Headbanger

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Headbanger (também metalhead) é a denominação da subcultura de fãs de heavy metal e suas variantes.[1] . A subcultura surgiu por volta de 1970, na Inglaterra e nos Estados Unidos. O termo headbanger atribuido como denominação ao grupo, pelo hábito de praticarem headbanging. Já o nome Metalhead (mais utilizado na Europa), vem do próprio gênero musical. Os cabelos compridos, casacos de couro, coletes jeans, patches de bandas de metal entre outros acessórios ajudam a promover um sentido de identificação na subcultura.

Origem do nome[editar | editar código-fonte]

Jovens headbangers.

Em fins da década de 1960 e início da década de 1970 bandas como Black Sabbath, Judas Priest, Rainbow, Deep Purple e Led Zeppelin pioneiros do estilo, faziam com que os fãs balançassem suas cabeças frenéticamente.

Segundo os guitarristas do Status Quo, Rick Partiff e Francis Rossi, muitos dos apreciadores do rock underground da época em pubs da Inglaterra nas cidades de Birmingham e Londres, já realizavam este tipo de dança ouvindo rock. Eles próprios decidiram adotar um estilo de rock mais underground e frequentar estes pubs, perceberam como os frequentadores deste recintos agiam e decidiram fazer o mesmo no palco. Automaticamente bandas como Black Sabbath, Deep Purple, Uriah Heep, por frequentarem os mesmos locais também começaram a adotar o mesmo tipo de atitude no palco. Bill Ward, baterista do Black Sabbath, comenta em um video de Ozzy Osbourne que esta atitude foi crucial para o sucesso do Black Sabbath em terras americanas.

O termo "headbanging" foi supostamente cunhado durante a primeira turnê do Led Zeppelin nos EUA em 1969. Ozzy Osbourne e Geezer Butler foram uns dos primeiros a fazerem o headbanging num show em 1970.

Posteriormente nomeando a subcultura que estava em seu surgimento.

Características[editar | editar código-fonte]

A subcultura headbanger, envolve uma série de valores(artísticos e sociais), normas e costumes tipícos. A subcultura tem um "código de autênticidade", que é primordial, em que as bandas devem evitar "apelo comercial" e não se vender ao mainstream. Esse código também envolve a autônomia cultural do resto da sociedade. Os cabelos compridos, roupas pretas, casacos de couro, jaquetas ou coletes jeans, patches e camisetas de bandas metal e acessórios ajudam a promover um sentido de identidade cultural dos headbangers.

Aspectos Sociais[editar | editar código-fonte]

Ao invés de danças comuns, os headbangers são mais susceptível ao mosh ou headbanging, um movimento em que a cabeça é agitada para cima e para baixo no rítmo da música. Os headbangers fazem costumeiramente o Maloik, formado por um punho com a "mindinho" e o dedo indicador estendido, conhecido variadamente como "chifres do diabo" ou "punho de metal". Ronnie James Dio é creditado por ter associado o gesto a cena.

Autênticidade[editar | editar código-fonte]

Na subcultura headbanger, assim como em outras, o termo pejorativo poser é usado para se referir a quem se acha ou fingir ser fã de uma banda ou membro da subcultura, sem entender ou respeitar seus valores e características, geralmente buscando popularidade. O termo "mallcore" é usada para se referir a bandas com "apelo comercial", geralmente de nu-metal.

Nem todo músico ou fã é necessáriamente um headbanger, pois alguns são notóriamente e declaradamente ecléticos ou hipsters, que podem ter um profundo apreço a coisas e genêros musicais que em nada tem a ver com metal e headbangers.

Visual[editar | editar código-fonte]

Rob Halford, vocalista do Judas Priest.

