Circuito Urbano da Boavista

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O Circuito Urbano da Boavista é um circuito urbano automóvel não permanente na cidade do Porto, em Portugal. Foi criado em 1931 e redesenhado em 1950. Entre 1960 e 2005 o projecto foi anbando tendo regressado por iniciativa da câmara municipal do Porto em 2005. Desde então costumam disputar-se neste circuito de dois em dois anos o Grande Prémio Históricos do Porto e desde 2007 o WTCC - World Touring Cars Championship da FIA . O circuito actualmente situa-se na zona da envolvente ao Parque da Cidade do Porto, é constituído pela Avenida da Boavista, Avenida do Parque, Rua da Vilarinha, Rua de Vila Nova, Estrada da Circunvalação, Praça Cidade de S. Salvador, Esplanada do Castelo do Queijo e Praça Gonçalves Zarco.

Índice

História[editar]

O priomordios[editar]

A história do automobilismo na Boavista começa nos anos 20, onde se organizaram durante alguns anos os populares “quilómetros lançados”. Contudo, a primeira edição deste circuito automóvel com o nome formal de “Circuito da Boavista”, realizou-se apenas no ano de 1931, sendo o circuito constituído por duas longas rectas nas faixas laterais da Avenida da Boavista, unidas por duas curvas com um raio de 10 metros. A primeira edição desta competição foi ganha por Fernando Palhinhas ao volante de um Singer Nine, percorrendo apenas que percorrer 30 voltas em vez das 50 definidas para o circuito. Já nos dois anos seguintes, 1932 e 1933, a corrida era ganha por quem percorresse a maior distância no tempo fixo de 90 minutos, divididas em duas categorias distintas: Sport e Corrida. No ano de 1932, um destaque especial e novidade absoluta a nível nacional, para a participação de uma senhora: D. Palmira Coelho ao volante de um Opel. Já nesta fase, o automobilismo ameaçava tornar-se um evento bastante popular, como comprovava a quantidade de espectadores presentes, entre 10.000 e 12.000.

Década de 50 e a Fórmula 1[editar]

Circuito Urbano da Boavista (Traçado da Década de 50)

O ano de 1950 marcou uma viragem total na história do Circuito da Boavista, que surgiu reconfigurado e redimensionado, com um novo traçado de 7.775 metros, após a inclusão de novas ruas e estradas, como foi o caso da Estrada da Circunvalação, a Avenida Dr.Antunes Guimarães e a Rua do Lidador. Além disso, o Automóvel Club de Portugal (ACP), responsável pela organização, alargou os horizontes da corrida atribuindo a esta um cariz internacional, conseguindo com isso a participação de mais e melhores pilotos nacionais e de alguns dos grandes talentos internacionais. Foi então criado o “I Circuito Internacional do Porto”, que se realizou a 18 de Junho de 1950.

Devido ao enorme êxito da primeira edição, o “II Circuito Internacional do Porto”, realizado a 17 de Junho de 1951, levou à elaboração de um mais arrojado programa por parte do ACP, designado de “I Grande Prémio de Portugal”. Dos cerca de 30 pilotos esperados na prova, 16 eram estrangeiros. O número de espectadores, estimados foi de cerca de 100 000. Em 1952 o uso de capacete tornou-se obrigatório.

Em 1956 surge a ideia do ACP em trazer a Fórmula 1 para este circuito.

A 24 de Agosto de 1958, a Fórmula 1 chegava finalmente a Portugal. Uma estreia acompanhada com a vinda dos grandes nomes da época, na competição como Stirling Moss, Mike Hawthorn, Jack Brabham, Graham Hill e a primeira mulher a pilotar um Fórmula 1 – Maria Teresa de Filippis, entre muitos outros. O Grande Prémio de Portugal era a nona prova a contar para os Campeonatos do Mundo de Pilotos e de Construtores (este último instituído pela primeira vez nessa temporada).

Neste ano, Mike Hawthorn e Stirling Moss lutavam de forma acesa pelo título de campeão, com o Porto a assistir a uma emocionante corrida, com Moss a levar a melhor sobre o rival e a manter-se na luta pelo título.

A esta corrida de 1958, segundo relatos da época, terão assistido mais de 100 mil pessoas, entre os queis é de registar ainda a presença, no Porto, do então herdeiro ao trono de Espanha, o jovem Juan Carlos, futuro Rei de Espanha, neste evento.

No início da década de 60, o Circuito da Boavista recebeu o “IX Grande Prémio de Portugal”, prova que marcaria a despedida do circuito dos palcos do automobilismo nacional e internacional.

