Jimmy Page

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Jimmy Page
Jimmy Page em concerto na cidade de Chicago em 1977
Informação geral
Nome completo James Patrick Page
Também conhecido(a) como God of Guitar, Charles Obscure
Nascimento 9 de janeiro de 1944 (70 anos)[1]
Origem Heston, Inglaterra
País  Reino Unido
Gênero(s) Hard rock, heavy metal, blues-rock, rock and roll, folk rock
Instrumento(s) guitarra, violão, bandolim, baixo, sitar, dobro, banjo, harmônica, teclado, teremim
Modelos de instrumentos Gibson Les Paul ,Fender Telecaster, Gibson Double Neck, Danelectro Shorthorn, Fender Stratocaster, Futurama Grazioso 1959
Período em atividade 1962 – presente
Gravadora(s) Atlantic, Swan Song, Geffen, Fontana, Mercury
Afiliação(ões) The Yardbirds
Led Zeppelin
The Honeydrippers
The Firm
XYZ
Jeff Beck,
Eric Clapton
The band of Joy

James Patrick "Jimmy" Page, OBE (Heston, 9 de janeiro de 1944), é um musico, produtor musical e compositor inglês, que alcançou sucesso internacional como guitarrista da banda de rock Led Zeppelin.

Jimmy Page começou sua carreira como músico de estúdio em Londres e, em meados da década de 1960, tornou-se o guitarrista de sessão mais procurado na Inglaterra. Ele foi membro dos Yardbirds de 1966-1968, e posteriormente fundou o Led Zeppelin, em 1968.

Page é amplamente considerado como um dos maiores e mais influentes guitarristas de todos os tempos.[2] [3] [4] A revista Rolling Stone o descreveu como o "pontífice do poder dos riffs" e classificou-o em terceiro lugar na lista dos "100 Maiores Guitarristas de Todos os Tempos". em 2010 foi classificado em segundo lugar na lista dos "50 Melhores Guitarristas de Todos os Tempos". Ele foi introduzido duas vezes no Rock and Roll Hall of Fame: uma como um membro dos Yardbirds, em 1992, e uma segunda vez como um membro do Led Zeppelin, em 1995. Page foi uma inspiração para o estilo de guitarra descendente do guitarrista Johnny Ramone, dos Ramones.[5] Ramone descreveu Page como "provavelmente o maior guitarrista que já existiu". Page foi descrito pela Uncut como "o maior e mais misterioso herói da guitarra no rock". A revista Los Angeles Times considerou Jimmy Page como o segundo maior guitarrista de todos os tempos.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Jimmy Page nasceu no subúrbio de Heston, em Middlesex, Londres, que hoje faz parte do London Borough of Hounslow. Filho de Jamas Patrick Page, um gerente industrial, e Patricia Elizabeth Page (nascida Gaffikin),[6] de descendência irlandesa,[7] uma secretária pessoal de um médico. Em 1952 eles se mudaram para Feltham, e depois novamente para Miles Road, Epsom, em Surrey, que foi onde Page se deparou com sua primeira guitarra. "Eu não sei se a guitarra foi deixada para trás pelos donos da casa antes de nós, ou se era um amigo do casal. Ninguém parecia saber por que ele estava lá".[8] Page começou a tocar o instrumento com 12 anos,[9] ele tomou algumas aulas nas proximidades de Kingston, mas em grande parte ele aprendeu tudo sozinho:

Quando eu cresci, não havia muitos outros guitarristas ... Havia um outro guitarrista na minha escola que realmente me mostrou os primeiros acordes que aprendi, e eu fui de lá. Eu estava entediado então aprendi sozinho a tocar guitarra ouvindo discos. Então, obviamente, era uma coisa muito pessoal.[10]

Entre as suas primeiras influências estavam os guitarristas de rockabilly, Scotty Moore e James Burton, que tinham tocado juntos em uma gravação de Elvis Presley. A canção "Baby Let's Play House", de Presley, é citado por Page como sua inspiração para tocar guitarra.[11] Embora ele tivesse aparecido na BBC1, em 1957, com uma Hofner President, afirmou que a sua primeira guitarra foi uma Futurama Grazioso 1959 de segunda-mão, mais tarde substituída por uma Fender Telecaster.[12]

Seus gostos musicais incluíam o skiffle (um gênero musical inglês popular na época) e tocar o folk acústico, e os sons de blues de Elmore James, B. B. King, Otis Rush, Buddy Guy, Freddie King e Hubert Sumlin.[13] "Basicamente, esse foi o início: a mistura entre o rock e o blues."

