Bandeira do Paraná

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Bandeira do estado do Paraná
Bandeira do estado do Paraná
Aplicação
FIAV 111000.svgFIAV normal.svg
Proporção 7:10
Adoção 27 de maio de 2002
Cores
  Verde
  Branco
  Azul escuro
Tipo estaduais

A bandeira do Paraná é um dos símbolos oficiais do estado, ao lado do brasão e do hino e foi oficializada por força do decreto estadual nº 8, de 9 de janeiro de 1892. Tinha em seu centro o escudo do estado, que foi oficialmente usado até 1905. O projeto foi apresentado pelo cidadão Manuel Correia de Freitas numa sessão da Assembleia Legislativa do Paraná de 3 de julho de 1891 e o desenho foi executado pelo artista Paulo de Assunção.

Aprovada pelo decreto-lei estadual nº 2.457, de 31 de março de 1947, é composta de um retângulo verde cortado por uma faixa diagonal branca, que descende da esquerda para a direita. Sobre a faixa, no centro, aparece em azul, a esfera do Cruzeiro do Sul. Corta a esfera, uma faixa branca com o nome do Estado em maiúsculas de verde. Circundam a esfera, pelo lado direito, um ramo de pinheiro, e pelo esquerdo, um ramo de erva-mate.

História[editar | editar código-fonte]

O território que hoje é o Paraná, anteriormente integrando a Capitania de São Vicente e mais tarde a Província de São Paulo, foi uma região receptora de exploradores, bandeirantes e tropeiros de passagem (ou que aqui foram radicados) que, apesar da não existência de registro oficial, foram os condutores da Bandeira de Portugal.[1]

Porém, desde a Independência do Brasil, depois de criada a bandeira do império, em 18 de setembro de 1822, os brasileiros começaram a hasteá-la nos prédios públicos, até novembro de 1889, quando a bandeira republicana substituiu a anterior.[2]

Ao longo da sua história, o Paraná teve nove bandeiras históricas, sendo 98 anos de período republicano:[3]

  • antes de 1822, foram tremuladas as bandeiras de Portugal;
  • entre 1822 e 1853, a bandeira do Império do Brasil, com 19 estrelas;
  • entre 1853 a 1889, a bandeira do Império do Brasil, com 21 estrelas;
  • entre 1892 e 1905, a primeira bandeira paranaense (13 anos de permanência);
  • entre 1905 e 1923, a segunda bandeira paranaense (18 anos de permanência);
  • entre 1923, com a bandeira paranaense abolida, e 1947, a atual Bandeira do Brasil (24 anos);
  • entre 1947 e 1990, a terceira e atual bandeira paranaense desde 2002 (43 anos de permanência);
  • entre 1990 e 2002, a quarta bandeira estadual (12 anos de permanência).
  • desde 2002, a mesma bandeira de 1947.

1892-1905[editar | editar código-fonte]

FIAV historical.svg1892 a 1905.

Quando foi realizada a 23ª sessão extraordinária do Congresso Legislativo (atual Assembleia Legislativa) do Estado do Paraná, em 3 de julho de 1891, o Deputado Manoel Correia de Freitas mostrou o desenho da primeira bandeira estadual, cujo autor do artista Paulo de Assumpção, que o Decreto nº 8, de 9 de janeiro de 1892 da Junta do Governo Provisório do Estado, cujas autoridades constituintes são, a saber: Coronel Roberto Ferreira, Joaquim Monteiro de Carvalho e Bento José Lamenha Lins.[2]

Abaixo, a leitura que consta no artigo 1º do Decreto nº 8:[2]

Essa Bandeira consiste em um retângulo verde, cortado transversalmente da esquerda para a direita, por uma longa "faixa" [trata-se de uma banda] branca tendo no centro e sobre a mesma "faixa" uma esfera azul, contendo na zona equatorial e em sentido oblíquo na ordem descendente da esquerda para a direita a legenda "Ordem e Progresso" em letras, inscritas em dois círculos da mesma cor. Perpendicularmente a estas linhas cai outra de cor branca, representando a linha zodiacal. Sobre a esfera, no ângulo superior da esquerda o barrete frígio de cor vermelha. No hemisfério inferior ao ângulo esquerdo uma das estrelas da Constelação do Cruzeiro do Sul e no direito as quatro restantes. Circundava o hemisfério inferior um ramo de araucária à esquerda e outro de erva-mate à direita, entrelaçados.

