Vikings (série)

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Vikings é uma série em exibição.
As informações podem mudar rapidamente. Editado pela última vez em 2 de abril de 2014.
Vikings
Informação geral
Formato Série
Gênero Drama histórico
Duração 45 minutos (aproximadamente)
Criador(es) Michael Hirst
País de origem  Canadá /  Irlanda
Idioma original Inglês
Produção
Produtor(es) Eliza Mellor
Steve Wakefield
Keith Thompson
Editor(es) Aaron Marshall
Distribuída por MGM Television
History Channel
Elenco Travis Fimmel
Clive Standen
Gabriel Byrne
Katheryn Winnick
Jessalyn Gilsig
George Blagden
Gustaf Skarsgård
Tema de abertura "If I Had a Heart", Fever Ray
Compositor da música tema Trevor Morris
Einar Selvik (co-compositor, 2ª temporada)[1]
Empresa(s) de produção Shaw Media
Octagon Films
Take 5 Productions
Localização Ashford Studios, condado de Wicklow, Irlanda
Exibição
Emissora de
televisão original
History
Formato de exibição 1080i (HDTV)
Transmissão original 3 de março de 2013 - presente
Nº de temporadas 2
Nº de episódios 18 (11 exibidos) (lista de episódios)

Vikings é uma série de televisão irlando-canadense,[2] um drama histórico escrito e criado por Michael Hirst[3] [4] para o canal de televisão History.[5] Estreou em 3 de março de 2013 nos Estados Unidos[6] e no Canadá.

Filmado na Irlanda, Vikings teve como inspiração as histórias envolvendo o célebre viking Ragnar Lodbrok, um dos mais conhecidos heróis nórdicos, célebre em sua época como flagelo da França (Frância Ocidental, na época) e a Inglaterra anglo-saxã. A série retrata Ragnar como um fazendeiro escandinavo responsável por idealizar as incursões pioneiras à Inglaterra, com o auxílio de seus companheiros guerreiros, seu irmão, Rollo, e sua esposa, a skjaldmö Lagertha.

Em 5 de abril de 2013 o History renovou a série para uma segunda temporada de dez episódios,[7] que estreou em 27 de fevereiro de 2014.[8] [9]

Enredo[editar | editar código-fonte]

A série teve como inspiração as narrativas acerca das incursões saqueatórias, comerciais e exploratórias dos nórdicos da Escandinávia da Alta Idade Média. Ela aborda especificamente os feitos do lendário chefe tribal viking Ragnar Lodbrok e de sua tripulação e família, tais como narrados por sagas do século XIII como a Ragnars saga Loðbrókar e a Ragnarssona þáttr, assim como na obra Gesta Danorum, de Saxão Gramático, do século XII. As sagas lendárias nórdicas eram narrativas parcialmente fictícias baseadas na tradição oral escandinava, que foram escritas cerca de 200 a 400 anos após os eventos que elas descrevem. Entre outras inspirações utilizadas para a série estão fontes históricas do período, como os registros do saque viking feito a Lindisfarne, mostrado no segundo episódio da primeira temporada, ou o relato feito no século X pelo autor árabe Ahmad ibn Fadlan dos vikings do Volga. A série se passa no início da Era Viking, que teve com um dos seus marcos justamente o saque a Lindisfarne, em 793.

Primeira temporada[editar | editar código-fonte]

Ragnar (Travis Fimmel) é um jovem guerreiro viking que anseia por descobrir novas civlizações além dos mares. Juntamente com seu amigo, o hábil artesão Floki (Gustaf Skarsgård), ele constroi uma nova geração de drácares, mais velozes, e desafia o governante local, earl Haraldson (Gabriel Byrne), um homem de pouca visão, a permitir incursões no noroeste da Inglaterra, até então inexplorado por eles. Conta com o apoio de seu irmão, Rollo (Clive Standen), que cobiça secretamente a esposa de Ragnar, a skjaldmö Lagertha (Katheryn Winnick). Ragnar consegue realizar os primeiros saques vikings no reino inglês da Nortúmbria, retornando com um rico butim e o monge Athelstan (George Blagden) como seu escravo. Isto lhe rende a inimizade do rei Aelle (Ivan Kaye), e desencadeia uma série de confrontos cada vez mais violentos com o tirânico earl, que culminam com o seu assassinato por Ragnar, que o sucede no cargo.