Aos 13 anos, Page participou do show de talentos All Your Own de Huw Wheldon em um quarteto de skiffle, um desempenho que foi ao ar na BBC1 em 1957. O grupo tocou "Mama Don't Want to Skiffle Anymore" e outra canção com sabor americano, "In Them Ol' Cottonfields Back Home". Quando perguntado por Wheldon o que ele queria fazer depois de escolaridade, Page disse: "Quero fazer pesquisa biológica" para encontrar uma cura para o "câncer, se não for descoberto até então."[14]

Início da carreira[editar | editar código-fonte]

Aos 14 anos, Page entrou no concurso para descoberta de talentos da ITV, “Search for Stars”. Após deixar a escola, tinha o objetivo de trabalhar como assistente de laboratório, mas o seu amor pela guitarra e pela música obrigou-o a mudar de caminho. Neil Christian do The Crusaders, convidou-o para se juntar à banda, o que lhe trouxe a sua primeira experiência de digressões, e onde entrou pela primeira vez em um estúdio para a gravação de um single, “The Road to Love”.

Enquanto estudante, Page tocou muitas vezes no Marquee com bandas como: Cyril Davis All Stars, Alexis Korner’s Blues Incorporated e com os guitarristas Jeff Beck e Eric Clapton. Uma noite foi visto por John Gibb dos Silhouettes, que lhe pediu para ajudar gravar uns singles para a EMI, "The Worrying Kid" e "Bald Headed Woman", mas só após ter recebido um convite de Mike Leander da Decca Records, é que Page começou a ter trabalho certo como músico de estúdio. A sua primeira gravação para esta editora, o single de “Jet Harris & Tony Meehan”, “Diamonds", chegou a Nº 1 de vendas nas tabelas de 1963.

Como músico de estúdio[editar | editar código-fonte]

Page tornou-se conhecido por tocar uma guitarra double-necked Gibson

Depois de fazer alguns trabalhos com Micky Finn, e Carter Lewis and The Southerners Page dedicou-se por completo ao trabalho de estúdio, incluindo “Twist and Shout” de “Brian Poole and The Tremeloes”, “Just like Eddie” dos “Heinz" e em 1964, “Heart of stone” dos Rolling Stones, “As tears go by” de Marianne Faithfull, “Tobacco road” dos “The Nashville Teens”, “The crying game” de “Dave Berry", e “Shout”, de “Lulu”. Sob os auspícios do produtor Shel Talmy, Page gravou “You really got me” dos Kinks, (embora houvesse uma disputa sobre quem teria tocado “guitarra solo”, se Page ou Ray Davies); gravou as partes de guitarra de “Baby please don’t go” dos Them e o solo de guitarra no primeiro single dos Who, “I can’t explain”, embora neste caso também exista um desacordo sobre a utilização ou não dessa gravação. Em 1965, Page foi contratado pelo empresário dos Rolling Stones, Andrew Loog Oldham, o que lhe deu acesso a tocar em faixas de John Mayall, Nico e Eric Clapton, na recém formada Immediate Records. Page também fez uma parceria breve com a sua namorada da altura, Jackie DeShannon. Ele também compôs e gravou músicas para John Williams. Estima-se que Jimmy Page tenha participado em 60% da música rock gravada em Inglaterra entre 1963 e 1966.

Após ter sido convidado a substituir Eric Clapton nos Yardbirds em Março de 1965, Page declinou a oferta e sugeriu o seu amigo Jeff Beck. Em Maio de 1966, o baterista Keith Moon, o baixista John Paul Jones, o teclista Nicky Hopkins, Jeff Beck e Page gravaram "Beck’s bolero". A experiência deu a Page a ideia de formar uma banda com John Entwistle no baixo (em vez de Jones), porém a falta de um vocalista de qualidade e problemas contratuais mandaram o projecto abaixo como um “zeppelin de chumbo" (led). Passado pouco tempo foi oferecida outra vez a Page a oportunidade de se juntar aos Yardbirds e começou por tocar guitarra baixo com o grupo após a partida de Paul Samwell-Smith, até que Chris Dreja se moveu para o baixo, passando Page a dividir a guitarra com Jeff Beck. O potencial musical da formação entretanto afundava-se devido aos conflitos interpessoais causados pelas constantes digressões e à falta de sucesso comercial.

