Metal cristão

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Metal Cristão
Origens estilísticas Metal, Gospel, Rock cristão
Contexto cultural Meados dos anos 1980
Instrumentos típicos Bateria, Baixo, Guitarra, Vocal, Teclado
Outros tópicos
Bandas

O metal cristão (ou o estrangeirismo white metal) é um gênero musical que engloba todo estilo de metal que possua letras cristãs. Muitos não o consideram um gênero musical, por ser um termo muito abrangente. Esses o consideram apenas uma nomenclatura que agrega todos os estilos de metal com letras cristãs. O gênero pode referir-se a qualquer estilo de metal (glam, heavy, power, symphonic, etc) que possua letras cristãs.

História[editar | editar código-fonte]

O metal cristão tem sua origem no começo dos anos 1970. Geralmente, Resurrection Band, Messiah Prophet e Jerusalem são citadas como as primeiras bandas de Metal Cristão. Durante os anos 80, a banda Stryper ajudou a popularizar o gênero, já que eles foram a primeira banda de metal cristão a conseguir disco de platina.

Uma vez que o gênero metal é popularmente associado a uma imagem de sexo e satanismo, o metal cristão tem sido criticado com frequência e recebido certa resistência pela igreja tradicional. Apesar disso, as bandas de metal cristão têm persistido e cada vez mais se multiplicam, possuindo estilos que vão desde o evangelismo claro como as primeiras formações do Stryper (conhecidos por atirar Bíblias para o público) a outras bandas como King's X (que tentaram evitar a associação ao metal cristão, embora demonstrassem uma forte influência cristã em muitas das suas letras).

Banda Rez aka Resurrection em concerto ao vivo, Agosto 1988.

Graças ao Metal cristão ser grandemente caracterizado pelo contexto lírico, existem vários subgêneros de Metal Cristão. Nos anos 80, bandas de Metal Cristão fortemente influenciadas pelas bandas mainstream, produziram uma grande quantidade de glam metal como o Stryper, Whitecross Holy Soldier e Neon Cross. Muitas bandas de speed e thrash como Tourniquet, Deliverance, Vengeance Rising, e Believer também começaram a surgir.

Em 1990, Mortification se tornou a primeira banda de Christian death metal a alcançar maior reconhecimento. Embora tocassem um estilo antigo de death metal muito próximo às raízes do Thrash, seu álbum de 1992 Scrolls of the Megilloth ainda é considerado um clássico do death metal,[1] e foi lançado em nos dois mercados cristão e secular. Aproximadamente no mesmo período a banda Living Sacrifice estava tocando thrash/death metal; também; Paramaecium se tornou uma das maiores bandas de doom metal cristão e influenciaria mais tarde bandas cristãs como Pantokrator.

Horde é extensamente considerada a primeira banda Cristã de black metal. Como a banda tinha apenas um membro fixo e teve apenas um lançamento (em 1994), Horde iniciou uma controversia como o a comunidade do metal extremo, já que se opunha aos temas mais comuns de Satanismo. O título do único lançamento do Horde -- Hellig Usvart -- significa "Sacro unBlack". Unblack metal passou a ser usado algumas vezes usado por Cristãos para se referir ao black metal cristão, para se livrar da conotação negativa do termo "black metal".

Antestor existia antes do lançamento de Hellig Usvart mas a música deles era mais próxima do estilo death/doom ( ou como eles chamavam isto, "Sorrow Metal"), e não era musicalmente conhecido ainda como black metal. Eles assim como o Crimson Moonlight, o Divine Symphony e outros, fazem hoje um estilo sofisticado de black metal cristão que pode ser comparado ao produções de bandas mainstream de bandas de black metal. Como sempre, produções mais tradicionais e cruas de bandas black metal como Abdijah, Light Shall Prevail, Offerblod, Arch of Thorns, Flaskavsae, Eligbbor, Bedeiah, Dormant, Firethrone, etc., continuma a existir em selos como Sneeuwstorm Produkties eGES Productions, entre outros.

Atualmente, existem bandas de metal cristão para quase todos gêneros de metal. Contudo, particularmente a banda Extol e Sabactâni que tem uma mistura (que costumam mudar) de estilos, e é popular entre fãs de metal cristãos e não cristãos.

