Guilherme Fontes

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Guilherme Fontes
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Guilherme Fontes
Nascimento 8 de janeiro de 1967 (47 anos)
Petrópolis, Rio de Janeiro
Nacionalidade Brasil brasileira
Ocupação ator
diretor

Guilherme Machado Cardoso Fontes (Petrópolis, 8 de janeiro de 1967) é um ator e diretor brasileiro.

Lançado nacionalmente por Cacá Diegues no filme Um Trem para as Estrelas, de 1987, ele passou a desenvolver carreira na televisão, na qual participou de várias novelas e minissérie. Seus papéis mais famosos são Alexandre em A viagem, Marcos em Mulheres de areia e Rei em Bebê a Bordo.

O caso Chatô[editar | editar código-fonte]

No meio da década de 90, Guilherme esteve envolvido na produção do filme que marcaria a sua estréia na direção, Chatô, o Rei do Brasil, sobre a vida do jornalista Assis Chateaubriand, pioneiro da televisão no Brasil, nos anos 1950. O filme não foi finalizado, nunca lançado e acusações de desvio de verbas foram noticiadas pela imprensa, mediante ações de processos apresentados pela ANCINE do Ministério da Cultura.

O chamado "Dossiê Chatô", que eclodiu em maio de 1999, trouxe à tona rumores antigos sobre alguns casos de péssima eficácia do sistema de utilização do dinheiro público como desvio de verbas de produções para utilização particular. Guilherme Fontes, produtor e diretor do longa inconcluso Chatô, o Rei do Brasil, havia captado durante três anos pela Lei do Audiovisual mais de sete milhões de reais. A megaprodução parou suas filmagens após consumir dez milhões de reais, alegando falta de recursos. Guilherme Fontes, algum tempo depois, na inauguração de sua própria produtora, relatou que gastou mais de dois milhões de reais para erguer sua produtora, o que deixava indícios óbvios de enriquecimento ilícito.

Em 22 de fevereiro de 2008 foi determinado pela Controladoria-Geral da União que Guilherme Machado Fontes e sua sócia na produtora Guilherme Fontes Filmes, Yolanda Machado Coeli, terão de devolver mais de R$ 36,5 milhões aos cofres públicos. [1]

Em 27 de abril de 2010, o ator foi condenado a três anos de prisão por sonegação fiscal, pelo processo criminal decorrente do Caso Chatô, transformados em prestação de serviços comunitários pelo mesmo período e mais uma multa de doze cestas básicas no valor de R$1 mil cada.[2]

Em novembro de 2014, o Tribunal de Contas da União negou recurso apresentado por Fontes contra a decisão que lhe obriga a ressarcir os cofres públicos em R$ 66,2 milhões, valores corrigidos, além de R$ 5 milhões em multas.[3]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Como ator[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Como diretor[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. O Globo G1
  2. "Guilherme Fontes é condenado a três anos de prisão por sonegação fiscal", O Globo, 27 de abril de 2010 (visitado em 28-4-2010).
  3. Guilherme Fontes terá que pagar R$ 71 milhões à União por ‘Chatô’ G1 (27-11-2014).
  4. TV Globo. Personagens de Além do Horizonte. Visitado em 05 de novembro de 2013.
  5. Gshow (18 de julho de 2014). Voando alto! Pigossi será aprendiz de piloto Extras - Boogie Oogie. Visitado em 23 de julho de 2014.
  6. Bruno Dias Barbosa (14 de outubro de 2014). Guilherme Fontes celebra papel em ‘Boogie Oogie’ e relembra o passado Extra. Visitado em 14 de outubro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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Guilherme Fontes (em inglês) no Internet Movie Database

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