Édith Piaf
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| Édith Piaf | |
| Nascimento | 19 de dezembro de 1915 Paris, França |
|---|---|
| Morte | 10 de outubro de 1963 |
| Nacionalidade | Francesa |
| Principais trabalhos | |
Édith Piaf (Édith Giovanna Gassion) nasceu em Paris, França no dia 19 de dezembro de 1915 e faleceu em Grasse, França no dia 10 de outubro de 1963. Foi uma cantora francesa de música de salão e variedades, mas foi reconhecida internacionalmente pelo seu talento no estilo francês da chanson. Seu canto expressava claramente sua trágica história de vida. Entre seus maiores sucessos estão "La vie en rose" (1946), "Hymne à l'amour" (1949), "Milord" (1959), "Non, je ne regrette rien" (1960). Participou de peças teatrais e filmes. Em junho de 2007 foi lançado um filme biográfico sobre ela, chegando ao cinemas brasileiros em agosto do mesmo ano com o título "Piaf - Um Hino Ao Amor" (originalmente "La Môme", em inglês "La Vie En Rose"), direção de Olivier Dahan.
Édith Piaf está enterrada na mais célebre necrópole parisiense, o cemitério do Père-Lachaise. Seu sepultamento foi acompanhado por uma multidão poucas vezes vista na capital francesa. Hoje, seu túmulo é um dos mais visitados por turistas do mundo inteiro.
[editar] Infância
Édith Giovanna Gassion nasceu em Belleville, um bairro de imigrantes da capital francesa. Sua mãe Annetta Giovanna Maillard, era de ascendência ítalo-cabila e cantava nas ruas e em cafés com o pseudônimo de Line Marsa. Seu pai Louis-Alphonse Gassion trabalhava no circo como contorcionista e tinha um passado teatral. Quando pequena, Édith foi deixada por sua mãe, por um curto período, com sua avó materna. Pouco tempo depois seu pai, voltando da guerra, encontrou-a enferma. Ele procurou sua mãe e pediu pra ela cuidar da Édith para ele poder voltar a servir o Exército Francês (em 1916). A avó paterna de Édith na época trabalhava em um bordel, o que fez com que Édith tivesse contato com prostitutas e seus clientes, tornando-se ela mesma prostituta e o que ocasionou nela um profundo impacto em sua personalidade e visão sobre a vida. Aos seus 7 ou 8 anos, ela perde momentaneamente sua visão por razão de uma queratite. Ela chegou a ir ao túmulo de Santa Teresa do Menino Jesus na cidade de Lisieux para pedir que a curasse. Oito dias mais tarde Édith estava curada, o que a fez se tornar devota daquela santa.
Em 1919, quando seu pai volta da guerra, ele a busca e retoma sua vida artística como contorcionista. Édith o acompanha ajudando-o nas ruas e mais tarde em pequenos circos itinerantes. Não demorou muito ela já estava cantando pelas ruas sozinha. Aos 17 anos, Édith se apaixonou por Louis Dupont com quem teve uma filha, Marcelle, que morreu de meningite aos dois anos de idade.
[editar] Cantora de cabaré
Em 1935, ela conhece Louis Leplée, dono do cabaré Le Gerny's, situado na avenida Champs Élysées, em Paris. Foi ele quem a iniciou na vida artística e a batizou de "la Môme Piaf", uma expressão francesa que significa "pequeno pardal" ou "pardalzinho", pois ela tinha uma estatura baixa. Lepleé, vendo o quão nervosa Piaf ficava ao cantar, começou a ensinar-lhe como se portar no palco e disse-lhe para começar a usar um vestido preto quando se apresentasse, vestuário que mais tarde se tornou sua marca registrada como roupa de apresentação. Ele também fez enorme campanha para a noite de estréia de Piaf no Le Gerny's, o que resultou na presença de várias celebridades, como o ator Maurice Chevalier. Sua apresentação em cabarés possibilitou-lhe gravar seus dois primeiros discos naquele mesmo ano, um deles escrito por Marguerite Monnot, que Piaf acabou conhecendo no cabaré de Leplée e que se tornou sua parceira e grande e fiel amiga por toda sua vida.
