Juvenal Juvêncio

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Juvenal Juvêncio
Juvenal Juvêncio
Presidente do São Paulo Futebol Clube
Mandato 22 de abril de 2011 a 21 de abril de 2014
Vice-presidente José Roberto Ó. Blum
Antecessor(a) Marcelo Portugal Gouvêa
Sucessor(a)
Vida
Nascimento 25 de fevereiro de 1932 (80 anos)
Santa Rosa de Viterbo, SP
Profissão Advogado
Serviço militar
Apelido(s) Juvenal, JJ e ironicamente de Juju

Juvenal Juvêncio (Santa Rosa de Viterbo, 25 de fevereiro de 1932[1]) é um advogado, ex-deputado estadual[2] e ex-investigador de polícia brasileiro, que é o atual presidente do São Paulo Futebol Clube. Foi dirigente da Cecap durante o governo Laudo Natel e possui uma longa história no clube.

[editar] História

Juvenal Juvêncio, atual Presidente do São Paulo Futebol Clube.

Seu primeiro cargo importante no clube foi o de diretor de Futebol, entre os anos de 1984 e 1988, na época do time conhecido como Menudos do Morumbi, durante a gestão de Carlos Miguel Aidar como presidente. Quando assumiu o cargo, fez o que chamou de "reciclagem"[2], ao dispensar jogadores que estavam no clube havia anos e eram ídolos da torcida, como Waldir Peres, Renato e Zé Sérgio (curiosamente, este último hoje treina as categorias de base).

Com o fim do segundo mandato de Aidar, foi eleito novo presidente por apenas um voto de diferença, dado por um gerente social remunerado do clube, o que gerou protestos da oposição, apesar de o voto do sócio ser permitido pelos estatutos.[3] Assumiu o mandato de 1988 a 1990, quando conquistou o título do Campeonato Paulista de 1989 e o vice-campeonato brasileiro no mesmo ano. Mas em 1990 viu a equipe realizar uma campanha pífia no Campeonato Paulista, não se classificando para o grupo verde no ano seguinte com os tradicionais rivais. Durante seu mandato, o São Paulo conquistou ainda um título não oficial, em 1989: o Torneio de Guadalajara, no México.

Entre 2003 e 2006 atuou como diretor de Futebol, sendo responsável por montar o time campeão da Libertadores e do Mundial Interclubes em 2005. O então presidente Marcelo Portugal Gouvêa teve de insistir para que Juvêncio aceitasse voltar ao clube.[4] Durante a campanha do título da Libertadores, chegou a dar cavalos de seu haras de presente a alguns jogadores, como Souza e Cicinho.[4]

Tornou-se presidente do clube novamente em 2006, quando conseguiu o título de tricampeão brasileiro em 2006, 2007 e 2008. Foi reeleito em 22 de abril de 2008, com 147 votos favoráveis contra 64 da oposição, liderada pelo ex-judoca Aurélio Miguel. Juvêncio foi escolhido para o primeiro mandato de três anos, depois da mudança do estatuto do clube. Com isso, terá mandato de abril de 2008 a abril de 2011.

Ele tem sido criticado internamente por ter relações conflituosas com diversos dirigentes de outros clubes e entidades esportivas, o que prejudicaria o São Paulo na opinião dessas pessoas.[4] A resposta de Juvenal é que ele está defendendo os interesses do clube.[4] Juvenal também é elogiado por sua dedicação ao clube, que "respira 24 horas por dia" segundo o Jornal da Tarde.[4]

Juvenal foi eleito novamente para mais três anos em abril de 2011, mas essa disputa segue na justiça. Enquanto recorre ele se mantém como presidente do clube.[5]

Referências

  1. Marília Ruiz. (1 de junho de 2011). "Desbocados e furiosos". Veja São Paulo ano 44 (número 22): pág. 34. São Paulo: Editora Abril.
  2. a b "Um voto contra o caos", entrevista a Álvaro Almeida, Placar número 934, 29/4/1988, Editora Abril, págs. 49-51
  3. "Juvenal Juvêncio: a vitória da rodada", Mário Sérgio Venditti, Placar número 933, 22/4/1988, Editora Abril, pág. 11
  4. a b c d e Marcius Azevedo. (2 de maio de 2010). "Ele não tem medo". Jornal da Tarde (14 496): 10C-11C. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 1516294X. Página visitada em 2/5/2010.
  5. R7 Justiça anula terceiro mandato de Juvenal Juvêncio
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