Editora Abril

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Editora Abril
Editora Abril S.A.
Logo da Editora Abril
Tipo Sociedade anônima
Gênero Comunicações
Fundação 1950 (64 anos)
Sede São Paulo, São Paulo, Brasil
Proprietário(s) Grupo Abril
Pessoas-chave Roberto Civita (CEO do Grupo Abril e Diretor Editorial)
Jairo Mendes Leal (Presidente Executivo da Abril Mídia)
Empregados 5.970
Produtos Revistas, Sites e eventos
Faturamento Lucro R$ 2,98 bilhões (2012)[1]
Página oficial Abril.com

A Editora Abril é uma editora brasileira, sediada na cidade de São Paulo, parte integrante do Grupo Abril. A empresa atualmente publica 54 títulos, com circulação de 188,5 milhões de exemplares, em um universo de quase 28 milhões de leitores e 4,1 milhões de assinaturas, sendo a maior do segmento na América Latina[2] .

A editora é líder em 21 dos 25 segmentos em que atua e tem sete entre as 10 revistas mais lidas do país. VEJA é hoje a maior revista do Brasil e a segunda maior e mais lida revista semanal de informação do mundo, sendo a maior do mundo fora dos Estados Unidos.

História[editar | editar código-fonte]

Birmann 21, o edifício sede da editora. É um dos maiores arranha-céus do Brasil.

Entre 1936 e 1938, o Italkim Cesar Civita trabalhou na Arnoldo Mondadori Editore da Itália, editora que publicava histórias em quadrinhos da Disney. Na editora, Civita foi gerente geral. Civita nasceu em Milão[3] , em 1938. Com o avanço do fascismo, Civita resolve se mudar com a esposa e os três filhos para Nova York em 1941.[4] Em seguida foi para Buenos Aires, Argentina, onde fundou a Editorial Abril,[5] referindo-se ao mês em que começa a primavera no hemisfério norte. A editora publica vários títulos de história em quadrinhos de autores como Hugo Pratt, Mario Faustinelli, Alberto Ongaro, Ivo Pavone, Héctor Oesterheld, Alberto Breccia, Dino Battaglia, e Paul Campani, além dos quadrinhos da Disney.[6] .

Em 1946, o jornalista Adolfo Aizen, dono da editora brasileira "Grandes Consórcios de Suplementos Nacionais", funda uma nova editora a Editora Brasil-América Ltda (mais conhecida com EBAL), e estabelece uma parceira com Civita para publicar personagens Disney na revista Seleções Coloridas, foi impressa na Argentina - já que além de possuir a licença dos personagens, a editora de Civita possuia uma moderna impressora colorida. No ano seguinte, a editora de Aizen publicaria a revista "O Heroi" (sem acento) por conta própria.[6]

Durante as férias de 1949, Cesar se reencontrou com o irmão Victor na Itália. Preocupado com como o Peronismo poderia prejudicar seu bem-sucedido negócio, Cesar propôs a Victor um novo empreendimento no Brasil. Victor visitou o Editorial Abril na Argentina, e em seguida foi para o Rio de Janeiro e São Paulo, decidindo se mudar para a segunda, enviando uma carta para a esposa e os filhos pedindo para vender tudo e vir para o Brasil.[7] Em Maio de 1950 Victor funda a Editora Primavera, seu primeiro título é a revista Raio Vermelho, uma revista em quadrinhos com títulos de origem italiana, que não faz muito sucesso. Em julho, rebatiza sua corporação como Editora Abril.[6] Sua primeira publicação foi a revista em quadrinhos O Pato Donald. Anos depois, esse começo inspirou Civita a parafrasear uma frase de Walt Disney - "Espero que nunca percamos a vista de uma coisa - tudo começou com um rato." - e declarar que "Tudo começou com um pato".[8] A empreitada foi financiada com US$ 500 mil, conseguidas por meio de empréstimos e dois sócios, o grupo Smith de Vasconcelos, e o mineiro filho de italianos Giordano Rossi, que seria seu parceiro nas primeiras décadas da Abril.[9]

Em 1951, a Abril abriu sua primeira gráfica, e em seus primeiros anos, a editora diversificou seu conteúdo e se posicionou como um das mais importantes do país.[9] Em 1952, a Abril lançou a feminina Capricho, que em seu formato inicial publicava fotonovelas importadas da Itália – apenas em 1981 passou a tratar de temas voltados para adolescentes. No fim da década, a aposta da Editora foi no mundo da moda, com o lançamento do título Manequim, com fotografias fornecidas por agências estrangeiras.[10]

Mas foi na década de 60 que a empresa fez uma revolução no mercado editorial, ao lançar fascículos semanais. A Editora Abril trouxe para as bancas, dividido em capítulos, assuntos que antes se restringiam em livrarias e bibliotecas. As coleções variavam desde enciclopédias e personalidades da história, até livros e discos temáticos.

