Anões (Tolkien)

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Nas obras fictícias de J. R. R. Tolkien, anões são uma raça que habitam Arda, a Terra pré-histórica ficcional que inclui o continente da Terra Média. São geralmente ferreiros ou mineradores, inigualáveis até mesmo pelos elfos em algumas de suas artes.

Chamam a si mesmos de Khazad. Seu nome em Sindarin é Hadhodrim e em Quenya, especialmente pelos Noldor, eram chamados de Casari. No entanto, os Sindar os chamavam de Naugrim ou Nogothrim, o Povo Nanico.

Aparecem em seus livros O Hobbit (1937), O Senhor dos Anéis (1954-1955), e as publicações póstumas O Silmarillion (1977), Contos Inacabados (1980), e a série The History of Middle-earth (1983-1996), as três últimas editadas por seu filho e executor literário Christopher Tolkien.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Primeiras leituras e descrições[editar | editar código-fonte]

Ilustração de um Anão.

Em The Book of Lost Tales os poucos anões que aparecem são retratados como seres do mal, empregadores de mercenários Orcs e em conflito com os elfos — que são os "autores" imaginários dos mitos, e, portanto, são tendenciosos contra os anões.[1] [2] Tolkien foi inspirado pelos anões dos mitos nórdicos[3] [4] e do folclore germânico (como os dos Irmãos Grimm), de quem seus anões levam sua afinidade com características como as de mineradores, metalúrgicos, artesãos e avarentos.[4] [5]

A representação dos anões como malignos mudou drasticamente em O Hobbit. Tornam-se ocasionalmente cômicos e desajeitados, mas amplamente vistos como honrados, sérios de espírito, porém ainda retratam algumas características negativas, tais como sua fome por ouro; são extremamente orgulhosos e, ocasionalmente, oficiosos. O autor foi influenciado pela sua própria leitura seletiva de textos medievais em relação ao povo judeu e sua história.[6] A característica dos anões de serem expropriados de sua terra natal (a Montanha Solitária, seu lar ancestral, é a meta que os anões exilados procuram recuperar), e vivendo entre outros grupos mantendo simultaneamente a sua própria cultura são todos derivadas da imagem medieval dos judeus,[6] [7] enquanto sua natureza guerreira decorre de contos na Bíblia Hebraica.[6] Opiniões em textos medievais também viam os judeus como tendo uma propensão a fazer coisas belas e bem trabalhadas,[6] uma característica compartilhada com anões nórdicos.[4] Para O Hobbit quase todos os nomes de anões são retirados do Dvergatal ou "Catálogo dos Anões", encontrado na Edda em verso.[8] [9] No entanto, mais do que apenas nomes fornecidos, o "Catálogo dos anões" parece ter inspirado Tolkien a fornecer significado e contexto à lista de nomes — que eles viajaram juntos em jornadas, e esta por sua vez, tornou-se a missão contada em O Hobbit.[10] Sua linguagem escrita é representada em mapas e em ilustrações de runas anglo-saxônicas. O "Calendário dos Anões" inventado para O Hobbit reflete o calendário judaico no início no final do outono.[6] Os anões deixando Bilbo fora de sua existência complacente tem sido visto como uma metáfora eloquente ao "empobrecimento da sociedade ocidental sem os judeus".[7]

