Campo Alegre (Santa Catarina)

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Município de Campo Alegre
Bandeira de Campo Alegre
Brasão de Campo Alegre
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 18 de Março
Fundação 18 de março de 1897
Gentílico campo-alegrense
Prefeito(a) Vilmar Grosskopf
(20092012)
Localização
Localização de Campo Alegre
Localização de Campo Alegre em Santa Catarina
Campo Alegre (Santa Catarina) está localizado em: Brasil
Localização de Campo Alegre no Brasil
26° 11' 34" S 49° 15' 57" O26° 11' 34" S 49° 15' 57" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Norte Catarinense IBGE/2008 [1]
Microrregião São Bento do Sul IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Agudos do Sul(PR), Garuva, Jaraguá do Sul, Joinville, Piên(PR), São Bento do Sul, Tijucas do Sul(PR)
Distância até a capital 253 km
Características geográficas
Área 496,146 km² [2]
População 11 748 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 23,68 hab./km²
Altitude 870 metros acima do mar. m
Clima Subtropical temperado, com temperatura média de 19°C e uma precipitação media anual de 119,8mm. É o 3° melhor clima do Brasil, tendo as temperaturas mais baixas registradas nos meses de maio e agosto, e as mais altas nos meses de dezembro a fevereiro, tendo sua temperatura máxima de 34°C e mínima de -8°C
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,772 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 141 798,038 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 12 103,97 IBGE/2008[5]

Campo Alegre é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Na contagem da população feita pelo IBGE em 2008 o município tinha 11.715 habitantes.

Índice

[editar] História

Em 1851 as divisas das Províncias do Paraná e Santa Catarina ainda eram desconhecidas, o que causava muitas brigas e confusões. O Paraná considerava a divisa pelo Rio Negro, com sua nascente localizada no Quiriri, as mesmas divisas doadas à princesa Dona Francisca por seu irmão Dom Pedro II quando ela se casou com o príncipe de Joinville. Com a fundação da Colônia Dona Francisca criou-se a "Cia. Colonizadora de 1849" pelas mãos do então Senador Alemão, Sr. Schroeder, a qual contratou com o governo imperial a colonização das terras da Princesa por europeus.

No período de 1853 a 1857, engenheiros fizeram diversas explorações para uma melhor e mais fácil subida da serra, encontrando a melhor maneira pelo Vale do Rio Seco. Em 1858 por solicitação da Cia. Colonizadora, o governo imperial aprova a construção da estrada, que ligaria Joinville - São Miguel - Tijucas do Sul - Curitiba.

Quando a construção da estrada chegou onde hoje é a cidade de Campo Alegre, aqui já existiam alguns moradores, localizados ao lado do Salto Branco. No dia 23 de Agosto de 1827 o governo imperial começou a medição dos lotes coloniais e construiu o primeiro rancho de Campo Alegre, na hoje localidade de São Miguel, distante apenas 5 km do centro da cidade. A cidade foi nomeada de Froeliches Feld, que traduzido significa "Campo Alegre", nome recebido devido ás belas paisagens naturais que existiam. Em 1888 o povoado de Campo Alegre tornou-se distrito de São Bento do Sul, e aos 18 de março de 1897 conquistou sua emancipação política e administrativa.

A Serra Dona Francisca acabou transformando a povoação na rota obrigatória entre Santa Catarina e Paraná. Além da localização privilegiada, Campo Alegre ainda contava com a fartura da erva-mate. O brilho das décadas de ouro começou a desaparecer com a abertura de novas rotas e a decadência do plantio e exportação da erva.

[editar] Geografia

O município de Campo Alegre está situado na região do Alto Vale do Rio Negro, no Norte Catarinense, a uma distância de 230km da capital catarinense, Florianópolis e 1475km da capital do Brasil, Brasília. Campo Alegre possui uma área de 496km², sendo 132km² na área Urbana e 364km² na área rural. Economicamente faz parte da Mesorregião do Norte Catarinense e Microrregião de São Bento do Sul. Faz divisa com os municípios de Garuva e Joinvile a leste, Jaraguá do Sul a sul, São Bento do Sul a oeste, sendo que a norte faz divisa com estado do Paraná, municípios de Piên, Agudos do Sul e Tijucas do Sul, respectivamente. Além da sede do município, Campo Alegre possui os seguintes distritos e localidades: Avenca, Avenquinha, Bateias de Cima, Bateias de Baixo, Campina do Farias, Fragosos, Saltinho, Salto, São Miguel, etc.

