Rede Brasil Norte

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Rede Brasil Norte
RBN - Rede Brasil Norte de Televisão Ltda.
Porto Velho, Rondônia
 Brasil
Cidade de concessão Porto Velho, RO
Canais
6 analógico
15 (em implantação) digital
Outros canais Ji-Paraná
9 analógico e 20 digital (em implantação)
Sede Bandeira de Porto Velho.svg Porto Velho, RO
Avenida Rio de Janeiro, 4073 - Nova Porto Velho MAPA
Slogan 24 horas ligada em você
Rede Rede Mundial
Rede(s) anterior(es)
Pertence a Grupo Simões
Fundação 20 de abril de 1986 (32 anos)
Prefixo ZYB 591
Nome(s) anteriore(s)
  • TV Norte
  • RBN TV
  • TV Boas Novas
  • TV Boas Novas Porto Velho
Cobertura Região Porto Velho
Potência 10 Kw

A Rede Brasil Norte é uma emissora de televisão brasileira com sede em Porto Velho, RO. A emissora opera no canal 6 VHF analógico e é afiliada à Rede Mundial.

História[editar | editar código-fonte]

1976-1992[editar | editar código-fonte]

Ver artigos principais: TV Ajuricaba e CEGRASA

A concessão do canal 6 VHF vem da antiga TV Norte, a segunda emissora na cidade em 1976 (antes, só a TV Rondônia atuava na cidade desde 1974) e a terceira a surgir no Estado (antes, só existia a própria TV Rondônia na mesma cidade e a TV Guajará-Mirim em Guajará-Mirim), que exibia programação independente das TVs Tupi e da Globo.

Com o fim da Rede Tupi em 1980, passou a exibir exclusivamente a programação da Globo até 1982, quando as TVs Rondônia e Norte trocaram de afiliações: enquanto a a TV Rondônia passou ser afiliada à Globo, a TV Norte passou ser a Bandeirantes. A troca de afiliações coincidiu com início das operações de via satélite das duas redes, cuja a pioneira foi a Bandeirantes.

Em 1984, os proprietários da TV Norte decidiram vender a emissora e foi comprada pelo Grupo Simões (empresa privada que é responsável pela distribuição e venda de refrigerantes e cervejas em toda a Região Norte), com as sedes em Manaus e Porto Velho, após negociação rápida. Após sua compra, o Grupo Simões realiza a troca de equipamentos desde a época de fundação.

Em 1985, a empresa inicia negociações com a Família Hauache para assumir o controle da TV Ajuricaba (já que a emissora apresentava problemas financeiros e administrativos), já que a Rede Globo anunciou que não renovaria de acordo de afiliação com a TV Ajuricaba que terminaria em 1º de maio de 1986 e decidindo assinar com a TV Amazonas, então afiliada à Bandeirantes de São Paulo (SP), que em poucos anos havia ampliado mais de 60 emissoras contra os 38 da Ajuricaba no interior amazonense, o que chamou a atenção da Rede Globo.

O Grupo Simões interessava em expandir o setor de comunicações no Amazonas, o maior mercado na Amazônia Ocidental para divulgação deu sua empresa. No final de 1985, as negociações entre a Família Hauache e o Grupo Simões foram concluídas e prosseguiram a venda da TV Ajuricaba, mas as 38 retransmissoras que ficaram no interior do Amazonas, permanecem com os familiares, como forma de impedir o fim da CEGRASA que havia sido formada em menos de 10 anos (1977).

Em 1986, com a posse da nova direção da TV Ajuricaba, o Grupo Simões anunciou que irá se afiliar à Rede Manchete em Amazonas e em Rondônia, após o fim de contratos com a Globo e a Bandeirantes em Porto Velho, inclusive unificar as emissoras sob o nome da Rede Brasil Norte a partir de 20 de abril. A venda da TV Ajuricaba pela Família Hauache à Grupo Simões, resultou da disposição dos proprietários da emissora em evitar desentendimentos com os políticos locais. No entanto, no dia em que a RBN entrou no ar, gerou também o fim da TV Ajuricaba, a mais antiga emissora em atividade no Amazonas até então naquela época. A família também vendeu a Rádio Ajuricaba 930 AM de Manaus (com o transmissor potente, cobria Amazonas e estados vizinhos, inclusive países vizinhos ao Brasil) ao mesmo grupo, porém o grupo manteve o nome da rádio, com alteração da razão social da Rádio Brasil Norte LTDA.

