Headbanger

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto.
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.

Headbanger (também metalhead) é um termo usado para designar a subcultura de fãs de heavy metal e suas variantes.[1] . O termo headbanger foi criado como denominação ao grupo, pelo hábito de praticarem headbanging habitualmente. Já o nome Metalhead (mais utilizado na Europa), vem do próprio gênero musical. Os cabelos compridos, casacos de couro, coletes jeans, patches de bandas de metal entre outros acessórios ajudam a promover um sentido de identificação na subcultura. No Brasil e em Portugal são frequentemente chamados de metaleiros.

Origem do nome[editar | editar código-fonte]

Jovens headbangers.

Em fins da década de 1960 e início da década de 1970 bandas como Black Sabbath, Judas Priest, Rainbow, Deep Purple e Led Zeppelin pioneiros do estilo, faziam com que os fãs balançassem suas cabeças frenéticamente.

Segundo os guitarristas do Status Quo, Rick Partiff e Francis Rossi, muitos dos apreciadores do rock underground da época em pubs da Inglaterra nas cidades de Birmingham e Londres, já realizavam este tipo de dança ouvindo rock e soul. Eles próprios quando decidiram adotar um estilo de rock mais underground e frequentar estes pubs, perceberam como os frequentadores deste recintos agiam e decidiram fazer o mesmo no palco. Automaticamente bandas como Black Sabbath, Deep Purple, Uriah Heep, por frequentarem os mesmos locais também começaram a adotar o mesmo tipo de atitude no palco. Bill Ward, baterista do Black Sabbath, comenta em um video de Ozzy Osbourne que esta atitude foi crucial para o sucesso do Black Sabbath em terras americanas.

Então foi o movimento destas bandas apoiadas por apreciadores e fãs da época que fez existirem headbangers. Mas na verdade os mesmos somente foram denominados desta maneira a partir do surgimento da NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal) um movimento criado por bandas que resgatavam o Heavy Metal no final dos anos 70 e início dos anos 80. O nome headbanger foi inicialmente enfatizado pelos Ramones, em uma canção chamada Suzy Is A Headbanger, lançada no álbum Leave Home de 1977. Com o movimento punk em alta, a Revista de Rock inglesa "Sounds", que deu suporte para bandas da época como Iron Maiden, Saxon, Angelwitch, Samson, e Tygers Of Pan Tang associou a nova gíria ao comportamento dos fãs da nova vanguarda do Heavy Metal, criando assim o nome do movimento.

Visual[editar | editar código-fonte]

Rob Halford, vocalista do Judas Priest.

O visual chamado de "old school" (velha guarda, em uma tradução mais aberta) é composto de camiseta preta de banda ou não, calça jeans justa (rasgada ou não) ou preta (normalmente de couro), tênis cano alto, geralmente branco ou coturno militar de couro e acessórios "opcionais" como um colete feito a partir de uma jaqueta jeans, geralmente com patches de bandas, cinto, braceletes (spikes), pulseiras e gargantilhas. Em épocas de clima frio, jaquetas de couro ou jeans com "patches" também fazem parte do visual e claro, o cabelo comprido com corte reto, pois o cabelo desfiado ou repicado era mais atitude Hard Rocker do que Heavy Metal.

Rob Halford, da banda de heavy metal Judas Priest "inventou" um visual de couro com rebites para os metalheads. Antes disso, pode se observar que o visual adotado era um visual "hippie". Halford viu que os "hippies" nada tinham a ver com o Heavy Metal, e inspirado pelas roupas usadas por Motociclistas (jaqueta de couro, calça de couro e botas), e vendo a polêmica que o Heavy Metal criou, adotou esse visual. Conforme foi tornando-se famoso, o Heavy Metal foi sendo envolto em uma aura de "misticismo" no qual se colocava este estilo como extremamente machista e satânico. Muitos "headbangers" adotaram partes do visual de couro com rebites de Rob Halford, como as correntes, spikes, gargantilhas, cintos de balas entre outros, pois estes dão uma certa agressividade ao visual. O visual descrito acima remete principalmente à NWOBHM e ao surgimento do Thrash Metal na baía de San Francisco, nos Estados Unidos. Porém o visual Thrasher apelava mais para o Jeans claro do que para o couro, que ficou sendo usado mais entre os fãs de Heavy Metal clássico.

Já no fim dos anos 80 e início dos anos 90, com a ascensão de vertentes como o Doom Metal, Gothic Metal e o Black Metal vindos da Europa, principalmente da Escandinávia, tornou-se popular o uso de coturnos e sobretudos. Os coturnos são muito populares entre os Headbangers. O cinturão de balas e a calça camuflada, acessórios que remetem ao militarismo e demonstram a força do Metal como se fosse uma Milícia, fato retratado em músicas como Metal Militia do primeiro disco do Metallica (1983).

Nos Estados Unidos surgiu na década de oitenta um estilo influenciado pelo Thrash Metal, porém mais extremo que é o Death Metal, que adota visual mais simples do que o Black Metal, porém mais agressivo do que o Thrash Metal, usando couro, jean escuro, coturno e cinturão de balas.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil durante os anos 80 e início dos anos 90, no ABC paulista, lugar onde havia uma das maiores concentrações de Headbangers no país, o uso do coturno era exclusivo de tribos como punks e góticos, sendo utilizado pelos headbangers, assim, os tênis cano-alto brancos , de marcas como Pony, Le Coq e Le Cheval entre outros. Hoje também é utilizado para os Headbangers o All Star da Converse e NIKE de basquete. A cor preta é adotada pelos headbangers por ser a cor representante da ira e da inconformação, diferentemente de outras contra-culturas undergrounds, como punks, góticos, skinheads, entre outras, que adotam o preto por ter outros significados. A cor preta também representa o lado negro das músicas da maioria das bandas que em muitas vezes eram baseadas em temas satânicos, ocultos e de tragédias ou fatos brutais em sua maioria. Também é muito comum entre os Headbangers o cabelo comprido, uma marca registrada do estilo.

O termo metaleiro — não muito apreciado pelos headbangers — foi popularizado pela jornalista Leilane Neubarth, da Rede Globo, durante as transmissões da primeira edição do Rock in Rio em 1985.[2]

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, os fãs do heavy metal são usualmente designados por "metaleiros" ou "metálicos".

Referências

  1. Weinstein, Deena. Heavy Metal: The Music And Its Culture, ed. revisada. Da Capo Press; (4 de abril de 2000) ISBN 0-306-80970-2 ISBN 978-0-306-80970-5. p. 102
  2. 'Mais legal do que 2 anos atrás', Metallica domina 85 mil pessoas. G1. Página visitada em 20-9-2013.