Neste mesmo período a Abril diversificou seu conteúdo, lançando e fortalecendo suas publicações voltadas para os públicos infantil, feminino, turismo, automóveis e esportes.

No início da década a Abril lançou a revista em quadrinhos Zé Carioca, a primeira com conteúdo totalmente produzido pela Abril e, posteriormente, exportado para outros países. Na mesma época chegou às bancas Claudia, com conteúdo de comportamento feminino e Quatro Rodas, com informações sobre turismo e automóveis.

No fim dos anos 60, outros três lançamentos marcaram a transformação da editora como a mais importante do continente sul-americano. Em 68 surgiu a semanal Veja, que hoje é maior revista semanal de notícias do Brasil e a terceira mais vendida no mundo. No ano seguinte foi lançada a revista infantil Recreio e, em 1970, Placar, a mais importante publicação esportiva dos últimos 40 anos.

Expandindo os segmentos, a Abril passa a publicar revistas masculinas (Playboy, Vip e Men's Health) e amplia suas publicações voltadas para o público feminino, com Estilo (versão brasileira da americana InStyle), Nova (versão brasileira da americana Cosmopolitan) e Elle (versão brasileira da revista francesa homônima).

Nos anos 80, a Abril se consolidou como a líder do mercado e investiu em publicações técnicas e voltadas para ciência e tecnologia. A primeira, em 1981, foi Ciência Ilustrada; em 1983 chega às bancas o Guia do Estudante; e em 1987 são lançadas a Info e a Superinteressante, até hoje a líder no segmento[carece de fontes?]. Para conseguir um espaço em nichos específicos, a Abril se associou o filho de Giordano, Ângelo Rossi, para criar em 1986 a Editora Azul, com revistas segmentadas como Contigo!, Boa Forma, Viagem e Turismo, Saúde, AnaMaria, Terra, Set e Bizz.[11] Alguns dos títulos foram absorvidos pela Abril em 1997, quando Rossi vendeu sua parte em troca de trazer certas revistas para sua nova editora, a Peixes.[12]

A Emissora MTV é um dos empreendimentos da Editora Abril.

Em 5 de maio de 2006, a empresa de mídia sul-africana Naspers adquiriu 30% das ações do Grupo Abril[carece de fontes?]. Para tanto, pagou 422 milhões de dólares. Tratou-se da terceira transação a fazer uso das possibilidades abertas pela emenda constitucional nº 36, de 2002, que permite a presença de capital estrangeiro em empresas jornalísticas e de radiodifusão – antes completamente vedada – até o limite de 30%. O novo dispositivo constitucional fora “inaugurado” pela própria Abril, quando, em agosto de 2004, ela recebeu um aporte do fundo de investimentos Capital Group, que passou a deter 13,8% da empresa.

A Naspers foi um dos esteios do regime do apartheid na África do Sul e prosperou com a segregação racial. Segundo documentos divulgados pela própria Naspers, em 31 de dezembro de 2005, a Editora Abril tinha uma dívida liquida de aproximadamente US$ 500 milhões, com a família Civita detendo 86,2% das ações e o grupo estadunidense Capital International, 13,8%. A Naspers adquiriu em maio de 2006 todas as ações da empresa ianque, por US$ 177 milhões, mais US$ 86 milhões em ações da família Civita e outros US$ 159 milhões em papéis lançados pela Editora Abril. Com isso, a Naspers ficou com 30% do capital. O dinheiro injetado, segundo ela, serviria para pagar a maior parte das dividas da editora.

Em 2010 foi criada a Abril Mídia, um dos pilares do Grupo Abril, que reúne diversas plataformas de comunicação do grupo. Ela é composta pela Editora Abril, Abril Mídia Digital, MTV, Alpha Base e Elemídia. No ano seguinte a Abril investiu em uma entrada no mercado do livro digital com o Iba, um site com livros, jornais e revistas digitais para leitura em tablet, smartphone ou computador. 50 editoras oferecem produtos no site, que incluem 20 publicações da Abril.[13]

Em 2013 a editora passou por uma reestruturação, que cortou de dez para cinco o número de unidades de negócios[14] , podendo vir a extinguir diversas revistas.

Publicações Periódicas[editar | editar código-fonte]

Abril Jovem[editar | editar código-fonte]

Ver também

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]