Na madrugada do dia 20 de abril do mesmo ano, em um dia de domingo, os canais 6 (Porto Velho) e 8 (Manaus) deixaram de exibir as programações da Bandeirantes e Globo respectivamente e passaram a exibir slide da Rede Manchete. Na época, no Canal 6 encerrou a programação da Bandeirantes após o fim de programa de estréia do Perdidos na Noite, enquanto no Canal 8 encerrou a programação da Globo após a exibição dos filmes na madrugada.

A partir daí em Amazonas, a Globo passa ser afiliada e retransmitida pela TV Amazonas, de propriedade do empresário Phellipe Daou, que anteriormente transmitia a programação Bandeirantes por quase 11 anos, uniformizando dessa maneira a programação retransmitida pela Rede Amazônica de Televisão em quatro estados da Região Norte do Brasil (Amazonas, Acre, Rondônia, os então territórios de Amapá e Roraima, com exceção do estado do Pará). Enquanto a partir daí em Rondônia, a Bandeirantes passa ser afiliada e retransmitida pela TV Meridional, que entrou no ar já com a rede poucas semanas antes, como testes de sinais e sons para futura afiliação.

Enquanto isso, já de manhã, com o fim das TVs Ajuricaba e Norte, as duas emissoras se unem para se transformar em Rede Brasil Norte, mais conhecida como RBN, como a nova afiliada da Manchete em Amazonas e Rondônia. A RBN passou a ter duas geradoras (Manaus e Porto Velho), o sinal de satélite que garante a distribuição de seus programas locais de Manaus para todo o interior do Amazonas (38 repetidoras) e a emissora de Porto Velho (que exibe propagandas locais. A nova emissora passa a então produzir três telejornais locais (manhã, tarde e noite), que produz excelente equipe de jornalismo com destaque na Manchete.

Apesar da venda da recém-extinta TV Ajuricaba, a CEGRASA (Central de Emissões, Gravações e Repetidoras Ajuricaba S. A.), que reúne as repetidoras existentes no interior do Amazonas, permanece no nome da família Hauache, porém o controle da programação dessas emissoras passou a pertencer à Rede Brasil Norte, em umas das cláusulas do contrato de venda.

Nos anos seguintes, especialmente depois de 1988, a RBN mantendo-se inicialmente ora como 3ª colocada, ora como vice-líder de audiência (em oposição ao recém-criado SBT, apenas na região de Manaus pela TV A Crítica, já que o restante de Amazonas já tem apenas a concorrente TV Amazonas), especialmente com novelas como Pantanal, Carmem, Corpo Santo, Amazônia, A História de Ana Raio e Zé Trovão, entre outras atrações, como em destaque na audiência desenhos e séries estrangeiras, como as americanas e japonesas (tokusatsu), gerando grandes fãs nos estados.

Em 1992, a rede estadual começa ter prejuízos financeiros e econômicos, já que o Grupo Simões não consegue mais administrar bem a rede, aliada aos problemas na Manchete. Nos final do mesmo ano, por conta da grave crise da Manchete, inclusive problemas financeiros e econômicos da rede local com alguns equipamentos ultrapassados, o Grupo Simões pôs a venda da RBN em Amazonas e Rondônia. O pastor Samuel Câmara, da Igreja Evangélica Assembléia de Deus no Amazonas, se mostra disposto comprar a emissora, mas o Grupo Simões quer vender toda a rede, que inclui a Rádio Ajuricaba AM 930.