No ano seguinte (1936), Piaf assina contrato com a Polydor e lança seu primeiro disco "Les Mômes de la Cloche", que se torna sucesso imediato. Mas em abril desse mesmo ano, Leplée é assassinado em seu domicílio. Piaf é interrogada e acusada de cúmplice, mas acabou sendo absolvida mais tarde. Ele foi morto por bandidos que tiveram, num passado não muito distante, laços com Piaf, o que gerou uma atenção negativa sobre ela por parte da mídia, ameaçando, assim, sua carreira. Para reerguer sua imagem, ela recrutou Raymond Asso, com quem, mais tarde, ela também viria a se envolver romanticamente. Foi ele quem mudou o nome artístico dela de "La Môme Piaf" para "Édith Piaf" e encomendou a Monnot canções que tratassem unicamente do passado de Piaf nas ruas.
[editar] Vedete de music-hall
Em março de 1937, Édith estréia sua carreira de cantora de música de salão, e se torna imediatamente uma grande vedete da chanson francesa, adorada pelo público e difundida pela rádio.
Ainda no fim da década de 30, Piaf triunfa na Bobino, famoso music-hall parisiense, assim como no teatro em 1940 na peça de Jean Cocteau Le Bel Indifférent, escrita especialmente para ela, e que a fez contracenar com seu então companheiro, o ator Paul Meurisse. Ela começa aí a conhecer pessoas famosas como o poeta Jacques Borgeat.
[editar] La Vie en Rose
Na primavera de 1944 em Paris, ela descobre o jovem cantor Yves Montand que viria a ser seu parceiro e amante. Dentro de um ano ele se torna um dos cantores mais famosos da França. Piaf acaba desfazendo o relacionamento quando ele está perto de alcançar o mesmo sucesso dela.
Ainda em 1944 o pai de Piaf morre, e, no ano seguinte, ela também perde sua mãe.
Édith começa a escrever canções, sendo auxiliada por compositores na parte musical. Contudo, em 1945, Piaf escreveu, sem a ajuda de quem quer que seja, um de seus primeiros títulos: "La Vie en Rose" (gravada em 1946), é a canção mais célebre dela e tornou-se um clássico.
Durante esse tempo Piaf estava fazendo muito sucesso em Paris e em toda França. Após a guerra, tornou-se famosa internacionalmente, excursionando pela Europa, Estados Unidos e América do Sul. Entretanto, de início ela se deparou com pouco sucesso entre o público norte-americano. Mas, após a publicação de brilhante matéria de proeminente crítico de Nova Iorque, Piaf viu seu sucesso crescer ao ponto de sua popularidade levá-la a se apresentar oito vezes no Ed Sullivan Show e duas vezes no Carnegie Hall (1956 e 1957).
[editar] Vida amorosa
Édith Piaf teve vários romances. Os mais conhecidos foram com Marlon Brando, Yves Montand, Charles Aznavour, Théo Sarapo, Georges Moustaki e Marcel Cerdan.
Em uma turnê em Nova Iorque, em 1948, conhece o pugilista francês Marcel Cerdan, com quem inicia um tórrido romance. Marcel Cerdan vivia no Marrocos e morreu em acidente de avião em 28 de outubro de 1949 em um vôo de Paris para Nova Iorque, onde a iria reencontrar. Arrasada pelo sofrimento, Édith Piaf aplica-se fortes doses de morfina. Seu grande sucesso Hymne à l'amour e Mon Dieu, foram cantados por Édith em sua memória. Marcel Cerdan é tido como o grande amor da sua vida.
Em 1951, o jovem cantor Charles Aznavour converte-se em seu secretário, assistente, chofer e confidente. Ela ajudou a decolar sua carreira, levando-o em turnê pelos EUA e pela França e gravando algumas de suas músicas.
Em setembro de 1952 casa-se com o célebre cantor francês Jacques Pills, do qual se divorcia em 1956.
Começa uma história de amor com Georges Moustaki ("Jo"), que Édith lança para a música. Ao seu lado sofreu um grave acidente automobilístico no ano de 1958, e piora seu já deteriorado estado de saúde e sua dependência em morfina. Édith grava novo sucesso, a canção Millord, da qual Moustaki é o autor.
