História da Grandeza e da Decadência de César Birotteau

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A História da Grandeza e Decadência de César Birotteau [1] (em francês Histoire de la Grandeur et de la Décadence de César Birotteau, perfumeur, chevalier de la Légion d'Honneur, adjoint au maire du deuxième arrondissement de Paris, longo título que descreve em uma frase toda a trama) é um romance de Honoré de Balzac, escrito em 1837. Faz parte das Cenas da vida parisiense, da Comédia Humana.

Como é comum nos romances de Balzac, o protagonista foi inspirado por um fato real, o autor tinha por modelo um certo Bully, perfumista de sua idade, que inventou uma loção de toalete à qual dá seu nome. O escritório de Bully foi saqueado após o levante popular de 1830, o homem ficou arruinado e passou longos anos a reebolsar seus credores e morreu na maior destituição, no hospital.

Balzac adicionou um caso de especulação, transformando a história em um verossímil romance de aventuras no qual César Birotteau encarna o esteriótipo da pequena burguesia dos anos de 1830. Uma classe social ávida de reconhecimento, de honras, cuja ambição é a de ascender às esferas mais altas do mundo parisiense.

Sempre pronto a sublinhar a crueldade do mundo, o autor se compraz em fornecer uma visão tocante dessa personagem ingênua (cujo fim será menos duro do que o de seu modelo de partida). E, sobretudo, ele põe em relevo as qualidades de coragem e perseverança através do generoso Popinot, empregado de César Birotteau e seu futuro genro.

Enredo[editar | editar código-fonte]

César Birotteau, perfumista enriquecido por suas descobertas que causaram furor, e que recebera a Legião da Honra, decide transformar sua casa burguesa em um verdadeiro palácio para oferecer, ao fim de 1818, um baile em ocasião da retirada das tropas da ocupação da França. Suas despesas sumárias, que preocupam sua esposa e seu fiel empregado Anselmo Popinot (secretamente apaixonado por Mademoiselle Birotteau), dão-lhe uma vertigem de ambição que o influeciam a arriscar toda sua fortuna. O notário mestre Roguin sente em Birotteau um golpe em potencial, e o envolve em um caso de especulação imobiliária no bairro da Madalena de Paris. Birotteau tem, de fato, necessidade de dinheiro porque os trabalhos de sua casa e o novo trem de vida que ele deseja lá incluir comprometeram seriamente seu patrimônio.

Por uma hábil manobra dupla, o notário escroque desvia todas as economias do perfumista sem lhe dar retorno, antes de desaparecer. O instigador do complô contra o perfumista é um dos seus antigos empregados demitido por roubo: du Tillet, que se admitiu nas altas esferas do Banco e que alcançou sua vingança tolhendo o crédito de seu antigo patrão em todos os bancos. Sem possibilidade de emprestar, o perfumista não pode, malgrada a dedicação de seu tio Pillerault, de sua esposa, de sua filha, se retirar do caso. Ele é obrigado a vender sua boutique A Rainha das rosas ao vendendor que substituiu Anselmo Popinot: Célestin Crevel. Mas Anselmo Popinot, que dirige e mantém uma sucursal, o salvará. Ajudado por seu genial caixeiro Félix Gaudissart, ele prepara e comercializa um óleo de sua invenção que cria furor ao seu turno, como as descobertas de Birotteau. Popinot passa os dias e as noites à fabricar, em segredo, o óleo de noz, cujo lucro ele reverte para Cézar Birotteau. Ajudado com seis mil francos que lhe oferece Luís XVIII ao fiel realista, Birotteau reembolsa todos seus credores, é finalmente reabilitado em 1823 e retoma sua Legião da Honra. Mas devassado por essa batalha, ele morre no dia de seu triunfo, deixando o comércio e a dignidade de seu nome em herança a sua filha e ao fiel Popinot.

Referências

  1. Honoré de Balzac. A comédia humana. Org. Paulo Rónai. Porto Alegre: Editora Globo, 1954. Volume VIII

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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  • (pt) Honoré de Balzac. "A comédia humana". Org. de Paulo Rónai. Porto Alegre: 1954. Volume VIII.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]