O termo "faixa" não é correto, pois a faixa está situada na horizontal e fixa-se nos flancos, enquanto a banda estende-se entre o ângulo superior direito e o ângulo inferior esquerda, como neste caso.[2]

O lado direito ou esquerdo mencionados eram indicadores da posição da pessoa que a olhava a bandeira, erroneamente relacionado ao que utiliza-se em heráldica, cujo lado direito do observador é correspondente ao esquerdo da bandeira. Dessa forma, heraldicamente o ramo de pinheiro (Araucaria angustifolia) estava localizado à esquerda e o de erva-mate, à direita, em posição diferenciada das que foram seguidas.[2]

As Disposições Transitórias da segunda Constituição Estadual de 7 de abril de 1892 referendaram a primeira bandeira do estado do Paraná.[2]

1905-1923[editar | editar código-fonte]

FIAV historical.svg 1905 a 1923.

No dia 16 de março de 1905, quando foi realizada a 37ª reunião ordinária do Congresso Legislativo, o Deputado Romário Martins mostrou o Projeto de Lei de modificação da bandeira. Abaixo, descrição vista que consta no artigo 2º, cuja grafia da época foi mantida:[4]

A Bandeira será até aqui adoptada consistindo num quadrilongo de cor verde, cortado transversalmente, de alto a baixo e do ângulo direito superior para o opposto, por uma larga faxa [sic] em arco, de cor branca e occupando o centro desta faxa e da bandeira, uma esfera azul, contendo na zona equatorial e em sentido oblíquo, na ordem descendente, uma faxa branca com a inscripção "Paraná". No hemisphério inferior, uma grinalda formada de dois ramos de pinho e mate.

O aparecimento do termo errado de faixa retornou; no desenho verdadeiro, é uma banda em arco. O lado direito e esquerdo estão com a posição correta. O topônimo "Paraná" em verde substituiu Os dísticos "Ordem e Progresso" em branco. Retirou-se o barrete frígio e a linha zodiacal. A faixa branca com essas expressões, anteriormente oblíqua descendente, passou a ascendente. As cinco estrelas foram continuadas em igual posição.[4]

Os ramos de pinheiro e de erva-mate ficaram à direita e à esquerda, em respectivo, apesar das acículas do pinheiro e das folhas da erva-mate em diminutos aglomerados igualmente distantes. É notado que a partida de um nó igual das folhas da erva-mate não é naturalmente disposta, motivando a ideia de um diferente vegetal (talvez o café).[4]

Aprovou-se este projeto e objeto da Lei nº 592, de 24 de março de 1905, sob sanção do Presidente Vicente Machado da Silva Lima e referendo de Bento José Lamenha Lins.[4]

Em memorável pronunciamento na sessão cívica, que realizou-se em 7 de setembro de 1922, às vinte e duas horas no Teatro Guaíra (que localizava-se na Rua Doutor Muricy), comemorando o Primeiro Centenário da Independência, o Presidente do Estado, Doutor Caetano Munhoz da Rocha, foi dirigido aos deputados estaduais com a proposta de supressão da bandeira, revogando o artigo 12 das Disposições Transitórias da Constituição de 7 de abril de 1892, que a Lei nº 2.182, de 15 de março de 1923. Dessa data até 1947, pois por cerca de 24 anos, no Paraná apenas hasteava-se a Bandeira do Brasil.[4]

De acordo com a Constituição Estadual de 16 de maio de 1935, no artigo 132, é especificado que: O Estado do Paraná adota, como seus, a bandeira, o hino, o escudo e armas nacionais. O fato de serem abolidos os símbolos estaduais e municipais era constante da Constituição Federal de 16 de julho de 1934, no interior do princípio de "uma só Bandeira e um só Hino para a grandeza do Brasil", sob preconização do Governo Federal.[4]

1947-1990[editar | editar código-fonte]

FIAV normal.svg1947 a 1990, e 2002 até o presente.

Pelo Decreto-Lei nº 2457, de 31 de março de 1947, do governo Moisés Lupion, restabeleceu-se a Bandeira Estadual,[5]

A bandeira compõe-se de um quadrilátero verde, atravessado no ângulo superior direito para o inferior esquerdo por uma larga faixa branca contendo a representação da esfera celeste em azul e as cinco estrelas da Constelação do Cruzeiro do Sul em branco. A esfera é atravessada, abaixo da estrela superior do Cruzeiro, por uma faixa branca com a inscrição “PARANÁ” em verde. Circundam a esfera um ramo de Pinho à direita e outro de Mate a esquerda.

