Gekiga

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Gekiga (劇画 ou "figuras dramáticas") é o termo em japonês usado para definir um tipo mais adulto de mangá, voltado para públicos amadurecidos, por volta dos 18 aos 30 anos, sendo um estilo que pode retratar tanto temas reais quanto fictícios.

Foi criado por Yoshihiro Tatsumi[1] e mais tarde adotado por outros artistas japoneses de uma linha mais séria de mangá que não queriam que suas obras fossem reconhecidas como tal, numa referência quase pejorativa do termo "mangá", a que chamavam de "desenhos irresponsáveis". Assim como Will Eisner havia criado o termo graphic novel para diferenciar trabalhos mais sérios de arte sequencial dos quadrinhos comuns ou populares, esses novos artistas japoneses criaram o termo gekiga para designar trabalhos mais adultos dentro dos quadrinhos nipônicos.[2]

Yoshihiro Tatsumi começou a publicar seus gekiga em 1957. Essas revistas eram bem diferentes da maioria dos mangás da época, que tinham um público-alvo infantil. Essas figuras dramáticas não vieram da leva popular de publicações aquecida por Osamu Tezuka em Tóquio,[3] mas de bibliotecas públicas de Osaka. Essas instituições toleravam publicar e alugar ou vender trabalhos mais experimentais e ofensivos, em contraste com a onda infanto-juvenil de Tezuka.

Com um traço pesado, é um estilo não muito difícil de ser identificado: tramas psicológicas, busca de lei e ou vingança, armas (de fogo, espadas, adagas e tonfas), sangue, mortes, guerras, flashbacks, máfia, brigas de rua, drogas, corrupção, entre outros, são alguns elementos que o caracterizam.

Origem[editar | editar código-fonte]

Logo após a 2ª Guerra Mundial, os japoneses enfrentavam a miséria pós-guerra, enquanto o país aos poucos iam começando a reconstrução. Veio então a necessidade de uma leitura de baixo custo, e por isso surgiram os "Kashihonya", que funcinavam como as bibliotecas-circulantes aqui no Ocidente, mas mais elaborados, trabalhando inclusive com doujinshis. Sem limitações que seriam obviamente impostas pelas editoras, os desenhistas apenas procuravam agradar seu público, que na maioria eram pessoas adultas, procurando desenhar de modo mais clássico, menos cartunístico, e desenvolvendo histórias cujos enredos dramáticos pareciam-se mais com os de filmes e novelas. Assim surgiram os gekiga modernos.

Alguns títulos[editar | editar código-fonte]

Nota: Sho Fumimura e Buronson são pseudônimos de Yoshiyuki Okamura.

Referências

  1. , Sonia M. Bibe Luyten Cultura pop japonesa Mangá e Anime, 43. ISBN 8587328891
  2. , Robin Kinder,William A. Katz Routledge, Serials and reference services, 380, 1990. ISBN 0866568107, 9780866568104
  3. , John A. Lent Popular Press 1, Themes and issues in Asian cartooning: cute, cheap, mad, and sexy, 114, 31 de Dezembro de 1999 ISBN -13 978-0879727796

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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