As roupas associadas com heavy metal tem suas raízes com motociclistas, rockers e subculturas que usam couro. O visual inclui elementos tais como jaquetas de couro, camiseta preta de banda ou não, calça jeans justa (rasgada ou não) ou preta (normalmente de couro), tênis cano alto, coturno militar de couro e acessórios como um colete ou jaqueta jeans, geralmente com patches de bandas, cinto, braceletes (spikes), pulseiras e gargantilhas. Em épocas de clima frio, jaquetas de couro ou jeans com "patches" também fazem parte do visual e claro, o cabelo comprido.

Aspectos distintos do visual heavy metal podem ser creditado a várias bandas, mas a banda que leva mais crédito foi Judas Priest, principalmente por seu cantor, Rob Halford. Halford disse que foi inspirado pelas roupas usadas pela "subcultura do couro" (jaqueta de couro, calça de couro e botas), e vendo a polêmica que o Heavy Metal criou, adotou esse visual. Conforme foi tornando-se famoso, o Heavy Metal foi sendo envolto em uma aura de "misticismo" no qual se colocava este estilo como extremamente machista e satânico. Muitos "headbangers" adotaram partes do visual de couro com rebites de Rob Halford, como as correntes, spikes, gargantilhas, cintos de balas entre outros, pois estes dão uma certa agressividade ao visual. O visual remete principalmente à NWOBHM e ao surgimento do Thrash Metal na baía de San Francisco, nos Estados Unidos. Porém o visual Thrasher apelava mais para o Jeans claro do que para o couro.

Já no fim dos anos 80 e início dos anos 90, com a ascensão de vertentes como o Doom Metal, Gothic Metal e o Black Metal vindos da Europa, principalmente da Escandinávia, tornou-se popular o uso de coturnos e sobretudos. Os coturnos são muito populares entre os Headbangers. O cinturão de balas e a calça camuflada, acessórios que remetem ao militarismo e demonstram a força do Metal como se fosse uma Milícia, fato retratado em músicas como Metal Militia do primeiro disco do Metallica (1983).

Nos Estados Unidos surgiu na década de oitenta um estilo influenciado pelo Thrash Metal, porém mais extremo que é o Death Metal, que adota visual mais simples do que o Black Metal, porém mais agressivo do que o Thrash Metal, usando couro, jean escuro, coturno e cinturão de balas.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil durante os anos 80 e início dos anos 90, no ABC paulista, lugar onde havia uma das maiores concentrações de Headbangers no país, o uso do coturno era exclusivo de tribos como punks e góticos, sendo utilizado pelos headbangers, assim, os tênis cano-alto, de marcas como Pony, Le Cheval entre outros. Hoje também é utilizado para os Headbangers o All Star da Converse e Nike. A cor preta é adotada pelos headbangers por ser a cor representante da ira e da inconformação, diferentemente de outras contra-culturas undergrounds, como punks, góticos, skinheads, entre outras, que adotam o preto por ter outros significados. A cor preta também representa o lado negro das músicas da maioria das bandas que em muitas vezes eram baseadas em temas satânicos, ocultos e de tragédias ou fatos brutais em sua maioria. Também é muito comum entre os Headbangers o cabelo comprido, uma marca registrada do estilo.

O termo metaleiro — não muito apreciado pelos headbangers — foi popularizado pela jornalista Leilane Neubarth da Rede Globo, durante as transmissões da primeira edição do Rock in Rio em 1985.[2]

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, os fãs do heavy metal são usualmente designados por "metaleiros" ou "metálicos".


Referências

  1. Weinstein, Deena. Heavy Metal: The Music And Its Culture, ed. revisada. Da Capo Press; (4 de abril de 2000) ISBN 0-306-80970-2 ISBN 978-0-306-80970-5. p. 102
  2. {{citar web |url=http://g1.globo.com/musica/rock-in-rio/2013/noticia/2013/09/mais-legal-do-que-2-anos-atras-metallica-domina-85-mil-pessoas.html | acessodata=20-9-2013 |título='Mais legal do que 2 anos atrás', Metallica domina 85 mil pessoas |publicado=G1}}