Durante a peregrinação anual ao Templo de Uppsala, onde os diversos clãs vikings se reúnem para cultuar seus deuses, Ragnar jura lealdade ao rei dinamarquês Horik (Donal Logue). Ragnar atua então como representante de Horik nas negociações envolvendo uma disputa de terras com o governante godo, o jarl Borg, de Götaland (Thorbjørn Harr), no decorrer das quais ele acaba por ser seduzido pela princesa Aslaug (Alyssa Sutherland). De volta à sua terra natal, Ragnar se vê diante de uma misteriosa praga que devasta sua aldeia e dizima uma grande parte de seu povo, incluindo sua jovem filha. Neste mesmo período, seu irmão Rollo, tomado pela inveja e pela ambição, acaba sendo manipulado por Borg para se aliar a ele contra Ragnar e o rei Horik e, assim, forjar sua própria glória.

Segunda temporada[editar | editar código-fonte]

O rei Horik agora está declaradamente em guerra contra o jarl Borg, que tem Rollo como seu aliado. Rollo, amargurado e enfurecido, ataca ferozmente seus inimigos no campo de batalha, matando e ferindo muitos de seus parentes e amigos, porém quando se vê diante de seu irmão se recusa a combatê-lo, rendendo-se a ele. Diante de um impasse, Ragner, Horik e Borg fazem um pacto e decidem empreender uma expedição juntos. Rollo, condenado ao ostracismo por seus compatriotas por sua traição, aguarda o julgamento que o condenará à morte, porém acaba sendo poupado graças a um suborno de seu irmão. A princesa Aslaug surge então na aldeia de Ragner, grávida de seu filho. Humilhada, Lagertha o abandona, levando consigo seu filho, Bjorn.

Quatro anos depois, Aslaug agora é esposa de Ragner, com quem cria seus filhos. Rollo gradualmente se tornou uma figura obscura e autodestrutiva, devido à sua vergonha, porém acaba sendo perdoado por Ragnar - embora seja proibido por ele de participar da expedição. Floki terminou de construir os navios, e a expedição tem seu início. Horik, no entanto, decidiu excluir o jarl Borg da viagem, por motivos pessoaisa, e obriga Ragnar a lhe dar a notícia, deixando Borg irritado e humilhado. No meio do caminho uma tempestade afasta os navios de seu percurso, e leva os vikings para Wessex, um reino governado por um monarca impiedoso, Ecbert.

Elenco principal[editar | editar código-fonte]

Elenco secundário[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

Uma co-produção irlando-canadense, Vikings foi desenvolvida e produzida pela Octagon Films e pela Take 5 Productions.[5] Michael Hirst, Morgan O'Sullivan, John Weber, Sherry Marsh, Alan Gasmer, James Flynn e Sheila Hockin foram creditados como produtores executivos.[5] O orçamento da primeira temporada teria sido de 40 milhões de dólares.[15]

As filmagens da série tiveram início em julho de 2012 nos Ashford Studios, um complexo de estúdios recém-construído na Irlanda,[16] escolhida como locação devido aos incentivos fiscais que ofereceu.[15] Em 16 de agosto de 2012 as cenas envolvendo os drácares foram filmadas em Luggala, no coração das montanhas Wicklow.[17] 70% da primeira temporada foi filmada ao ar livre.[15] Algumas cenas adicionais de cenários foram filmadas na Noruega Ocidental.

Johan Renck,[18] Ciarán Donnelly e Ken Girotti dirigiram três episódios cada um.[19] O time de produção incluiu o cinematógrafo John Bartley,[20] o figurinista Joan Bergin, o designer de produção Tom Conroy e o compositor Trevor Morris.

De acordo com o ator Clive Standen, que interpreta o personagem Rollo, as temporadas futuras apresentarão personagens históricos como Alfredo, o Grande, Leif Ericson e Ivar, o Sem-Ossos, assim como viagens à Islândia, Rússia, França e ao outro lado do Oceano Atlântico.[21]

Em 5 de abril de 2013 o History anunciou que havia renovado a série para uma segunda temporada, com dez episódios.[7] Com Ragnar Lodbrok a serviço do rei Horik, ele se enolverá em incursões cada vez maiores na Inglaterra e na França, e terá de lidar com sua vida amorosa e sua família. Ragnar agora tem dois amores: sua esposa, Lagertha, e a princesa Aslaug. Também terá de lidar com seu irmão, Rollo, que o traiu a serviço do rei dos godos. Athelstan também continuará com seu duelo interno, na qualidade de cristão num mundo pagão. Ao longo desta temporada, Ragnar confrontará o rei Egberto de Wessex.[22]