Ao escrever O Senhor dos Anéis, Tolkien continuou muitos dos temas que havia criado em O Hobbit. Ao dar aos anões sua própria língua (Khuzdûl) o autor decidiu criar um análogo de uma língua semítica influenciada pela fonologia hebraica. Como grupos judeus medievais, os anões usavam sua própria língua apenas entre si, e adotavam as línguas daqueles que vivem em sua maior parte, por exemplo, tomando nomes públicos das culturas que viviam no interior, mantendo seus "verdadeiros nomes" e verdadeira língua em segredo.[11] Junto com algumas palavras em Khuzdûl, Tolkien também desenvolveu runas de sua própria invenção (o Cirth), disse ter sido inventado por elfos e mais tarde adotada pelos anões. Salienta ainda a diáspora dos anões com a fortaleza perdida das Minas de Moria. Em O Senhor dos Anéis, Tolkien usa o personagem anão principal Gimli para finalmente conciliar o conflito entre elfos e anões mostrando grande cortesia com Galadriel e formando uma profunda amizade com Legolas, que tem sido visto como a resposta do autor ao "gentio anti-semitismo e exclusividade judaica".[7] Tolkien também discorreu sobre a influência judaica em seus anões em uma carta: "Eu acho que dos 'Anões', como os Judeus: ao mesmo tempo nativos e estrangeiros em suas habitações, falam as línguas do país, mas com um sotaque, devido à sua própria língua privada..."[12]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Depois de preparar O Senhor dos Anéis, Tolkien voltou novamente à questão do Silmarillion, na qual ele deu aos anões um mito de criação. A história mais centrada aos anões de The Book of Lost Tales, "The Nauglafring", não foi reformulada para se adequar com o retrato positivo depois da publicação de O Hobbit e O Senhor dos Anéis, nem outros eventos no Silmarillion,[13] levando Christopher Tolkien a reescrevê-la significativamente com a entrada de Guy Gavriel Kay, em preparação para publicação. Algum tempo antes de 1969, Tolkien escreveu o ensaio Dos Anões e Homens, em que a análise concreta foi dada ao uso da linguagem dos anões, que os nomes dados nas histórias eram de origem da Língua Comum, e Khuzdul sendo sua própria língua secreta e a nomeação das Sete Casas dos Anões. O ensaio representa o último dos escritos de Tolkien sobre os anões e foi publicado no volume 12 de The History of Middle-earth em 1996. Na última entrevista antes de sua morte, o autor, depois de discutir a natureza dos élfos, diz brevemente de seus anões: "Os anões, é claro, são bem óbvios, você não diria que, em muitas formas eles nos lembram os judeus? Suas palavras são semitas, obviamente, construídas para serem semitas."[14]

Dos habitantes da Terra Média, anões são os mais resistentes à corrupção e à influência de Morgoth e, posteriormente, Sauron. Os Sete Anéis de Poder dos anões não os trousse para o mal, mas fez amplificar sua ganância e cobiça pelo ouro. Fala-se que muito pouco deles servindo voluntariamente o lado das trevas. Dos que o fizeram muito pouco foi escrito.[15] Das Sete Casas poucas lutaram em ambos os lados durante a Última Aliança no final da Segunda Era, e sabe-se que nenhum da Casa de Durin já lutou no lado do mal.[16] Durante os primeiros anos da Terceira Era (ou pelo menos em lendas da anterior), sabe-se que em alguns lugares anões malvados tinham feito alianças com os goblins e orcs.[17] Foi sugerido por Tolkien em algumas de suas notas que os anões que voltaram-se à maldade provavelmente vieram das terras orientais (e, talvez, alguns das regiões mais próximos), ficaram sob a Sombra de Morgoth e viraram-se para o mal. No entanto, não está claro se estes se referem a anões além das Colinas de Ferro (a fortaleza mais oriental conhecida dos anões).[18] Como não são maus por natureza, poucos já serviram o Inimigo por sua própria vontade (embora rumores de homens sugerem que o total foi superior).[19]

Ortografia[editar | editar código-fonte]

O editor original de O Hobbit "corrigiu" o plural da palavra "anões" de Tolkien em dwarves para dwarfs, assim como o editor da edição de bolso do livro.[20] De acordo com o autor, o verdadeiro "plural 'histórico'" de anão é dwarrows ou dwerrows [ambos anões em inglês].[21] Ele se referiu a dwarves como "um pedaço de má gramática privada".[22] No Apêndice F de O Senhor dos Anéis é explicado que se ainda falamos dwarves (anões) regularmente, a língua inglesa pode ter mantido um plural especial para a palavra anão como com a palavra ganso — no plural gansos. Apesar da predileção do autor por ela, a forma dwarrow só aparece em sua escrita como "Mina dos Anões" (Dwarrowdelf no original), um nome para Moria.[23] Em vez disso, Tolkien usou Dwarves o que corresponde a Elf e Elves [Elfo e Elfos, respectivamente]. Nesta matéria, há que se considerar o fato de que o desenvolvimento etimológico do termo anão difere da palavra de som semelhante scarf (no plural scarves). A palavra inglesa está relacionada ao nórdico antigo dvergr, que, no outro caso, teria a forma dvorgr. Mas esta palavra nunca foi gravada, e a correção de f/g (Inglês/Nórdico) data ainda mais para trás na história da língua.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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Os anões são retratados como um povo muito antigo que despertou, como os elfos, no início da Primeira Era, antes da existência do Sol e da Lua (elfos, no entanto, despertaram primeiro). Em O Silmarillion, os anões são descritos como mais baixos e atarracados que elfos e homens, capazes de suportar tanto calor e frio. Embora sejam mortais, têm uma vida média de 250 anos.[24] Em O Senhor dos Anéis, Tolkien escreveu que se reproduzem lentamente, já que não mais que um terço deles são do sexo feminino, e nem todos se casam; além disso, anões do sexo feminino se parecem e soam (e se vestem, se viajarem — o que é raro) tão iguais aos anões do sexo masculino que outros povos não pudiam distingui-los e, assim, outros acreditam erroneamente que anões crescem das pedras. O autor nomeou apenas um do sexo feminino, Dís. Em The War of the Jewels, Tolkien diz que ambos homens e mulheres têm barbas.[25]