[editar] Geologia

A maior parte do município de Campo Alegre está assentado sobre rochas da Bacia de Campo Alegre, bacia geológica com cerca de 500 km² de área e composta por rochas vulcânicas e sedimentares que foram depositadas aproximadamente a 600 milhões de anos atrás, durante a era geológica conhecida como Neoproterozóico. Remanescentes da caldeira vulcânica ainda existem na região, como, por exemplo, o Cerro. [6]

[editar] Relevo

No contexto fisiográfico faz parte do Planalto Meridional Brasileiro, possuindo dois domínios fisiográficos principais, a Serra do Mar, localizada na região leste do município e o Planalto de Canoinhas no restante do mesmo. Sua altitude média é de 870m acima do nível do mar, com picos máximos da ordem de 1500m, localizados no limite leste do município, divisa com Garuva.

[editar] Clima

Pela classificação climática de Köppen-Geiger o clima é classificado como clima temperado marítimo úmido Cfb, sem estação de seca e verões frescos a quentes. A temperatura média anual é de 19ºC, com máxima registrada de 34° e mínima registrada de -8°C.


Predefinição:Grafico Clima

[editar] Hidrografia

O principal rio do município é o Rio Negro, afluente do Rio Iguaçu e pertencente à Bacia Hidrográfica do Rio Paraná. Este rio faz a divisa de Santa Catarina com o estado do Paraná e sua nascente situa-se no alto da Serra do Mar, nos limite entre Campo Alegre e Tijucas do Sul. Os principais afluentes do Rio Negro, no município de Campo Alegre, são os rios Turvo, Lageadinho, São Miguel, Bateias e Bonito.

[editar] Turismo

Campo Alegre é uma cidade acolhedora, com clima ideal de serra, próximo a Joinville e São Bento do Sul, no caminho da Estrada da Serra uma das mais bonitas serras de Santa Catarina.

As densas matas, as verdes montanhas, a exuberância das araucárias, o som das cascatas, a beleza das hortênsias junto às ovelhas e ao clima saudável da serra maravilham a cada dia mais aos visitantes e cidadãos.

[editar] Atrações turísticas

  • Antiga Estrada Dona Francisca: Trecho com traçado original da Estrada Dona Francisca. Localização: Rodovia SC 301, entrada no Parque Dona Francisca.
  • Campos do Quiriri: Situado alto da Serra do Mar, em altitudes que variam de 1.300 a 1.600m. Mirante de onde é possível avistar o Oceano Atlântico e as cidades litorâneas do norte catarinense: Garuva, Joinville, São Francisco do Sul além da Baía da Babitonga. Localização: Na divisa entre Campo Alegre, Garuva e Joinville, em área privada. O acesso depende de autorização.
  • Cascata Paraíso: Com mais de 60m de altura é a cachoeira símbolo do município. Está situada em um parque municipal no final da Rua da Cascata, próximo à sede da Prefeitura Municipal. No alto da cachoeira existe um mirante natural.
  • Museu Sto Lat (Museu do Centenário, em língua polonesa): Museu situado na comunidade de Bateias de Baixo, a cerca de 15 km do centro de Campo Alegre. Foi fundado em 19 de novembro de 2005 pela iniciativa da professora Eulália Dietzsch e do historiador amador Márcio Augustin. Seu nome é uma homenagem ao centenário da colonização polonesa no Brasil, comemorada em novembro de 1994. Seu acervo, de cerca de 500 peças, é composto por artefatos indígenas e principalmente por material ligado à história dos imigrantes poloneses. Telefone: (47) 3632-7053.
  • Salto Branco: Localizado a 5 km do centro, em propriedade particular. Entrada somente com autorização do proprietário.
  • Salto do Engenho: Bela cachoeira situada no Rio Turvo, com bom volume de água, na localidade do Salto, à 15 km do centro, na beira da estrada que liga o centro ao Salto.
  • Salto do Imigrante: Situada na Fazenda Monte Olimpo, depende de autorização para acesso. Cachoeira grande, com bom volume de água e boa para prática de rafting.