Dois novos atores permanentes foram anunciados em 11 de junho de 2013; Alexander Ludwig, que interpreta Björn em sua adolescência, e Linus Roache, interpretando o rei Egberto.[23] A segunda temporada apresentará um avanço no tempo, que transformará o jovem Bjorn (Nathan O’Toole) num hábil espadachim, interpretado por Ludwig. De acordo com relatos, Bjorn ficará sem ver seu pai, Ragner, por "um grande período de tempo". Lagertha terá se casado com um poderoso jarl, um pai adotivo que proporcionará uma criação severa a Bjorn.[24]

Diversas fontes da mídia sueca relataram que os atores Edvin Endre, filho da renomada atriz Lena Endre,[25] de Män som hatar kvinnor e Wallander, e Anna Åström, que co-estrelou recentemente, juntamente com Gustaf Skarsgård, que interpreta Floki,[26] no polêmico filme sueco Vi, teriam papeis na segunda temporada.

Jeff Woolnough[27] (Copper, Bones), Kari Skogland (The Borgias) se juntarão a Ken Girotti e Ciaran Donnelly como diretores nesta temporada.[28]

Episódios[editar | editar código-fonte]

Temporada Episódios Exibido originalmente Data de lançamento em DVD e Blu-ray
Estreia da temporada Final de temporada Região 1 Região 2 Região 4
1 9 3 de março de 2013 (2013-03-03) 28 de abril de 2013 15 de outubro de 2013 (2013-10-15)[29] 3 de fevereiro de 2014 (2014-02-03)[30] 26 de março de 2014 (2014-03-26)[31]
2 10 27 de fevereiro de 2014 (2014-02-27) 1 maio de 2014 A ser anunciado A ser anunciado

Exibição[editar | editar código-fonte]

Vikings estreou em 7 de março de 2013 no History, nos Estados Unidos,[32] com os episódios também sendo disponibilizados no site do canal, e no History, no Canadá.[33] Em 10 de fevereiro de 2014 Vikings teve sua estreia canadense na Global Television Network.

No Reino Unido a série estreou em 24 de maio de 2013, onde está disponível exclusivamente através do sistema de streaming on demand LoveFilm, da Amazon.com.

Na Austrália a série estreou em 8 de agosto de 2013 no SBS One.[34]

Na Dinamarca a série foi exibida em HD no canal DR3, durante o horário nobre, em quatro sábados entre novembro e dezembro de 2013.

Na Irlanda estreou na RTÉ Two em 26 de janeiro de 2014.


Recepção[editar | editar código-fonte]

Crítica[editar | editar código-fonte]

A série recebeu críticas favoráveis, no geral, após a exibição do primeiro episódio, com uma avaliação média de 70% de acordo com o site Metacritic.[35] Alan Sepinwall, do HitFix, elogiou o elenco da série, especialmente Fimmel no papel de Ragnar, comentando que Vikings "não é [uma série] complicada. Ela (...) tem como base a atração inerente a este período e estes personagens para levar a história adiante."[36] Nancy DeWolf Smith, do Wall Street Journal, ressaltou o cenário e os figurinos "naturais e autênticos", elogiando a série por, ao contrário de Spartacus, não ser uma celebração de sexo e violência, mas sim "um estudo de caráter, força, poder e (...) de um despertar social, emocional e até mesmo intelectual".[37] Hank Stuever, escrevendo para o Washington Post, acho que "[esta] nova série dramática, atraente e robusta, (...) entrega todas as cenas gráficas e sangrentas que se esperava dela", acrescentando que ela, ao mesmo tempo, utilizava com sucesso as técnicas dos dramas da televisão a cabo, com todo o cuidado com a atuação e os roteiros e a dimensão de amplitude que remonta a séries como Rome, Sons of Anarchy e Game of Thrones, e que até mesmo a maneira com que a série enfatiza "um senso de orgulho e nobreza neste bando de brutos" serviria para refletir mais uma iteração de Tony Soprano".[38] Neil Genzlinger, no New York Times, louvou a cinematografia "impressionante" e a performance dos atores, especialmente de Fimmel, comparando a série favoravelmente a Game of Thrones e Spartacus devido à ausência de nudez gratuita.[39]