Édith Piaf morreu em 10 de outubro de 1963 à Plascassier (na localidade de Grasse nos Alpes-Marítimos) aos 47 anos, com a saúde abalada pelos excessos, pela morfina e todo o sofrimento de uma vida. O transporte de seu corpo a Paris foi feito clandestina e ilegalmente e seu falecimento foi anunciado oficialmente em 11 de outubro em Paris. Édith faleceu no mesmo dia que seu amigo Jean Cocteau. Édith foi enterrada no cemitério do Père-Lachaise, (division 97).
[editar] Chez Édith Piaf - Ses grandes amitiés: (Casa de Édith Piaf - Suas grandes amizades)
Édith Piaf influenciou grande parte dos artistas de sua época. Tornou-se, principalmente, uma ponte para que estes se conhecessem; geralmente seu círculo de amizade se encontrava em sua casa. Foi na residência da cantora que grandes nomes da música francesa tiveram o primeiro contato e em diversas vezes iniciaram maravilhosas parcerias musicais, como por exemplo, Gilbert Bécaud, Jacques Pills (célebre cantor francês com quem a intérprete se casou em setembro de 1952), Jacques Plante, Louis Amade, Charles Aznavour (com quem também teve um caso amoroso), Jean Broussolle, Yves Montand, Jacques Prévert, Francis Lemarque, entre tantos outros, hoje também consagrados na história fonográfica da França e do mundo. Segundo Marc Robine em seu livro «Il était une fois La chanson française : Des trouvères à nos jours», é na casa de Piaf que Gilbert Bécaud começa sua amizade com Charles Aznavour com quem ele escreverá diversas canções cujas algumas como Mé qué me qué ou La Ville, serão registradas por cada um deles, interpretadas e preparadas de maneira bem diferente. É ainda na casa da cantora que Bécaud reencontra Jean Broussolle – das Compagnos de La Chanson – que lhe escreverá as letras de Alors, raconte; as quais Compagnons registraram, no curso de sua longa carreira, uma gama de canções de Bécaud e Aznavour. Ainda na residência de Piaf, Charles Aznavour conhecerá Jacques Plante que virá a ser um de seus grandes colaboradores (For me...formidable, La Bohème, Les Comédiens...). Assim, pouco a pouco, o círculo de relações e de colaborações de Piaf foi se alargando ainda mais. Numa época que, imediata ao pós-guerra, via nascer toda uma nova geração de artistas, não só a cantora teve apoio incondicional de seus amigos, todos maravilhosos profissionais de música, mas também ajudou na carreira de muitos deles.
Referência Bibliográfica: ROBINE, Marc. Il était une fois La chanson française: Des trouvères à nos jours. Paris: FAYARD, 2004.
[editar] Música “L'accordéoniste”, por Édith Piaf
No livro de Mikhail Bakhtin, “A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento: O Contexto de François Rabelais”, nos é apresentada uma análise acerca do “universo rabelaisiano”. Valores que destinamos às elevadas percepções da vida, dos objetos e de nós mesmos são rebaixados em sua criação literária e o “baixo” material e corporal se torna, pois, elevado e bastante valorizado. Oportunizando, assim, uma renovada interpretação estética de mundo. Cenários apresentados por canções realistas francesas, principalmente pela Java, possuem de certa forma, tal referência. Há a valorização do “baixo corporal” e do submundo urbano em tais canções.
