Vixnuísmo

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Mandala de Vishnu

O vixnuísmo ou vaishnavismo (sânscrito : वैष्णव धर्म, vaishnava dharma) é uma tradição do hinduísmo, que se distingue de outras escolas por sua adoração a Krishna e suas extensões (Rama e Vishnu), o reconhecendo como Deus.

Seus conhecimentos e práticas baseiam-se em grandes textos nos Upanishads, no Bhagavad Gita, [[Padma Purana],

Bhagavata Purana e outros.

Os seguidores do vaishnavismo são referidos como vaishnavas, vaishnavitas ou vishnuítas. Embora a maior parte dos vaishnavas esteja presente na Índia, a crença tem aumentado significativamente em número de seguidores fora da Índia no último século, principalmente a partir da expansão geográfica do Movimento Hare Krishna, fundado em Nova York no ano de 1966 por Bhaktivedanta Swami. O original Jaiva-Dharma, escrito em Bengali, é um inestimável tesouro para todos os Vaisnavas que falam este idioma. Seu autor, Srila Bhaktivinoda Thakura, é um asso­ciado confidencial de Sri Caitanya Mahaprabhu e é tam­bém conhecido como o Sétimo Gosvami. Ele reiniciou o serviço devocional puro (bhakti) revelado por Svayam Sri Caitanya Mahaprabhu para a comunidade Vaisnava moderna, como a poderosa corrente do sagrado Ganges. Thakura Bhaktivinoda escreveu mais de cem livros sobre bhakti em vários idiomas. Este livro, o Jaiva-Dharma, introduziu uma nova era no mundo da filosofia e religião.


Esta terceira edição foi produzida sob a direção de meu venerado e sagrado mestre, Sri Gurupada-padma Om Visnupada 108 Sri Srimad Bhakti Prajnana Kesava Gosvami Maharaja, guardião da linha de sucessão dis­cipular Sri Brahma-Madhva-Gaudiya Sampradaya, que realizou o desejo íntimo do coração de Srila Bhaktivinoda Thakura, Srila Gaura-kisora dasa Babaji Maharaja e Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakura. Ele é um mestre pre­ceptor – acarya – na linha de sucessão discipular de Sri Caitanya Mahaprabhu e é o Fundador-Acarya da Sri Gaudiya Vedanta Samiti e de suas ramificações que estão espa-lhadas em várias partes da Índia. Por sua ilimitada mise­ricórdia sem causa, inspiração e ordem direta, embora eu não tenha nenhuma qualificação, fui capaz de traduzir este livro que é repleto de filosofia detalhada, bem como verdades profundas e confidenciais relacionadas a adoração de Bhagavan.


Nesta tradução, tentei na medida do possível, preservar a elevada filosofia e os humores altamente complexos e sutis concernentes a análise de rasa (as emoções que sur­gem da prática da devoção). Esforcei ao máximo para ex­pressar-me numa linguagem clara e de fácil entendimento. Espero que os leitores considerem que esse intento valeu a pena. Qualquer mérito que haja neste esforço é exclusivamente devido ao crédito dos pés de lótus de Sri Guru.


A tradução em hindi do Jaiva-Dharma foi publicada pela primeira vez – ao longo de seis anos – em uma série de artigos na revista mensal Sri Bhagavat-patrika. Entusi­asmados com a obra, os leitores fiéis pediram in-sistente­mente para publicá-la como um livro independente. Nossa segunda edição do Jaiva-Dharma foi publicada em formato de livro para o benefício do público de idioma hindi e para a satisfação dos devotos puros. A edição foi apresentada para satisfazer o profundo interesse e a demanda dos leitores.

Meu mais venerado e sagrado mestre, Sri Acaryadeva, deu uma elaborada introdução no prefácio editorial das ca­racterísticas inigualáveis do livro, seu autor, e outros importantes tópicos. Entretanto, não posso conter meu próprio entusiasmo ao adicionar algumas palavras sobre este tema. Encareço aos leitores para estudarem a introdução minuciosamente antes de ler esse livro. Tenho a convicção de que ao fazê-lo obterão diretrizes claras de como se aprofundar na verdade da realidade suprema.