James Poniewozik, na revista Time, comentou que o conflito de gerações relativamente simples que permeia a série não tem nem de longe a ambição narrativa de um Game of Thrones, ou as sutilezas políticas de Rome, ou tampouco a habilidade com que estas obras lidam com os diálogos, mas que ela consegue obter um resultado muito positivo quando comparada com as "histórias de tablóides" de séries como The Tudors e The Borgias. Poniewozik conclui que o maior dos arcos na trama de Vikings fala mais sobre "forças históricas" do que sobre seus personagens, que não seriam por si só tão complexos.[40] Clark Collis, da Entertainment Weekly, elogiou a performance do elenco, porém considerou que Vikings era uma "espécie de bagunça", à qual faltava a intriga de The Tudors e Game of Thrones.[41] Brian Lowry, na Variety, criticou duramente a série, chamando-a de "uma versão mais simplória de Game of Thrones", considerando, no entanto, que ela conseguia atingir "um nível de atmosfera e ímpeto que fazia com que ela funcionasse como uma diversão leve."[42] No San Francisco Chronicle, David Wiegand se disse desapontado pelo "andamento glacial" da série e pela sua falta de ação, bem como pela "direção frouxa e um roteiro fanfarrão", embora tenha apreciado as performances e os personagens.[43]

Audiência[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Nielsen Ratings, o episódio de estreia da série foi assistido por seis milhões de espectadores nos Estados Unidos, liderando todas as transmissões na faixa que vai dos 18 aos 49 anos de idade. A cifra de 18 milhões de espectadores divulgada inicialmente foi corrigida posteriormente pelo canal, com um pedido de desculpas.[44] [45]

No Canadá, a estreia da série foi assistida por 1,1 milhão de espectadores. A primeira temporada teve uma média de 942.000 espectadores.[46]

Precisão histórica[editar | editar código-fonte]

Diversos críticos apontaram imprecisões históricas na maneira com que a série mostra a sociedade viking. Lars Walker, na revista The American Spectator, criticou a maneira com que ela mostra o governo na Era Viking (especificamente na figura de earl Haraldson) como sendo autocrático, em vez de, essencialmente, democrático.[47] Joel Robert Thompson, no Daily Targum, criticou o suposto desconhecimento, por parte dos povos nórdicos, da existência das ilhas Britânicas, e a sua utilização da pena de morte no lugar do banimento (skoggangr) como forma de punição para crimes hediondos.[48]

Monty Dobson, um historiador da Universidade Central de Michigan, criticou as vestimentas utilizadas pelos vikings na série, porém afirmou que programas de ficção como Vikings ainda podem servir como uma ferramenta útil para o aprendizado.[49] O jornal norueguês Aftenposten publicou um artigo no qual apontava o fato de que o Templo de Uppsala teria sido mostrado de maneira incorreta na série como uma igreja de madeira - um tipo de edificação característico da arquitetura cristã escandinava de períodos posteriores - situada nas montanhas, enquanto na realidade ele se situava numa planície.[50]

Comentando a respeito da precisão histórica da série, o showrunner Michael Hirst comentou: "tive que tomar liberdades com Vikings porque ninguém sabe ao certo o que aconteceu na Idade das Trevas" e que "queremos que as pessoas o assistam. Um relato histórico dos vikings atingiria centenas, talvez milhares, de pessoas. Nós temos que atingir milhões."[51]

Quando perguntada sobre por que ela teria lambido a mão do personagem do Vidente, a atriz Katheryn Winnick respondeu: "Era algo que não estava originalmente no roteiro, e queríamos fazer algo único e diferente."[52]

Referências

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  2. Vikings (em inglês). Take 5 Productions. Página visitada em 11-3-2014.
  3. Prada, Joana (5 de março de 2013). Novo vídeo de Vikings, a série estreante do History Channel. Minha Série. Página visitada em 8-3-2013.
  4. Furquim, Fernanda (5 de março de 2013). ‘Vikings’ é a nova série do canal History. Veja. Página visitada em 8-3-2013.
  5. a b c VIKINGS Tops The Ratings With 8.3 Million Viewers. Irish Film Board (5 de março de 2013). Página visitada em 14-3-2013.
  6. Brasileiro, Bárbara (5 de março de 2013). Nova série Vikings estreia com grande audiência na televisão americana. Minha Série. Página visitada em 8-3-2013.
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  10. Turnbow, Tina (18 de março de 2013). Reflections of a Viking by Clive Standen (em inglês). Huffington Post. Página visitada em 19-3-2013.
  11. Mitchell, John (25 de abril de 2013). 'Vikings' season finale: Mysterious beauty tempts Ragnar. EW.com. Página visitada em 25-4-2013.
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  13. Yeo, Debra. Mr. Hockey, Gordie Howe, plays again in CBC-TV movie, Toronto Star, 28 de abril de 2013. Página acessada em 5-1-2014.
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  17. Kelpie, Colm. Viking hordes are back to make history, Irish Independent, 17 de agosto de 2012. Página acessada em 5-1-2014.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]