Page decidiu deixar seu trabalho em estúdios quando a crescente influência da Stax Records na música popular levou à maior incorporação de arranjos orquestrais para gravações em detrimento das guitarras[11] . No entanto, ele afirmou que seu tempo como tocador de estúdios serviu como uma escolaridade muito boa para o seu desenvolvimento como músico:

Meu trabalho em estúdios foi inestimável. Em um ponto eu estava tocando em pelo menos três sessões por dia, seis dias por semana! E eu raramente sabia de antemão o que eu estava indo tocar. Mas eu aprendi coisas mesmo em minhas piores sessões - e acreditem, eu toquei algumas coisas horrendas. Eu finalmente desisti depois que eu comecei a receber chamadas para criar a Muzak. Eu decidi que não poderia viver mais nessa vida, mas estava ficando muito chato. Eu acho que foi o destino pois uma semana depois que eu tinha parado de fazer sessões, Paul Samwell-Smith deixou a banda The Yardbirds, e eu era capaz de tomar o seu lugar. Mas ser músico era uma boa diversão no começo - a disciplina no estúdio era grande. Eles haviam acabado de contar a canção fora, e você não poderia cometer erros.[13]

A formação do Led Zeppelin[editar | editar código-fonte]

Apesar da partida de Keith Relf e Jim McCarty em 1968, Page preferiu continuar com o grupo com uma formação nova e com o nome, The New Yardbirds. Após uma mão cheia de espectáculos realizados na sua primeira digressão, os “New Yardbirds” mudaram o nome para Led Zeppelin.

As experiências passadas por Page em estúdio com os Yardbirds foram críticas para o sucesso dos Led Zeppelin na década de 1970. Como produtor, compositor e guitarrista para a banda, Page era uma das maiores forças do rock nessa época, com sua guitarra Gibson Les Paul e amplificadores Marshall. O uso de diversas técnicas, tanto a tocar a guitarra como em gravação fizeram dos Led Zeppelin um protótipo para as futuras bandas rock, em especial para o chamado Hard Rock. Page se tornou especialmente conhecido por tocar sua Les Paul com um arco de violino, o que acabou entrando para o folclore do Rock.

O solo que Jimmy Page toca na canção "Stairway to Heaven" é considerado por muitos o melhor solo de guitarra de todos os tempos.

Pós Led Zeppelin[editar | editar código-fonte]

Page em 2008, no Mojo Awards.

Após a separação dos integrantes da banda Led Zeppelin, em 1980, Page tentou dar forma a um super grupo com ex membros dos Yes que se chamaria XYZ mas que não deu em nada. Em 1982, foi convidado pelo realizador Michael Winner para gravar a trilha sonora do filme Death wish III. Page fez um retorno bem sucedido aos palcos com a série de concertos de caridade “ARMS Charity” em 1983. Page juntou-se a RoyHarper para a gravação de um álbum e digressão. Em 1984, gravou com Robert PlantIn the guise of The Honeydrippers”. Vários outros projectos se seguíram como The Firm, com Paul Rodgers, trabalho de estúdio para Graham Nash, Box of Frogs, e Robert Plant, um álbum a solo Outrider, uma colaboração com David Coverdale em Coverdale Page, e um álbum ao vivo dos Black Crowes.

Em 1994, Page reúne-se com Robert Plant para o penúltimo MTV "Unplugged". O especial de 90 minutos chamado "UnLedded" foi premiado com as mais altas audiências da história da MTV. A trilha sonora desse concerto seria editada em 1995 como No quarter. Depois de uma digressão altamente bem sucedida em 1995 para a divulgação de “No quarter”, Page e Plant gravaram Walking into Clarksdale em 1998, o primeiro CD completo juntos desde 1979. Page foi um membro dos Led Zeppelin que deixou sempre aberta a opção para uma reunião do grupo.

Desde 1990, Jimmy Page envolveu-se em vários concertos de caridade e trabalhos afins, particularmente em The action for Brazil’s children trust (ABC Trust), fundado pela sua esposa Jimena Gomez-Paratcha em 1998. Jimmy Page foi homenageado pela banda brasileira cover de Led Zeppelin, Led Brazil, como forma de agradecimento pela colaboração do guitarrista com a causa das crianças de rua, auxiliado pela Task Brazil. Em 2008 participou do documentário A todo volume [It Might Get Loud], do diretor Davis Guggenheim, ao lado do The Edge (U2) e jack White (White Stripes).

