Gekiga
Imagem comparativa entre um personagem desenhado no estilo mangá estilizado e um no estilo gekigá
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Gekiga (劇画 ou "figuras dramáticas") é o termo em japonês usado para definir um tipo mais adulto de mangá, voltado para públicos amadurecidos, por volta dos 18 aos 30 anos, sendo um estilo que pode retratar tanto temas reais quanto fictícios.
Foi criado por Yoshihiro Tatsumi1 e mais tarde adotado por outros artistas japoneses de uma linha mais séria de mangá que não queriam que suas obras fossem reconhecidas como tal, numa referência quase pejorativa do termo "mangá", a que chamavam de "desenhos irresponsáveis". Assim como Will Eisner havia criado o termo graphic novel para diferenciar trabalhos mais sérios de arte sequencial dos quadrinhos comuns ou populares, esses novos artistas japoneses criaram o termo gekiga para designar trabalhos mais adultos dentro dos quadrinhos nipônicos.2
Yoshihiro Tatsumi começou a publicar seus gekiga em 1957. Essas revistas eram bem diferentes da maioria dos mangás da época, que tinham um público-alvo infantil. Essas figuras dramáticas não vieram da leva popular de publicações aquecida por Osamu Tezuka em Tóquio,3 mas de bibliotecas públicas de Osaka. Essas instituições toleravam publicar e alugar ou vender trabalhos mais experimentais e ofensivos, em contraste com a onda infanto-juvenil de Tezuka.
Com um traço pesado, é um estilo não muito difícil de ser identificado: tramas psicológicas, busca de lei e ou vingança, armas (de fogo, espadas, adagas e tonfas), sangue, mortes, guerras, flashbacks, máfia, brigas de rua, drogas, corrupção, entre outros, são alguns elementos que o caracterizam.
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Origem [editar]
Logo após a 2ª Guerra Mundial, os japoneses enfrentavam a miséria pós-guerra, enquanto o país aos poucos iam começando a reconstrução. Veio então a necessidade de uma leitura de baixo custo, e por isso surgiram os "Kashihonya", que funcinavam como as bibliotecas-circulantes aqui no Ocidente, mas mais elaborados, trabalhando inclusive com doujinshis. Sem limitações que seriam obviamente impostas pelas editoras, os desenhistas apenas procuravam agradar seu público, que na maioria eram pessoas adultas, procurando desenhar de modo mais clássico, menos cartunístico, e desenvolvendo histórias cujos enredos dramáticos pareciam-se mais com os de filmes e novelas. Assim surgiram os gekiga modernos.
Alguns títulos [editar]
- A Lenda de Kamui de Sanpei Shirato;
- Ashita No Joe, De Tetsuya Chiba;
- Kozure Okami (Lobo Solitário), de Kazuo Koike e Goseki Kojima;
- Vagabond, de Takehiko Inoue;
- Golgo 13, de Takao Saito;
- Monster, de Naoki Urasawa;
- Mai - Garota Sensitiva, de Kazuya Kudou e Ryoichi Ikegami;
- Sanctuary, de Sho Fumimura e Ryoichi Ikegami;
- Akira, de Katsuhiro Otomo;
- Crying Freeman, Kazuo Koike e Ryoichi Ikegami;
- Heat, de Yoshiyuki Okamura e Ryoichi Ikegami;
- Hokuto no Ken, de Buronson e Tetsuo Hara;
- Blade, a lâmina do imortal, de Hiroaki Samura;
- Samurai Champloo, de Gotsubo Masaru e Manglobe;
Nota: Sho Fumimura e Buronson são pseudônimos de Yoshiyuki Okamura.
Referências
- ↑ , Sonia M. Bibe Luyten Cultura pop japonesa Mangá e Anime, 43. ISBN 8587328891
- ↑ , Robin Kinder,William A. Katz Routledge, Serials and reference services, 380, 1990. ISBN 0866568107, 9780866568104
- ↑ , John A. Lent Popular Press 1, Themes and issues in Asian cartooning: cute, cheap, mad, and sexy, 114, 31 de Dezembro de 1999 ISBN -13 978-0879727796