Roberto Lopes Miranda

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Roberto Miranda
Informações pessoais
Nome completo Roberto Lopes de Miranda
Data de nasc. 31 de julho de 1943 (71 anos)
Local de nasc. São Gonçalo (RJ),  Brasil
Informações profissionais
Posição Atacante
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos/gols)
1962-1972
1971-
1973-1976
Brasil Botafogo
Brasil Flamengo
Brasil Corinthians
351 (152)
11(3)
77 (21)
Seleção nacional
1967-1972 Brasil Brasil 15(7)

Roberto Lopes de Miranda, mais conhecido como Roberto Miranda (São Gonçalo, 31 de julho de 1943), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como atacante.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Atuou pelo Botafogo de 1960- ainda juvenil - a 1972, pelo Flamengo parte do ano de 1971 e pelo Corinthians de 1973 a 1976. Raçudo, chegou a quebrar costela, braço, clavícula e queixo e ainda rompeu o tendão de Aquiles - aqui, uma curiosidade, foi um acidente doméstico, numa queda de um litro (vidro) de leite.[1] Tinha fama de "não fugir do pau", que cresceu quando, logo depois de marcar o gol de empate em uma partida contra o Vasco, tomou um tapa do zagueiro Fontana e revidou, o que gerou uma enorme briga e causou a expulsão de ambos.[1]

No Corinthians, aonde chegou trocado pelo lateral Miranda, jogou pouco, por causa de diversas contusões.[2] Uma operação no joelho direito acabou por fazê-lo encerrar prematuramente a carreira, ainda no Corinthians.[1]

Apelidado de Vendaval pela maneira como passava pelas defesas adversárias, Roberto Miranda é o nono maior artilheiro da história do Botafogo, com 154 gols em 352 jogos. Foi ainda o artilheiro do Campeonato Carioca de 1968.[3] Pela Seleção Brasileira, fez 18 partidas oficiais e marcou nove gols.[4] Também atuou em dois jogos não oficiais, ambos em 1970, e marcou um gol.[4]

Em sua carreira de jogador conquistou diversos títulos, como os Campeonatos Cariocas de 1962, 1967 e 1968 e os Torneio Roberto Gomes Pedrosa nos anos de 1964 e 1966, Campeonato Brasileiro de Futebol de 1968, Tri-campeão da Copa do Mundo de Clubes (1967,1968 e 1970), Campeão do torneio de Carranza da Argentina: 1966 e do troféu Jornalista de Caracas: 1966 todos pelo Botafogo, e a Copa do Mundo de 1970, pela Seleção Brasileira — a maior emoção de sua vida.[1] Na campanha do Tri, ficou na reserva de Tostão, mas entrou em campo contra Inglaterra e Peru,[3] na primeira partida substituindo Tostão e, na segunda, Jairzinho.[5]

Notas

  1. a b c d "Ainda de olho no bicho", Placar número 901, 7/9/1987, Editora Abril, pág. 52
  2. Celso Dario Unzelte, Almanaque do Timão, Editora Abril, 2000, pág. 511
  3. a b Enciclopédia do Futebol Brasileiro Lance!, Areté Editorial, 2001, pág. 335
  4. a b "A história em seus pés", Placar número 1094, maio de 1994, Editora Abril, pág. 100
  5. "O Brasil em campo", Placar número 1094, maio de 1994, Editora Abril, págs. 35-36
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