Por curiosidade, o texto do Decreto-Lei referia-se, no artigo 1º, à bandeira restabelecida segundo foi vigorante no momento em que extinta. Ora, a bandeira estadual antes de 1923 possuía banda branca encurvada, as estrelas da Crux eram encontradas na parte inferior da legenda "Paraná", o ramo de pinho (termo que usava-se de maneira incorreta) ficava no lado direito da bandeira (esquerda de quem observa) e o de mate ficava no lado esquerdo (direita de quem observa).[5]

Na bandeira ora se referindo, a banda é reta, a estrela de cima da constelação da Crux encontra-se na parte superior da faixa branca e as outras na parte inferior e o ramo de pinheiro encontra-se no lado esquerdo (direito de quem observa) e o de erva-mate no lado direito da bandeira (esquerdo de quem observa).[5]

É constatado, de novo, que na descrição foi confusa a determinação dos lados: a banda branca inicia-se no ângulo superior direito (da bandeira) e é terminado no inferior esquerdo (ou direito de quem observa); já o ramo de pinheiro indica-se como sendo no lado direito (ou seja, lado esquerdo de quem observa) quando verdadeiramente o desenho o ramo de pinheiro fica no lado esquerdo da bandeira. Uma impropriedade diferente é a denominação de "pinho" ao pinheiro (Araucaria angustifolia), madeira a qual é extraída do pinheiro e não o vegetal ou os ramos.[5]

A quinta Constituição Estadual de 12 de julho de 1947, no parágrafo 1º, do artigo 1º, do Título I, mantém como símbolos a bandeira, o hino e o escudo atualmente adotados, redação que repete-se na sexta Constituição de 8 de maio de 1967.[5]

Na sétima, de 28 de fevereiro de 1970, é constante que: "... O Estado mantém como símbolos, além dos nacionais, a bandeira, o hino e o escudo atualmente adotados e outros estabelecidos em lei". Com redação nova, na oitava de 29 de maio de 1971 (Emenda Constitucional nº 3): "São símbolos estaduais, a bandeira, o escudo em uso na promulgação desta Constituição e o hino estabelecido em lei." O sinete seria criado apenas em 1990.[5]

De acordo com o estabelecido pela nona Constituição Estadual de 5 de outubro de 1989, o artigo 6º (Titulo I, Capítulo I, Seção I) diz o seguinte: "... o Estado adota como símbolos, além dos nacionais, a Bandeira, o Hino, o Brasão de Armas e o Sinete", não sendo determinado se estavam em vigor na data em que foram promulgados, nem sendo fixadas a descrição e os aspectos dos símbolos, motivando o fato de ser necessário o ato complementar.[5]

Em 29 de setembro de 1981, o então Secretário de Cultura e Esportes do Estado, Luiz Roberto N. Soares, foi o criador pela Resolução nº 057 de uma Comissão, cujas pessoas que a constituíram foram Maria de Lourdes Domingues Aguiar (daquela Secretaria), David Carneiro, Oscar Martins Gomes Neto, Ernani Costa Straube (pelo Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense — IHGEP), Oldemar Biasi (da Coordenadoria de Patrimônio da Sece) e Oksana Boruszenko (do Departamento de História da UFPR), depois sucedida por Márcia Elisa de Campos Graff. O objetivo dessa Comissão foi a análise e a apresentação de relatório com relação aos símbolos estaduais.[5]

No dia 10 de fevereiro do ano posterior, a Comissão enviou um circunstanciado "estudo sobre os símbolos estaduais", sendo propostas uma grande diversidade de modificações na bandeira e no escudo de armas, com ausência de descaracterização dos símbolos que já existem, mas a seu ajustamento às normas da heráldica e à história. Porém, este trabalho não andou para frente, deve ter sido alvo de esquecimento em certa gaveta palaciana.[5]

Em 1987, Ernani Costa Straube publicou o livro Símbolos do Paraná: evolução histórica, tendo como conteúdo uma documentação grande e indispensável e a necessidade de imagens que o autor colheu nas fontes oficiais. Este livro, da mesma forma que os termos do Ofício nº 6, que data de 13 de junho de 1988, publicado pelo Presidente do Círculo de Estudos Bandeirantes, Dr. Euro Brandão, motivaram criar uma comissão nova do Secretário de Estado da Cultura, Dr. Renê Ariel Dotti, cujos trabalhos iniciaram-se em 21 de outubro de 1988 e com os objetivos iguais a da Comissão de antes.[5]