Anões de Tolkien, bem como os seus antepassados míticos, são grandes metalúrgicos, ferreiros e pedreiros. Ferozes em batalha, suas principais armas são o machado de guerra (referenciados em muitas obras de fantasia posteriores), mas eles também usam arcos, espadas, escudos e picaretas.[26] Ao contrário de outros anões da fantasia, Tolkien não os têm explicitamente usando martelos de guerra. Como viviam no subsolo, não cultivavam seus próprios suprimentos de alimentos, se pudessem evitar, e normalmente as obtinham através do comércio de alimentos com elfos e homens. No ensaio "Dos Anões e Homens" em The Peoples of Middle-earth está escrito que as comunidades de anões e humanos muitas vezes formaram relações comerciais onde os homens eram os principais fornecedores de alimentos, agricultores e pastores, enquanto os anões forneciam ferramentas e armas, construção de estradas e obras de construção.

Ao contrário dos Elfos e Homens, os anões não são Filhos de Ilúvatar, mas criações de Aulë, o Ferreiro dos Valar. Impaciente com a demora da chegada dos Filhos de Ilúvatar, Aulë resolve criar sozinho os Sete Pais dos Anões, para formarem uma raça resoluta, rígida e um tanto teimosa, capaz de resistir a Melkor, o Senhor do Escuro da época. Chamou-os de Khazad e ensinou-lhes também a língua que havia inventado.

Ao longo da Primeira Era e mais na Segunda Era, os anões mantem relações comerciais amigáveis principalmente com homens e elfos (sendo uma exceção a traição dos anões de Nogrod perante Thingol de Doriath). No entanto, na Terceira Era, particularmente após a oclusão de Moria, crescem desconfiado dos elfos, embora nos últimos anos, são estabelecidas relações cordiais com os elfos da Floresta das Trevas e os homens de Dale. Também mantêm relações um tanto ambivalentes com Hobbits na maior parte da Terceira Era, embora depois da missão para retomar a Montanha Solitária Bilbo Baggins é tratado com grande estima por lá.

Eru, o Único, no entanto, descobre a criação dos Anões e repreende Aulë pela pretensão. Aulë, com lágrimas nos olhos e o martelo em mãos, prepara-se para exterminar os Sete Pais dos Anões. Eru, com pena, permite que os Anões vivam, contanto que adormeçam e não despertem antes de seus próprios filhos despertarem.

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Língua[editar | editar código-fonte]

As runas Cirth usadas para escrever em Khuzdûl.

Desde sua criação, os anões falavam Khuzdûl, uma língua artificial feita para eles por Aulë.[27] Por ser uma língua (apesar de estar) construída, não era descendente de qualquer forma de élfico, como a maioria das línguas dos homens eram, embora seja sugerido que a linguagem pode ter tido influência sobre as primeiras línguas dos Homens.[28] A língua foi para a maior parte, uma língua muito bem guardada (um dos poucos estrangeiros registrados a conhecê-la foi Eöl), no entanto, os anões nunca revelaram seus nomes em Khuzdûl aos forasteiros, indo tão longe a ponto de omiti-los até mesmo em seus túmulos. O Khuzdûl foi escrito em Cirth, um alfabeto rúnico desenvolvido pelos elfos. Não há coleção de escritos existentes para a linguagem Khuzdûl, seja em romances de Tolkien ou em suas obras privadas, além do grito de guerra: Baruk Khazâd! Khazâd ai-mênu! (Machados dos Anões! Os Anões estão sobre vocês!) e a inscrição no túmulo de Balin, lendo-se: Balin Fundinul Uzbad Khazad-Dûmu (Balin, filho de Fundin, Senhor de Moria). O restante dos escritos da língua consistem em palavras individuais. Ao se depararem com elfos, estes se surpreenderam, já que pensavam ser as únicas criaturas falantes. A língua dos anões, entretanto, lhes parecia rude e sem beleza alguma, mas os anões foram rápidos ao aprender a língua élfica.