1993: Venda da RBN[editar | editar código-fonte]

Em 15 de março de 1993, a rede é comprada pelo Samuel Câmara e transforma a rede de comunicação Rede Boas Novas, trocando "Brasil Norte" por "Boas Novas" e mantém o mesmo logo da emissora que é o Alfa & Ômega. No entanto, a venda da emissora foi alvo de polêmica e segundo denúncias da imprensa na época. O Ministério das Comunicações, ao souber das negociações da venda da emissora, ameaçou cassar a concessão, por não concordar mudança de nome fantasia e razão social em tão pouco tempo, além de proibir que a emissora mudasse de modalidade comercial para educativa (no caso, religiosa), além ser pendente nas dívidas trabalhistas (nos anos 80 e 90 era comum os atrasos de salários, na qual o Grupo Simões a Família Hauache não queriam assumir essas dívidas).

Na tentativa de acalmar seus críticos, Samuel Câmara anunciou que manterá afiliação com a Manchete e que programas religiosos evangélicos da Assembléia de Deus serão ocupados aos poucos, ao implantar uma série de programas evangélicos na madrugadas, para cobrir 24 horas no ar (a Manchete não exibia programação de madrugada). Porém ao estender em outros horários, inicialmente causou estranheza e inúmeras reclamações por telefone pela população amazonense e rondoniense, com os cortes repentinos na programação da Rede Manchete para veiculação de conteúdo evangélico, além da perda de anunciantes.

Em 1997, quando Samuel Câmara pagou todas as prestações da venda de RBN e ser detentor de fato da emissora, passou negociar afiliação com a Central Nacional de Televisão (CNT) e deixar a Manchete (que estava perdendo em audiência e afiliadas), que em 1ª de janeiro de 1998, que trocou a Manchete pela CNT, afiliação que durou até 2000, quando se tornou uma emissora independente e 100% evangélica.

A nova emissora-rede amplia a cobertura no final dos anos 1990 e início de 2000 para parte de Amazônia e Rondônia, posteriormente para capitais de estados no Brasil. Em 2006, a TV Boas Novas Manaus troca suas dependências físicas do Bairro de Santo Antônio, prédio no qual a TV Ajuricaba havia sido fundada nos anos 1960, para um complexo que reúne igreja evangélica, faculdade de teologia, rádio e torre de transmissão no Bairro de Petrópolis.

2003 a 2007: RBN nos Canais 6 e 49[editar | editar código-fonte]

Em 2003, o Grupo Simões voltou a controlar o Canal 6, com o antigo nome Rede Brasil Norte e passou a retransmitir a TV Diário, enquanto no recém-inaugurado Canal 49, passou a retransmitir a Rede Boas Novas. A volta da Rede Brasil Norte no Canal 6 e a retransmissão da Rede Boas Novas no Canal 49, nunca foi esclarecida, porém foi incluída como afiliada à TV Diário.[1]

Em 2005, o Canal 6 da RBN deixou de retransmitir a TV Diário e passou a retransmitir a Rede Boas Novas, enquanto no Canal 49, continuava a retransmitir a mesma rede. A partir de então, cria-se a disputa entre Grupo Simões e a Fundação Evangélica Boas Novas sobre o Canal 6, já que ela passou a operar simultaneamente dois canais para retransmitir a mesma rede na cidade (os canais 6 VHF e 49 UHF), o que não é permitido pela legislação brasileira. O Grupo Simões e a imprensa local fizeram denúncias e o Ministério Público-RO entrou no caso para investigar razão da Fundação Evangélica Boas Novas de possuir e operar simultaneamente dois canais para retransmitir a mesma rede, denúncia na qual chegou na ANATEL.

2007: Retorno da RBN[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2007, depois de dois anos de disputa, a Rede Brasil Norte de Televisão retorna e volta a retransmitir a TV Diário no mesmo canal 6.[2] Ao mesmo tempo, a Rede Boas Novas passou a se chamar de apenas Boas Novas e só transmitir apenas no Canal 49.