Foram comparecidos a convite da Sece, à primeira reunião Tereza Hatue Rezende, Ernani Costa Straube, Sebastião Ferrarini, Denize Haas e Márcia Medeiros (do Museu Paranaense), Edwino Tempski, Marcos Alzamora (coordenador do Patrimônio Cultural), Ivens Fontoura e Lígia Vieira Cesar. Foram justificadas as ausências de David Carneiro, Cecília Westphalen, Walfrido Piloto e Rodolfo Doubeck.[5]

Tereza Hatue Rezende (Chefe da Coordenadoria de Pesquisa e Documentação daquela Secretaria), Ernani Costa Straube e Edwino Donato Tempski (pelo Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense), Sebastião Ferrarini (pelo Círculo de Estudos Bandeirantes), Ivens Fontoura (da Coordenadoria dos Museus) e Sérgio Todeschini Alves (da Coordenadoria de Patrimônio), os dois da Secretaria da Cultura, cuja secretária foi Lígia Vieira Cesar formavam a Comissão, sendo presidente o titular da Pasta.[5]

Em novembro daquele ano, Ernani Costa Straube enviou, por escrito, uma exposição de maior comprimento das razões ao Presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense, General Luiz Carlos Pereira Tourinho, sendo mostradas as impropriedades que existem na proposta do Círculo de Estudos Bandeirantes e sendo apresentada uma posição visando o trabalho aperfeiçoado e o caráter seguramente orientador da Comissão, sendo enfatizado assessoramento técnico necessário numa grande diversidade de áreas, sendo anexado, ainda, a pertinência da documentação histórica e desenhos modulares.[5]

O Ofício nº 57, de 8 de dezembro encaminhou o estudo em questão ao Secretário de Estado da Cultura, tendo o Presidente do IHGEP "manifestado seu integral apoio ao ponto de vista do seu representante que fundamentou o seu trabalho nos princípios já consagrados da heráldica", sendo solicitando no fim do expediente "a leitura do mencionado parecer, alertando que qualquer modificação precipitada, sobretudo ferindo tradições já que qualquer modificação precipitada, sobretudo ferindo tradições já estabelecidas, pode provocar acerbas críticas dos estudiosos do assunto". Despachou-se este expediente para a Comissão considerar, sendo mantida uma cópia de arquivo no IHGEP para registrar as propostas de Ernani Costa Straube e sua equipe.[5]

A Comissão, que reuniu-se no decorrer de mais ou menos dois anos, serviu como consultora e ganhou a contribuição de valor dada por Vinalto Graff (do Departamento de Zoologia) e Armando Carlos Cervi (do Departamento de Botânica, da UFPR), Zbigniew Henrique Morozowiski (maestro, diretor da Sala Bento Mossurunga), José Tadeu Weidlich Motta (botânico do Herbário Per Karl Dusén) e Fernando Costa Straube (ornitóiogo), os dois do Museu de História Natural da Prefeitura Municipal de Curitiba, José Luiz Manuel da Silva (do Observatório e Planetário do Colégio Estadual do Paraná), Ronaldo Rogério de Freitas Mourão (do Museu de Astronomia e Ciências Afins do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Rio de Janeiro) e João José Bigarella (da UFPR), que, por meio de pareceres técnicos, escritos, serviram como assessores da Comissão numa grande diversidade de áreas de suas especialidades.[5]

Foram servidos de fontes fiáveis uma grande diversidade de obras, sendo destacada a Geografia Física do Estado do Paraná, de autoria de Reinhard Maack, o Projeto Madeiras do Paraná, de autoria de M. Takao Inoue, Carlos Roderjan e Yoshiko Kuniyoshi, os Símbolos do Paraná, de autoria de Ernani Straube, e uma grande diversidade de obras de heráldicas, do Brasil e do estrangeiro.[5]

Com a redação do documento final, em formato de Anteprojeto, cujos símbolos não apenas eram adequados à História do Paraná e às regras heráldicas internacionais, porém, também, vinha em companhia de um Memorial Descritivo de construção e cores, para evitar possíveis distorções futuras, e de um grupo de recomendações no que diz respeito ao uso, respeito, civilidade à bandeira, concluindo pela determinação das entidades estabelecidas, Secretaria de Estado da Cultura, Museu Paranaense e Arquivo Público do Estado, como guardiães do design dos símbolos e vigilantes no que diz respeito à confecção e uso, entrega-se ao Secretário de Estado da Cultura em janeiro de 1990 e enviando, depois, à apreciação do Governador do Estado, Senhor Álvaro Dias.[5]

1990-1992[editar | editar código-fonte]

FIAV historical.svg 1990 a 1992.