Em novembro de 2006, o Led Zeppelin foi introduzido no UK Music Hall of Fame. A transmissão televisiva do evento consistiu em uma introdução para a banda por vários admiradores famosos (incluindo Roger Taylor, Slash, Joe Perry, Steven Tyler, Jack White e Tony Iommi), uma apresentação de um prêmio para Jimmy Page, e depois um curto discurso do guitarrista. Depois disso, o grupo de rock Wolfmother desempenhou um tributo ao Led Zeppelin, tocando a música "Communication Breakdown".[15]

Reunion Concert[editar | editar código-fonte]

Em 10 de dezembro de 2007, todos os ex-integrantes do Led Zeppelin se reuniram e fizeram um show em Londres[16] , no The O2 Arena, chamado de Reunion Concert[16] , o Ahmet Ertegun Tribute Concert, a ocasião foi a comemoração e um tributo à Ahmet Ertegün, o fundador da Atlantic Records. Para substituir John Bonham, seu filho, Jason Bonham deu conta do recado. Isso fez com que as expectativas de uma turne de reunião se aumentassem, porém, desde 2007 nenhuma reunião do Led Zeppelin ocorreu novamente.[16]

As guitarras[editar | editar código-fonte]

Jimmy Page sempre foi conhecido por fazer o uso extensivo das guitarras Gibson Les Paul. Tendo por muitas vezes usado versões modificadas dessas guitarras de maneira a conseguir timbres variados. Entre essas modificações, uma ficou famosa que foi a colocação de botões sob o escudo da guitarra que eram usados para defasar um dos captadores.[17]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Page foi parceiro da modelo francesa Charlotte Martin desde 1970 até cerca de 1982 ou 1983. Page a chamava de "minha senhora". Juntos, eles têm uma filha, Scarlet Page (nascida em 1971), que é fotógrafa.

De 1986 a 1995, Page foi casado com Patricia Ecker, uma modela e garçonete. Eles têm um filho, James Patrick Page III (nascido em Abril de 1988). Page mais tarde se casou Jimena Gómez-Paratcha, onde ele conheceu na turnê No Quarter o Brasil.[18]

Em 1972 Page comprou, de Richard Harris, a casa que William Burges (1827-1881) desenhada pelo próprio; a The Tower House, em Londres. "Eu tinha interesse de voltar para minha adolescência no movimento pré-rafaelita e a arquitetura de Burges", disse ele. "Que mundo maravilhoso para descobrir." A reputação de Burges repousa sobre seus projetos extravagantes e sua contribuição para o revival na arquitetura gótica do século XIX[19] .

De 1980 até 2004, Page foi proprietário da The Mill House, Mill Lane, Windsor, que antigamente era a casa do ator Michael Caine. Na quela mansão morreu o baterista e membro do Led Zeppelin John Bonham.

De acordo com a lista do jornal The Sunday Times, os trabalhos ativos de Page lhe renderão cerca de 75 milhões de libras esterlinas,[20] ele atualmente reside em Sonning, Berkshire.

Uso recreativo de drogas[editar | editar código-fonte]

Page reconheceu o seu uso recreativo de drogas ao longo dos anos 1970. Em entrevista à revista Guitar World em 2003, ele declarou: "Eu não posso falar pelos outros membros [da banda], mas para mim as drogas eram parte integrante da coisa toda, desde o início, até o fim"[21] . Após a turnê da banda nos Estados Unidos, em 1973, Page disse Nick Kent, "Oh, todo mundo passou por cima algumas vezes. Eu sei que eu fiz e, para ser honesto com você, eu não me lembro muito do que aconteceu".[22]

Em 1975, Page começou a usar heroína, fato atribuído a Richard Cole, que declarou que Page (para além de si mesmo) estava tomando o medicamento durante as sessões de gravação do álbum Presence, e que naquele ano, Page admitiu a ele pouco depois que ele estava viciado em drogas.[23]

Em uma entrevista que deu à revista Q, em 2003, Page respondeu a uma pergunta sobre se ele lamenta ficar tão envolvido em heroína e cocaína:

Eu não me arrependo nada, porque quando eu precisava ser muito focado, eu estava muito focado. É isso aí. Ambos Presence e In Through the Out Door só foram registados em três semanas: a de que realmente está acontecendo alguma. Você tem que estar em cima dele.[24]

Interesse pelo ocultismo[editar | editar código-fonte]

O símbolo de Page, derivado do signo de Saturno no álbum Led Zeppelin IV, derivado de um livro de 1557.