A palavra Jaiva-Dharma refere-se ao dharma da jiva ou a função constitucional da entidade viva. Se nos deixarmos guiar pelas aparências externas, percebemos que os seres humanos tem diferentes religiões de acordo com a classificação de país, casta, raça e assim por diante. A na­tureza constitucional dos seres humanos, animais, pássaros, vermes, insetos e outras entidades vivas também é observada em diferentes variedades.


Mas, na realidade, toda entidade viva através do universo tem somente um eterno e imutável dharma. O Jaiva-Dharma oferece uma convincente descrição deste dharma, o qual é eterno e que aplica-se em toda parte, a todo momento e para todas as entidades vivas. De forma muito concisa, este livro nos revela a essência dos mais profundos e confidenciais temas dos Vedas, Vedanta, Upanisads, Srimad-Bhagavatam, Puranas, Brahma-sutra, Mahabharata, Itihasas, Pancaratra, Sat-sandarbhas, Sri Caitanya-caritamrta, Bhakti-rasamrta-sindhu, Ujjvala-nilamani e outros sastras sublimes. Além disso, ele é escrito na forma de um romance agradável, divertido e facilmente compreensível.


O Jaiva-Dharma dá uma análise precisa e inigualável de muitos tópicos fundamentais de como são as verdades relativas a Suprema Personalidade de Deus (bhagavata-tattva); às entidades vivas (jiva-tattva); as potências de Bhagavan (sakti-tattva); os estados condicionados e libera­dos das jivas; um estudo comparativo da natureza de karma, jnana e bhakti; uma conclusiva e significante discussão de características distintivas do serviço devocional regula­do e espontâneo (vaidhi e raganuga-bhakti); e a excelência suprema do santo nome - sri-nama-bhajana. Todos estes tópicos são discutidos em termos de sambandha, abhidheya e prayojana.


A edição anterior do Jaiva-Dharma em bengali publicada pela Gaudiya Vedanta Samiti, todas as edições do Jaiva-Dharma publicadas por Srila Bhaktivinoda Thakura, Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Prabhupada e os acaryas subsequentes da Gaudiya Vaisnava em nossa linha incluíram a seção sobre rasa-vicara. Porém, por razões específicas, nosso mais venerado sagrado mestre, Srila Gurupada-padma, publicou uma edição contendo somente as primeiras duas seções do livro, as quais tratam respectivamente de nitya-naimittika-dharma e sambandha, abhidheya e prayo­jana. Ele não publicou a terceira parte do livro, que trata de rasa-vicara (uma detalhada consideração da confidencial e transcendental doçura de bhakti).


No entanto, mais tarde, quando a Sri Kesava Gaudiya Matha estava no processo de publicar esta edição em Hindi em Mathura, Srila Gurupada-padma pessoalmente revisou o livro inteiro.


Em sua introdução para esta edição, ele muito cla­ramente instruiu os leitores para primeiro examinarem sua qualificação ou falta de habilidade e, então cautelosamen­te proceder com seus estudos da terceira seção tratando derasa-vicara. Assim, quando todas as três partes do livro foram publicadas juntas na segunda edição, não senti neces­sidade de qualquer outra clarificação.

No momento de escrever o Sri Caitanya-caritamrta, uma dúvida surgiu no coração de Sri Krsna dasa Kaviraja Gosvami concernente a se ele deveria apresentar a discus­são sobre rasa-vicara. Ele questionou se deveria ou não incluir este tópico no livro, com receio de que pessoas inca­pacitadas pudessem lê-lo para seu próprio dano. Finalmente ele resolveu incluir rasa-vicara no livro, expressando isto com suas próprias palavras no Caitanya-caritamrta, Adi-lila (4.231-235):


e saba siddhanta gudha, kahite na yuyaya

na kahile, keha ihara anta nahi paya


As esotéricas e confidenciais conclusões relativas aos passatempos amorosos de Rasaraja Sri Krsna e as gopis, que são a personificação de mahabhava, não devem ser reveladas para o homem comum. ataeva


ataeva kahi kichu karina nigudha

bhujite rasika bhakta, na bhjhibe mudha


Mas, se elas não forem reveladas, ninguém poderá entrar nestes tópicos. Devo então, descrever estes tópicos de uma maneira velada, deste modo só rasi­ka-bhaktas serão capazes de entendê-los, porem os tolos


hrdaye dharaye ye caitanya-nityananda

e saba siddhante sei paibe ananda


Qualquer pessoa que tenha estabelecido Sri Caitanya Mahaprabhu e Sri Nityananda Prabhu em seus cora­ções, irão alcançar bem-aventurança transcendental ao ouvirem estas conclusões.


