Dólmen

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Anta de S. Geraldo, Portugal.

Os dólmens são monumentos megalíticos tumulares colectivos (datados desde o fim do V milénio a.C. até ao fim do III milénio a.C., na Europa, e até ao I milénio, no Extremo Oriente). O nome deriva do Bretão dol = mesa e men = pedra. Também são conhecidos por antas, orcas, arcas, e, menos vulgarmente, por palas. Popularmente, são também por vezes designados por casas de mouros, fornos de mouros ou pias.

Gravura neolítica de Deusa mãe (representada com quatro seios) num dólmen

Os dólmenes caracterizam-se por terem uma câmara de forma poligonal ou circular utilizada como espaço sepulcral. A câmara dolménica era construída com grandes pedras verticais que sustentam uma grande laje horizontal de cobertura. As grandes pedras em posição vertical, denominadas esteios ou ortóstatos, são em número variável entre seis e nove. A laje horizontal é designada de chapéu, mesa ou tampa. Existem câmaras dolménicas que chegam a ter a altura de seis metros. Quando a superfície da câmara dolménica não supera o metro quadrado, considera-se que é um monumento megalítico denominado cista.

Ao que tudo indica, os dólmenes apresentavam outrora sempre encobertos por um montículo artificial de terra, geralmente revestidos por uma couraça de pequenas pedras imbricadas, formando aquilo que se designa por uma mamoa ou tumulus.

Os dólmens podem ser classificados em:

  • Dólmens simples fechados: possuem a câmara dolménica fechada, não tendo à partida nenhuma abertura, sendo necessária a remoção da tampa aquando de cada novo enterramento;
  • Dólmens simples abertos: possuem a câmara dolménica aberta na parte lateral da câmara, por uma abertura que pode assumir várias formas;
  • Dólmens de corredor: possuem um corredor ou galeria de acesso à câmara formado por diversos esteios verticais, normalmente cobertos por lajes menores designadas por tampas. Alguns corredores apresentam um pequeno átrio no lado oposto à câmara. O corredor pode ter variadíssimos tamanhos; conhecem-se em Portugal antas com corredor de dezasseis metros de comprimento.
Anta da Cerqueira.

Pensa-se que os monumento megalíticos mais antigos sejam os dólmenes que não possuíam corredor.

Na Europa, há dólmens nas zonas costeiras do Mediterrâneo e do Atlântico e também no litoral do Mar do Norte e do Mar Báltico. Há também monumentos megalíticos semelhantes no Norte de África, na Síria, na Pérsia, e na Índia. Na Península Ibérica, também é no litoral que se encontram dólmens em maior número.

Nas câmaras mortuárias dolménicas, além de restos de esqueletos, têm sido encontrados vários objectos em pedra, cerâmica, osso, armas e utensílios, como machados de pedra polida, pontas de seta, micrólitos, vasos campaniformes, etc.

É na Andaluzia e no Sul de Portugal que, no entender dos arqueólogos, se situa o centro de onde irradiou a chamada cultura dolménica ou megalítica.

No Brasil, mais precisamente na Bahia, há um Dólmen na cidade de Paramirim, a 15km de Santana, conhecido como Pedra de Santana, e outro em Goias, na cidade de Anicuns, que fica a 74 km de distância da capital Goiânia. [1] . Recentemente, na cidade de Senador Pompeu Ceará, distante 280 km de Fortaleza, foi encontrado pelo pesquisador Valdecy Alves um Dólmen numa localidade chamada de Pedras Grandes.

Pedra de Dolmén, Anicuns.
Moradores da cidade visitando a Pedra de Dolmén, Anicuns.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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