O circuito da Boavista recebeu o Grande Prémio de Fórmula 1 de Portugal por duas vezes, em 1958 e 1960.

Época Data Piloto vencedor Equipa vencedora Relatório
1960 14 de Agosto Austrália Jack Brabham Cooper-Climax Relatório
1958 24 de Agosto Reino Unido Stirling Moss Vanwall Relatório

Em 2007 o Circuito foi ainda animado com a presença do Red Bull F1 oficial, conduzido pelo sul-africano Adrian Zaugg, mas era para ser o português Filipe Albuquerque a conduzi-lo, porém teve corrida na World Series By Renault, pelo que não pôde estar presente.1 {{commons.wikimedia.org/wiki/File:Circuit_Boavista.png|thumb|350px|Circuito Urbano da Boavista (Traçado a partir da década de 60)]]

O regresso - Grande Prémio Histórico do Porto e o WTCC[editar]

2005[editar]

Em 2005, 45 anos após as últimas glórias vividas no Circuito da Boavista, o cheiro e o barulho dos motores, voltaram finalmente ao Circuito da Boavista, com a realização do Grande Prémio Histórico do Porto de 2005.

A Câmara Municipal do Porto teve um papel fundamental para o regresso deste circuito, cuja estrutura física se manteve na zona da Boavista e Circunvalação, onde foram construídas novas infra-estruturas para o efeito.

De 8 a 10 de Julho de 2005 as emoções estiveram ao rubro, e muitos foram os pilotos que marcaram épocas passadas, que não quiseram faltar à chamada e sentir de novo a adrenalina de disputar uma prova inesquecível, bem como o público presente que tem desde sempre estado à altura do evento, enchendo as bancadas e áreas circundantes.

2007[editar]

Depois do sucesso alcançado com a edição anterior, que marcou o regresso do Grande Prémio Histórico à cidade do Porto, 2007 acrescentou uma grande variedade de provas e um crescendo, só possível pela notoriedade conseguida na edição anterior. Com esta visibilidade, também tornou possível alargar o evento a dois fins-de-semana consecutivos em Julho.

O Circuito foi entretanto melhorado, com algumas obras de beneficiação que visaram aumentar a segurança e a competitividade, de forma a permitir a realização de mais e melhores provas, como foi o caso do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (WTCC).

As inscrições para as restantes corridas bateram números recorde e o público aderiu mais uma vez em grande número (mais de 112.000).

Todo este trabalho e esforço realizado, foi premiado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) com o Certificado oficial de Homologação do Circuito da Boavista (Grau 4), permitindo a realização de diversas provas neste circuito citadino.

2009[editar]

Mais uma vez realizado em dois fins-de-semana consecutivos, 3 a 5 de Julho e 10 a 12 do mesmo mês, o Circuito da Boavista registou, neste ano, mais de 200 mil espectadores, que encheram as bancadas e visitaram a cidade. A transmissão em directo do acontecimento para todo o mundo, através da Eurosport, permitiu tanto à cidade como ao próprio país uma forte visibilidade e uma projecção à escala global. Mais uma vez este evento foi um sucesso a todos os níveis, continuando a chamar toda a atenção para este Circuito único que durante largos anos esteve esquecido.

2011[editar]

Este ano o circuito regressa integrado na Festas da Cidade do Porto, realizando em dois fins de semana, de 17 a 19 de Junho realiza-se o Grande Prémio Histórico do Porto, e 1 a 3 de Julho realiza-se o WTCC- Mundial de Turismo, com a presença do piloto português Tiago Monteiro.

GP Históricos do Porto[editar]

Tradicionalmente disputa-se este GP no Circuito da Boavista, anualmente. Neste GP correm carros clássicos de várias séries do desporto automóvel. Em 2007 e 2009 as categorias presentes foram:

  • Sport pré-Guerra – Motor Racing Legends;
  • Fórmula 1 pré-1961 – HGPCA;
  • Fórmula 1 pré-1966 – HGPCA;
  • Sport dos anos ’50 e ’60 – HGPCA;
  • World Sports Masters – GT e Protótipos até 1974, ex-Le Mans;

FIA Lurani Fórmula Júnior de 1958 a 1961;

  • Grand Prix Masters – Fórmula 1 pré-1978;
  • Gentleman Drivers GT Endurance: GT até 1964;
  • Sports Racing Masters: Protótipos até 1964 e
  • Aenor Touring, GT and Sports Classics: Clássicos até 1981.

Referências

Ligações Externas[editar]

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