O aparecimento dos quatro símbolos na capa do Quarto álbum tem sido associada ao interesse de Page no ocultismo.[25] Os quatro símbolos representando cada um dos membros da banda[26] . O próprio Page chamava de "ZoSo".[26] O próprio ZoSo teria aparecido pela primeira vez no livro Ars Magica Arteficii, de 1557, escrito pelo alquimista Gerolamo Cardano, onde foi identificado como um sigilo que consiste em signos do zodíaco[26] . O símbolo também foi reproduzido no Dicionário de Ocultismo e Símbolos Alquímicos, de Fred Gettings, publicado em 1982.[27]

Durante os passeios e apresentações após o lançamento do quarto álbum, Page muitas vezes tinha o símbolo ZoSo bordado em suas roupas, junto com os signos do zodíaco. Estes eram visíveis principalmente em seu "terno do dragão", que incluía os sinais de Capricórnio, Escorpião e Câncer que são dom de Page, Ascendente, e os sinais da lua, respectivamente.

A capa do álbum Led Zeppelin IV é de uma pintura de autoria de William Holman Hunt, uma pintura a óleo que Jimmy encontrou na cidade de Reading, na Inglaterra, a capa foi inspirada na carta homônima no Baralho de Tarot The Hermit (O Eremita).[26] Page transforma em personagem durante sua seqüência de fantasia no Led Zeppelin filme-concerto The Song Remains the Same.

No início da década de 1970, Page era dono da livraria e editora oculta "The Equinox Booksellers and Publishers" em Kensington High Street, Londres, a livraria acabou fechando como o crescente sucesso do Led Zeppelin no que resultou na falta de tempo suficiente para se dedicar a ela. A empresa publicou um facsimile da edição A Goetia de 1904 do ocultista Inglês Aleister Crowley.[28] Page tem mantido um forte interesse em Crowley por muitos anos.

Page foi contratado para escrever a trilha sonora para o filme Lucifer Rising por outro ocultista e admirador Crowley, o diretor de cinema subterrâneo Kenneth Anger. Page finalmente produziu 23 minutos de música que Anger sentiu foi insuficiente porque o filme correu por 28 minutos e Anger queria que o filme tivesse uma trilha sonora completa. Anger alegou que Page levou três anos para entregar a música, e o produto final é de apenas 23 minutos de zumbido. O diretor também criticou o guitarrista na imprensa, chamando-o de um "diletante" no ocultismo e um viciado, e sendo também viciado em drogas para completar o projeto. Page respondeu que tinha cumprido todas as suas obrigações, mesmo indo tão longe a ponto de dar a Anger equipamentos de edição ao seu próprio filme para ajudá-lo a terminar o projeto.[29]

Embora Page coletasse obras de Crowley, ele nunca se descreveu como um Thelemita nem como um iniciado na OTO A Livraria Equinox e Casa Boleskine foram ambas vendidas durante os anos 1980, com Page resolvido na vida familiar e participando de trabalhos de caridade.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Com o Led Zeppelin[editar | editar código-fonte]

Outros[editar | editar código-fonte]