Tendo como relator da matéria dos símbolos estaduais o Deputado Estadual Pirajá Ferreira, a Assembleia Legislativa, por votos unânimes, promulgou o projeto, em 20 de agosto, inalterado, que veio a ser convertido na Lei Complementar nº 52 de 24 de setembro de 1990, sob sanção solene no Salão dos Despachos do Palácio Iguaçu, nesta data, e com a presença da Comissão, de autoridades e geralmente da mídia.[3]

Na assinatura solene da Lei Complementar pelo Governador do Estado e do Secretário de Estado da Cultura, o Dr. Carlos Franco Ferreira da Costa, Vice-presidente do Círculo de Estudos Bandeirantes, foi oferecedor ao Governador do primeiro exemplar da nova bandeira; o Professor Ivens Fontoura foi entregador de exemplar em cores do Brasão de Armas, a Professora Tereza Hatue Rezende, um do Sinete do Estado e o Professor Ernani Costa Straube, uma placa de metal que agradeceu a comunidade, cujos dizeres foram lidos por Ernani Costa Straube para ser conhecido por todos.[3]

Foram utilizadores da palavra o Dr. Renê Ariel Dotti, falando dos motivos que levaram a modificar os símbolos, sendo nominados e agradecidos os membros e assessores da Comissão, e o Governador (no fim), dando agradecimento ao satisfatório resultado dos serviços.[3]

A bandeira estadual descrita, sob aprovação da Lei Complementar nº 52, de 1990:[3]

A Bandeira é representada em lavor artístico, por um retângulo de sinopla, com uma banda de argenta, carregada de uma esfera de blau com as estrelas da Constelação do Cruzeiro do Sul em argenta. A esfera é circundada à destra por um ramo de erva-mate (Ilex Paraguariensis Saint Hilaire), frutificado em preto, e à sinistra por um ramo de pinheiro-do-paraná (Araucária angustifolia (Bertoloni) Otto Kuntze) em sinopla, cruzados em ponta, sendo o primeiro ramo sobre o segundo.

É feito por necessidade o comentário de certos itens para entender os motivos que levaram as modificações que a Comissão propôs:[3]

  • mantinham-se as cores por tradição das bandeiras históricas (o verde, o branco e o azul), obedecendo escala cromática fixa internacional;[3]
  • conferiu-se à bandeira uma disposição de maior equilíbrio da banda branca, relacionada retângulo verde, sendo permitida a sobressaída da esfera e dos ramos;[3]
  • corrigiu-se a disposição astronômica da constelação da Crux, de acordo com a posição que corresponde ao céu de 29 de agosto de 1853, no momento da elevação da Comarca de Curitiba, na Província de São Paulo, à categoria de Província do Paraná, Pedro II do Brasil.[3]
  • Retiraram da esfera central a faixa branca e a inscrição "Paraná" cujo topônimo presente era caracterizador de heresia heráldica, pois os símbolos evocam e representam, não sendo precisa uma indicação. O conteúdo de certas bandeiras nacionais é de lemas, porém, jamais o topônimo do país, como é o caso da brasileira, cuja divisa "Ordem e Progresso" e de países como Belize, Andorra e Guiné Equatorial, com "Virtus, Unita, Fortior" (Virtude, Unidade e Mais Corajoso), "Sub Umbra Floreo" (Floresço com a sua sombra) e "Unidad, Paz, Justicia" (Unidade, Paz e Justiça);[3]
  • o ramo de erva-mate, que ficou no lado direito da bandeira, ajustou ao seu realismo botânico, com a adequação da forma e alternação disposta das folhas do caule. As folhas formadas e dispostas nas bandeiras históricas motivaram a ideia a ideia de que era um ramo de café, existindo bandeiras nas quais o ramo mostrava frutos vermelhos. O ramo de erva-mate é possuidor de frutos redondos escurecidos (violetas, mais ou menos pretos);[3]
  • o ramo de Araucaria angustifolia, que coloca-se no lado esquerdo quem observa a bandeira, também experimentou uma alteração botânica, com continuidade de acículas, que distribuem-se no decorrer do ramo, imbricando-se de maneira frouxa e uniforme. Nas bandeiras históricas, o ramo de pinheiro possuiu as acículas com regular distribuição, que espaços esvaziados intercalam, sendo identificada uma espécie diferente de araucária.[3]

