb.br/
  14. http://www.revistaviverde.com.br/edicao/005edicao.pdf
  15. http://www.cdes.gov.br/galeria_conselho/2010/
  16. http://www.dgabc.com.br/News/5751805/escolas-do-sesi-terao-periodo-integral-a-partir-de-2011.aspx
  17. http://www.sesisp.org.br/educacaoquetransforma/numeros.asp
  18. http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,AA1261533-9356,00.html
  19. http://www.mundori.com.br/home/view.asp?paNoticia=189
  20. Paulo Skaf filia-se ao PSB G1 (30 de setembro de 2009). Visitado em 2 de novembro de 2014.
  21. http://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/2010/09/entrevista-paulo-skaf-mensalidade-ensino-publico-gratuito/
  22. http://noticias.r7.com/brasil/noticias/michel-temer-diz-que-skaf-fara-parte-da-cupula-do-pmdb-20110513.html
  23. Eduardo Bresciani (11 de maio de 2011). Skaf se filia ao PMDB na presença de Chalita e Marta UOL. Visitado em 2 de novembro de 2014.
  24. PSDB questiona uso da Fiesp por Skaf em propaganda Folha de S.Paulo (3 de fevereiro de 2015). Visitado em 13 de maio de 2015. Cópia arquivada em 13 de maio de 2015.
  25. PSDB denuncia Paulo Skaf na Justiça por propaganda antecipada Conjuntura Online Terra Magazine (21 de janeiro de 2015). Visitado em 13 de maio de 2015. Cópia arquivada em 13 de maio de 2015.
  26. Presidente da APMP prestigia de honraria a Paulo Skaf (em Português) Associação Paulista do Ministério Público (22 Agosto 2014). Visitado em 12 Dezembro 2014.
  27. Angelo Cardoso (15 Maio 2014). Paulo Skaf recebe homenagem e faz pré-campanha ao governo (em Português) Ata News. Visitado em 12 Dezembro 2014.
  28. Paulo Skaf será homenageado com Título de Cidadão Itapevense (em Português) Câmara Municipal de Itapeva-SP (14 Fevereiro 2012). Visitado em 12 Dezembro 2014.