Arqueologia pré-histórica

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A arqueologia pré-histórica é um ramo de estudos da Arqueologia, especializado na Pré-história.

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Estatueta "Idolo de Iguape", descoberta em Iguape em 1906, pelo pesquisador Ricardo Krone, tem relação com povos andinos.[1]

A História caracteriza-se pelo estudo do homem pelos textos escritos. Ou seja, aquelas sociedades onde a escrita está presente é que são, primordialmente, o foco de estudo do historiador. A descoberta da escrita se deu entre 5 e 6 mil anos atrás, naquelas que foram consideradas as primeiras civilizações da terra: Assíria, Suméria e Babilônia.


Todo o período que antecedeu a descoberta da escrita é chamado de Pré-História. Cabe destacar que a divisão entre Pré-História e História não é uniforme e constante. A escrita só teve ampla expansão no período das grandes navegações. Assim, tomando o caso do Brasil como exemplo, pode se dizer que o período Pré-Histórico aqui se estendeu até o início da idade moderna. Obs. Entenda-se que o período Pré-Histórico também faz parte da História do Homem.


Quando se trata de sociedades do passado as quais não haviam desenvolvido alguma forma de escrita, as únicas evidências que colaboram para a reconstituição da vida destas sociedades são os restos materiais. A disciplina que estuda o homem pelos restos materiais é a Arqueologia, sendo denominado de Arqueologia Pré-Histórica o campo que particularmente se dedica ao período que antecedeu a descoberta da escrita.

Mediante o exposto, entende-se a Pré-História como o maior período da aventura humana na terra, que vai desde o surgimento dos primeiros pré-hominídeos, há aproximadamente 4 milhões de anos, até o aparecimento da escrita há 5 mil anos. Entre alguns povos do mundo, o período pré-histórico se prolongou até poucos séculos atrás.

Trata-se, então, de um vastíssimo campo de estudo. São as pás e os pincéis dos arqueólogos que trazem à luz aqueles povos até então soterrados pela ação do tempo. Mas, para isso, a Arqueologia precisa buscar auxílio em outras ciências, como a Física, a Biologia, a Antropologia, a Geografia, entre outras.

Por ser um campo de estudo tão vasto, evidentemente são muitas as incógnitas que persistem. Estamos muito longe de ter um pleno conhecimento dos povos pré-históricos. Em se tratando da Pré-História da América, os vazios são ainda maiores. Existe um grande conflito acadêmico na tentativa de recriar um panorama sobre o povoamento do Continente Americano. Se antes havia somente a teoria de passagem do homem pelo estreito de Bering, que se deu há aproximadamente 12 mil anos, hoje existem várias evidências que apontam a uma maior antiguidade do homem americano. Estas datações mais antigas levantam um questionamento inquietante: como o homem poderia ter cruzado para a América antes da formação das pontes de gelo na Beríngia?

O campo da Arqueologia Pré-Histórica, tão importante para esclarecer nossas origens, também é muito carente de profissionais e de recursos monetários. Trata-se de uma corrida contra o tempo: muitos dos locais onde os homens pré-históricos se assentaram são os mesmos onde hoje construímos nossas vilas e cidades. A cada ano que passa, aumenta a perda de informações decorrente da destruição de sítios arqueológicos. Ao mesmo tempo, trata-se de um campo de estudo muito caro e que poucos vêem vantagem em apoiar.

Para isso é que se defende a implantação de modelos de gestão de sítios arqueológicos, transformando-os em parques de visitação. Atrair a iniciativa privada para investimentos em parques arqueológicos seria uma ação importante para alavancar os estudos arqueológicos. Este tipo de investimento traz retorno, tanto financeiro como social. O investidor pode arrecadar recursos pela cobrança de taxa de visitação e pela oferta de cursos de curta duração, onde alunos interessados em conhecer mais sobre a Arqueologia pagariam para participar de campanhas de escavação. Por outro lado, crianças e jovens poderiam saber mais sobre os sítios arqueológicos, aprendendo a respeitar este importante legado.

Estes modelos são extremamente bem sucedidos em outros países e seguramente poderiam vir a se constituir uma alternativa muito viável também no Brasil.

Referências

  1. Boletim Geográfico, Ano II, N° 21, dezembro de 1944.', acervo da biblioteca do IBGE. Página visitada em 23 de maio de 2010.

Bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • KRONE, Ricardo. O Idolo antropomorfo de Iguape: sua relação com os sambaquis e pré-história brasileira, Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, vol. XVI, pp. 227–233, 1911.