O cuidadoso trabalho da Comissão é a fixação em Memorial Descritivo, que constitui-se de cinco módulos, as regras e detalhamentos da construção da bandeira, como:[3]

  • o desenho e confecção modular da bandeira em sete tipos, segundo o desejo da largura, iniciando com 0,45 cm o tipo 1 e com sete panos de largura o tipo 7;
  • as proporções oficiais fixadas para construir cada parte que constitui: largura de 14 módulos, posição e largura da banda, posição e diâmetro da esfera, desenho geométrico, tamanho e posição das estrelas, sendo seguido o sistema cartesiano ortogonal, comprimento, largura e disposição dos ramo, etc.;[3]
  • as cores oficiais fixadas, segundo a escala cromática internacional, com a finalidade de garantia da fidelidade e da unicidade cromática, determinando para a cor verde o 340 D e para a azul o 293 D, da referência película auto-adesiva da linha Pantone/Letraset. Não encontrou-se na documentação oficial toda a referência para fixar essas cores à representação do Estado;[3]
  • as normas de apresentar, hastear, respeitar o símbolo, como guardar, casos em que foi respeitado o símbolo e demais disposições.[3]

A execução do design da bandeira é de autoria de Ivens Fontoura e Adriana Salmazo.[3]

O Memorial concluía com uma extensão de vocabulário, que a Comissão elaborou, sendo melhor compreendidos termos técnicos que usam-se no Antreprojeto.[3]

Em 1991, Ernani Costa Straube determinou a confecção na Casa das Bandeiras dos exemplares das três bandeiras históricas do Paraná, que a empresa montou em mastro e suporte de mesa, e foram entregues ao Governador, ao Secretário da Cultura e ao Diretor do Museu Paranaense, Professor Mauri Cruz.[3]

2002-presente[editar | editar código-fonte]

Em 2002, o governador Jaime Lerner baixou o Decreto-Lei n. º 5.713, de 27 de maio, que restabeleceu os Símbolos do Paraná, representados pela Bandeira, o Brasão do estado do Paraná e o Hino do Paraná, criados em 1947. O decreto atendia a decisão judicial definitiva relativa à Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 15.494-5, proposta pelo deputado federal Florisvaldo Fier, com a finalidade de suspender a eficácia da Lei Complementar nº 52, de 24 de setembro de 1990.

Em 2005, o deputado estadual Rafael Greca apresentou na Assembleia Legislativa projeto de lei instituindo a data de 16 de março como o “Dia da Bandeira do Paraná”. A iniciativa foi convertida na Lei n° 14.746, publicada no Diário Oficial n° 7002, de 22/06/2005.

Simbolismo[editar | editar código-fonte]

Cada um dos elementos e cores da bandeira possui um significado próprio:

  1. Alfa crucis (Estrela de Magalhães);
  2. Beta crucis (Mimosa);
  3. Delta crucis (Pálida);
  4. Gama crucis (Rubídea);
  5. Epsilon crucis (Intrometida).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Straube 2002, p. 65.
  2. a b c d e f Straube 2002, p. 66.
  3. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s Straube 2002, p. 71-74.
  4. a b c d e f Straube 2002, p. 66-68.
  5. a b c d e f g h i j k l m n o p q Straube 2002, p. 68-71.
  6. a b c d Civita, Roberto. Almanaque Abril. São Paulo: Abril, 2003. p. 392.
  7. a b c Atlas ambiental: Campo Mourão, PR, Brasil. São Paulo: Vistadivina, 2010. p. 96.
  8. a b "Paraná". Bandeira.ind.br. Consult. 1º de outubro de 2015. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bandeiras dos Estados e do Distrito Federal brasileiros
Acre Bahia Goiás Minas Gerais Pernambuco Rio Grande do Sul São Paulo
Alagoas Ceará Maranhão Pará Piauí Rondônia Sergipe
Amapá Distrito Federal Mato Grosso Paraíba Rio de Janeiro Roraima Tocantins
Amazonas Espírito Santo Mato Grosso do Sul Paraná Rio Grande do Norte Santa Catarina Brasil
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