Mastodon (software)

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Mastodon
Captura de tela
Desenvolvedor Eugen Rochko, et. al
Plataforma Web, iOS, Android
Lançamento 5 de outubro de 2016 (2 anos)[1]
Versão estável v2.5.0 (3 de setembro de 2018; há 11 meses[2])
Idioma(s) alemão, árabe, armênio, basco, búlgaro, catalão, córsega, croata, dinamarquês, hebraico, holandês, inglês, esperanto, finlandês, francês, galego, grego, húngaro, ido, italiano, indonésio, norueguês, occitânico, russo, ucraniano, português, persa, polonês, sérvio, sueco, espanhol, eslovaco, esloveno, chinês, coreano, japonês, telugu, tailandês, turco
Linguagem Ruby, JavaScript
Sistema operacional Unix, Linux, BSD
Gênero(s) Microblogging
Licença GNU Affero General Public License
Página oficial https://joinmastodon.org

Mastodon (/ˈmastodɔn/) é uma rede social federada, distribuída, que faz parte do Fediverso, uma rede descentralizada e interligada de servidores operados de maneira independente.

O Mastodon tem recursos de microblogging semelhantes ao Twitter. Cada usuário é um membro de um determinado servidor Mastodon, conhecido como uma "instância" do software, mas pode se conectar e se comunicar com outros usuários em outras instâncias também. Usuários postam mensagens curtas chamadas "toots" que outros usuários podem ver, dependendo das configurações ajustáveis de privacidade do usuário e da sua instância em particular. O mascote do Mastodon Proboscidean marrom ou cinza, por vezes, representado usando um tablet ou smartphone.

O software procura distinguir-se do Twitter por ser voltado para pequenas comunidades independentes e, portanto, baseado em comunidade, em vez de cima para baixo, com a moderação e a operação de serviço através de colaboração, mas não diretamente dependente uns dos outros. Como o Twitter, o Mastodon suporta mensagens diretas, privadas entre os usuários, mas ao contrário de "tweets" postados no Twitter, os "toots" do Mastodon podem ser privado para um grupo de usuários, privadas para os seguidores do usuário, pública porém não sendo anunciada em timelines públicas ou pública anunciada em timelines públicas através da rede de instâncias conectadas ao usuário.[3]

Funcionalidades e recursos[editar | editar código-fonte]

Os servidores Mastodon usam software que é capaz de se comunicar através do protocolo OStatus, mas também através do protocolo mais recente ActivityPub. Um usuário Mastodon pode, portanto, interagir com usuários em qualquer outro servidor no Fediverso que ofereça suporte a um desses protocolos.

O mascote do Mastodon com um smartphone.

Mastodon se aproxima da experiência de microblogging do Twitter, onde os usuários postam mensagens de status curtas para que outros vejam. No Mastodon, estas mensagens podem chegar a até caracteres, uma extensão do limite de 280 caracteres do Twitter (originalmente 140),[4] e postagens são chamadas de "toots" em vez de "tweets", como é o caso no Twitter.[5]

Usuários entram em um servidor Mastodon específico, conhecido como uma "instância", ao invés de um único site ou aplicação central. As instâncias são conectadas como nós em uma rede, e cada servidor pode administrar suas próprias regras, privilégios de conta, e se quer compartilhar mensagens de e para outras instâncias. A instância modelo, Mastodon.social, tinha cerca de 42 000 usuários no início de abril de 2017. Outras instâncias são baseados em interesses comuns, tais como memes da Internet, Minecraft, ou tecnologia.[5] O uso global está aumentando rapidamente, com cerca de 766 500 usuários em 1 de agosto de 2017,[6] e subindo para 1 milhão de usuários em 1 de dezembro de 2017.[7]

O serviço inclui várias funções de privacidade. Cada mensagem tem uma variedade de opções de privacidade disponível, e os usuários podem escolher se o post é público ou privado. Mensagens públicas aparecem em um feed global, conhecido como uma timeline, e as mensagens privadas são compartilhados apenas nas timelines dos seguidores de um usuário. As mensagens também podem ser marcados como "não listado" nas timelines ou direta entre usuários. Os usuários também podem marcar suas contas como completamente privadas. Na timeline, as mensagens podem opcionalmente apresentar um "aviso de conteúdo", o que faz com que o leitor tenha que clicar em um botão para revelar o resto da mensagem. Instâncias Mastodon têm usado esse recurso para esconder spoilers, avisos de gatilho, e conteúdo não seguro para o trabalho (NSFW), apesar de algumas contas usarem o recurso para ocultar links e pensamentos que outros talvez não queiram ler.[5]