Seventh Avenue, Theocracy, Narnia, Rob Rock, e Divinefire são as mais proeminentes bandas de power metal cristão. Rob Rock inicialmente fez fama como o vocal e guitarrista virtuoso da banda de Chris Impellitteri o Impellitteri durante os anos 80 e 90 ele foi para seu trabalho solo como o álbum Rage of Creation. E também fez parte dos vocais da banda de heavy metal Warrior. Existem muitas outras notáveis banda, incluindo Ultimatum, Becoming the Archetype, Temple of Blood, Aletheian, Crimson Thorn, Dynasty, Harmony, Saviour Machine, Majestic Vanguard, Soul Embraced, Visionaire, Ikarian, Sympathy, Virgin Black, Century Sleeper, Disciple, Veni Domine, entre outras.

Certos artistas de metal cristão encontraram grande aceitação do público ,tanto entre fãs cristãos ou não, como o The Devil Wears Prada, As I Lay Dying e Stryper. A popularidade do metalcore é especialmente baseada em bandas cristãs, como Zao, As I Lay Dying, The Devil Wears Prada, Still Remains, e Demon Hunter.

Na edição de retrospectiva de 2006 a revista Revolver Magazine elegeu o metal cristão o fenômeno do ano. O editor chefe Tom Beaujour entrevistou os líderes do As I Lay Dying, Demon Hunter, Norma Jean, e Underoath (Tim Lambesis, Ryan Clark, Cory Brandan Putman, e Spencer Chamberlain, respectivamente) como o arquivo de capa da edição.[2] Tooth and Nail Records, P.O.D., Zao, War of Ages, Still Remains, e He Is Legend também foram mencionados.

Sanctuary International[editar | editar código-fonte]

Muitos fãs de rock e metal foram rejeitados pelas igrejas em 1980. Em 1984, o Pastor Bob Beeman viu esse problema e logo começou o ministério chamado Sanctuary - The Rock and Roll Refuge. Esta bolsa de estudo trouxe muitos músicos, que viriam a formar grupos como Tourniquet, Deliverance, Vengeance e Mortal, que logo se tornariam inovadores na cultura da música cristã.

O Sanctuary patrocinou o primeiro festival de metal cristão, o metal Mardi Gras, realizado em 1987, em Los Angeles. Mais festivais de metal cristão foram organizadas em outros lugares também. O Sanctuary começou a se espalhar e tinha 36 paróquias em todo os Estados Unidos, em 1990. As paróquias do Sanctuary tiveram impacto significativo no movimento de metal cristão: grupos que mais tarde se tornariam conhecidos, tais como P.O.D., realizaram os seus primeiros concertos no Santuário.

No entanto, ao final dos anos 1990, sentiram que as atitudes das igrejas "tradicionais" para metaleiros, roqueiros e punks se tornou mais permissiva e, portanto, não teve a necessidade de continuar e foi fechado. Sanctuary tornou-se Sanctuary International, e atualmente dá aulas de estudos internacionais e sobre o cristianismo. Sanctuary funciona também uma estação de rádio de internet chamado "Radio intenso", que, em 2003, atingiu cerca de 150.000 ouvintes.[3]

Metal Cristão no Brasil[editar | editar código-fonte]

O Metal Cristão chegou ao Brasil na década de 70 com a banda Êxodos (criada em 1970 e considerada a primeira de seu estilo surgida no país). Na década de 80 surgiram as bandas Oficina G3, Metal Nobre, Resgate, Catedral, Rebanhão, Katsbarnea e Fruto Sagrado e aos poucos foram surgindo outras bandas como Militantes, Khorus, Iahweh, Aeroilis, Rede Ativa, Rosa de Saron, Anjos de Resgate ,Livre Arbítrio, Palavrantiga, Rodox e a carreira solo do ex-vocalista do Raimundos Rodolfo Abrantes e Ponto Nulo No Céu. No início as bandas do estilo sofriam muito preconceito de outros religiosos que acreditavam que o rock era o "som do capeta" inspirados equivocadamente em uma música de Raul Seixas chamada "O diabo é o pai do rock". Mas ao passar dos anos esse pensamento foi mudando e hoje as bandas deste estilo são as que mais ganham destaque quebrando preconceitos até no meio secular.

Referências

  1. Kraemer, Chris. Mortification - Scrolls of the Megilloth Review. The Metal Observer. Página visitada em 2006-04-21.
  2. Beaujour, Tom. Revolver - gets down and dirty with four of Christian metal’s leading frontmen. Revolver Interview.. Página visitada em 2007-02-1.
  3. Borgmasters, Mazi. (2003). "Sanctuary International". Ristillinen 3: 22–28.

Ver também[editar | editar código-fonte]