Sessões de gravação pré Led Zeppelin podem ser encontradas em várias compilações

Filmes[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Page, Jimmy. Jimmy Page by Jimmy Page (em inglês). [S.l.]: Genesis Publications, 2010. ISBN 978-1-905662-17-3
  2. George-Warren 2001, p. 773
  3. Gulla 2009, p. 151
  4. Prato, Greg. Jimmy Page Biography (em inglês). Allmusic. Página visitada em 26 de julho de 2012.
  5. Everett, True. Hey Ho Let's Go: The Story of The Ramones (em inglês). [S.l.]: Omnibus, 2002. p. 13. ISBN 0711991081
  6. Davis 1985
  7. Case 2007, p. 5
  8. Charles Shaar Murray, "The Guv'nors", Mojo, Agosto de 2004, p. 67.
  9. Crowe, Cameron (13 de março de 1975). The Durable Led Zeppelin. Rolling Stone. Página visitada em 20 de abril de 2013.
  10. Guitar Legend Jimmy Page (em inglês). npr.org (2 de junho de 2003). Página visitada em 27 de julho de 2012.
  11. a b Rosen, Steven (25 de maio de 2007). 1977 Jimmy Page Interview (em inglês). Modern Guitars. Página visitada em 26 de maio de 2013.
  12. Schulps, Dave. Interview with Jimmy Page (em inglês). Trouser Press. IEM. Página visitada em 26 de maio de 2013.
  13. a b Entrevista com Jimmy Page (em inglês). Guitar World (maio 1993). Página visitada em 26 de maio de 2013.
  14. Calef 2013
  15. Hans Werksman (21 de setembro de 2006). Wolfmother live at Led Zep's induction (weblog) (em inglês). Here Comes The Flood. Hans Werksman. Página visitada em 31 de julho de 2012.
  16. a b c Jonathan Andrade (10 de dezembro de 2007). Led Zeppelin (em português). Cifra Club. Cifra Club. Página visitada em 08 de agosto de 2012.
  17. Jimmy Page - As guitarras do mestre. Máquinas de Música. Página visitada em 20 de Julho de 2012.
  18. ABC Trust History: Who We Are (em inglês). ABC Trust. Abctrust.org.uk. Página visitada em 29 de julho de 2012.
  19. Rock legend's pilgrimage to castle (em inglês). BBC News. BBC (2o de maio de 2004). Página visitada em 29 de julho de 2012. "A fan of the Victorian architect's work, Page lives in the house which Burges designed for himself in London and allowed it to be featured in a new book on Burges."
  20. Business (em inglês). The Times. Página visitada em 29 de julho de 2012.
  21. Tolinski, Brad. "The Greatest Show On Earth, Guitar World, July 2003; re-published in Guitar Legends Magazine, Winter 2004, p. 72.
  22. Case, George. Jimmy Page: Magnus, Musician, Man (em inglês). [S.l.]: Hal Leonard Books, 2007. 294 p. p. 52. ISBN 1423404076
  23. Cole, George. Stairway to Heaven: Led Zeppelin Uncensored (em inglês). Nova Iorque: HarperCollins, 1992. 384 p. p. 322–326. ISBN 0-06-018323-3
  24. Kent, Nick. "Bring It On Home", Q Magazine, Special Led Zeppelin edition, 2003
  25. Jimmy Page interview, Guitar World magazine. Janeiro de 2008. (em inglês) Página visitada em 22 de agosto de 2012.
  26. a b c d Dave Lewis. Guia Completo para a Música do Led Zeppelin (em Inglês). [S.l.]: Omnibus Press, 1994. Capítulo: "O Quarto Passo", pg 204. , 0-7119-3528-9
  27. Fred Gettings. The Dictionary of Occult, Hermetic, and Alchemical Sigils and Symbols (em inglês). Londres: Routledge & Kegan Paul Ltd, 1981. p. 201. ISBN 0-7100-0095-2 Página visitada em 22 de agosto de 2012.
  28. Aleister Crowley. The Goetia (em inglês). Londres: Equinox (Booksellers and Publishers) Ltd., 1976. ISBN 978-0-905841-00-7
  29. The Story Behind The Lost Lucifer Rising Soundtrack, Guitar World, (em inglês) Outubro de 2006.
  30. IT MIGHT GET LOUD. Página visitada em 25-10-2010.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Case, George. Jimmy Page: Magus, Musician, Man (em inglês). Londres: Hal Leonard books, 2007. 294 p. ISBN 1-4234-0407-6
  • Mylett, Howard. Jimmy Page: Tangents Within a Framework (em inglês). Londres: Omnibus Press, 1984. 95 p. ISBN 0-7119-0265-8
  • Calef, Scott. Led Zeppelin and Philosophy (em inglês). Chicago: Open Court, 2013. ISBN 0812697766
  • Welch, Chris. Power & Glory: Robert Plant & Jimmy Page (em inglês). Londres: Zomba Books, 1985. 96 p. ISBN 0-946391-74-2
  • Case, George. Jimmy Page: Magus, Musician, Man: An Unauthorized Biography (em inglês). 1° ed. Nova Iorque, NI: Hal Leonard, 2007. ISBN 1-4234-0407-6
  • Davis, Stephen. Hammer of the Gods: The Led Zeppelin Saga (em inglês). Londres: Pan, 1985. ISBN 978-0-330-34287-2
  • George-Warren, Holly; Romanowski Bashe, Patricia; Pareles, Jon. The Rolling stone encyclopedia of rock & roll (em inglês). Nova Iorque, NI: Fireside, 2001. ISBN 978-0-7432-0120-9
  • Gulla, Bob. Guitar Gods : The 25 Players Who Made Rock History (em inglês). Westport, CN: Greenwood Publishing Group, 2009. ISBN 0-313-35806-0

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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