Ayn Rand

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Ayn Rand
Nome completo Алиса Зиновьевна Розенбаум
Data de nascimento 2 de fevereiro de 1905
Local de nascimento São Petersburgo, Império Russo
Nacionalidade russa
Data de morte 6 de março de 1982 (77 anos)
Local de morte Cidade de Nova York,  Estados Unidos
Gênero(s) Filosofia
Ocupação escritora, filósofa
Cidadania americana
Cônjuge Frank O'Connor
(m. 1929-1979, sua morte)
Influências Aristóteles, Tomás de Aquino, Fiódor Dostoiévski, O. Henry, Victor Hugo, Ludwig von Mises, Henry Louis Mencken, Friedrich Nietzsche e Isabel Paterson
Influenciados Paul Ryan, Martin Anderson, Bob Barr, Andrew Bernstein, Harry Binswanger, Barbara Branden, Nathaniel Branden, Steve Ditko, Edith Efron, Terry Goodkind, Allan Gotthelf, Alan Greenspan, Robert Hessen, Erika Holzer, John Hospers, David Kelley, Anton LaVey, Liu Junning, Edwin A. Locke, Tibor Machan, Stefan Molyneux, Ron Paul, Neil Peart, Leonard Peikoff, George Reisman, Murray Rothbard, John Ridpath, Chris Matthew Sciabarra, George H. Smith, Kay Nolte Smith, L. Neil Smith, Tara Smith, John Stossel, Robert Nozick.
Prêmios Prêmio Prometheus
Assinatura Sign Ayn Rand.png
Citação de Ayn Rand numa placa do Walt Disney World: "Ao longo dos séculos, existiram homens que deram os primeiros passos em novas estradas armados apenas com a sua própria visão"

Ayn Rand, nascida Alisa Zinov'yevna Rozenbaum (em russo: Алиса Зиновьевна Розенбаум; São Petersburgo, 2 de fevereiro de 1905Nova Iorque, 6 de março de 1982) foi uma escritora, dramaturga, roteirista e filósofa norte-americana de origem judaico-russa, mais conhecida por desenvolver um sistema filosófico chamado de Objetivismo, e por seus romances.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida e educada na Rússia, Rand emigrou para os Estados Unidos em 1926. Ela trabalhou como roteirista em Hollywood, e teve uma peça produzida na Broadway, no período de 1935 a 1936.

Alcançou a fama com seu romance The Fountainhead (que foi lançado no Brasil com o título de A Nascente, e deu origem a um filme homónimo conhecido no Brasil por Vontade Indômita), publicado em 1943. Em 1957 lançou seu melhor e mais conhecido trabalho, o romance filosófico Atlas Shrugged (no Brasil, Quem É John Galt?, inicialmente lançado em 1987 e, posteriormente, relançado em 2010 como A Revolta de Atlas).

Sua filosofia e sua ficção enfatizam, sobretudo, suas noções de individualismo, autossustentação e capitalismo. Seus romances preconizam o individualismo filosófico e a livre iniciativa econômica[1].

Ela ensinava:

  • Que o homem deve definir seus valores e decidir suas ações à luz da razão;
  • Que o indivíduo tem o direito de viver por amor a si próprio, sem ser obrigado a se sacrificar pelos outros e sem esperar que os outros se sacrifiquem por ele;
  • Que ninguém tem o direito de usar força física para tomar dos outros o que lhes é valioso ou de impor suas ideias sobre os outros.

Um admirador de Ayn Rand, David Nolan, organizou, em 1971, o Partido Libertário Americano, cujo programa original tinha os traços que ela mesma defendia nos anos 40.[2] Posteriormente, ela brigou com libertários como Murray Rothbard[3] e passou a criticar o partido[4] pelo fato da filosofia dela ter se distanciado a da escola austríaca.[5][6]

Um de seus principais pupilos foi Alan Greenspan, mais tarde presidente da Reserva Federal (o sistema de bancos centrais dos Estados Unidos).[7][8]

Ela se posicionou também como uma anti-arabista e sionista durante o conflito árabe-israelense.[9]

Obras[editar | editar código-fonte]

Ficção[editar | editar código-fonte]

Não-ficção[editar | editar código-fonte]

Influência em outras mídias[editar | editar código-fonte]

Música[editar | editar código-fonte]

Jogos eletrônicos[editar | editar código-fonte]

  • Na série de games BioShock o personagem Andrew Ryan, magnata fundador da cidade submarina de Rapture, é uma referência explícita à escritora dentro do enredo do jogo. A partir da formação do nome, até a filosofia pessoal do personagem, como a tentativa de utopia na criação da cidade no fundo do mar, invariavelmente comparada com a obra Atlas Shrugged.[carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Atlas Society: Objectivism
  2. BRANDEN, Barbara, The Passion of Ayn Rand (New York: Anchor, 1987), 413-414, apud Ayn Rand & Atlas Shrugged: Introduction "Em 1971, quando um pequeno grupo de pessoas, desiludido com o Partido Republicano, reuniu-se em Denver para formar o Partido Libertário, John Hospers escreveu a declaração de princípios, a qual foi aprovada por unanimidade e com gritos de aprovação - [era] uma declaração de princípios de Ayn Rand, sobre o direito moral do homem à liberdade, à defesa do interesse próprio, à busca irrestrita de seus objetivos e à recusa do uso da força física, salvo em retaliação ao uso anterior de força (...) 'Sem Ayn Rand', disse David Nolan, o fundador do Partido Libertário, 'o movimento libertário não existiria' ".
  3. The Sociology of the Ayn Rand Cult
  4. «AYN RAND Q&A ON LIBERTARIANISM» [S.l.: s.n.] Instituto Ayn Rand. Consultado em 11 de novembro de 2013. 
  5. Keiser Report: Frankenmarkets and Austrian Economics
  6. Ayn Rand & Atlas Shrugged: Introduction
  7. Rand's Influence on Alan Greenspan
  8. Ayn Rand’s Literature of Capitalism, Por Harriet Rubin. NY Times, 15 de setembro de 2007.
  9. [1] Arquivado em agosto 22, 2007 no Wayback Machine

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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