Dinastia de Davi

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Casa de Davi
Status Extinta
Estado Reino de Israel

Reino de Judá

Título Rei de Israel

Rei de Judá

Origem
Fundador Davi
Fundação 1030 a.C.
Etnia Hebraica
Atual soberano
Último soberano Zedequias
Dissolução 607 a.C.
Linhagem secundária

A Casa de Davi ou Dinastia de Davi foi a família que governou o Reino Unido de Israel e, após a divisão, o Reino de Judá entre anos 1030 a.C. e 607 a.C. ou 586 a.C. de acordo com algumas fontes.

Origem[editar | editar código-fonte]

A Casa de Davi se originou em Davi filho de Jessé.

Davi[editar | editar código-fonte]

Davi viveu por volta de 1000 a.C., e foi o terceiro rei de Israel, sucedendo a Isboset, filho do rei Saul. Sua história é relatada em detalhes em I Samuel 16:11 e II Samuel 1:1. Foi um rei popular e o personagem do Antigo Testamento que mais vezes é mencionado na Bíblia. Caçula, ele foi o sétimo filho de Jessé, um habitante de Belém. O seu pai parece ter sido um homem de situação modesta. O nome da sua mãe não se encontra registrado, mas costuma-se atribuir a ela o nome de Nahash. Quanto à sua aparência, sabe-se apenas que tinha cabelos ruivos e formoso semblante. I Samuel 16:12

Na narrativa bíblica, ele é descrito inicialmente como apascentador de ovelhas e tocador de harpa na corte do rei Saul, mas ganha notoriedade ao matar em combate o gigante guerreiro filisteu Golias, ganhando o direito de se casar com uma das filhas do rei. Depois da morte de Saul, Davi governou a tribo de Judá, enquanto o filho de Saul, Isboset, governou o resto de Israel. Com a morte de Isboset, Davi foi proclamado rei das doze tribos de Israel e seu reinado marcou uma mudança na realidade do povo hebreu: de uma confederação de tribos, transformou-se em uma nação solidamente estabelecida. Ele transferiu a capital de Hebron para Jerusalém, e tornou-a o centro religioso dos israelitas, trazendo a Arca da Aliança.

Expandiu os territórios sobre os quais governou e trouxe prosperidade a Israel. Seus últimos anos foram abalados por rebeliões lideradas por seus filhos e rivalidades familiares na corte.

Deus concedeu, de acordo com a Bíblia, que a monarquia israelita e judaica viria da sua linha de descendentes. O Judaísmo ortodoxo acredita que o Ungido será um descendente do Rei Davi. O Novo Testamento qualifica Jesus como seu legítimo descendente (Mateus 1), quer por uma descendência legal – era filho adotivo de José, o Carpinteiro, da tribo de Davi – quer por descendência sanguínea, já que era filho de Maria (Lucas 2) que, assim como o marido, fora recensear-se em Belém, terra de seu ancestral.

O profeta Samuel o ungiu ainda durante o reinado de Saul, causando ciúmes neste. Por isto, Davi viveu, até à morte de Saul, como fugitivo e exilado.

Capturou Jerusalém dos jebuseus, tornando-a capital do reino de Israel.

A Davi atribuem-se diversos salmos da Bíblia (cerca de 73). Muitos salmos são historicamente datados após a morte de Davi.

Davi teve dezoito filhos: Amnon, Quileabe, Absalão, Adonias, Sefatias, Itreão, sendo estes nascidos em Hebrom.(II Samuel 3:2-5) Em Jerusalém, nasceram-lhe os filhos: Samua, Sobabe, Natã, Salomão, Ibar, Elisua, Nefegue, Jafia, Elisama, Eliada, Elifelete (II Samuel 5:14-16) e Tamar.(II Samuel 13:1)[1]

História[editar | editar código-fonte]

No Primeiro Livro de Samuel, diz que a monarquia foi concedida à Casa de Davi por Deus.

Inicialmente, Davi reinava apenas sobre a tribo de Judá a partir de Hebrom, mas depois de sete anos e meio, as outras tribos israelitas também o aceitaram como seu rei, como relatado no Livro das Crônicas.[2]

Reis subsequentes, primeiro no Reino Unido de Israel e depois no Reino de Judá, mantiveram sua ascendência direta do rei Davi para validar sua adesão ao trono.

Após a morte do rei Salomão, as dez tribos do norte do reino de Israel rejeitaram a linhagem davídica ao não aceitarem Roboão, filho de Salomão, como seu rei, escolhendo Jeroboão em seu lugar, formando assim o reino do norte de Israel. Assim, somente o reino de Judá, formado pelas tribos de Judá e Benjamim, permaneceu sob o controle da Casa de Davi. Estes seriam finalmente conquistados por Nabucodonosor II, que os expulsou de seu território no que é conhecido como o cativeiro babilônico.

O Exílio[editar | editar código-fonte]

Após a conquista de Judá por Nabucodonosor, a maior parte de sua população foi deportada para a Mesopotâmia, dando origem ao cativeiro da Babilônia. Lá, a autoridade hebraica de maior hierarquia era a exilarca (em hebraico, Reish Galuta), que tinha que pertencer à linhagem de Davi. Algumas famílias judias deportadas fizeram parte desta dinastia, mantendo a prole de Davi viva. O titular da posição foi considerado como rei em espera.[3]

Lista de monarcas[editar | editar código-fonte]

Reino de Israel[editar | editar código-fonte]

Reino de Judá[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografias[editar | editar código-fonte]