Artífices[editar | editar código-fonte]

Os anões trabalhavam mais com ferro e cobre do que com ouro e prata. No entanto, havia em suas minas um metal leve e muitíssimo resistente, além de muito valioso: Mithril, a Prata dos Anões.

Além disso, eram insuperáveis na têmpera do aço, e têm outras obras memoráveis:

  • Menegroth: As Mil Cavernas. Construídas pelos anões a pedido do rei Thingol, marido de Melian, a Maia. Receberam como pagamento pérolas dadas a Thingol por Círdan.
  • Nauglamír: O Colar dos Anões. Feito para Finrod Felagund, o colar foi posteriormente entregado a Thingol, que pediu que lhe engastassem uma Silmaril. Esse colar desencadeou a destruição de Doriath e a morte de Thingol.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Tolkien, J. R. R.. In: Tolkien, Christopher. The Book of Lost Tales (em inglês). Boston: Houghton Mifflin, 1984. Capítulo Gilfanon's Tale. vol. 1. ISBN 0-395-35439-0.
  2. Tolkien, J. R. R.. In: Tolkien, Christopher. The Book of Lost Tales (em inglês). Boston: Houghton Mifflin, 1984. Capítulo The Nauglafring. vol. 2. ISBN 0-395-36614-3.
  3. Shippey, Thomas. J.R.R. Tolkien: Author of the Century. Nova Iorque/Londres: HarperCollins, 2000
  4. a b c Jane Chance, Tolkien and the Invention of Myth: A Reader (2004). Lexington: University Press of Kentucky. ISBN 0-8131-2301-1
  5. Lee Eden, Bradford. The Hobbit and Tolkien's Mythology: Essays on Revisions and Influences. Jefferson, NC: McFarland, 2014. pp. 9. ISBN 1476617953
  6. a b c d e Rateliff, John. The History of the Hobbit. p.79-80
  7. a b c Edwards, Owen Dudley. British Children's Fiction in the Second World War, Edimburgo: Edinburgh University Press 2008, ISBN 0-7486-1651-9
  8. "10. haviam Mótsognir o mais poderoso já feito / De todos os anões, e próximo de Durin; / Muitos uma semelhança com homens que fizeram, / Os anões na terra, como disse Durin. /11. Nyi e Nithi, Northri e Suthri, / Austri e Vestri, Althjof, Dvalin, / Nar e Nain, Niping, Dain, / Bifur, Bofur, Bombur, Nori, / An and Onar, Ai, Mjothvitnir, / 12. Vigg e Gandalf, Vindalf, Thrain, / Thekk e Thorin, Thror, Vit e Lit, / Nyr e Nyrath, / Regin e Rathvith — agora tenho-vos dito a lista corretamente. / 13. Fili, Kili, Fundin, Náli, / Heptifili, Hannar, Sviur, / Frar, Hornbori, Fræg e Lóni, / Aurvang, Jari, Eikinskjaldi. / 14. A raça dos anões na multidão de Dvalin / Abaixo da lista de Lofar devo dizer; / As rochas de que eles saíram, e através das terras molhadas / Eles procuraram uma casa nos campos de areia. / 15. Haviam Draupnir e Dolgthrasir, / Hor, Haugspori, Hlevang, Gloin, / Dori, Ori, Duf, Andvari, /Skirfir, Virfir, Skafith, Ai. / 16. Alf e Yngvi, Eikinskjaldi; / Fjalar e Frosti, Fith e Ginnar; / Assim, para todos os tempos será conhecido o conto, / A lista de todos os antepassados dos Lofar. (Edda em verso, traduzida para o inglês por Henry Adams Bellows. Domínio público)
  9. Tolkien's Middle-earth: Lesson Plans, Unit Two (em inglês) Houghton Mifflin. Visitado em 15 de janeiro de 2015.
  10. Shippey, Thomas. J.R.R. Tolkien: Author of the Century. HarperCollins, 2000, pp.17
  11. Anderson, Douglas. History of the Hobbit. Londres/Nova Iorque: HarperCollins 2006, p. 80.
