Qzone

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Qzone
Gênero Rede social
Cadastro Necessário
Idioma(s) Chinês mandarim
Lançamento 2005
Endereço eletrônico qzone.qq.com

O QZone é uma rede social criada em 2005 pela Tencent, e desde o seu início apresentou um grande potencial de crescimento dentro do mercado de redes sociais. Com o QZone, os usuários conseguem escrever blogs, criar diários, enviar fotos e escutar músicas, além de compartilhá-las com seus amigos, o que torna essa rede social muito parecida com a maior parte das redes sociais, especialmente com o Facebook, que a maior de todas.[1]

O grande diferencial do QZone, que faz muito sucesso entre seus usuários, é que essa rede social permite que se consiga criar um perfil realmente personalizado, fazendo com que cada pessoa realmente tenha um QZone diferenciado dos demais.E isso se deve à possibilidade criada pela própria rede social, que coloca à disposição de seus usuários várias ferramentas que permitem a criação de perfis personalizados de acordo com as preferências de cada pessoa. O que mais chama a atenção de quem observa o funcionamento e o sucesso do QZone é o fato de que essa rede social oferece poucos serviços gratuitos, sendo que a maior parte deles é fornecida mediante pagamento, por meio do Diamond Canary.

Com essa espécie de moeda virtual, o usuário passa a ter acesso a maior parte dos serviços oferecidos pelo QZone, que realmente é parte de uma gama de possibilidades incríveis e contagiantes.

De acordo com um relatório publicado pela Tencent, o QZone possivelmente superou outros sites de redes sociais como Facebook e MySpace na China.[2] A Qzone está crescendo rapidamente e em novembro de 2013 ela já tinha 271.900.000 usuários ativos.[3]

Censura de conteúdo[editar | editar código-fonte]

Qzone é conhecido por empregar uma variedade de métodos de censura, dependendo da natureza específica e do nível de sensibilidade do conteúdo a ser censurado.[4]

Em casos mais estritos, o usuário é impedido de postar. Ao clicar "publicar", é apresentada uma mensagem com um erro, com diferentes níveis de justificativa mas geralmente implícito que o conteúdo é sensível de alguma forma. Detalhes nunca são fornecidos, a dar uma explicação sobre o porquê exato de uma determinada mensagem ser sensível ou impublicável. Fontes da indústria confirmaram que postagens censuradas desta forma são bloqueadas via sistema automático, iniciado por palavras-chave, frases ou até passagens inteiras que são inseridas no sistema por administradores.[5] Este método de censura é similar ao utilizado pelo software de bate-papo da mesma companhia, o WeChat.[6]

Em casos menos estritos, postagens ficam "aguardando moderação". Ao clicar em "publicar", é apresentada ao usuário uma mensagem indicando que o conteúdo aguarda aprovação, ação também aparentemente deflagrada pelo uso de palavras-chave. Isto normalmente ocorre nos mesmos serviços que também previnem publicações, indicando que alguns serviços categorizam diferentes tipos de conteúdo em diferentes níveis de sensibilidade, a serem tratados de acordo. Em alguns casos as publicações "a aguardar moderação" são eventualmente publicadas, indicando que um agente humano revisou-as e determinou que o conteúdo é aceitável. Em outros casos, o conteúdo aguarda moderação indefinidamente.

Postagens podem ser publicadas com sucesso na primeira tentativa, mas são apagadas ou "impublicadas" algum tempo depois; normalmente por volta de 24 horas, apesar de haver casos onde algumas postagens levam até dois dias antes de serem derrubadas, geralmente antes dos fins-de-semana.

Qzone permite que postagens bloqueadas sejam publicadas em "modo privado" (visível apenas para o autor quando logado), portanto não mais passível de ser visto publicamente. Em seu lugar, é mostrada uma mensagem "Esta mensagem está sendo analisada, o que pode levar até 3 dias úteis. Uma vez aprovada, será possível visualizá-la normalmente". A postagem geralmente nunca aparece.[7]


Referências

  1. Basic Help 基础帮助 (2008), Tencent. Available at: http://qzone.qq.com/helpcenter/index.html Arquivado em 21 de dezembro de 2008, no Wayback Machine. [Online]. Accessed at 20 February 2009
  2. Wauters, Robin (24 de fevereiro de 2009). «China's Social Network QZone Is Big, But Is It Really The Biggest?». TechCrunch 
  3. «Tencent: WeChat now has 271.9 million monthly active users around the world». TechInAsia. Novembro de 2013 
  4. Chander, Anupam (12 de agosto de 2013). «How Censorship Hurts Chinese Internet Companies». The Atlantic (em inglês). Consultado em 26 de agosto de 2021 
  5. «Tech in Asia - Connecting Asia's startup ecosystem». www.techinasia.com (em inglês). Consultado em 7 de agosto de 2020 
  6. «WeChat pode ter piorado disseminação do Coronavírus na China». CanalTech. Consultado em 26 de agosto de 2021 
  7. MacKinnon, Rebecca (25 January 2009). «China's Censorship 2.0: How companies censor bloggers». University of Illinois at Chicago. First Monday. 14 (2). Consultado em 26 August 2021  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda) CC BY icon.svg This article incorporates text from this source, which is available under a Creative Commons Attribution 3.0 Unported License.