[editar] Cidadãos se dividem sobre o Tema de Turismo (2007)

O tema sobre turismo e sobre os caminhos que o município deve tomar nos próximos anos, é um tema atual e um divisor de águas em Campo Alegre, município de Santa Catarina. Muitos pregam que o turismo é a principal, senão a única alternativa viável economicamente. Em defesa desse ponto de vista; diz sobre o turismo, ser ecologicamente correto e que de certo modo, conservaria a cidade tanto do ponto de vista cultural quanto ambiental. Será mesmo? Também não são poucos, contudo, sem tanta voz para se expressar, que refutam essas opiniões.

Turismo, não é essencialmente, um tipo de economia limpa e a prova de poluição como se diz, basta visitarmos locais de visitação turística; seja na parte do mundo que for, após as estações de férias se encerrarem. Papéis, lixo de toda ordem, depredações em patrimônios históricos e naturais, influências na vida e na cultura local. Se isso não é invasivo, já não saberia dizer o que é.

Um exemplo simples para que o leitor possa constatar o que digo: recentemente (2007), retiraram-se muitas árvores já frondosas, com mais de 20 anos de plantio, que eram um cartão postal para a cidade e decidiu-se, arbitrariamente, por outras do tipo “plátano”, espécie estranha a nossa cultura, mas que acredito terem sido escolhidas para dar “ares europeus” a uma cidade que não foi apenas colonizada por alemães e poloneses, havia caboclos, índios, brasileiros, e até mesmo negros. Por que privilegiar um grupo e outro não? Adianta criarmos um “não-lugar”, (como alguns especialistas em turismo denominam um local que cria artificialmente uma cultura que não lhe pertence), e que de certo modo nos negam a identidade que detemos como povo? As espécies que lá estavam e que foram retiradas não eram nativas, mas já que se optou por reformar esse espaço, (decisão que para mim é incompreensível até o momento), por que não se optaram por espécies nativas, como o ipê amarelo, a bracatinga, cambará entre outras? Ao menos seria autêntico, haveria uma identidade refletida e até mesmo um diferencial para se mostrar para possíveis turistas. o turismo não é algo a ser descartado, mas, que deve ser muito bem estudado, planejado e finalmente muito bem estruturado, para que essas intromissões não se tornem catastróficas e que no final, ao se pesar os prós e contras, apenas uma minoria seja beneficiada em detrimento de toda a população local em geral.

[editar] Economia

As principais atividades econômicas do município de Campo Alegre são agricultura, extrativismo mineral e vegetal, indústria moveleira, pecuária e reflorestamento.

Na região de Campo Alegre há ocorrência de cerca de 23 jazidas de argila, principalmente compostas por caulim, e que abastecem a indústria de cerâmica do Paraná e de Santa Catarina, chegando a ser extraídas cerca de 15.000 toneladas/mês. Destas, a principal é a mina Bateias, localizada entre as localidades de Bateias de Baixo e Salto. Estas acumulações são o resultado do intemperismo sobre rochas vulcânicas da Bacia sedimentar de Campo Alegre [7].

Entre as indústrias destacam-se as serrarias, em número de 30, além da industria moveleira. Há na cidade mais de 4.000 hectares reflorestados com Pinus elliottii.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. Citroni, S.B. et. al. (2001) Volcanism and Stratigraphy of the Neoproterozoic Campo Alegre Basin, SC, Brazil (em inglês) IN: Anais da Academia Brasileira de Ciências, Vol. 73 (n. 4), Rio de Janeiro, Brasil, pp. 581–597.
  7. Biondi, João Carlos;et al.. (junho 2002). "Estudo comparativo entre os minérios da mina Bateias e de outras minas da região de Campo Alegre (Santa Catarina)" (em português). Revista Brasileira de Geociências 32 (2): pp.245 – 254.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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