  12. Carpenter, Humphrey. In: Carpenter, Humphrey. The Letters of J. R. R. Tolkien (em inglês). Boston: Houghton Mifflin, 1981. p. 176. ISBN 0-395-31555-7.
  13. Tolkien, J. R. R.. In: Tolkien, Christopher. The Book of Lost Tales (em inglês). Boston: Houghton Mifflin, 1984. Capítulo "The Nauglafring, Notes". vol. 2. ISBN 0-395-36614-3.
  14. J. R. R. Tolkien. (1971). 1971 BBC radio interview with J.R.R. Tolkien [Entrevista]. The One Ring. (em en) Acessado em 18 de janeiro de 2015.
  15. Martinez, Michael (15 de novembro de 2011). Did Dwarves Ever Serve Sauron? (em inglês) Middle-earth & J.R.R. Tolkien Blog. Visitado em 20 de janeiro de 2015.
  16. "Dos Anões poucos lutaram de cada lado; mas os parentes de Durin de Moria lutaram contra Sauron". Tolkien, J. R. R. (05 de maio de 2009). The Silmarillion (p. 352). Harper Collins, Inc.. Kindle Edition.
  17. "Eles não odeiam anões especialmente, não mais do que odiavam tudo e todos, e particularmente o bom e próspero; em alguns lugares anões malvados ainda faziam alianças com eles". Tolkien, J. R. R. (17 de abril de 2009). The Hobbit (Kindle Locations 1057-1059). Harper Collins, Inc.. Kindle Edition.
  18. 28. Para se conhecer algum distante ao leste que tinha o espírito mal. [Esta foi uma nota posterior a lápis. Na página anterior do texto datilografado meu pai escreveu, ao mesmo tempo, sem indicação de sua referência ao texto, mas talvez decorrente da menção (p. 301) do despertar das tribos dos Anões do leste: 'Infelizmente, parece provável que (como os homens fizeram mais tarde) os anões das mansões do leste (e alguns das regiões mais próximas?) vieram para Sombra de Morgoth e viraram-se para o mal.'] Peoples of Middle Earth, HoME 12
  19. Mas eles [anões] não são maus por natureza, e poucos já serviram o Inimigo por livre-arbítrio, o que quer que os contos dos homens podem ter alegado. Para os homens de idade cobiçava a sua riqueza e do trabalho de suas mãos, e não houve inimizade entre as raças. (Apêndice F de O Senhor dos Anéis)
  20. The Letters of J. R. R. Tolkien, 138
  21. Pesquisa no Online Etymology Dictionary sobre Anões
  22. Letters, 17
  23. Rutledge, Fleming. The Battle for Middle-Earth: Tolkien's Divine Design in Lord of the Rings (em inglês). Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing, 2004. p. 120. ISBN 0802824978.
  24. Day, David. A Guide to Tolkien. Chancellor Press, 2002.
  25. Tolkien, J. R. R.. In: Tolkien, Christopher. The War of the Jewels (em inglês). Boston: Houghton Mifflin, 1994. Capítulo "Of the Naugrim and the Edain". ISBN 0-395-71041-3.
  26. Tolkien, J. R. R.. In: Anderson, Douglas A.. The Annotated Hobbit (em inglês). Boston: Houghton Mifflin, 2002. Capítulo "The Gathering of the Clouds". ISBN 0-618-13470-0.
  27. Rogers, Stephen D.. The Dictionary of Made-Up Languages: From Elvish to Klingon, The Anwa, Reella, Ealray, Yeht (Real) Origins of Invented Lexicons. Fairfield, OH: Adams Media, 2011. p. 105-106. ISBN 1440528179.
  28. The Languages of Tolkien's Middle-earth, Ruth S. Noel, Boston: Houghton Mifflin Company, 1980.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]