Metal cristão

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Black metal
Origens estilísticas NWOBHM, speed metal, thrash metal
Contexto cultural Europa, início de 1980
Instrumentos típicos Bateria, baixo, guitarra, vocal e algumas vezes Teclado
Popularidade Underground; várias partes da Escandinávia, América do Sul
Subgêneros
Black metal melódico  · Black metal sinfônico  · Viking metal  · Depressive Suicidal Black Metal  · Black metal sinfônico  ·

(veja também: BMNS)

Gêneros de fusão
Black ambient  · Black metal industrial  · Blackened crust  · Blackened death metal  · Blackened Doom  ·
Formas regionais
Escandinávia - Europa - Ásia - América do Sul - Outras pequenas cenas encontradas globalmente
Outros tópicos
Bandas, Satanismo, Paganismo, Niilismo, Nietzsche, Neo-nazismo

Black metal é uma vertente extrema do heavy metal que surgiu no início dos anos 80 e que foi evoluindo ao longo dos anos. A música é caracterizada por andamentos rápidos, vocais rasgados, guitarras altamente distorcidas[1] tocadas com tremolo picking,[1] [2] [3] uso de blast beats pela bateria, álbuns com produção lo-fi e estruturas sonoras não-convencionais. É um estilo sombrio, cru e agressivo que incorpora em suas letras temas como satanismo, anticristianismo e paganismo. É por vezes considerado o género musical mais extremo. Algumas bandas consideradas precursoras do estilo são: Venom, Hellhammer, Bathory, Sodom, Celtic Frost, Bulldozer, Destruction e Mercyful Fate.[4] No início dos anos 90, houve a chamada "segunda onda" do estilo, sendo algumas das bandas mais influentes nessa época: Burzum, Darkthrone, Emperor, Immortal, Sarcófago e Mayhem.[5]

Várias bandas de black metal tiveram influências do punk, tais como Celtic Frost, Bathory, Sarcófago, Darkthrone, Impaled Nazarene, Mayhem, Hellhammer, Behemoth, entre outras.

História[editar | editar código-fonte]

Primordios do black metal[editar | editar código-fonte]

A primeira geração do black metal refere-se às bandas dos anos 80 que influenciaram a sonoridade e formaram um protótipo para o gênero.

O termo "black metal" foi cunhado pela banda inglesa Venom cujo nome foi retirado de seu álbum Black Metal lançado em 1982. Apesar do álbum ser considerado thrash metal pelos padrões modernos, apresentava mais temas e imagens centradas no anticristianismo e no satanismo do que qualquer outro da época. Os membros do Venom costumavam adotar pseudônimos, uma prática que se tornou comum entre vários os músicos do black metal.

Venom durante show no Hellfest 2008.

Outra banda pioneira do black metal foi a sueca Bathory, liderada por Thomas Forsberg (sob o pseudônimo de Quorthon). A banda apresentou este estilo em seus primeiros quatro álbuns, porém no início da década de 1990 tornou-se pioneira do estilo que hoje é conhecido como viking metal. King Diamond e Sarcófago teriam sido os primeiros músicos da cena a utilizarem o "corpse paint".[6]

Algumas bandas nos anos 70 que fizeram referência ao lado obscuro da vida não são enquadradas neste estilo, porém influenciaram bandas precursoras do gênero. Alguns consideram que as bandas precursoras fizeram parte da primeira onda do black metal, sendo alguns dos álbuns mais significativos desta onda: Black Metal - Venom, The Return..... e Under the Sign of the Black Mark - Bathory, Melissa - Mercyful Fate, Apocalyptic Raids - Hellhammer e Morbid Tales - Celtic Frost.

Diversas bandas desta mesma época como Slayer, Possessed e Destruction usaram temas satânicos em suas letras, embora suas sonoridades fossem bem diferentes do black metal. Estas bandas ajudaram a forjar a base do que viria a ser o black metal moderno que passou a existir de forma mais sólida a partir da segunda onda de black metal.

Sanctuary International[editar | editar código-fonte]

Muitos fãs de rock e metal foram rejeitados pelas igrejas em 1980. Em 1984, o Pastor Bob Beeman viu esse problema e logo começou o ministério chamado Sanctuary - The Rock and Roll Refuge. Esta bolsa de estudo trouxe muitos músicos, que viriam a formar grupos como Tourniquet, Deliverance, Vengeance e Mortal, que logo se tornariam inovadores na cultura da música cristã.

O Sanctuary patrocinou o primeiro festival de metal cristão, o metal Mardi Gras, realizado em 1987, em Los Angeles. Mais festivais de metal cristão foram organizadas em outros lugares também. O Sanctuary começou a se espalhar e tinha 36 paróquias em todo os Estados Unidos, em 1990. As paróquias do Sanctuary tiveram impacto significativo no movimento de metal cristão: grupos que mais tarde se tornariam conhecidos, tais como P.O.D., realizaram os seus primeiros concertos no Santuário.

No entanto, ao final dos anos 1990, sentiram que as atitudes das igrejas "tradicionais" para metaleiros, roqueiros e punks se tornou mais permissiva e, portanto, não teve a necessidade de continuar e foi fechado. Sanctuary tornou-se Sanctuary International, e atualmente dá aulas de estudos internacionais e sobre o cristianismo. Sanctuary funciona também uma estação de rádio de internet chamado "Radio intenso", que, em 2003, atingiu cerca de 150.000 ouvintes.[7]

Metal Cristão no Brasil[editar | editar código-fonte]

O Metal Cristão chegou ao Brasil na década de 70 com a banda Êxodos (criada em 1970 e considerada a primeira de seu estilo surgida no país). Na década de 80 surgiram as bandas Oficina G3, Metal Nobre, Resgate, Catedral, Rebanhão, Katsbarnea e Fruto Sagrado e aos poucos foram surgindo outras bandas como Militantes, Khorus, Iahweh, Aeroilis, Rede Ativa, Rosa de Saron, Anjos de Resgate ,Livre Arbítrio, Palavrantiga, Rodox e a carreira solo do ex-vocalista do Raimundos Rodolfo Abrantes e Ponto Nulo No Céu. No início as bandas do estilo sofriam muito preconceito de outros religiosos que acreditavam que o rock era o "som do capeta" inspirados equivocadamente em uma música de Raul Seixas chamada "O diabo é o pai do rock". Mas ao passar dos anos esse pensamento foi mudando e hoje as bandas deste estilo são as que mais ganham destaque quebrando preconceitos até no meio secular.

Referências

  1. a b Kahn-Harris 2007, p. 4.
  2. Campion, Chris. "In the Face of Death", guardian.co.uk, Guardian Unlimited, 20 February 2005. Página visitada em 4 September 2012.
  3. Kalis, Quentin (31 August 2004). CoC : Rant : Black Metal: A Brief Guide Chronicles of Chaos. Visitado em 4 September 2012.
  4. (2005). Metal: A Headbanger's Journey. Seville Pictures.
  5. (2007). Black Metal: A Documentary. Bill Zebub Productions.
  6. "On the Role of Clothing Styles In The Development of Metal - Part I"On the Role of Clothing Styles In The Development of Metal - Part I - Metal Storm
  7. Borgmasters, Mazi. (2003). "Sanctuary International". Ristillinen 3: 22–28.

Ver também[editar | editar código-fonte]