Ilustro tal conceito sobre a valorização do “baixo” material e corporal, com a canção “L’accordéoniste” de Michel Emer, interpretada por Édith Piaf em 1954:
“L’accordéoniste”
La fille de joie est belle/ Au coin de la rue là-bas/ Elle a une clientèle/ Qui lui remplit son bas/ Quand son boulot s'achève/ Elle s'en va à son tour/ Chercher un peu de rêve/ Dans un bal du faubourg//
Son homme est un artiste/ C'est un drôle de petit gars/ Un accordéoniste/ Qui sait jouer la java//
Elle écoute la java/ Mais elle ne la danse pas/ Elle ne regarde même pas la piste/ Et ses yeux amoureux/ Suivent le jeu nerveux/ Et les doigts secs et longs de l'artiste/ Ça lui rentre dans la peau/ Par le bas, par le haut/ Elle a envie de chanter/ C'est physique/ Tout son être est tendu/ Son souffle est suspendu/ C'est une vraie tordue de la musique//
La fille de joie est triste/ Au coin de la rue là-bas/ Son accordéoniste/ Il est parti soldat/ Quand y reviendra de la guerre/ Ils prendront une maison/ Elle sera la caissière/ Et lui, sera le patron/ Que la vie sera belle/ Ils seront de vrais pachas/ Et tous les soirs pour elle/ Il jouera la java//
Elle écoute la java/ Qu'elle fredonne tout bas/ Elle revoit son accordéoniste/ Et ses yeux amoureux/ Suivent le jeu nerveux/ Et les doigts secs et longs de l'artiste/ Ça lui rentre dans la peau/ Par le bas, par le haut/ Elle a envie de chanter/ C'est physique/ Tout son être est tendu/ Son souffle est suspendu/ C'est une vraie tordue de la musique//
La fille de joie est seule/ Au coin de la rue là-bas/ Les filles qui font la gueule/ Les hommes n'en veulent pas/ Et tant pis si elle crève/ Son homme ne reviendra plus/ Adieux tous les beaux rêves/ Sa vie, elle est foutue/ Pourtant ses jambes tristes/ L'emmènent au boui-boui/ Où y a un autre artiste/ Qui joue toute la nuit//
Elle écoute la java.../ ... elle entend la java/ ... elle a fermé les yeux/ ... et les doigts secs et nerveux .../ Ça lui rentre dans la peau/ Par le bas, par le haut/ Elle a envie de gueuler/ C'est physique/ Alors pour oublier/ Elle s'est mise à danser, à tourner/ Au son de la musique.../
...ARRÊTEZ ! Arrêtez la musique ! ...
(Os grifos atentam-se para a temática do universo que fala do ‘baixo corporal’ e quanto ao cenário composto pelo realismo urbano)
Breve consideração...
A 'Dama da Noite', uma prostituta, está apaixonada por um acordeonista que se torna soldado e vai para a guerra. O cenário presente onde se situa a moça é apresentado no início da canção e se repete mais duas vezes, ao longo da mesma, para situar o momento presente narrado onde a moça esquece os sonhos permitidos pela java e retorna à sua rotina ‘au coin de la rue là-bas’. É intrigante que o devaneio da protagonista ao imaginar-se casada com seu amado nos conduz a uma percepção, a meu ver, de que ambos se tornariam donos de um bordel, no qual ela seria a responsável pelo dinheiro e ele o cafetão (‘Quand y reviendra de la guerre/Ils prendront une Maison/Elle sera la caissière/Et lui, sera le patron’). Mesmo em universo onírico sua realidade está intrínseca. Outra atenção que devemos ter é quanto à condução de um som mais elevado do acordeom feito a partir da palavra ‘java’, a qual proporciona os sonhos da protagonista. Alguns versos contidos neste elevado som do acordeom, tendem ao ‘universo que fala do baixo corporal’, como por exemplo, ‘Et les doigts secs et longs de l'artiste/Ça lui rentre dans la peau/Par le bas, par le haut’, apresentando assim, o cenário urbano que originou a java. Distante do amado acordeonista, a moça entrega-se a outro artista movida pela java, nesse momento, além de ouvi-la começa à entendê-la: ‘Elle écoute la java.../... elle entend la java’, assim, fecha os olhos nas mãos do novo amado.
Referência Bibliográfica: BAKHTIN, Mikhail. A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento : O contexto de François Rabelais. Tradução: Yara Frateschi. São Paulo: HUCITEC; Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 1993.