O motivo da volta da RBN e a mudança de nome da Rede Boas Novas para Boas Novas se deu por conta de denúncias da imprensa local, do antigo proprietário Grupo Simões e do Ministério Público Estadual, de que a Fundação Evangélica Boas Novas (detentora da rede), possuía e operava simultaneamente dois canais para retransmitir a mesma rede na cidade desde 2003 (os canais 6 VHF e 49 UHF), o que não é permitido pela legislação brasileira.

As denúncias levaram ANATEL anular a aquisição do antigo canal pela Fundação feita em 1993, além da rede se adequar à decisão judicial que obrigou a devolver a concessão do Canal 6 para o antigo proprietário (Grupo Simões), retirando a palavra Rede (antes da denominação Boas Novas), a sigla RBN e o logotipo do Alfa e Ômega (ΑΩ), marcas registradas pelo antigo proprietário da emissora. O Canal 6 passou então aos antigos donos, que retomaram o nome anterior e se afiliaram imediatamente à TV Diário, enquanto a Boas Novas ficou somente com o Canal 49.

2007 a 2011: TV Diário e NGT[editar | editar código-fonte]

Após o retorno da RBN e a troca de rede, o Canal 6 começou ter a audiência com a Diário (ao contrário do que ocorria com a antiga Rede Boas Novas, que chegava a beirar zero em audiência, o famoso TV traço), o que chamou a atenção dos anunciantes, gerando a maior faturamento da emissora. A nova rede transmitida pela RBN passou a então disputar audiência, como ocorria em diversas cidades brasileiras, chegando a liderar em várias oportunidades.

Em 25 de fevereiro de 2009, a Diário deixou transmitir a programação às afiliadas e em parabólicas, que segundo sites, foi resultante das pressões da Rede Globo ao Grupo Edson Queiróz (que tem afiliada da Globo no Ceará, a TV Verdes Mares e a TV Diário), depois que a Diário adquiriu popularidade no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, São Paulo e Rio de Janeiro, onde moram grande comunidade nordestina e descendentes aos não-nordestinos no Norte e Centro-Oeste.

A RBN passou então a transmitir provisoriamente a Nova Geração de Televisão, mais conhecida como NGT, que posteriormente foi definitivo.[3]

Desde 2011: Redes 21 e Mundial[editar | editar código-fonte]

Depois de mais de dois anos de afiliação, a RBN passou ser afiliada à Rede 21, na qual possuía programas da Rede Mundial. Porém, em 9 de novembro de 2013 a parceria Mundial e 21 é desfeita devido ao calote de R$ 21 mi por parte da igreja e a rede e suas afiliadas passam a retransmitir a programação da TV Universal, composta de produções da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Em setembro de 2015, a emissora deixar de retransmitir a programação da Rede 21 e passar retransmitir a programação da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), a Rede Mundial.

Concessão[editar | editar código-fonte]

A emissora opera com a concessão vencida, renovada em 1988, venceu em 5 de outubro de 2003. Até agora, a concessão a cada 15 anos, ainda não foi renovada. O documento pode ser visto através do PDF.[4]

Referências

  1. «Afiliadas». TV Diário. 2004. Consultado em 19 de abril de 2018. Cópia arquivada em 26 de junho de 2004 
  2. «Afiliadas TV Diário». TV Diário. 19 de maio de 2003. Em cena em 17H11. Consultado em 19 de abril de 2018. Cópia arquivada em 4 de agosto de 2017 
  3. «Área de Cobertura». NGT. 2009. Cópia arquivada em 26 de fevereiro de 2009 
  4. «Área de Cobertura» (PDF). NGT. 2009. Cópia arquivada (PDF) em 1 de julho de 2009 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Precedido por
TV Norte
Canal 6 VHF de Porto Velho
1986 - 1993
Sucedido por
TV Boas Novas Porto Velho
Precedido por
TV Ajuricaba
Canal 8 VHF de Manaus
1986 - 1993
Sucedido por
TV Boas Novas Manaus
Precedido por
TV Boas Novas Porto Velho
Canal 6 VHF de Porto Velho
Desde 2007
Sucedido por