e saba siddhanta haya amrera pallava

bhakta-gana kokilera sarvada vallabha


Esta doutrina é tão doce quanto um broto recém-cres­cido numa mangueira, o qual pode somente ser apre­ciado pelos devotos, que são comparados aos cucos.


abhakta-ustrera ithe na haya pravesa

tabe citte haya more ananda visesa


Para os não-devotos, comparados a camelos, não há possibilidade de serem admitidos nestes tópicos. Portanto, há um especial júbilo em meu coração.


É sempre inapropriado revelar tópicos confidenciais de vraja-rasa diante das pessoas em geral. Todavia, há toda possibilidade de que este mistério sagrado desaparecerá se ele não for completamente explicado. Embora as árvores de neem e de manga possam estar presentes no mesmo jardim, um corvo irá pousar na árvore de neem e saborear seu fruto amargo, enquanto que o cuco, que tem o paladar mais refi­nado, pousará na mangueira e irá saborear seu doce broto e florescências. Conseqüentemente, é apropriado apresentar rasa-vicara.


Até o presente momento, o mundo literário hindu não tinha conhecimento de um livro admirável, extraordinário e compreensivo que informasse através da análise comparativa com as mais elevadas conclusões filosóficas e os superexcelentes métodos de adoração do vaisnava-dharma. O Jaiva-Dharma preenche esta necessidade. E irá anunciar uma nova era nos mundos filosóficos e religiosos, e em particular no mundo do Vaisnavismo.


Sri Kesavaji Gaudiya Matha

Mathura, U.P., 1989

Um aspirante a partícula da misericórdia

de Sri-Sri Guru e Vaisnavas

Tridandi Bhiksu Sri Bhaktivedanta Narayana

Sampradayas vaishnavas[editar | editar código-fonte]

Dentro do vaishnavismo há quatro grandes linhagens de sucessão discipular (sampradayas), cada qual representada por uma personalidade védica específica.

Cada sampradaya tem peculiaridades na abordagem filosófica sobre a relação entre a alma (jiva) e Deus, além de diferenças sutis de culto e estilo de vida, embora a maioria das crenças fundamentais sejam compartilhadas. As linhagens vaishnavas são:

  • Lakshmi-sampradaya: linhagem originada por Lakshmi, a deusa da fortuna e esposa de Vishnu. Tem como filosofia o sistema Vishishtadvaita ("não-dualismo qualificado"), defendido por Ramanujacharya
  • Brahma-sampradaya: linhagem originada por Brahma; segue a filosofia dvaita ("dualismo puro"), defendida por Madhvacharya; e a filosofia Achitnya Bheda abheda ("inconcebível dualismo não-dualista"), defendida por Caitanya Mahaprabhu
  • Kumara-sampradaya: linhagem originada pelos quatro Kumaras, segue a filosofia Dvaitadvaita ("dualismo não-dualista" ou "dualidade na unidade"), cujo principal pregador foi Nimbarka.
  • Rudra-sampradaya: linhagem originada por Shiva, preconiza o sistema filosófico Shuddhadvaita ("não-dualismo puro"), defendido por Vishnuswami e Vallabhacharya.

Existem ainda os ramos asampradaya, ou seja, tradições espirituais não-ortodoxas, que não se enquadram em nenhuma das sampradayas acima mencionadas. Destacam-se nesta categoria: o Movimento Ramanandi (iniciado no século XIV, com influência sobre Tulsidas e Kabir), o Mahapuruxiya Dharma (século XV), a Vaishnava-sahajiya (ligada ao Tantra) e a Fé Swaminarayan (século XIX).