Discografia • 1935 : Les Mômes de la Cloche, label Polydor premier 78 tours enregistré par Piaf. Directeur Artistique : Jacques Cannetti. Edith Piaf : Simple comme bonjour/Le vagabond- Polydor 524.780 ( 78 tours) Edith Piaf : Browning/C’est toi le plus fort-Polydor 524.356 ( 78 tours) Edith Piaf : J’ai dansé avec l’amour/C’est un jour de fête- Polydor 524.706 ( 78 tours) Edith Piaf : Correqu’ et reguyer/Entre saint-ouen et billancourt-Polydor 524.323 ( 78 tours) Les compagnons de la chanson et Edith Piaf : C’est pour ça/Les yeux de ma mère-Columbia DFX247 ( 1947) Les compagnons de la chanson et Edith Piaf : Dans les prisons de nantes/Céline-Columbia DF3053 ( 78 tours) • 1954 : De l'accordéoniste à Milord • 1961 : Olympia 1961
[editar] As grandes canções de Édith Piaf
- L'accordéoniste (1940)
- La Vie en Rose (1945)
- Les trois cloches (1946)
- Hymne à l'amour (1950)
- Padam... Padam... (1951)
- Sous le ciel de Paris (1954)
- Non, je ne regrette rien (1956)
- Les amants d'un jour (1956)
- Mon manège a moi (Tu me fais tourner la tête) (1956)
- La foule (1957)
- Milord (1959)
[editar] Canções interpretadas por Édith Piaf
• Lista alfabética das canções interpretadas por Édith Piaf :
1. À l'enseigne de la fille sans cœur
2. À quoi ça sert l'amour
3. Adieu mon cœur
4. Au bal de la chance
5. Avant l'heure
6. Avant nous
7. Avec ce soleil
8. Bal dans ma rue
9. Boulevard du crime
10. Bravo pour le clown
11. Browning
12. C'est à Hambourg
13. C'est d'la faute à tes yeux
14. C'est l'amour
15. C'est lui que mon cœur à choisi
16. C'est merveilleux
17. C'est peut-être ça
18. C'est pour ça
19. C'est toi le plus fort
20. C'est un gars
21. C'est un homme terrible
22. C'est un monsieur très distingué
23. C'était pas moi
24. C'était un jour de fête
25. C'était une histoire d'amour
26. Ça fait drôle
27. Carmen's story
28. Céline
29. Celui qui ne savait pas pleurer
30. 'Chand d'habits
31. Chanson bleue
32. Chanson de Catherine
33. Comme moi
34. Comme un moineau
35. Corrèque et réguyer
36. Coup de grisou
37. Cri du cœur
38. Dans leur baiser
39. Dans ma rue
40. Dans un bouge du vieux port
41. De l'autre côté de la rue
42. Demain (il fera jour)
43. Des histoires
44. Ding din dong
45. Du matin jusqu'au soir
46. Eden blues
47. Elle a dit
48. Elle fréquentait la rue Pigalle
49. Embrasse-moi
50. Emporte-moi
51. Enfin le printemps
52. Entre Saint-Ouen et Clignancourt
53. Escale
54. Et ça gueule ça madame
55. Et moi
56. Et pourtant
57. Exodus
58. Fais comme si
59. Fais-moi valser...
60. Fallait-il
61. Faut pas qu'il se figure
62. Heureuse
63. Hymne à l'amour
64. Il a chanté
65. Il fait bon t'aimer
66. Il n'est pas distingué
67. Il pleut
68. Il y avait
69. Inconnu, excepté de Dieu
70. J'm'en fous pas mal
71. J'ai dansé avec l'amour
72. J'ai qu'à l'regarder...
73. J'en ai tant vu
74. J'entends la sirène
75. J'n'attends plus rien
76. J'suis mordue
77. Je m'imagine
78. Je me souviens d'une chanson
79. Je n'en connais pas la fin
80. Je n'veux plus laver la vaisselle
81. Je sais comment
82. Je suis à toi
83. Je t'ai dans la peau
84. Jean et Martine
85. Jérusalem
86. Jézabel
87. Jimmy c'est lui
88. Johnny, tu n'es pas un ange
89. Kiosque à journaux
90. L'Accordéoniste
91. L'effet qu' tu m' fais
92. L'escale
93. L'étranger
94. L'homme à la moto
95. L'homme au piano
96. L'homme de Berlin
97. L'homme des bars
98. L'homme que j'aimerai
99. L'orgue des amoureux
100. La belle histoire d'amour
101. La demoiselle du cinquième
102. La fête continue
103. La foule
104. La goualante du pauvre Jean
105. La java de Cézigue
106. La Julie jolie
107. La p'tite marie
108. La petite boutique
109. La rue aux chansons
110. La sérénade du pavé
111. La valse de l'amour
112. La Vie en rose
113. La vie, l'amour
114. La ville inconnue
115. Le ballet des cœurs
116. Le billard électrique
