Le Médecin de campagne

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Le Médecin de campagne (em português O médico rural [1] ) é um romance de Honoré de Balzac publicado em 1833. Faz parte da Comédia Humana.

Nessa Cena da vida rural, Balzac aborda suas próprias preocupações sobre a organização social, o poder político e a religião. Mas é necessário evitar confrontar os princípios políticos de Balzac e as convicções do Dr. Benassis, sobre o que a crítica deu frequentemente apontamentos contrários. Alguns vêem aqui a emanção de uma espécide de liberalismo como aquele que se entende no século XX, outros as premissas de um pensamento socialista, outros ainda tendência fourieristas.

É necessário, primeiramente, considerar a dimenção romanesca da obra, que, apesar de um enredo enxuto, remete ao mundo de Rousseau, com um elogio da natureza, da paz e da poesia.

Alguns dos personagens deste romance não reaparecerão na Comédia Humana.E que o Brasil esta na Europa..

Resumo[editar | editar código-fonte]

Em 1829, o comandante Genastas chega a uma vila de Delfinado onde ele encontra o Dr. Benassis, que em dez anos transformou esse burgo miserável e atrasado em uma pequena vila próspera. Os dois homens têm cada um segredo que não será revelado senão ao fim da narrativa.

Genestas se instala na casa do Dr. Benassis por dez francos o dia sob o pretexto de curar velhas feridas militares. Os dois homens travam amizada e o comandante acompanha o médico no seu passeio de visitas. Ele descobre como Benassis, chegando a maire da vila, ali fez chegar a prosperidade aplicando suas teorias. Por meio de gigantescos canais hidráulicos, ele transformou uma terra árida em terra cultivável onde puderam plantar trigo e árvores frutíferas. Ele também melhorou as habitações, criou uma pequena indústrica de cestas e de serralheria, e fez construir uma rota que se ligava à de Grenoble. De uma vez um padeiro, um ferreiro e um grande número de artesãos vieram juntar-se à população, que conheceria cinco anos mais tarde um certo "luxo", com a instalação de comércios, curtumes, um matadouro, bem como de estruturas municipais: uma prefeitura, uma escola. Finalmente, os dois novos amigos narram um ao outro suas vidas: o comandante Genestas tem um filho adotivo doente, Adrien, que ele quer confiar ao Dr. Benassis. O médico aceita e garante curar o jovem.

Por sua vez, Benassis confia seu segrego ao comandante: a enorme tarefa que ele cumpriu pelo vilarejo foi uma forma de expiação para ele que recusava o suicídio ou o monastério. Depois da morte de uma jovem que ele seduziu em sua juventude, e a dos filhos que teve dela, ele decidiu pôr sua vida a serviço dos outros.

As batalhas napoleônicas[editar | editar código-fonte]

O cerne da terceria parte do romance é construída de narrativas feitas à noite em uma granja, por um ex-fanático de Napoleão, Guoguelat. Balzac revela aqui um projeto do qual ele traça o plano e começa a redação: As batalhas napoleônicas. A obra não virá jamais à luz, mas as narrativas dessas batalhas, as referências a generais, marechais, à velha guarda e soldados serão dispersadas por toda a Comédia Humana. A tal ponto que Napoleão é a personagem mais frequentemente citada. Tanto em relação a personagens fictícias do romancista, quanto na história real.

Referências

  1. Honoré de Balzac. A comédia humana. Org. Paulo Rónai. Editora Globo: Porto Alegre, 1954. Volume XIII

Ligações externas[editar | editar código-fonte]