Mastodon agrega mensagens em timelines locais e globais. A timeline local tempo mostra mensagens de usuários da mesma instância, enquanto a timeline global mostra mensagens de todos os usuários conhecidos. Os usuários podem se comunicar com usuários de outras instâncias Mastodon usando nomes de usuário com um formato semelhante ao de endereços de e-mail.[5]

No início de 2017, jornalistas fizeram uma distinção entre Mastodon e Twitter pela sua abordagem ao combate de assédio, um dos maiores problemas do Twitter.[5] o Mastodon usa moderação baseada na comunidade, em que cada instância pode limitar, ou filtrar conteúdos indesejáveis. Por exemplo, o instância modelo, Mastodon.social, proibe conteúdo que é ilegal na Alemanha ou na França, incluindo simbolismo nazista, a negação do Holocausto e discriminação. Várias outras instâncias também o fazem. Instâncias também pode escolher limitar, ou filtrar mensagens com conteúdo depreciativo. O fundador do serviço acredita que comunidades pequenas, mais fechadas podem policiar comportamento tóxicos de forma mais eficaz do que o pequeno time de moderação de uma grande empresa. Os usuários também podem bloquear e denunciar outros usuários para administradores, assim como é o caso no Twitter.[5]

Tecnologia[editar | editar código-fonte]

Mastodon é escrito como código aberto, e é uma aplicação web federada de microblogging. Sua tecnologia do lado do servidor é Ruby on Rails, e o seu front-end é escrito em JavaScript (React.js e Redux). O serviço é interoperável com a rede social federada GNU social e outras plataformas OStatus. Desde a versão 1.6, ele também é compatível com ActivityPub,[8] e portanto pode se comunicar com softwares como Pleroma, Funkwhale e PeerTube.

Apps (mobile, desktop ou clientes web alternativos) interagindo com a API do Mastodon estão disponíveis para uma variedade de sistemas, incluindo Android, iOS, SailfishOS e Windows Mobile.[9]

Adoção[editar | editar código-fonte]

Vídeo introdutório explicando o Mastodon

Apesar do Mastodon ter sido lançado em outubro de 2016, o serviço começou a se expandir no final de Março e início de abril de 2017.[10] O site The Verge escreveu que a comunidade neste momento era pequena e que ainda não havia atraído as personalidades que mantém os usuários no Twitter. Em novembro de 2017, artistas, escritores e empresários como Chuck Wendig, John Scalzi, Melanie Gillman e, mais tarde, John O'Nolan juntaram-se, e o Mastodon tinha atingido 1 milhão de contas em 1 de dezembro de 2017.[7]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Show HN: A new decentralized microblogging platform». Hacker News. 6 de outubro de 2016 
  2. «Release v2.5.0». Github. Consultado em 3 de setembro de 2018 
  3. Pequenino, Karla (9 de abril de 2017). «Mais uma rede social cheia de boas intenções». Publico.pt. Consultado em 3 de novembro de 2018 
  4. https://www.theverge.com/2017/9/26/16363912/twitter-character-limit-increase-280-test
  5. a b c d e f Farokhmanesh, Megan (7 de abril de 2017). «A beginner's guide to Mastodon, the hot new open-source Twitter clone». The Verge. Consultado em 8 de abril de 2017 
  6. «dynamic status of mastodon». Consultado em 16 de abril de 2017 
  7. a b «Mastodon Users (bot), December 1, 2017, 4:00 PM». mastodon.social. Consultado em 1 de dezembro de 2017 
  8. «Release v1.6.0». GitHub. Consultado em 20 de setembro de 2017 
  9. «List of apps». GitHub. Consultado em 2 de julho de 2017 
  10. Steele, Chandra (6 de abril de 2017). «What Is Mastodon and Will It Kill Twitter?». PCMag Australia 

Links externos[editar | editar código-fonte]