117. Le bleu de tes yeux
118. Le bruit des villes
119. Le brun et le blond
120. Le chacal
121. Le chant d'amour
122. Le chant du pirate
123. Le chasseur de l'hôtel
124. Le chemin des forains
125. Le chevalier de Paris
126. Le ciel est fermé
127. Le contrebandier
128. Le diable de la Bastille
129. Le disque usé
130. Le droit d'aimer
131. Le Fanion de la Légion
132. Le gitan et la fille
133. Le grand voyage du pauvre nègre
134. Le mauvais matelot
135. Le métro de Paris
136. Le Noël de la rue
137. Le petit brouillard
138. Le petit homme
139. Le petit monsieur triste
140. Le prisonnier de la tour
141. Le rendez-vous
142. Le roi a fait battre tambour
143. Le vagabond
144. Le vieux piano
145. Légende
146. Les amants
147. Les amants d'un jour
148. Les amants de demain
149. Les amants de Paris
150. Les amants de Teruel
151. Les amants de Venise
152. Les amants merveilleux
153. Les bleuets d'azur
154. Les blouses blanches
155. Les deux copains
156. Les deux ménétriers (galop macabre)
157. Les deux rengaines
158. Les flon-flons du bal
159. Les gars qui marchaient
160. Les gens
161. Les grognards
162. Les hiboux
163. Les marins, ça fait des voyages
164. Les Mômes de la cloche
165. Les mots d'amour
166. Les neiges de Finlande
167. Les prisons du roy
168. Les trois cloches
169. Madeleine qui avait du cœur
170. Margot cœur gros
171. Mariage
172. Marie la française
173. Marie-trottoir
174. Mea culpa
175. Milord
176. Miséricorde
177. Mon amant de la coloniale
178. Mon ami m'a donné
179. Mon apéro
180. Mon Dieu
181. Mon homme
182. Mon légionnaire
183. Mon manège à moi
184. Mon vieux Lucien
185. Monsieur Ernest a réussi
186. Monsieur et madame
187. Monsieur Incognito
188. Monsieur Lenoble
189. Monsieur Saint-Pierre
190. Musique à tout va
191. N'y vas pas, Manuel
192. Non, je ne regrette rien
193. Non, la vie n'est pas triste
194. Notre-Dame de Paris
195. On cherche un Auguste
196. On danse sur ma chanson
197. Opinion publique
198. Où sont-ils, tous mes copains ?
199. Ouragan
200. Padam... Padam...
201. Paris
202. Paris-Méditerranée
203. Pleure pas
204. Plus bleu que tes yeux
205. Polichinelle
206. Pour moi tout' seule
207. Pour qu'elle soit jolie, ma chanson
208. Qu'as-tu fait, John ?
209. Qu'il était triste, cet anglais
210. Quand même
211. Quand tu dors
212. Quatorze juillet
213. Regarde-moi toujours comme ça
214. Reste
215. Retour
216. Roulez tambours
217. Rue de Siam
218. Salle d'attente
219. Ses mains
220. Si si si
221. Si tu partais
222. Simple comme bonjour
223. Soeur Anne
224. Soudain une vallée
225. Sous le ciel de Paris
226. Sur une colline
227. T'es beau, tu sais
228. T'es l'homme qu'il me faut
229. Tant qu'il y aura des jours
230. Tatave
231. Télégramme
232. Tiens v'là un marin!
233. Toi qui sais
234. Toi, tu l'entends pas
235. Toujours aimer
236. Tous les amoureux chantent
237. Tout fout l'camp
238. Traqué
239. Tu es partout
240. Un coin tout bleu
241. Un étranger
242. Un grand amour qui s'achève
243. Un homme comme les autres
244. Un jeune homme chantait
245. Un monsieur me suit dans la rue
246. Un refrain courait dans la rue
247. Une chanson à trois temps
248. Une dame
249. Une enfant
250. Une valse
251. Va danser
252. Y a pas d'printemps
253. Y avait du soleil
254. Y en a un d'trop
[editar] Os filmes
- La garçonne (1936) Jean de Limur
- Montmartre-sur-Seine (1941) Georges Lacombe
- Etoile sans lumière (1946) Marcel Blistène
- Al diavolo la celebrità (1949) Mario Monicelli Steno
- Paris chante toujours (1951) Pierre Montazel
- Boum sur Paris (1953) Maurice de Canonge
- Si Versailles m'était conté (1954) Sacha Guitry
- French cancan (1954) Jean Renoir
- Édith et Marcel (1983) Claude Lelouch
- La Môme (2007) Olivier Dahan
[editar] Ligações externas
- As conquistas de Piaf (em francês)
- Piaf mp3
- Imagem de Édith Piaf

